Leia esta carta-aberta a Lula, escrita por quem muito o ajudou

Tito Costa mostra sua decepção com Lula e o PT

Mário Assis

Circula na internet esta carta-aberta a Lula, publicada pela Folha no final de semana e assinada pelo advogado Antonio Tito Costa, de 92 anos, que foi prefeito de São Bernardo do Campo (1977-1983) pelo MDB/PMDB, quando teve atuação destacada nas greves de metalúrgicos no ABC paulista, durante os movimentos de oposição à ditadura militar. Foi também deputado federal constituinte (1987-1990).

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CARTA-ABERTA A LULA

Meu amigo Lula, você perdeu a oportunidade de se tornar o verdadeiro líder de um país ainda em busca de um caminho de prosperidade

Meu caro Lula, permito-me escrever-lhe publicamente diante da impossibilidade de nos falarmos em pessoa, com a franqueza dos tempos de nossos seguidos contatos –você na presidência do Sindicato dos Metalúrgicos e eu prefeito de São Bernardo do Campo.

Não vou falar das greves que ocorreram de 1979 a 1981, que projetaram seu nome no Brasil e no exterior. Não quero lembrar os dias angustiantes da intervenção no sindicato pelo ministro do Trabalho, em março de 1979, e da violência que se seguiu com prisões, processos e a sua detenção pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social).

Todos esses fatos sempre foram acompanhados por mim juntamente ao senador Teotônio Vilela, a Ulysses Guimarães e a numerosos políticos do então MDB.

Na véspera da intervenção no sindicato, você ligou ao meu gabinete me pedindo ajuda para retirar estoques de alimentos ali guardados. Enviei caminhões da prefeitura para retirá-los, e o material foi depositado na igreja matriz da cidade.

Não falo das reuniões, madrugadas adentro, em meu apartamento em São Bernardo, com figuras expressivas do mundo político e também de outras esferas, como dom Cláudio Hummes, nosso amigo, então bispo de Santo André, hoje pessoa de confiança do papa Francisco, em Roma. Éramos todos preocupados com a sua sorte, a do sindicato e também a das nossas instituições em pleno regime militar.

Prefiro não falar dos dias em que o acolhi em minha chácara na pequena cidade de Torrinha, no interior de São Paulo, acobertando-o de perseguições do poder militar da época: você, Marisa, os filhos pequenos, vivendo horas de aflição e preocupantes expectativas.

Nem quero me lembrar das assembleias do sindicato, depois da intervenção no estádio de Vila Euclides, cedido pela Prefeitura de São Bernardo, fornecendo os aparatos possíveis de segurança.

Eram os primórdios de uma carreira vitoriosa como líder operário que chegou à Presidência da República por um partido político que prometia seriedade no manejo da coisa pública e logo decepcionou a todos pelos desvios de comportamento e por abusos na condução da máquina administrativa do Estado.

E aqui começa o seu desvio de uma carreira política que poderia tê-lo consagrado como autêntico líder para um país ainda em busca de desenvolvimento. Você deixou escapar das mãos a oportunidade histórica de liderar a implantação de urgentes mudanças estruturais na máquina do poder público.

Como bem lembrou Frei Betto, seu amigo e colaborador, você, liderando o Partido dos Trabalhadores, abandonou um projeto de Brasil para dedicar-se tão somente a um ambicioso e impatriótico projeto de poder, acomodando-se aos vícios da política tradicional.

Assim, seu partido – em seus alargados anos de governo, com indissimulada arrogância – optou por embrenhar-se na busca incessante, impatriótica e irresponsável do aparelhamento do Estado em favor de sua causa, que não é a do país.

Enganou-se você com a pretensão equivocada de implantar uma era de bonança artificial pela via perversa do paternalismo e do consumismo em favor das classes menos favorecidas, levando-as ao engano do qual agora se apercebem com natural desapontamento.

