Legalização do jogo vai facilitar lavagem de dinheiro

Dallagnol diz que será impossível evitar lavagem de dinheiro

Eduardo Militão
Correio Braziliense

Procuradores da Operação Lava-Jato acompanham os movimentos do Congresso pela retomada da legalização dos bingos, considerados por eles um mecanismo perigoso para lavagem de dinheiro. Entre os parlamentares investigados pela força-tarefa, pelo menos quatro apoiam a volta do jogo regularizado no país. Um quinto congressista é filho de um dos suspeitos de atuar no megaesquema de corrupção e desvio de recursos da Petrobras e outras estatais de energia por meio de um cartel de empreiteiras.

Semanas antes de o Senado aprovar o jogo em uma comissão no fim do ano passado, o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no Ministério Público do Paraná, Deltan Dallagnol, revirou os arquivos atrás de um artigo acadêmico em que afirmava que a jogatina aumentava a lavagem de dinheiro no país. Ele justificou o motivo de, entre tantos afazeres na maior operação de combate à corrupção do país, resolver republicar um texto de 2010: “Em razão da retomada das discussões no Congresso sobre a legalização dos bingos no Brasil”.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho, afirmou ao Correio que a preocupação é séria. E que não há possibilidade de impedir o crime. “A condição é zero de ter qualquer possibilidade de fiscalização, e quem diz isso é a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)”, sentenciou ele na semana passada. “Os dois órgãos já disseram não ter capacidade de fiscalizar bingos para evitar que sejam usados para lavagem.”

36 thoughts on “Legalização do jogo vai facilitar lavagem de dinheiro

    • Clubes, técnicos e jogadores, eles detestam pagar Impostos.
      Um desses ex-jogadores e agora comentaristas, cita alguma vezes em seus comentários o famoso “no filé”…..
      “file´” na gíria dos jogadores e receber o salário integral sem pagar IR……
      Aliás, cadê a SUPER-RECEITA do everardo maciel, aquele que dizia que ninguém ia escapar das suas garras de Leão.???

  1. Se formos nos basear nesse tipo de conceito é bom o Brasil apagar a luz e o último que sair fechar a porta.

    Agora me digam qual é o problema: é preguiça de fiscalizar ou incompetência completa mesmo?

    No braziu do pt os problemas são resolvidos todos da mesma maneira. É baixa escolaridade? Criam cotas. É a classe média que está diminuindo? Reduzem os parâmetros para o cálculo. É desemprego? Consideram apenas os que estão no mercado de trabalho. E por aí afora. Em vez de corrigirem um problema funcional apenas transformam a aparência de maneira a alterar a sua percepção.

    Se o caso é a dificuldade de fiscalizar a lavagem de dinheiro e a solução é proibi-lo, por que ainda não proibiram o funcionamento dessas igrejas neoevangélicas, que além de lavarem os cérebros dos que vão lá para receber conforto, lavam o dinheiro que extorquem dos infelizes?

    • Amigo Froes
      Disse muito do que eu iria dizer e assino embaixo.
      A fiscalização no Brasil, em todos os governos, é uma vergonha. Drogas, armas, roubo nas estatais, na administração direta e indireta, é um chuveiro de vazamentos de recursos. Sem falar na sonegação direta.
      Pergunto: e nos países onde o jogo é legalizado? Será que também lava dinheiro? estou falando em país e não em boteco de beira de estrada.
      Tudo tem de ser fiscalizado e bem fiscalizado. E ainda precisamos de leis sérias, possíveis de cumprir e de usar. Cassino por cassino, tem outro país com mais jogos do que nós?
      Abraço

      • Bom dia Fallavena.

        Basta ver a estrutura de fiscalização de jogos que tem em Las Vegas, são 3 departamentos especializados, inclusive um que só trata da ‘taxa de retorno’.
        A situação das fiscalizações está falida, em Mato Grosso, havia um posto da Marinha, para policiar os rios e um do Exército, por falta de verbas foram fechados. Atualmente há 8 homens da PF – não dá 3 por turno – para fiscalizar mais de 700 Kms de fronteiras, ou seja passa o que quiser…

    • E além de beneficiar os amigos do rei, o governo, na sua ânsia de arrecadar, está agora pressionando para a legalização pensando no aumento de arrecadação que seria proporcionado pela tributação do jogo legalizado, desconsiderando os muitos fatores em contrário, como a incapacidade de fiscalizar qualquer coisa que ele tem atualmente.

  2. Os antigos “anões do orçamento” já faziam com maestria o branqueamento do dinheiro roubado, através da compra de prêmios das loterias da CEF.
    Parece que a coisa continua. Porque o governo não manda investigar os grandes acertadores de loterias,
    até para dar a eles um atestado de boa conduta, ser for o caso e a nós uma satisfação. Seria interessante.

  3. O Brasil não aprendeu a lição? Será? Quem não se lembra do desastre que foi a liberação dos bingos, anos atrás?

    Eu sinto nojo só de pensar que alguns trabalham para que ocorra nova liberação de algumas modalidades de jogos de azar!

