Lava Jato denuncia Gim, Valério, Delúbio e outros 17, mas esquece Genoino

Delúbio está de volta à parada de sucessos da corrupção

Ricardo Brandt
Estadão

Em duas denúncias criminais divulgadas nesta sexta-feira, 6, o Ministério Público Federal acusa 20 investigados de duas fases da Operação Lava Jato. Em uma das denúncias, entre os novos acusados por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação, estão o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), os empreiteiros Marcelo Odebrecht (Odebrecht), Ricardo Pessoa (UTC Engenharia) e Léo Pinheiro (OAS) e outros seis investigados. Segundo a Procuradoria da República, o ex-senador ‘solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs no ano de 2014′.

“Ficou comprovado que o ex-senador e pessoas próximas, em conluio com dirigentes de empreiteiras envolvidas no megaesquema criminoso instalado na Petrobrás acertaram e promoveram o pagamento de vantagens indevidas entre os meses de abril e dezembro de 2014 com o objetivo de obstruir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Senado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado e na Câmara dos Deputados”, diz nota da força-tarefa.

CPIS FRAUDADAS

As CPIs haviam sido abertas para investigar supostos crimes contra a Petrobrás. A Procuradoria informa que constatou que houve acerto de pagamento de propina para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento. Gim Argello era membro da CPI do Senado e vice-presidente da CPMI.

“A ideia era cobrar o montante de R$ 5 milhões de cada uma das empreiteiras envolvidas”, afirma o Ministério Público Federal.

Na outra denúncia, são acusados de lavagem de dinheiro de R$ 6 milhões o empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André, e mais 8 investigados, entre eles o publicitário Marcos Valério – operador do Mensalão, além do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Segundo a força-tarefa, Ronan Maria Pinto ‘está entre os beneficiários de empréstimo fraudulento feito junto ao Banco Schahin em favor do PT’. O empresário de Santo André foi preso na Operação Carbono 14 – desdobramento 27 da Lava Jato.

BUMLAI ENVOLVIDO

Para os investigadores, os R$ 6 milhões fazem parte de um total de R$ 12 milhões emprestados pelo Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai, em outubro de 2004. O próprio Bumlai afirmou à Polícia Federal que o dinheiro foi destinado ao PT. Na época, Delúbio Soares – condenado no Mensalão – era o tesoureiro do partido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Entre os denunciados, há outras figuras carimbadas, como o publicitário Marcos Valério, o jornalista Breno Altman, amigo de José Dirceu, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT. Não foi revelado o motivo de ter sido poupado o ex-presidente do PT, José Genoino, aquele que estava morrendo na cadeia e que pediu reajuste da pensão para mais de R$ 30 mil alegando cardiopatia gravíssima, mas que miraculosamente se recuperou depois que foi solto. Se não for denunciado, Genoino pode ficar com complexo de inferioridade e entrar em depressão. Tenham piedade dele. (C.N.)

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