Por isso, meu caro Lula, segundo penso, você perdeu a oportunidade histórica de se tornar o verdadeiro líder de um país que ainda busca um caminho de prosperidade, igualdade e solidariedade para todos. Alguma coisa que poderia beirar a utopia, mas perfeitamente factível pelo poder político que você e seu partido detiveram por largo tempo.

Agora, perdido o ensejo de sua consagração como grande liderança de nossa história republicana recente, o operário-estadista, resta à população brasileira o desconsolo de esperar por uma era de dificuldades e incertezas.

Seu amigo, Tito Costa

 

9 thoughts on “Leia esta carta-aberta a Lula, escrita por quem muito o ajudou

  1. Compartilho a opinião de autor da carta de que Lula poderia ter sido verdadeiramente um grande líder. Jogou tudo fora. Na verdade, Lula nunca teve estofo, grandiosidade, talento para liderar uma nação qualquer, menos ainda um país como o nosso. Lula é um arrivista, um beócio encantado, amansado por beness várias e um séquito interessado, pretensioso e irresponsável, além de totalmente desprovidos de espírito público. Lula é uma falácia, um arremedo, um simulacro.

  2. O venerando ex-prefeito Antonio Tito Costa ainda se mostra ingênuo sobre o caráter de Lula. Ele ainda consegue chamar Lula de “meu amigo”, mas Lula não é amigo de ninguém, como não foi de Celso Daniel. Quem lê esta carta fica com a impressão de que Lula era um líder honesto e que tinha planos, enquanto sindicalista, para o futuro do Brasil e que o PT era a esperança de Virtude que se desvirtuou ao chegar ao poder, como ele fala aqui: “Eram os primórdios de uma carreira vitoriosa como líder operário que chegou à Presidência da República por um partido político que prometia seriedade no manejo da coisa pública e logo decepcionou a todos pelos desvios de comportamento e por abusos na condução da máquina administrativa do Estado.” Tito Costa até reconhece que o PT prometia seriedade no manejo da coisa pública e logo decepcionou a todos pelos desvios …”

    O projeto de Lula sempre foi um projeto pessoal, de enriquecer e dominar o Estado para roubar e roubando manter-se ininterruptamente no poder pela corrupção de “bases de apoio”. Nunca teve um projeto ou uma plataforma para o país, como estamos vendo aí agora. Ele apenas enganou a muitos, como a CNBB, frei Beto, dom Cláudio Hummes, tornando-se um mito mortal , como uma bela mulher com AIDS, que propositalmente seduz e mata ! Muitos acreditaram nele. Inclusive a Ditadura Militar, que enxergou o lado perverso de Lula desde o começo, mantendo-o como informante do DOPS e depois fazendo-o rumar para um curso de liderança pseudo-esquerdista nos Estados Unidos, ministrado pela CIA. Enfim, Lula sempre foi isso: um mito perverso, um dom Juan com Aids, que agora está matando (de fome) milhões de brasileiros por ele enganados.