  4. Talvez seja exatamente o fato de que com o CPF deixariam de existir os “prêmios a receber”, que não ficam indefinidamente esquecidos na CEF, mas depois de decorrido um prazo limite vão para o caixa do governo…

    • Wilson, com os prêmios não recebidos não é bem assim. Por, lei , após 90 dia eles teriam de ir para o Fies, que além disso recebe 7,76% do bruto de cada jogo da Caixa. Só que criaram uma mafiasinha, que em parte já caiu, que depois de uns 60 dias consegue, não sei como receber, Certa vez, faz pouco tempo, um conhecido meu ganhou uma parte de um bolão da sena, que dava uma merreca de uns R$ 200,00 , ele foi receber na lotérica que o mandou para a Caixa,. Na Caixa, após uma baita canseira pediram uma série de documentos, depois de entregar esses documento, pedira um COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA. Meu conhecido alegou que isso era ilegal, mas ‘otoridade’ do gerente falou que quem entendia de lei era ele. Por infelicidade desse palhaço esse conhecido é o titular da DP do bairro…. Foi levado na hora.

  5. Meses atrás tivemos este debate na Tribuna da Internet sobre a instituição de cassinos, no Brasil.

    Posicionei-me a favor naquela ocasião, apesar de comentários excepcionalmente bem feitos contrários aos motivos pelos quais eu aprovava esta decisão, que os respeito, mas continuo pensando da mesma forma.

    Acho que impedir a instalação de cassinos porque servirão para lavar dinheiro, que o parlamentar será o dono desses estabelecimentos, que o frequentador será enganado … tais argumentos eu os acataria se o Brasil não fosse uma nação de jogatinas!

    Joga-se com a saúde pública;
    Joga-se com a educação;
    Joga-se com a segurança;
    Joga-se com a corrupção, desonestidade, imoralidade e falta de ética;
    O Congresso joga e perde, desperdiça, bilhões de reais do dinheiro do contribuinte;
    Os mandatários do futebol brasileiro jogam com o povo, com os atletas, com os clubes, com os ingressos, com os juízes, com os estádios de futebol;
    Os partidos políticos jogam com seus estatutos, com suas dignidades, jogam ao se venderem como aliados de um governo insano, apátrida, amoral;
    A nossa mais Alta Corte joga com a Constituição, que lhe dá contornos mediante a vontade dos ministros ou interesses e conveniências, apostando nas mentiras e irregularidades carreiras profissionais que deveriam ser exemplos de conduta;
    Joga-se nas estradas mal cuidadas, mal preservadas, mal mantidas, a vida de milhares de pessoas, que são mortas pela falta exatamente de consideração pelos motoristas e passageiros;
    Joga-se BILHÕES DE REAIS mensalmente através dos jogos da Caixa, cujos computadores se desconhece se manipulam ou não os resultados para que não haja acertador, aumentando as arrecadações, aumentando o dinheiro QUE NÃO SE SABE A SUA FINALIDADE pelo governo corrupto;
    Joga-se com o povo brasileiro, separando-o, dividindo-o, entre os que atendem aos apelos de bandidos e criminosos e aqueles que almejam uma Pátria decente, altaneira, livre de partidarismos e de ideologias retrógradas, arcaicas, genocidas!

    Nessas alturas, declinar de cassinos seria impedir o acesso ao emprego de MILHARES DE DESEMPREGADOS, pela pretensão de proteger as pessoas quando, na verdade, deveríamos nos manifestar com muito mais veemência pelo que já acontece, e permanecemos em casa confortavelmente instalados porque a crise ainda não nos bateu na porta ou as tragédias ou as circunstâncias alheias às nossas vontades!

    Se os cassinos lavarem dinheiro, e daí? Não existe esta modalidade ilícita até mesmo nos bancos?

    Se os cassinos estiverem nas mãos dos parlamentares, e daí? Por acaso os inúteis, perdulários, irresponsáveis e desonestos com o NOSSO DINHEIRO, ainda não nos têm nas mãos quanto ao destino de cada brasileiro?!

    Queremos tapar o sol com a peneira?

    Queremos virar às costas à realidade cruel, que nos engolfa e sufoca, para nos irmanarmos contra as oportunidades de trabalho, de emprego, de dignidade às pessoas sem esperança, sem futuro, sem terem como sustentar as suas famílias e a si próprio?

    Pensem um pouco adiante de seus argumentos pessoais, por favor, e imaginem as milhares de ofertas de trabalho para os que seriam empregados diretamente pelos cassinos, e a dimensão para o turismo, comércio, indústria, as cidades que teriam de se aperfeiçoar e modernizar para tê-los!

    A Copa do Mundo, que gastamos uma fábula de dinheiro, a maior parte DESVIADA E ROUBADA DO CONTRIBUINTE – ainda teremos de ter uma operação da PF neste sentido -, seria muito mais importante e traria infindáveis benefícios a mais que aquele evento, que jamais saberemos quando o teremos de volta!

    Temos problemas de ordem moral? Sim.

    Temos preocupações quanto aos donos desses cassinos? Sim.

