Kátia Abreu confirma que procurou Lewandowski dias antes da votação

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Lewandowski fingiu ter sido surprendido

Duarte Bertolini

Para eliminar as dúvidas, nada como o testemunho da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que participou ativamente da armação do golpe no Senado para manter os direitos humanos de Dilma Rousseff e de quem mais vier a ser cassado. Uma matéria feita nesta sexta-feira pelo jornalista Polibio Braga, editor de um blog muito respeitado aqui no Rio Grande do Sul, não deixa dúvidas sobre a armação com a participação previa do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federa. È só conferir a entrevista da senadora Katia Abreu à Radio Gaucha hoje de manhã.

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ENTENDA COMO O PT, LEWANDOWSKI E RENAN
ARMARAM PARA SALVAR OS DIREITOS POLÍTICOS

Polibio Braga

Nesta entrevista que a senadora Kátia Abreu, PMDB, concedeu esta manhã para a Rádio Gaúcha, RBS, ao responder a uma pergunta direta da jornalista Carolina Bahia, fica bem claro que o requerimento que o PT protocolou para pedir o fatiamento do julgamento de Dilma Rousseff, já era do conhecimento antecipado do presidente Ricardo Lewandowski e do senador Renan Calheiros.

“Eu estive com o ministro e com o senador, dias antes do julgamento, avisando que apresentaríamos o requerimento”, declarou Kátia Abreu.

A senadora usou o plural porque referia-se ao PT. A bancada do PT foi quem apresentou inesperadamente o requerimento, pouco antes da votação do impeachment, o que levou Lewandowski a decidir pelo esquartejamento.

Kátia Abreu nega que o ministro e o senador tenham orientado a bancada do PT na confecção do requerimento, mas a entrevista joga luzes inesperadas e inéditas sobre a manobra. Lewandowski e Renan sabiam tudo antes da sessão, calaram-se sobre a manobra e até demonstraram certa “surpresa” quando o PT protocolou o requerimento.

O próprio discurso da senadora, apelando para a situação de “miserabilidade” de Dilma, tentando compadecer seus colegas, fez parte da encenação.

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2016/09/saiba-como-pt-lewandowski-e-renan.html

18 thoughts on “Kátia Abreu confirma que procurou Lewandowski dias antes da votação

    • -Pois é, Virgílio:

      “Agora, o que não se pode admitir é que, de um lado, para a ex-presidente valha uma regra [cassação não signifique necessariamente perda dos direitos políticos] e para Delcídio do Amaral valha outra [cassação signifique necessariamente perda dos direitos políticos]. Assim, de duas, uma: ou Delcídio foi cassado sem a perda dos direitos políticos, ou o impeachment da ex-presidente é nulo”, escrevem os advogados do ex-senador.”

      -Está mais do que certo!!!

      • Esse acordão foi um liberou geral, uma enorme operação abafa… Ontem mesmo teve mais uma reunião do STF para acabar com a prisão em segunda instância.
        Isso sem contar que 67% da corrupção se dá nos estados e municípios, pela nova lei os municípios não tem mais de prestar contas aos TCEs, bastando 1/3 dos vereadores para a aprovação das contas dos prefeitos….

  1. Senador João Alberto Souza PMDF-MA:

    “No plenário, somos 19 senadores do PMDB, dez votaram por não suspender os direitos políticos, sete votaram contra e dois se abstiveram, que foram o líder da bancada e o ex-presidente Valdir Raupp. Naquele momento éramos os juízes e nosso julgamento foi aquele que nossa consciência determinou. Nem Renan, nem nenhuma pessoa do palácio falou comigo. Todos os ex-ministros da Dilma, com exceção de dois, votaram pela permanência de seus direitos. Achei também que era muito justo. Não vou chutar cachorro morto. Nos matamos a Dilma, tirando-lhe o mandato.”

    Se a Dilma se tornou um cachorro morto, a causa da morte terá sido corrupção crônica…
    (Sputinik)

  2. Liberou geral, não dizia ???

    Operação lava jato .

    02/09/2016 19h01 – Atualizado em 02/09/2016 19h26

    OAS pede ao STF desbloqueio de valores determinado pelo TCU

    Empresa teve mais de R$ 2 bilhões bloqueados por decisão do tribunal.
    Ministro desbloqueou bens da Odebrecht; OAS pede mesmo entendimento.

  3. Tanto que Lewandowski sabia que preparou duas (quatro) ATAS com a sentença do julgamento. “COM” e “SEM” Inabilidade. O próprio ministro Lewandowski declarou logo após as votações a rapidez com que as ATAS foram preparadas. Ou melhor foram PRÉ-preparadas.

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