  3. Que Lula foi uma decepção é inegável, apenas não se sabia que que se poderia agregar a esta frustração a desonestidade do ex-presidente em níveis inacreditáveis!
    Lula é patológico, pois uma pessoa normal não pode agir da maneira como ele se comporta.
    Interessante que a História registra grandes personalidades na razão direta de suas loucuras, suas insanidades e, mesmo assim, arregimentaram nações inteiras e as levaram ao caos, às guerras, às divisões internas, conforme suas vaidades e objetivos invariavelmente deletérios, irreais, megalômanos.
    Lula tem como crime maior a lhe ser atribuído, ter sido o responsável em transformar milhões de brasileiros para que fossem seus cúmplices, outorgando-lhe seus votos em troca de auxílio mensal, cujo resultado foi a condenação à miséria, pois jamais foi implantado ao Bolsa Família a contrapartida em termos de trabalho, estudo e Planejamento Familiar.
    O projeto que inicialmente mitigava a fome no Brasil, uma tradição das mais injustas e desumanas que nos caracterizou durante vários anos, teve em Lula e no PT, a sua alteração criminosa como agente de cooptação de votos, e deixado de lado a verdadeira intenção de matar a fome de brasileiros e levá-los para condição social menos humilhante e sofrível.
    Se, aparentemente, o objetivo foi alcançado, na sua essência apenas auxilia o cidadão no quesito alimentar, mas deixa a desejar no que diz respeito ao progresso individual pela inexistência de incentivos e postos de trabalho que, gradativamente, retirasse o brasileiro desta situação de pedinte, de dependente da caridade do governo de forma permanente.
    Pelo menos um rigoroso Planejamento Familiar, que evitasse aquela família com uma quantidade de filhos que não pode sustentar, salvo o auxílio concedido mensalmente, que interrompesse a sequência irresponsável de continuar gerando suas crias criminosamente, pois a sociedade não pode se responsabilizar e ser onerada por comportamentos baseados mais no instinto que na razão ou, então, o prazer como egoísmo e o trabalho de sustentar o filho para os outros!
    Pois Lula e seu PT transformaram a tradição da fome – indesculpável, uma chaga que carregávamos a cada morte de inanição – em uma confortável reserva de votos à eleição de petistas, alimentada pela corrupção e desonestidade, onde bilhões de reais foram desviados para o grupelho de criminosos para que se mantivessem no poder indefinidamente.
    De acordo com um discurso de culpar as elites e os ricos como causadores da pobreza, e não pela falta de estudos e, em consequência, de oportunidades que correspondessem aos cursos superiores ou técnicos frequentados, Lula passou a ser o novo “pai dos pobres”, na verdade um explorador da miséria alheia, mentiroso, mal intencionado, ladrão e traidor do povo e do Brasil!
    E conseguiu que milhões de brasileiros não só o aplaudissem como passassem a segui-lo e obedecer as suas ordens.
    Então, Lula é nefasto, maldoso, cruel, sádico, além de corrupto e desonesto.
    O seus antigos amigos que o digam.
    Eu apenas transcrevo o que leio e ouço daqueles que compartilharam de sua amizade e aproximação com o ex-presidente, testemunhas absolutas sobre o procedimento de uma das personalidades mais doentias que a nossa história registra.

    • ” Lula é nefasto, maldoso, cruel, sádico, além de corrupto e desonesto.” Brizola disse4: Lula pisa no pescoço da própria mãe, pelo Poder. É só que ele enxerga = O poder. Concordo totalmente com você Francisco Bendl.

  4. Permitam Bendl e Freitas assinar abaixo de seus comentários.
    Não desejo escrever muito. Depois de tudo, diria apenas que Lulla é um lixo! E sem possibilidades de reciclagem.
    Algumas palavras, por si só, encerram verdades absolutas, resumem, tal qual muitos ditados populares, uma vida, uma história.
    Os amigos, ainda falam com mesuras. Aliás, são co-responsáveis pelo que produziu Lulla e seus companheiros de armas.
    Assim, na minha modesta visão, julgar, condenar e encarcerar Lulla é indispensável para a parcela da sociedade que ainda almeja a construção de um novo Brasil.

  5. Com todo respeito. Parece que o autor se esqueceu da antiga ‘ amizade ‘ do Lula com o Stan da AFL – CIO ( CIA ? ) ?
    Essa amizade e tao grande que alem do Stan ter ido para a OIT por indicacao do Lula , ainda fez com que a CUT fizesse varios acordos com a AFL-CIO.
    Nao devemos esquecer que em 64 mais de 100 sindicalistas foram treinados nos EUA , via AFL- CIO….