    Temos desconfianças quanto às suas legalidades nos jogos oferecidos em suas dependências, se as cartas não são marcadas, a roleta não é viciada, se as máquinas não estão manipuladas? Sim.

    Agora, me respondam com extrema sinceridade, meus caros colegas:

    EXISTE ALGO QUE SE POSSA CONFIAR NO BRASIL? QUE SEJA DECENTE E HONESTO? QUE NÃO TEMOS DÚVIDAS QUANTO AOS SEUS FUNCIONAMENTOS? EVIDENTE QUE NÃO!?

    Se até as urnas eletrônicas à eleições brasileiras são alvos de descrédito, querem o quê?!

    “Ah, mas os cassinos serão manipulados”… fala sério??!!

    E que tipo de democratas somos? Isto pode, isto não pode …

    Quer dizer, a prostituição infantil PODE, pois não vejo protestos neste sentido!

    Os roubos, os assaltos, o desperdício do dinheiro do povo, PODE, em face de que existem brasileiros que não querem o impeachment de Dilma!

    A insegurança, que ceifa a vida de milhares de pessoas, PODE, diante da falta de manifestações para impedir o seu avanço anualmente!

    Os tráficos de armas e drogas, PODE, conforme seus índices cada vez superiores a cada análise, e que matam inocentes, chefes de família, jovens em tenra idade, desgraçam-lhes a vida irremediavelmente!

    Os parlamentares que nos roubam o dinheiro suado e obtido com extremos sacrifícios, e que nos tomam mais de cinco meses de trabalho por ano para patrocinar a orgia que fazem do erário, PODE, em face de que não vamos à frente do Congresso exigir comportamentos adequados e decentes com o que é nosso!

    Mas, cassinos, NÃO PODE!

    Ei, psiu, acorda!

    Meses atrás tivemos este debate na Tribuna da Internet sobre a instituição de cassinos, no Brasil.
    Posicionei-me a favor naquela ocasião, apesar de comentários excepcionalmente bem feitos contrários aos motivos pelos quais eu aprovava esta decisão, que os respeito, mas continuo pensando da mesma forma.
    Acho que impedir a instalação de cassinos porque servirão para lavar dinheiro, que o parlamentar será o dono desses estabelecimentos, que o frequentador será enganado … tais argumentos eu os acataria se o Brasil não fosse uma nação de jogatinas!
    Joga-se com a saúde pública;
    Joga-se com a educação;
    Joga-se com a segurança;
    Joga-se com a corrupção, desonestidade, imoralidade e falta de ética;
    O Congresso joga e perde, desperdiça, bilhões de reais do dinheiro do contribuinte;
    Os mandatários do futebol brasileiro jogam com o povo, com os atletas, com os clubes, com os ingressos, com os juízes, com os estádios de futebol;
    Os partidos políticos jogam com seus estatutos, com suas dignidades, jogam ao se venderem como aliados de um governo insano, apátrida, amoral;
    A nossa mais Alta Corte joga com a Constituição, que lhe dá contornos mediante a vontade dos ministros ou interesses e conveniências, apostando nas mentiras e irregularidades carreiras profissionais que deveriam ser exemplos de conduta;
    Joga-se nas estradas mal cuidadas, mal preservadas, mal mantidas, a vida de milhares de pessoas, que são mortas pela falta exatamente de consideração pelos motoristas e passageiros;
    Joga-se BILHÕES DE REAIS mensalmente através dos jogos da Caixa, cujos computadores se desconhece se manipulam ou não os resultados para que não haja acertador, aumentando as arrecadações, aumentando o dinheiro QUE NÃO SE SABE A SUA FINALIDADE pelo governo corrupto;
    Joga-se com o povo brasileiro, separando-o, dividindo-o, entre os que atendem aos apelos de bandidos e criminosos e aqueles que almejam uma Pátria decente, altaneira, livre de partidarismos e de ideologias retrógradas, arcaicas, genocidas!
    Nessas alturas, declinar de cassinos seria impedir o acesso ao emprego de MILHARES DE DESEMPREGADOS, pela pretensão de protegr as pessoas quando, na verdade, deveríamos nos manifestar com muito mais veemência pelo que já acontece, e permanecemos em casa confortavelmente instalados porque a crise ainda não nos bateu na porta ou as tragédias ou as circunstâncias alheias às nossas vontades!
    Se os cassinos lavarem dinheiro, e daí? Não existe esta modalidade ilícita até mesmo nos bancos?
    Se os cassinos estiverem nas mãos dos parlamentares, e daí? Por acaso os inúteis, perdulários, irresponsáveis e desonestos com o NOSSO DINHEIRO, ainda não nos têm nas mãos quanto ao destino de cada brasileiro?!
    Queremos tapar o sol com a peneira?
    Queremos virar às costas à realidade cruel, que nos engolfa e sufoca, para nos irmanarmos contra as oportunidades de trabalho, de emprego, de dignidade às pessoas sem esperança, sem futuro, sem terem como sustentar as suas famílias e a si próprio?
    Pensem um pouco adiante de seus argumentos pessoais, por favor, e imaginem as milhares de ofertas de trabalho para os que seriam empregados diretamente pelos cassinos e a dimensão para o turismo, comércio, indústria, as cidades que teriam de se aperfeiçoar e modernizar para tê-los!
    A Copa do Mundo, que gastamos uma fábula de dinheiro, a maior parte DESVIADA E ROUBADA DO CONTRIBUINTE – ainda teremos de ter uma operação da PF neste sentido -, seria muito mais importante e traria infindáveis benefícios a mais que aquele evento que jamais saberemos quando o teremos de volta!
    Temos problemas de ordem moral? Sim.
    Temos preocupações quanto aos donos desses cassinos? Sim.
    Temos desconfianças quanto às suas legalidades nos jogos oferecidos em suas dependências, se as cartas não são marcadas, a roleta não é viciada, se as máquinas não estão manipuladas? Sim.
    Agora, me respondam com extrema sinceridade, meus caros colegas:
    EXISTE ALGO QUE SE POSSA CONFIAR NO BRASIL?
    QUE SEJA DECENTE E HONESTO?
    QUE NÃO TEMOS DÚVIDAS QUANTO AOS SEUS FUNCIONAMENTOS?
    EVIDENTE QUE NÃO!?
    Se até as urnas eletrônicas à eleições brasileiras são alvos de descrédito, querem o quê?!
    “Ah, mas os cassinos serão manipulados”… fala sério??!!
    E que tipo de democratas somos?
    Isto pode, isto não pode …
    Quer dizer, a prostituição infantil PODE, pois não vejo protestos neste sentido!
    Os roubos, os assaltos, o desperdício do dinheiro do povo, PODE, em face de que existem brasileiros que não querem o impeachment de Dilma!
    A insegurança, que ceifa a vida de milhares de pessoas, PODE, diante da falta de manifestações para impedir o seu avanço anualmente!
    Os tráficos de armas e drogas, PODE, conforme seus índices cada vez superiores a cada análise, e que matam inocentes, chefes de família, jovens em tenra idade, desgraçam-lhes a vida irremediavelmente!
    Os parlamentares que nos roubam o dinheiro suado e obtido com extremos sacrifícios, e que nos tomam mais de cinco meses de trabalho por ano para patrocinar a orgia que fazem do erário, PODE, em face de que não vamos à frente do Congresso exigir comportamentos adequados e decentes com o que é nosso!
    Mas, cassinos, NÃO PODE!
    Ei, psiu, acorda!

