Justiça vive uma péssima fase e Supremo não dá um bom exemplo aos magistrados

Roberto Monteiro Pinho                                             

Órfãos na comunicação e preocupados com a imagem junto à sociedade, 20 juízes participaram no dia 27 de setembro da primeira edição do curso “O Magistrado e a Mídia”. A proposta do Judiciário é o de qualificá-los, através do curso promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

Para isso, programou a visita dos juízes aos bastidores da sucursal da Rede Globo em Brasília e, na sequência, um media training nas dependências da Secretaria de Comunicação Social do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Durante o curso, os juízes tiveram de propor soluções para uma situação hipotética com potencial de afetar a credibilidade do Judiciário, hoje seu “calcanhar de Aquiles”, principalmente após repercussão do caso mensalão.

A referência para os 14,5 mil juízes brasileiros tem sido a postura dos ministros nos tribunais, mas com o show de jurisdição e a constante procura pela exposição de mídia, nos prolongados e extensos votos dos membros da Corte Superior, cresce a expectativa de que a seriedade para julgar perdeu lugar para o exibicionismo, promovendo a medíocre postura de formador de opinião de quinta categoria e fazendo com que temas conflitantes da vida do brasileiro sejam banalizados nos tribunais.

Por sua vez, reage o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, declarando a imprensa que parte dos juízes brasileiros não aplica devidamente as leis de combate à corrupção devido a relações políticas com aqueles que poderão influenciar sua promoção na carreira. E agora?

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11 thoughts on “Justiça vive uma péssima fase e Supremo não dá um bom exemplo aos magistrados

  1. O gollpismo-ditatorial malandro, bandido e assassino, tanto quanto o partidarismo do mesmo jaez, há muito tempo, estão matando a Política de Verdade. Portando, agora, CHEGA DOS MESMOS. Evoluir é preciso. E nesse sentido, o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro propõe Coalizão Progressista ( PSOL-PSTU-PMN-PEN-PCO…), em parceria com o a RPL-PNBC-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, a MEGA-SOLUÇÃO, o Novo Caminho para o Novo Brasil de Verdade, em contraponto ao velho continuísmo da mesmice (situação, oposição e gollpismo-ditatorial). Aos 05/10/2013, Ele participou de encontro do PSOL, onde falou e disse a todos os presentes, e debatedores, que ali estava para propor a parceria inédita entre o Fato Novo de Verdade (RPL-PNBC-ME) e os Partidos Progressistas, que ainda detém alguma credibilidade e autoridade moral junto à sociedade consciente, com a finalidade de fazer acontecer a mais ampla e mais profunda transformação estrutural que este país está necessitando há 513 anos, para o bem de todos.

    • Vi o José Eduardo Cardozo. Onde quer chegar com esse primarismo? Então, o comentarista pode me explicar como um ministro que se diz de esquerda há anos restringe e ferra direitos de vítimas da ditadura? Não sabia que ele deixou muitos anistiados morrerem sem ressarcimento? Leia a história do militante Diniz Cabral Filho, que caiu por causa da Dilma, e comprove o esquerdismo dessa gente. Aprenda um coisa na prática da política brasileira. Esses picaretas jogam duplo. Se o comentarista pensa em pôr a mão no fogo por algum opositor, vai se queimar. Estão todos aí para se promoverem em seus nichos às custas de otários. O José Eduardo fatura sofrimentos alheios e ossos de desaparecidos, outros faturam grana viva de multinacionais e governos estrangeiros. E os trouxas esperando a chegada de papai noel.

      • Não se trata de primarismo, apenas de mostrar verdades que muitos gostam de esconder ou fingirem que não existe – como a cumplicidade do PT e outros partidos com as FARC. Não conheço a história do militante citado, mas conheço bem a história não contada do Brasil ou melhor dizendo “A Verdadeira História do Brasil” contada pelo nacionalista, defensor da educação e membro da ABL Gustavo Barroso, tal qual sua obra “Brasil: Colônia de Banqueiros”. Não coloco a mão no fogo por ninguém, ainda mais tratando-se de política. Voto nulo há três eleições, não apenas por não observar progresso na cultura do candidato “menos pior” quanto por não acreditar na autenticidade de urnas eletrônicas (quem entende de código fonte sabe o que digo). Mas dada sua reação, também despertou-me saber se possui algum candidato e, logicamente, se pões a mão no fogo pelo mesmo.

        Saudações

        • O escritor Gustavo Barroso foi um integralista e racista declarado. Sacaneava judeu. Depois da derrota dos integralistas, que ele insuflou contra Vargas, tirou o dele de fininho da reta,como bom covarde, e foi poupado de levar uns tapas do repressor Felinto Müller. Nacionalista e macaquito de Hitler? Já morreu há mais de 50 anos e poucos se lembram dele. Quanto às FARCS, é assunto colombiano que o presidente lá está com eles conversando. Não me interessa e a ninguém nas ruas do Brasil. Minha reação foi para lhe provar que o ministro assinalado no video de seu link é um picareta, como todos aí que jogam duplo.

          • Primeiramente, caso se refira como racismo ao alardeado ‘antissemitismo’ de Barroso, que me conste judeu não é raça, é um povo. Pré-conceituoso? À primeira vista ele poderia até ser tido como, porém seu posicionamento contra os mesmos era muitíssimo bem embasado. Macaquito de Hitler? Que não seja por um lapso de memória, não me lembro de ter lido nada de Barroso exaltando o sujeito – o que de fato seria uma lástima. Em relação a Vargas, prefiro me abster para não polemizar. Se as FARC não interessam à quem está nas ruas ou é por desconhecimento de causa ou é por cumplicidade com relação à elas. As FARC enquanto organização podem ser um assunto colombiano, mas suas atividades passaram a ser de interesse brasileiro (no mínimo) desde quando Beira Mar deu a famosa entrevista de 2001, agravado pelo fato de alguns partidos brasileiros (como o que governa o país há 10 anos) sentarem-se ao lado de membros desta organização criminosa na mesma mesa. Inclusive penso que todo brasileiro usuário de droga que tem discernimento sobre a mazela do consumo da mesma à segurança pública deveria ter a cara arrebentada. Por fim, no que diz respeito ao ministro do vídeo e aos demais que jogam duplo, concordo plenamente.

    • Ele foi o quadro intelectual mais importante do integralismo, que era declaradamente partidário do hitlerismo à época. Seu colega de partido e chefe político Plínio Salgado, outro covardaço que fugiu depois de tentar golpear Getúlio, até imitava Hitler ridiculamente. Suas declarações políticas era claras. Cansou de apoiar discriminação e repressão gratuita aos judeus aqui no país, que na época no Rio eram pequenos comerciantes que moravam nos subúrbios e alguns poucos conhecidos joalheiros. Os banqueiros eram brasileiros e cristãos, ao contrário da Alemanha. O que passou é que os integralistas se ferraram quando atacaram Getúlio e tentaram matá-lo. Escapou de levar umas porradas do Felinto Müller por sair de fininho e calado, depois de insuflar otários pés de chinelos atacantes e sobreviventes que foram trucidados dentro do Palácio Guanabara. Desde a Segunda Guerra, principalmente quando o Brasil ingressou na guerra contra o Eixo, Gustavo Barroso foi posto politicamente na lata do lixo da história.

  2. Joaquim falou a verdade. Há nos Tribunais muita politicagem. Geralmente os “promovidos” fazem parte da “patota”. O pior é que não costumamos assistir os honestos levantarem a voz contra as maças podres. Barbosa e Calmon são felizes exceções. O resto, sob o manto do silêncio, acobertam os bandidos de toga, prevaricando, portanto.

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