  6. Dora Kramer fragmento de artigo publicado no Jornal do Brasil, 18 de agosto de 2004:

    “O sindicalista Lula – ao contrário do que parece – não se absteve de estudar. Há relatos – nunca desmentidos – de sua preparação em cursos de AFL CIO, as centrais sindicais norte-americanas, quintessência do peleguismo e do anti-esquerdismo em geral e na John Hopkins University, em Baltimore, Estados Unidos (em 1972 ou 73), onde teria feito um curso de liderança sindical, desenhado sob medida para parecer de esquerda, apenas parecer, mas servir ao sistema dominante. Merece um doutorado honoris causa, ou seria horroris causa? E, além disso, já como diretor do sindicato dos Metalúrgicos, cursou o Instituto Interamericano para o Sindicalismo Livre, (Iadesil), sustentado pela CIA e passou a adotar sua própria “agenda”, livrando-se do próprio irmão, o Frei Chico, quadro do Partido Comunista.”

    X X X

    Da entrevista do ex-deputado Sinval Boaventura ao Jornal Opção na edição de 22 a 28 de janeiro de 2006. (Foto: Golbery)

    “Repórter: É verdadeira a história de uma reunião na casa do então deputado Simões da Cunha, na qual a deputada Ivete Vargas teria contado que saíra de um encontro com o general Golbery e este revelou que ia projetar o sindicalista Lula para ser o anti-Brizola ?

    Sinval Boaventura: A Ivete Vargas* disse que tinha estado com o ministro Golbery, na chácara dele, e que ele dissera que precisava trazer o Brizola para o Brasil, porque ele estava se tornando um mito muito forte fora do país. Que era melhor ele voltar e disputar eleição, porque assim perderia o prestigio politico. Fui ao Golbery e ele confirmou a conversa com a Ivete. Explicou que sua estratégia era estimular a imprensa para projetar o Luiz Inácio da Silva, o Lula, um grande lider metalúrgico de São Paulo como uma liderança inteligente expressiva, para ser preparado como o anti-Brizola. Sou testemunha deste tese do general Golbery. ”

    *Ivete Vargas cujo marido trabalhava para Golbery, em 1979 presidiu uma das facções que disputaram o controle da sigla do PTB, com o grupo de Leonel Brizola, e finalmente, em 1980, por decisão do TSE, ganhou a disputa, e se tornou a Presidente Nacional do Novo PTB. Um novo PTB, governista, criado exclusivamente para enfraquecer Brizola.

    Da entrevista de Jarbas Passarinho de 2008 na Terra Magazine:

    Terra Magazine – As vitórias de FHC e Lula, um intelectual e um operário, podem ser consideradas uma herança de 68?

    Jarbas Passarinho – Do Fernando Henrique, sim. Porque, como disse o Delfim (Netto), ele foi auto-exilado. Ele saiu do Brasil como o Delfim dizia: com passaporte e bagagem despachada (risos).

    Mas é um julgamento suspeito. FHC e Delfim não se dão bem…

    Tanto ele como o (José) Serra. Todos os dois depois ficaram meus amigos. Esse (FHC) eu considero um subproduto direto. O Lula, não. Lula pode constar como do Golbery (do Couto e Silva, 1911-1987, general e fundador do SNI).

    Golbery, por quê?

    Golbery fez tudo para conquistar o Lula. E a mudança de posição do próprio Figueiredo foi quando Lula começou a fazer as greves. Entendia que ele fosse um êmulo de Gandhi, já que ele não tinha lido o (Henry David) Thoreau, mestre da desobediência civil. Ele não leu nada, então é isto. Mas Gandhi ele devia saber… Me lembro quando ele deu uma declaração à TV, não aceitando a decisão do Tribunal do Trabalho de São Paulo sobre a reposição salarial dos trabalhadores. Lula disse: “Não reconheço esse tribunal”. Me lembro bem. Era desobediência civil! Coloco bem diferente do resto, até porque a reação dele já foi quando todas as liberdades fundamentais estavam restabelecidas.

    O senhor conversou com Golbery, alguma vez, sobre Lula?

    Não. Minhas relações com Golbery foram difíceis. No final, como eu faço muito no meu estilo, quando ele se demitiu do governo, eu era ministro e fui visitá-lo. Aliás, fiquei impressionado porque era um sítio cheio de animais, a esposa dele gostava muito. E as estantes dele eram muito precárias do ponto de vista da madeira. Mas eram enormes, um pavilhão inteiro de livros. Com a vantagem de que eram livros que eu também tinha lido (risos). Ele não comprava a coisa por metro.