    • Bendl, já conersamos sobre isso, como sempre de forma cordial, principalmente sua, já que eu sou meio pavio curto.

      Até certo ponto concordo com você, porém se fosse para reabrir, por que fecharam os bingos ? Tinham alguns deles como o Bingo Pamplona, em São Paulo, que nada deixava a dever para um casino. Perto de onde eu moro, também havia um outro de excelente padrão, e que sabendo jogar dava até para beber uns uisquinhos e levar uns pixulecos para casa.
      Essas máquinas são programadas com um bom fundo psicológico. No início elas aumentam a quantia jogada, deposi essa quantia cai um pouco, depois sobe, mas menos que o jgo inicial. Dessa forma há uma liberação de neurotransmissores, que trazem ao jogador uma sensação de recompensa no início, só que depois termina na maioria das vezes em frustração.
      Como eu notei isso e o bingo em questão tinha mais de 200 máquinas, eu colocava 20 ou 30 reais, quando ela subia para uns 70, 80, eu pedia para a funcionária encerrar e ‘pulava’ para outra máquina, fazendo o mesmo.
      Passava um tempinho agradável, pagava a minha conta e ainda levava algum.
      Só o gerentão, um baita, sendo politicamente correto, afro descendente, é que me olhava com uma baita cara feia.
      Por isso que eu não entendo essa proibição, para uma futura liberação. Parece que apenas criaram moedas de troca.

    • Não concordo com você, amigo Chicão Bendl. E o faço com convicção! A prática do jogo de azar produz viciação. Pode se tornar um tipo de vício de hábito, com gravíssimas consequências a quem se torna dependente, bem como a seus familiares.

      Portanto primeiramente sou contra a legalização de jogos de azar pelo fator viciante. Assim como sou também contra a legalização de drogas entorpecentes que causem dependência. Sou também contrário inclusive que cigarros e bebidas alcoólicas tenham seu consumo legalizado! Sou radical? Digo que sou honesto com os princípios nos quais tenho convicção.

      Lembro-me de que os bingos eram legais, anos atrás. E que inúmeros brasileiros se tornaram viciados (dependentes habituais/psicológicos) na prática dos jogos de azar, nesses ambientes. E eram ambientes luxuosamente projetados para que lá dentro a noção do tempo fosse completamente perdida. Não recebiam a luz do sol. Possuíam somente luz artificial. E nenhum relógio de parede era visto por lá. Muitos serviam inclusive deliciosos lanches “gratuitamente”, em fartos bufês self-service.