    O governo militar estimulou a liderança de Lula?

    Creio que a política sindical é tipicamente isso. Agora, cada vez mais, o líder sindical trabalha sempre pra ter as melhorias imediatas. Aqui e agora. Saiu numa publicação aí de São Paulo que os colegas do Lula ficaram decepcionados com as adesões ao governo. Foi todo mundo pescar na represa Billings (risos). Lula, do ponto de vista original, iludiu demais. E tem esse grupo da esquerda burocrática, ao mesmo tempo uma esquerda suave, como a do intelectual Fernando Henrique, que pediu pra esquecerem o que ele escreveu; porque o mundo mudou. Realmente, mudou muita coisa. O Fernando Henrique, pra chegar ao poder, veio apoiado pelo que hoje é o DEM.

    XXX

    ‘Não sabia que Lula tinha derrotado os comunistas’

    Em 1975, antes mesmo de tomar posse como governador, Paulo Egydio deu posse a Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.

    “Isso provocou uma reação da chamada comunidade de informações”, diz. Geisel teria perguntado “o que deu na cabeça” de Paulo Egydio. Ele explicou que Lula era adversário dos comunistas. Geisel relaxou: “Mas eu não sabia que ele tinha derrotado os comunistas”. Segundo Egydio, Golbery do Couto e Silva, da Casa Civil, manobrou para “atrair” Lula para a política.

    XXX

    Brasil, 2008

    “Na comemoração dos 60 anos do grupo pão de açúcar [eu estive presente], a única coisa que se ouviu da ‘direita conservadora’ é a união do Brasil grande com Lula.

    Está se formando na elite empresarial brasileira um pensamento de que o Lula é um homem que a elite pode confiar com segurança.

    Empresários, banqueiros e ruralistas demonstraram ao Lula, pessoalmente, suas intenções e projetos de que o PT continue no governo por mais 8 anos.

    O empresário Abílio Dinis, presidente do Grupo Pão de Açucar, foi pessoalmente se desculpar ao Lula pelo seu seqüestro em 1989 atribuído ao Lula e ao PT (o pedido de desculpa foi público). A imprensa de hoje já dá sinais de que o pedido de desculpas foi aceito e que, agora, vão em frente como aliados empresários e Lula].

    O golpe que muitos temiam neste grupo da resistência e de militares não virá da esquerda e sim da direita e das elites corporativas.

    Detalhe:

    Havia muita gente da UDR e dos frigoríficos de carne bovina [setor a que eu pertenço] presente no encontro e todos, quase por unanimidade, estão embarcando neste projeto de ‘Lula mais 8 anos’,[DILMA!] no maior e mais rico estado da federação. Isto é um bom sinal do que poderá acontecer no futuro.

    Rui Vicentini”

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    Lula já deu aos banqueiros 75 bilhões em duas semanas

    O governo Lula já tirou mais de R$ 75 bilhões das reservas brasileiras, ou seja, dinheiro público, para aliviar os bancos da falência

    9 de outubro de 2008

    Apesar da imunidade fictícia criada pelo governo Lula, da interferência da crise financeira sobre o Brasil, somente nas duas últimas semanas foram despejados nos cofres dos banqueiros, nada mais, nada menos que R$ 75 bilhões. Este valor é o que já foi entregue para conter as falências dos bancos privados, mas a tendência é que a transferência de dinheiro público para os bancos seja ainda maior, pois o governo está preparando novas medidas para dar liberdade total para o Banco Central atuar na defesa incondicional de bancos e instituições financeiras.

    O governo está prevendo repasse de R$ 5 bilhões para o setor da Agricultura. São outros R$ 10 bilhões para o Fundo da Marinha Mercante e R$ 15 bilhões a mais para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) poder disponibilizar na forma de linhas de crédito.

    O governo tirou a obrigação dos bancos de realizar os depósitos compulsórios, depósitos realizados no Banco Central, diariamente, pelas instituições. Com esta isenção, os bancos possuem mais dinheiro em caixa para assim evitar falta de liquidez. Foi aumentada de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor que os bancos podem deixar de depositar a título de depósito compulsório. Somente esta medida fez com que os bancos tivessem à disposição para gastar, R$ 5,2 bilhões.

    Ainda sobre os depósitos compulsórios o governo deu aos bancos a isenção do depósito em 40% para os bancos que comprarem carteiras de empréstimos de instituições que estiverem em crise. Com esta medida serão repassados para os bancos, mais R$ 23,4 bilhões. Ainda há a medida que adia o prazo de aumento da alíquota do depósito compulsório para as empresas que trabalham com leasing. Isso elevou o montante em mais R$ 8 bilhões.

    O Lula e o PT de hoje são irreconhecíveis em face do que disseram que seriam, no manifesto de fundação do partido, em 1980. Eles se tornaram interessantes enigmas para a compreensão dos nossos impasses políticos, os de uma história política que avança recuando. Em discurso de 1980, na Escola Superior de Guerra, o general Golbery do Couto e Silva, militar culto, ideólogo do regime instaurado pelo golpe de Estado de 1964, deu indicações sobre a armação do futuro político do País e do lugar que nele vislumbrara para Lula. O discurso está centrado nos requisitos da segurança nacional e se refere ao âmbito da liberdade política que romperia a dependência de facções da oposição em relação à polarização da Guerra Fria.

    Para ele, a redução da liberdade política criara uma rede de organizações extrapolíticas de oposição ao regime. A abertura se justificava como meio de fazer com que os partidos renascessem “na plenitude de sua função de partidos”, para que a política retornasse ao seu leito natural, forma de manter as oposições divididas. Dedica umas poucas palavras à “ala esquerdista da Igreja”, e é quando cita Lula enquanto membro de uma elite sindical de líderes autênticos, “sem revanchismo ideológico”. Lula “poderia ter sido” um desses líderes, diz Golbery, que se confessa desapontado com ele porque fora atraído “para as atividades mais políticas do que propriamente sindicais”.

    Intuitivo e prático, tudo sugere que Lula aos poucos compreendeu o plano de Golbery melhor do que o próprio Golbery. Era evidente a orfandade das esquerdas, que culminaria com a queda do Muro de Berlim no fim de 1989. No Brasil essa orfandade se traduzia numa fragmentação tão extensa que Paulo Vannuchi, hoje secretário de Direitos Humanos, chegou a escrever utilíssimo manual que mapeia e lista todos os grupos partidários da esquerda clandestina, indicando a origem de cada um como fragmento de outro. Sem passar pela aglutinação de ao menos parte dessa esquerda fragmentária, Lula nunca teria conseguido a legitimidade propriamente política que o tornaria a personagem que é.

    Assim como Golbery, Lula também compreendeu que a Igreja Católica estava dividida em consequência das inovações do Concílio Vaticano II e que nela havia uma importante facção, que ia de leigos a bispos, ansiosa por aliar-se às esquerdas com base no capital político das comunidades eclesiais de base. A Igreja tinha seus motivos, temerosa de ver-se repudiada por ponderáveis parcelas da população, vitimadas por notórias carências sociais. A primeira manifestação da Igreja em favor da reforma agrária fora em 1950 e viera de um bispo conservador da diocese de Campanha (MG), dom Inocêncio Engelke, que alude em sua carta pastoral ao risco de que o êxodo de trabalhadores rurais para a cidade os colocasse à mercê do proselitismo comunista. É evidente que essa Igreja também compreendeu que Lula era um personagem politicamente à deriva ao qual poderia aliar-se, como se aliou.