      Boa parte dos clientes daqueles infames bingos eram aposentados, que tristemente deixavam boa parte dos seus benefícios nos caixas da jogatina. Havia até máquinas de caixa eletrônico lá dentro, para que ninguém sofresse de nervosismo por ficar sem grana para apostar.

      Sou também contra porque tais cassinos acabam sempre ficando nas mãos da pior espécie possível de empresários. Foi assim na época daqueles bingos! A lavagem de dinheiro corria solta. Sonegações também eram prática corriqueira. E tudo será da mesma forma, ou ainda pior, caso nova legalização da jogatina seja aprovada!

      O Brasil tem uma série de problemas, distorções e erros variados, como você corretamente cita acima. Mas somente pelo fato de que eles ocorram (disseminadamente!) não se constrói um argumento válido para a colocar idoneidade na legalização de um outro tipo de tráfico:

      – O tráfico da ilusão do ganho financeiro fácil em jogos de azar!

  6. Caros amigos Tamberlini e Juca,

    Pois exatamente com base na forma como os Bingos se apresentaram, que os cassinos deverão corrigir e até mesmo terem muito mais fiscalizações que aquelas salas de ansiedade e angústia, os locais de sofrimento como eu os apelidava.

    Cassino não é para deslumbrados, e sua entrada não pode ser gratuita, deve selecionar seus participantes.

    Não aceito as alegações que o jogo vicia, se estamos viciados na TV, nos automóveis, na violência, no cigarro, na bebida, drogas, no sexo desvairado e irresponsável, humilhante e depravado (a pornografia), em comportamentos antissociais, em preconceitos, enfim, nessas alturas impedir que trabalho seja obtido para milhares de pessoas em nome de irregularidades no passado e nas consequências psicológicas sobre o jogador, trata-se de absoluta incompatibilidade com os graves problemas que nos rodeiam diariamente sem qualquer preocupação neste sentido!

    E quanto à liberdade das pessoas?
    E quanto aos seus direitos sobre as suas vidas?
    E quanto aos seus poderes de decisão sobre si mesmas?
    É justo negar essas prerrogativas democráticas e inalienáveis do ser humano em nome de aspectos éticos e psicológicos discutíveis?

    Temos infinitamente mais problemas e graves que cotidianamente nos colocam em risco, inclusive as nossas vidas, que arriscar perder uns tostões se divertindo, por favor!

    Enfim, ótimo que tenhamos discordâncias neste particular, e que apresentemos as nossas razões para o entendimento ou que fortaleçamos mais ainda as nossas convicções, conforme escreveu Juca, mas é imperioso que avancemos na discussão sobre implementar os cassinos no País, em certas cidades, em alguns Estados da Federação, e possibilitemos mais emprego para quem procura desesperadamente por uma vaga de trabalho!

    E que sejam fiscalizados rigorosamente, tanto no aspecto dos jogos oferecidos, cartas, roleta, máquinas, quanto ao pessoal escolhido para compor as equipes de cada cassino.

    Um forte abraço a ambos,
    Saúde e Paz para todos nós, indistintamente.

    • Caro Bendl,
      Permita-me discordar de você, o que é raro.
      Sua proposta é bem imtencionada, mas me parece equivocada.
      Defender a legalização do jogo, apesar de seus inconvenientes, com o argumento da oferta de empregos não é diferente de defender, por exemplo, a legalização do tráfico de drogas (note que eu não disse “das drogas”, mas sim “do tráfico”) com o mesmo argumento.
      É preciso pesar todos os inconvenientes, e além da questão da dependência, a meu ver é mais importante do que ela a questão da lavagem de dinheiro, da corrupção e da inevitável exploração pelo crime organizado, que ocorre em .países que têm muito mais capacidade de fiscalização do que o Brasil. Estes problemas anulariam com folga o aumento de empregos.
      Um abraço.

      • Caro Wilson,

        A meu ver, os cassinos trariam muito menos problemas à sociedade que o descaso governamental pela saúde, por exemplo.

        O tráfico de drogas é deprimente, e a sua comparação com os cassinos que não matam, que não destroem vidas pela dependência química, respeitosamente é exagerada,

        Existem muito mais danos à população brasileira com sua negligência em não usar camisinha nas relações sexuais por acaso, que nos cassinos;

        Adoecemos muito mais com o “vício” da automedicação, que frequentarmos um salão de jogos eventualmente;

        Temos muito mais raiva, ódio, do que gastam os parlamentares com suas mordomias absolutamente imorais e desonestas, que perder algum valor na mesa de jogo.

        Mais a mais, quando é que poderemos gozar a vida na sua plenitude?

        Quem pode me dizer o que devo fazer ou não?

        Quem tem direitos sobre a minha vontade, as minhas decisões?

        Volto a frisar:
        Antes de proibirmos os cassinos, acabemos com a prostituição infantil.
        Acabemos com o tráfico de drogas.
        Vamos impedir que hospitais fechem por falta de dinheiro, verbas desviadas para esta finalidade e que param nos bolsos dos petistas e aliados políticos ou cúmplices do PT nos crimes praticados contra o povo e país!