    Operário qualificado e bem pago de multinacional, Lula compreendia que o sindicalismo da era Vargas se tornava obsoleto e agonizava, impróprio para a nova militância do entendimento e da mesa de negociação. O sindicalismo lulista era apenas o instrumento da nova realidade das relações laborais, divorciadas da concepção de classes sociais, tendente ao fortalecimento das categorias profissionais e setoriais. Longe, portanto, do mito da greve geral, a greve política, mais de confronto com o Estado do que com o capital, que era a estratégia dos comunistas, fortes no ABC operário. Lula e o PT serão decisivos na demolição da esquerda característica e histórica.

    O carisma crescente de Lula, a figura mítica buscada pelas esquerdas órfãs e pelo catolicismo social, foi fundamental para o salto de modernização política representado pelo surgimento do PT (e também pelo PSDB, entre outros partidos), com a abertura política promovida pela ditadura no marco das concepções de Golbery. Lula e o PT cresceram, aglutinando o que nem sempre corretamente se autodefine como esquerda. O manifesto de 2002, pelo qual o PT realinha suas orientações ideológicas a favor de uma generosa aliança com o capital e com as multinacionais, bem como com os grupos políticos de origem oligárquica, representa o cume na construção de esquerda do partido e o início do processo de sua desconstrução de direita. Ainda antes das eleições presidenciais daquele ano, Lula, falando a usineiros de açúcar e fornecedores de cana de Pernambuco e da Paraíba, fez a crítica do socialismo e lhes prometeu benefícios de política econômica, o que resultou na imediata adesão de todos a sua candidatura.

    Daí em diante, Lula no poder e o próprio PT foram descartando pessoas e facções internas à esquerda de sua opção conservadora. Foram descartando também as organizações que atuam como movimentos sociais, abandonando ou atenuando programas e projetos. Inicialmente, para trazer o apoio do latifúndio e do grande capital a sua pessoa e a seu governo. Depois, para agregar a sua base política o que de mais representativo há do remanescente oligarquismo brasileiro e da obsoleta, e não raro corrupta, dominação patrimonial.

    O solidário e empolgado abraço de Lula, com sorrisos, nesses três aliados, emblemáticos senadores da República, é sobretudo um fraterno e decisivo abraço no retrocesso histórico e nos reacionários arcaísmos da política brasileira. O general Golbery achou que se enganara. Não se enganou.

    O Lula Secreto https://www.facebook.com/groups/310172119020179/doc/423627724341284/
    A aproximação de Lula com os militares deveu-se ao empresário Paulo Villares (Industrias Villares), ex-patrão de Lula, em reconhecimento as habilidades demonstradas por Lula, numa greve “armada” por Paulo Villares para rescindir um contrato mal feito com a COFAP em 1973, que lhe daria grande prejuízo, quando ganhou alguns milhões de dólares com a rescisão.Depois desse fato Lula foi apresentado ao General Golbery do Couto e Silva (fundador do SNI), num churrasco na casa deste na Granja do Torto, na presença de centenas de empresários amigos de Golbery e financiadores do Movimento Militar de 1964.Posteriormente, ainda em 1973, o governo militar escolheu Lula para realizar treinamento sob os auspícios da AFL-CIO, com direito à interpretes, na Johns Hopkins University em Baltimore, Maryland, USA.*Nota 1: O General Golbery foi um dos articuladores e planejadores do Movimento Militar (ou Golpe Militar, como querem alguns) de 1964, em ação coordenada pela CIA. Foi ele quem planejou a criação do PT, o Partido dos Trabalhadores, um projeto iniciado por ele em 1980.