        E vamos deixar que a democracia seja instalada ou, por acaso, nos Estados Unidos, Atlantic City e Las Vegas, em Mônaco, no Uruguai, aqui, na fronteira com o meu Estado, Rivera e Passo de Los Libres, na Argentina, nos transatlânticos luxuosos, de que forma o jogo é aceito?

        Como fonte de emprego, impostos para o governo e diversão.

        Ué, se a Dilma quer tanto a CPMF por que a metade dos impostos que os cassinos arrecadarão não pode ter esse destino?

        Agora, haveria a oferta de trabalho ao mesmo tempo, e não mais uma taxa a ser extorquida do exaurido povo brasileiro.

        E s’imbora crescer, amadurecer, aprender com os próprios erros, a ser comedido, se não se conter na mesa de jogo passar ao longe dos cassinos, MAS EU TENHO O DIREITO DE FAZER DA MINHA VIDA O QUE EU BEM ENTENDER, POR FAVOR!

        Um forte abraço, Wilson.
        Como podes perceber sou muito inferior como pessoa à maioria dos frequentadores desse espaço democrático, mas a liberdade, os direitos inalienáveis de uma pessoa não podem ser cerceados pelos prejuízos eventuais ou irregularidades ocasionais, mas de acordo com a sua vontade e poder de decisão, absolutamente intransferíveis!

        Saúde e Paz, meu caro e, espero, que ainda eu possa te chamar de amigo.

    • Chicão Bendl, no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo já existe o Ambulatório do Jogo Patológico, coordenado pelo psiquiatra Dr. Hermano Tavares.

      Coloco aqui um link de uma entrevista que tal psiquiatra deu ao Dr. Drauzio Varella sobre os “jogadores patológicos”:

      http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/jogadores-patologicos/

      O “jogo patológico” (este seu nome é portanto oficial) já é considerado transtorno psiquiátrico! A classificação internacional de doenças até lhe conferiu o código CID 10 F63.0.

      Vi que você citou acima outros hábitos, situações, ou substâncias viciantes. E elas realmente o são! Por exemplo, existe na mesma CID 10 o código F52.5, para “transtorno do impulso sexual excessivo”.

      Tenho apenas por objetivo demonstrar que EXISTE mesmo perigo grave quanto ao jogo patológico, envolvendo nisto tudo aquilo que possa contribuir para disseminá-lo ainda mais na nossa sociedade.

      Portanto conceder ampla legalidade aos jogos de azar conferir-lhes-á falso verniz de moralidade, de normalidade, ou mesmo naturalidade.

      • Juca,

        Se o visitante entrar em um cassino sem uma espécie de documento que o isenta desse tipo de doença, a instalação dos mesmos será irregular!

        Quando vamos doar sangue, o exame VITAL que é feito e sobre o material coletado versa sobre AIDS, Sífilis, Hepatites … então o hospital ou laboratório dá adeus ao voluntário e orienta a se tratar, fácil.

        Ora, os cassinos deverão estar preparados para não permitir a entrada de viciados em “jogo patológico”, bastando que seu nome seja verificado nos computadores que estarão ligados às redes de tratamento neste sentido, simples.

        Mais a mais, meu caro, precisamos ser mais coerentes quanto ao trottoir de meninas oferecendo seus corpos em plena luz do dia e sombras da noite pelas ruas das grandes cidades – até mesmo de pequenas, hoje em dia -, e que são exemplos absolutos da falta de moralidade, normalidade e até mesmo naturalidade, como alegas no teu comentário acima.

        Uai, a humilhação de seres humanos se prostituindo por um prato de comida, convenhamos, Juca, vou procurar emprego imediatamente em deles assim que abrir!

        E não deixes de ser meu amigo porque tenho graves defeitos comigo, sendo este um deles, de lutar pela liberdade ampla, geral e irrestrita, e de sair divulgando que sou dono do meu nariz!

        Outro abraço.
        Saúde e Paz!

        • Sua ideia é excelente, amigo Chicão Bendl. Mas para um planeta evoluído! Não para esta nossa ainda atrasada Terra.

          Cassino algum deste mundo se preocupa com a saúde psiquiátrica de seus clientes. Nem mesmo as famosas casas de jogos eletrônicos de azar do adiantado Japão, onde a clientela de “jogadores patológicos”, muitos da terceira idade, só aumenta!

          Casas de jogos de azar do mundo todo vivem de vender a falsa ilusão de que ganhar é possível. Vendem tal ilusão, mas também entregam para muitos (não para todos, é claro!) o desenvolvimento do transtorno psiquiátrico do jogo patológico.

          E uma mínima parcela sai das casas de jogatina com algum prêmio. Claro, pois faz parte do negócio do jogo de azar demonstrar que uns também ganham boladas. Mas o ditado manjado de que “a banca sempre ganha” é verdadeiro! Pois jogos de cassinos são devidamente planejados para que a “casa” tenha lucro SEMPRE.

          O jogo de azar amplamente legalizado vai gerar muitos empregos??? Sim! Assim como a indústria do cigarro, da cocaína, da pornografia infantil, das bebidas etílicas, ou mesmo das armas de fogo também geram!

          Resta saber se os empregos gerados compensarão os males que serão causados. E que não serão poucos.

          • Juca, meu guri,

            Os cassinos não se preocupam com a saúde psiquiátrica de seus clientes, é fato.

            Porém, me deixa eu te perguntar o seguinte:

            QUANTOS MOTORISTAS QUE, HOJE, MESMO COM CARTEIRA DE HABILITAÇÃO, ESTARIAM COM SUAS SAÚDES EM DIA PARA DIRIGIR??!!

            Quantos assassinos em potencial não estão atrás de um volante neste momento?

            Quantos bêbados não estão dirigindo criminosamente seus carros?

            Quantos motoristas de caminhões, verdadeiros tanques de guerra pelo peso que deslocam e velocidades alcançadas, e que os estão conduzindo à base de “rebites”, de drogas para suportarem as jornadas longas e que não podem ser interrompidas para descanso?!

            Quantos motoristas de ônibus – os maiores pacientes de psicólogos e psiquiatras! – que transportam dezenas de pessoas em cada veículo, e que estão sujeitas a acidentes inevitáveis porque o condutor está mal, estressado, angustiado, infeliz, não aturando mais a rotina do trajeto e do trânsito, de passageiros e dos fiscais?!

            Juca, este mundo está doente, então vamos nos divertir antes que um doido aperte o botão das bombas nucleares e nos transforme em poeira estelar, meu chapa!

            Mais um abraço.
            Saúde e paz!

  7. Bendl, grande Tribunário
    Tudo escrito, lido e assinado embaixo.
    As leis são feitas para serem parcialmente cumpridas. Atualmente, somente os idiotas as cumprem.
    Remendos e colagem dos pedaços de tudo que está quebrado, infelizmente, não resolverá problema algum. Ou construimos uma nova refo0rma do estado brasileiro ou ficaremos correndo atrás do rabo, como cachorro doido.
    Sem fiscalização, série e efetiva, não conseguiremos cumprimento de leis.
    Mas existe algo que precisa ser tirado a limpo.
    O jogo se assemelha a droga. Assim como viciados em drogas necessitam de apoio psicológico e médico, também os jogadores compulsivos. Não costumo jogar. Quando vou ao Uruguai, o que tem ocorrido raramente, sempre passo pelos cassinos. É muito de visita e pouco de jogo. O que faço? Jogo alguns pouco reais – agora mais desvalorizados. Na pura brincadeira! Terminaram-se as fichas, acabou a brincadeira.
    No entanto, não são raros os casos de perda de tudo o que possuem, contratação de empréstimos consignados, principalmente por idosos/aposentados, para o jogo e dívidas impagáveis. Os ditos jogos de azar, invariavelmente, são armadilhas para aqueles que se tornam deles dependentes. Quem frequenta casas de bingo que, mesmo ilegalmente funcionam, pode verificar o que lá acontece e quem são os frequentadores mais assíduos.
    A regulamentação do jogo, na minha visão ainda incompleta, deverá passar também pelo cadastramento dos jogadores.
    Também acredito que é preciso, antes de qualquer regulamentação, levantamentos estatísticos, com oferecimento de dados capazes de embasar uma decisão, o mais precisa possível.
    Visões diferentes e divergentes servirão para aprofundar o debate. E como temos feito isto aqui na nossa TI.
    Abraço fraterno amigo Bendl e demais colegas Tribunários.

  8. Meu irmão Fallavena,

    De que forma moldamos a nossa vida?

    Inicialmente nos ensinam, orientam, nos educam, nos avisam.

    Com o tempo, ratificamos o que nos foi dito ou retificamos as lições e partimos para as experiências pessoais, que serão a base de nossas existências.

    Doentes existem para qualquer mal, principalmente os violentos com as suas esposas, seus filhos, que lhes enchem de agressões, murros, socos, pontapés, humilhações, e CONVIVEMOS COM ESSES CANALHAS, e não são passíveis de orientação médica, curiosamente, mas viciados em violência doméstica!

    Agora, um jogador que frequenta cassinos, um profissional ou dotado de condições financeiras para tal, este não pode conviver na sociedade!

    Os cassinos devem fechar ou sequer seja permitido que abram!

    Matar, roubar, lesar, prejudicar, agredir fisicamente as pessoas, humilhá-las, PODE, jogar não pode!

    Respeito as opiniões em contrário, mas percebo que não são apresentadas com a profundidade necessária para que mergulhemos fundo nesta questão, e não podemos saltar de grandes alturas em águas rasas!

    Um forte abraço, Fallavena.
    Saúde e Paz!