    Leonardo Penalva

    Já ouvira falar que o Presidente Lula havia sido cria de laboratório do general Golbery do Couto e Silva, mas nunca tive em mãos tanto material e histórias concatenadas a esse respeito. Agora está explicado porque que aquele líder sindical e político que inflamava as massas populares com discursos contagiantes que nos faziam enxergar nele a figura ideal para mudar o Brasil virando uma página em sua História, que criticava com tom ameaçador os corruptos entreguistas como Antonio Carlos Magalhães, José Sarney, Fernando Collor e Paulo Maluf entre outros, tenha modificado T A N T O depois que assumiu a Presidência da República quanto o presidente Lula. Alia-se com a pior escumalha do congresso, mensalão, empréstimos do BNDES para gigantes multinacionais, escândalos de corrupção abafados pelo governo, atuação precária nas áreas de educação fundamental e saúde, a velha troca de ministérios em troca de apoio político das classes mais conservadoras do Congresso Nacional, e por aí vai para não nos alongarmos muito. Tudo não passou de uma grande mentira, que decepcionou milhões de pessoas neste país. Por isso nunca me arrependi de ter votado sempre no Leonel Brizola desde 1982, pois sempre percebi que os militares detestavam muito mais a ele do que ao Lula. Preferiam ver o Satanás no poder do que ver o Brizola na Presidência da República.

    Eu desconhecia totalmente este passado do Lula, agora mostrado ao público. O que eu posso dizer – porque são fatos conhecidos – é o seguinte:

    1) Lula e sua tendência majoritária no PT isolaram a esquerda do partido. Mas, Lula não fez isto sozinho. Teve a grande colaboração do José Dirceu, do José Genoino e outros.

    2) Lula não é de esquerda.

    3) Lula também fez pacto político com Maluf, que além de ser de direita é ladrão. Este pacto foi firmado, depois deste post sobre os vínculos secretos de Lula.

    4) Lula é o DONO do PT.

    5) Lula já ironizou a luta armada contra a ditadura.

    6) Lula também teria um acordo com o ex-delegado, Romeu Tuma, durante o governo militar.

    7) Temas polêmicos, como a revisão da lei de anistia e, consequentemente, o julgamento dos bandidos que serviram à ditadura, nunca esteve na agenda do Lula.

    Creio que tudo isto já indica que Lula É UM TRAIDOR !

    Estou surpreso também com essas revelações. Mas um fato que é bastante contraditório, entre tantos outros é o fato de todos os que são defensores do PT, falam sobre os grandes empresário (elites) e principalmente dos banqueiros acusando o PSDB de enriquecer e proteger os altos lucros dos bancos, foi recordar que quem mais deu dinheiro para os bancos foi o próprio PT no governo do Lula.

    Eu estive (estou) em Sao Bernardo do Campo e participei nos anos 79,80 e 81 dos movimentos e greves promovidas pelos metalurgicos ( e famílias) neste anos. Posso dizer que vivi e sou testemunha ocular do maior lider popular destes últimos anos e afirmo: Lula é um líder natural, tem o dom e é o que é. Eu o ví em discurso no estádio primeiro de maio e dentro da matriz em SBC quando as tropas do governo quebravam o pau com tanques, helicópteros, blindados na principal avenida da cidade e tb ví, soldado soltando cachorro em cima de mulher grávida e descendo o couro em trabalhador que tinha que se jogar por baixo das portas de ferro do comercio que rapidamente baixavam as portas e protegiam os grevistas. Eu estava lá quando uma rural chapa fria o tirou de dentro do sindicato e o levou para DOPS. Eu estava lá e ninguém me disse o que deveria ver ou não.

    Os americanos tem uma forma de descrever algumas pessoas, dizendo que elas são uma farsa, forma que só agora entendi. “Lula é uma farsa!” Na verdade ´o mistério sobre o comportamento e as intenções de Lula se devem ao fato que ele está representando o tempo todo. Ele é representante de interesses nacionais poderosos e dos internacionais então lógico que ele não vai ter um comportamento coerente porque estes interesse mudam a todo instante. O Lula também é uma farsa porque ele se faz passar por um ignorante, inculto e analfabeto, para conquistar a simpatia do povo mas, percebe-se que ele não é nada disso e tem grande conhecimento teórico. Mas, no fim o Lula é uma criação do povo brasileiro, povo ingênuo, em busca do salvador da pátria mas, que não quer assumir responsabilidade pela própria vida e nem quer se envolver no projeto de desenvolvimento brasileiro, enfim um povo alienado e imaturo que produz ditadores farsantes.

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