  9. Schoss, acertou na mosca, o jogo vem “cru”, somente os números que voce joga sem comprovação de que o bilhete é efetivamente seu.
    Por isso que o famoso “ganhador” e ex-deputado que teve a coragem de dizer que DEUS o ajudou e levou mais de 200 vezes o prêmio das loterias para “lavar” e limpar” seu dinheirinho podre da corrupção…..

    https://www.youtube.com/watch?v=0iy98EM1yfo

  10. O único jogo que pode ser legalizado é “o jogo dos bichos” O jogo dos bichos é uma instituição mais antiga que a República. Está protegida pelo “Direito Consuetudinário” (Direito Costumeiro dos Povos). Lembro uma sentença dada pelo grande jurista Nelson Hungria, quando era juiz na Capital da República DF/RJ em 1956. O acusado da exploração era Arlindo Jorge, dono de um restaurante na Rua Pedro 1°, chamado “Las Papas Fritas”. Prolatando a sentença declara o juiz: Absolvo o senhor Arlindo Jorge acusado da atividade contravencional do “Jogo dos Bichos”, por ser uma atividade perfeitamente lícita, tornando-se ilegal apenas por não ter uma lei que a ampare. Estava a dizer o insigne juiz Nelson Hungria que basta uma lei para “ampar” (legalizar o Jogo dos Bichos) Cassino e Bingos são roubados e cairão nas mão da máfia internacional: Prostituição, tráfico de drogas,de escravas brancas, roubo extorção, contrabando de tudo o que não presta. Bingo que já é programado vai prejudicar a terceira idade, como já aconteceu aqui no Rio. O Jogo do Bicho é controlável. Que é chefe do jogo passa a ser empresário do jogo. Terá a responsabilidade de em suas lojas manter x empregados aproveitando os “uriundos”e explorar determinado bairro ou área. Outras licenças serão dadas como a Caixa dá para “lotecas”. Carteira assinada com nova profissão: apontador de jogo. Cada loja com um depósito na Caixa para garantira as apostas. E o mais importante: A extrção feita pela Caixa omo existia aqui no Rio na extração das loteria: Em loja ampla à vista de todos. Fora disso que “grosso modo” relato vai cair na mã da máfia Internacional. A máfia que explora o jogo do bicho está quase morta e é fácil travá-la. O resto é dar luz a cego. Não sou Santa Lusia.

  11. Esqueci de dizer o imposto é SOBRE VERBA. Vendeu 100 mil reais na hora 15%. Nas capitais dividido com Estado e a União. Nos outros municípios o imposto é deles. Tudo naturalmente carimbado para educação e saude. Chega de luz.

  12. Um pequeno problema:
    Quem serão os banqueiros?
    O governo irá designá-los?
    Por concurso público?
    E a guerra de território?
    E quando a banca for assaltada ou o banqueiro der no pé com o dinheiro do apostador?
    As bancas serão empresas?
    O banqueiro empresário?
    Como serão classificados os empregados nas bancas?
    Terão carteira assinada?
    Ganharão comissões?
    Terão plano de saúde?
    O dinheiro da aposta vencedora como será recebido?
    Por agentes da banca ou do banqueiro?
    Da Caixa Federal?

  13. Teoria, teoria, pergunta, pergunta, pergunta e mais perguntas infindáveis. Mao dizia que os oficiaiis deviam aprender com os soldados. Pensar em economia, em PHD, em pagar, receber, extrair, para uma coisa que engatinhando uma criança sabe raciocinar e fazer? É DOSE PARA DROMEDÁRIO. Isso é material de reflexão, não é um projeto de lei, É um diamante para ser lapidado. Como cansa.

  14. Hipócritas! O jogo já está nas entranhas da sociedade brasileira, de maneira ilegal, sustentando uma bandoleira de crimes há muitos anos. A legalização do jogo não destruirá famílias, porque quem joga, joga de maneira incontrolável e viciosa em bingos clandestinos, que se multiplicam como padarias. Ou então vão para o Uruguai ou Las Vegas, onde o jogo é legalizado e a lavagem de dinheiro é minuciosamente confrontada pelas autoridades. Os que reagem contra a legalização, deputados e promotores, julgam a totalidade dos brasileiros como bandida. Porque a abertura dos bingos e cassinos no Brasil SÓ beneficiará a lavagem de dinheiro? Todo brasileiro é bandido? Os Estados Unidos, a Inglaterra e os países europeus só têm santos? Porque o pessoal de lá não usa as casas de jogos só para lavar dinheiro, como os intelectuais afirmam que no Brasil irá acontecer? O povo brasileiro não é formado apenas por bandido. Aliás, se alguém quer lavar dinheiro, é só apostar 15 números na mega-sena. O valor dessa aposta é de mais de quarenta mil reais. Lavagem de dinheiro e destruição de famílias são os únicos e ultrapassados argumentos usados pelos contrários à legalização. Isso já existe hoje, com o jogo não legalizado. O que não existe com o jogo como está é a formalização de milhares de emprego diretos e indiretos, a arrecadação de impostos, a retenção de recursos dentro do país e o crescimento do turismo. Porque não legalizar como fazem os países de primeiro mundo? Não digo que lá não exista lavagem de dinheiro, mas certamente quem o faz é severamente punido e o Estado se utiliza de ferramentas inteligentes na fiscalização contra esse crime. Ah, desculpe, esqueci que no Brasil só tem bandido. Ora, vão se catar…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *