Lembrando Adam Smith, pai do liberalismo, a propósito da intervenção militar

Resultado de imagem para adam smithCarlos Newton

É compreensível que a aguda crise econômica leve muitos brasileiros a defender uma intervenção militar, como se esse tipo de providência fosse capaz de resolver os problemas nacionais, de uma hora para outra. Mas não é assim que funciona. Na verdade, não existem soluções mágicas e imediatas, é ilusão pensar que os militares possam se sair bem se tomarem o poder na marra. O que eles iriam ou irão fazer?

NEM PENSAR – Iriam ocupar o Planalto, demitir os ministros? Afastar os governadores e prefeitos? Fechar o Supremo, o Congresso, as Assembleias, as Câmaras Municipais? Nem pensar, chega a ser ingenuidade, o país pararia, a economia iria direto para o brejo. O que hoje chamamos de grave crise passara a ser apenas um aperitivo.

Justamente por isso, é preferível direcionar esforços para debater os principais problemas nacionais, não somente visando a encontrar soluções de uma forma institucional, mas também para evitar que o governo faça idiotices.

De início, precisamos partir da premissa de que muita coisa já mudou para melhor. Afinal, pela primeira vez na História, temos políticos e milionários na cadeia, em meio a importantíssimas investigações em andamento, a fila está andando e não há dúvida de que se trata de um avanço concreto e inquestionável.

A MÃO INVISÍVEL – Devemos acreditar nos jovens magistrados, procuradores, delegados e auditores que estão passando este país a limpo, para compensar o fracasso da geração anterior. Além disso, como não há passe de mágica civil ou militar, devemos acreditar também na chamada “mão invisível do mercado”, identificada pelo genial filósofo escocês Adam Smith (1723+1790), uma espécie de pai da Ciência Econômica, criador de teses que até hoje se sustentam e influenciaram todos os pensadores que surgiram depois dele, inclusive Karl Marx e Friedrich Engels.

Em sua obra clássica “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”, de 1776, mais conhecida como “A Riqueza das Nações”, composta por cinco volumes, Adam Smith expôs essa teoria da “mão invisível do mercado”, que até hoje é a base do liberalismo, mas fez também primorosas restrições aos males do livre mercado.

MONOPÓLIOS E CARTÉIS – Em pleno o século XVIII, celebrizado como “século das Luzes”, Adam Smith denunciou os perigos da formação de monopólios e cartéis, ou seja, a concentração de faixas do mercado nas mãos de poucos produtores, e apontou essa situação com um dos riscos ao funcionamento da economia de mercado.

Nunca houve nada de tão verdadeiro. Como costuma dizer o engenheiro Félix Bulhões, que durante longo período presidiu a multinacional White Martins, “pior do que um monopólio estatal, só um monopólio privado”.

Até hoje continua valendo essa impactante lição da Adam Smith. Em tradução simultânea, significa que o Estado precisa ter “uma mão visível”, sempre pronta a intervir contra a instalação de qualquer cartel ou monopólio privado, simples assim.

NEOLIBERALISMO FRÁGIL – Adam Smith enxergou longe. Sempre que surgem  distorções à plena liberdade de mercado,  a “mão invisível” não consegue depurar o sistema. Foi por dar seguimento às ideias de Adam Smith que os professores universitários Eric Maskin (Princeton), Leonid Hurwicz (Minnesota) e Roger Myerson (Chicago) ganharam o Nobel de Economia em 2007 com sua teoria sobre o funcionamento ineficaz dos mercados.

A clássica metáfora de Adam Smith sobre a ‘mão invisível’ refere-se a como o mercado, sob condições ideais, garante uma alocação eficiente de recursos escassos. Mas, na prática, as condições normalmente não são ideais. Por exemplo, a competição não é completamente livre, os consumidores não são perfeitamente informados e a produção e o consumo desejáveis podem gerar custos e efeitos sociais“, assinalou a Academia Real das Ciências da Suécia, ao justificar a outorga do Nobel de 2007.

PÚBLICO E PROVADO – Ao receber o Nobel, o professor norte-americano Eric Maskin alertou que “as sociedades não devem contar com as forças do mercado para proteger o ambiente ou fornecer um sistema de saúde de qualidade para todos os cidadãos”, acrescentando que “os mercados trabalham aceitavelmente com bens chamados por economistas de bens privados” (como produzir carros e outros objetos duráveis), mas “o mercado não funciona muito bem quando se trata de bens públicos” (prestar serviços públicos).

Antes disso e também seguindo a linha de Adam Smith, os economistas norte-americanos Joseph Eugene Stiglitz, A. Michael Spence e George A. Akerlof tinham recebido o Nobel de 2001 justamente por estudarem a “assimetria de informações” (o fato de alguns saberem mais do que outros), que deturpa a “mão invisível do mercado”.

“As teorias que eu e outros desenvolvemos apenas explicaram porque os mercados livres frequentemente não só não conduzem à justiça social, mas sequer produzem resultados eficientes. É interessante notar que não tenha havido um debate intelectual à refutação da mão invisível de Adam Smith: indivíduos e empresas, na busca de seu auto-interesse, não são necessariamente, ou em geral, conduzidos por uma mão invisível rumo à eficiência econômica“, disse Stiglitz, um principais economistas do mundo, professor das mais importantes universidades dos EUA.

CONCLUSÃO – Tudo isso deve servir de alerta aos defensores do neoliberalismo, que insistem em achar que o mercado pode resolver tudo. Pelo contrário, essa esdrúxula tese jamais foi defendida por nenhum economista de respeito, conforme o grande pensador Adam Smith, pai do liberalismo, deixou bem claro três séculos atrás.

Ressalve-se que, da mesma forma que o capitalismo não pode resolver tudo, o socialismo e o comunismo ainda apresentam muitas imperfeições. O melhor caminho, portanto, está em aceitar os pontos mais positivos de cada ideologia, para que convivam de forma harmônica, em benefício de todos.

É por essas e outras que todos nós precisamos agora repensar o Brasil, sem delegar essa obrigação aos militares, que devem ser preservados para o desempenho de suas funções específicas, como a manutenção da ordem pública.

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P.S.Com todo respeito aos nossos amigos que defendem a intervenção militar, continuo achando que seria uma tragédia anunciada. Mas posso estar errado, é claro. (C.N.)

16 thoughts on “Lembrando Adam Smith, pai do liberalismo, a propósito da intervenção militar

  1. 1) Bom artigo CN.

    2) Penso assim: se foram os civis que fizeram esta lambança, os civis que aprendam a votar direito, cuidar de suas leis e urnas, exigindo o papelzinho comprovante etc

    3) Respeitosamente vejo a crença em uma intervenção militar como algo religioso, tipo “O mito do Eterno Retorno”…

    4) O Salvador vai voltar, os militares tb.
    Só que eles não tem varinha mágica, nem ninguém

    5) O Brasil é um carro velho que, bem aos poucos os eleitores vão consertando, troca um parlamentar aqui,digo uma peça: troca outro juiz ali, idem…

    6) Boa semana para todos (as).

  2. Extraordinário Artigo de nosso Editor/Moderador, o grande e experiente Jornalista Sr. CARLOS NEWTON, de uma clareza cristalina e muito Bom-Senso.
    Nem o Estado Mínimo Brasileiro que se dedicaria apenas a Segurança Interna/Externa – Saúde – Educação, porque o Brasil teve isso por +- 112 Anos, se bem que cuidando muito mal da Saúde/Educação, Império e República até a grande Revolução de 1930 liderada pelo Estadista Presidente GETÚLIO VARGAS, e não saímos de um País Agrário MANUAL Exportador, gerador de baixíssimo Padrão de Vida.

    Só para termos uma ideia, até 1930 o Brasil com 32 Milhões de Habitantes tinha +- 70% de Habitantes morando no Campo, 65% ANALFABETOS, 24 Milhões de Habitantes DOENTES ( +- 16 Milhões com Ancilostomíase- Anemia ( Amarelão) doença do Jeca Tatu, +- 5 Milhões de Impaludados ( diversos tipos de Malária, e +- 2 Milhões com papo), situação Dentária péssima, etc, etc.
    Foi com o grande Presidente VARGAS e o crescimento do ESTADO em PLANEJAMENTO/FINANCIAMENTO que tudo isso começou a ser atacado.
    Se alfabetizou via ESCOLAS PÚBLICAS em Massa, se tratou a Saúde do Povo, se INDUSTRIALIZOU para substituição de Importações, em 1955 a Indústria ultrapassou pela primeira vez o Agro-Business – leia-se Café-Açúcar, se MECANIZOU a Lavoura, se ELETRIFICOU o Brasil, etc, etc, tudo elevando muito o Padrão de Vida em relação ao antigo Modelo de Estado Mínimo Agrário MANUAL Exportador.

    Agora, depois de VARGAS, KUBITSCHEK e os GOVERNOS AUTORITÁRIOS da Revolução de 64, a maioria dos Governos começou a gastar em CUSTEIO, não em INVESTIMENTO, bem mais do que Arrecadavam, Deficits esses que muito elevaram o Endividamento Público ( atual +- 73% do PIB girado a Prazo curto e alto Juro Real), levando o Custo do Governo Federal a +- 44% do PIB, (36,5% de Carga Tributária + 7,5% do PIB em Deficit Nominal Médio), uma tremenda Recessão de quase 10% do PIB que já dura 2 1/2 Anos, e que agora requer um Freio de Arrumação ( Lei do Teto de Gastos, REFORMAS DIALOGADAS, Corte de Gastos Supérfluos e até Aumento de Impostos) para o País voltar a crescer.

    A nosso ver, em País Emergente, o ESTADO não deve consumir mais do que 30% do PIB, o ideal seria 25% do PIB.

    Esse deveria ser a nossa META.

  3. Não, não esta errado não. Intervenção militar seria a pior solução e no estágio atual do Brasil, é guerra civil na certa.
    Hoje as forças políticas estão divididas e por consequência as forças armadas e de repressão, também.
    Governadores de partidos com ideologias diferentes, jamais aceitariam se submeter a um poder militar centralizado e ditando normas para todo o pais.
    O conflito seria iminente, não haveria poder militar ou civil que conseguisse convencer a todos de aceitar uma solução de força em que apenas a vontade de um lado seria imposta.
    Quem viveu no período da ditadura militar sabe bem do que funcionou no regime, mas também deve pesar as deficiências deixadas, como por exemplo, a despolitização total do pais, que agora descamba para uma geração de corruptos, sem qualquer compromisso com os verdadeiros anseios do pais.
    Solução militar, jamais, até porque eles não tem competências para administrar um pais complexo como o Brasil e alem do mais, não estão com vontade de mexer nesta casa de marimbondos.
    Embora se deva respeitar as opiniões em contrário, mas elas se mostram inviáveis e devem ser esquecidas, por serem perigosas.
    Os que estão descontentes com a situação atual, que é a maioria dos brasileiros, arregacem as mangas e façam o contraditório aos políticos e passem a pregar a não reeleição dos atuais mandatários, com renovação total dos eleitos e principalmente passem a acompanhar de perto o jogo político, cobrando dos seus candidatos tudo aquilo que achem ser o certo.
    Deixem os militares com seus afazeres, que já estará de bom tamanho.

  4. Meu caro Newton,

    O teu artigo espelha com maestria a confusão que a maioria das pessoas faz, que o objetivo de quem pede intervenção militar – meu caso – é para resolver os problemas nacionais, graves e existentes há muito tempo.

    NÃO, MAS NÃO MESMO!!!

    A intenção, meu caro amigo e Mediador incansável, é eliminarmos a corrupção do congresso e governo, cerne da crise e caos que atualmente padecemos!!!

    Corrupção, desonestidade, alianças espúrias, votos vendidos e comprados, legislação em causa própria, salários milionários, penduricalhos imorais, indenizações de parlamentares, que ainda apresentam notas frias(!), urnas fraudulentas, a ditadura do legislativo, que nada faz sem algo em troca, o povo como alvo a ser atingido por medidas desumanas (Reforma na Previdência e Leis Trabalhistas), enquanto os poderes gozam as delícias dos extremos!

    O clamor pela intervenção é este, de livrar o Brasil de ser comandado por ladrões, bandidos, ASSASSINOS, DE TEREM SUGADO O SANGUE DO POVO, antes que sejamos aniquilados pela violência e vitimados pela saúde pública cada vez mais deteriorada.

    Quanto ao Brasil retomar o desenvolvimento e, em consequência, o povo progredir, indiscutivelmente através do tempo e de gente colocada no Planalto e Congresso que deseje trabalhar para a população e país, DECENTEMENTE!!!

    Um forte e fraterno abraço.
    Saúde e paz, meu caro, extensivo aos teus amados.

  5. Uma coisa é certa algo de extraordinário tem que acontecer pra poder extirpar todos esses políticos que ai estão , se não… não muda nada !
    Se serão os militares ? não sei; mas do jeito que a coisa está com a maioria de políticos envolvidos em falcatrua não dá para esperar mudança com essa gente, isso já está claro nessa votação pra salvar da cadeia o presidente vampiro .

  6. Newton, a maior prova de que o mercado é instável foi a ocorrência das crises de superprodução havidas em 1929 e 2008. A taxa de lucro do capitalismo produtivo não para de cair, os salários, cada vez mais arrochados, representam uma parcela cada vez menor da renda nacional, e isso contribui para não tornar o investimento produtivo atraente, levando os capitais cada vez mais para o setor financeiro. Há um desequilíbrio estrutural crônico entre oferta e a demanda agregadas, sendo que a primeira é sempre maior do que a segunda. O referido desequilíbrio da economia de mercado não é resolvido pela mão invisível. Só o Estado, por meio do exercício das políticas fiscal e monetária, pode tentar reduzir a discrepância entre a oferta e a demanda agregadas da economia de mercado capitalista. Nossa Constituição já prevê tanto a atuação do Estado na defesa da concorrência, no art. 173, § 4º, e do Estado como regulador da economia, no caput do art. 174.

    Constituição Federal:

    art. 173, § 4º – “A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.”

    Art. 174, caput – “Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.”

    https://jus.com.br/artigos/17920/a-intervencao-do-estado-na-economia-por-meio-das-politicasfiscal-e-monetaria-uma-abordagem-keynesiana

  7. O Brasil já vive uma intervenção. A intervenção judiciária do STF, STJ e anexos. Formados por pessoas indicadas pelos governantes, na sua maioria corruptos, estes juízes (alguns foram reprovados em concurso para juiz) interpretam as leis de acordo com seus interesses. Se negam, inclusive , a cumprir a lei, impedindo a implantação do voto impresso na próxima eleição. Assim fica difícil dizer que intervenção militar é boa ou ruim. Já estamos em uma intervenção, camuflada de democracia. Na verdade a coronelcracia.

  8. Se o Bolsonaro ganhar será uma espécie de intervenção militar, só que pela via democrática, se me faço entender. Fico só imaginando a reação de muitos que se dizem democrátas se isso acontecesse…

  9. Concordo com o Carlos Newton. NÃO A INTERVENÇÃO MILITAR OU QUALQUER OUTRO GOLPE(Entenda-se golpe qualquer solução que não esteja prevista na Constituição, portanto a queda da Dilma NÃO FOI GOLPE).

    Sempre que possível, tudo que puder ser feito/produzido pela iniciativa privada, DEVE SER INICIATIVA PRIVADA. Assim por exemplo, a Petrobrás que ainda é estatal pode e deve ser paulatinamente privatizada, mas de uma forma muito simples e racional, através do paulatina diminuição das ações sob controle da União e a consequente paulatina e crescente venda e pulverização do seu controle acionário para milhares, quiçá milhões de novos acionistas, tudo isso via mercado com a desejável e se Deus quiser recuperação da empresa. O mesmo raciocinio se aplica a empresas do setor elétrico, água e saneamento, Setores como a mineração(principalmente VALE) e telefonia, já deixaram majoritariamente de ser estatais e vão razoavelmente bem, com os altos e baixos naturais do mercado.

    Para mim, o único setor que talvez justifique continuar sob controle estatal são os bancos públicos, BB, CEF e BNDES. No caso o BB apesar de estatal e de ainda ter um pequeno grau de uma indesejável influencia de politicos, funciona bem em termos de resultados para o acionista e cumpre bem suas funções como instrumento de politicas públicas. Já a CEF, apesar da importancia no papel como agente de politicas públicas, não tem o capital aberto na bolsa e se tivesse seria um verdadeiro desastre para os acionistas. Eu sugeriria uma fusão das 2 instituições com a gestão entregue ao BB que é muito mais profissionalizado e tem muito menos intervenções de políticos mal intencionados. Já o BNDES tem um papel especifico e muito importante, deve ser saneado naquilo que for necessário e continuar fazendo seu importante papel.
    Todos nós, com uma inteligencia mediana, somos capazes de propor saídas e soluções. O grande problema, o grande nó, sem dúvida nenhuma é o politico, temos que achar uma forma dos politicos pensarem primeiro no bem comum e muito menos nos seus interesses mesquinhos de permanecerem no poder a qualquer custo. Tudo indica que estamos nos livrando dos nefastos esquerdopatas petralhas. Infelizmente o mesmo não podemos afirmar no sentido de nos livrarmos da banda podre do PMDB fisiológico e também de outros partidos como PSD, PP e alguns outros conhecidos por sua fisiologia e mal caratismo.

  10. CN, a sua opinião coincide em absoluto com a minha. É mais um texto seu, entre outros grandes textos aqui publicados, que merecem ser pendurados na parede, para que os leiamos todos os dias.
    Sinceros parabéns, inclusive pela clareza e lucidez.

  11. Caro Newton
    Como um dos que defendem a intervenção militar, faço coro às palavras de Bendl, acima. Não queremos jogar para as FFAA a responsabilidade de repensar o Brasil.
    A intervenção que defendo é para nos livrarmos dos corruptos (dos três poderes), que roubam a riqueza da Nação em proveito próprio. Alguns fazendo Leis em benefício próprio, outros julgando de acordo com o pedigree do réu… Enfim, um toma lá dá cá que nunca visou melhorar as condições de vida do Brasileiro.
    A Política é para servir ao País, e não para se servir dele.
    Penso que todos aqui concordam que a primeira ação para entrarmos no caminho correto do desenvolvimento e da justiça social é uma ampla reforma política. Sem ela, não há futuro! E aqui mora, no meu entender, o cerne da questão.
    Nossos políticos têm condições (e vontade) de promover uma reforma tão ampla, que colocaria em risco uma eventual tentativa de reeleição? Abririam mão de vantagens imorais, que na outra ponta compromete os serviçoss básicos (saúde, segurança, educação)?
    Nossos ministros têm isenção para julgar seus padrinhos, ou suprimir seus próprios benefícios? Confesso que gostaria de acreditar que uma mudança é possível pelas vias normais, mas como não acredito em Papai Noel, nem em Coelhinho da Páscoa, penso que sem uma intervenção militar, a única solução para o Brasil é a guerra civil. E é justamente isso que eu não gostaria que acontecesse.
    Forte abraço,
    Yulo

  12. É interessante observar que os que são contra uma intervenção militar invariavelmente referem-se ao período dos governos militares como DITADURA, o que demonstra um certo ranço esquerdista inculcado na mente dos brasileiros, por mais de trinta anos, pelos “historiadores” a soldo do MEC, “artistas” mamadores da Lei Rouanet e os ditos intelectuais orgânicos a que se referia o guru das esquerdas Antonio Gramsci.
    Em nenhum momento vi nas manifestações de rua alguém pedindo ou defendendo “ditadura militar”. Quem viveu o período e não assaltou, não roubou Bancos, não explodiu quartéis, não sequestrou embaixadores e procurou cuidar da própria vida em nenhum momento foi molestado por qualquer militar.
    E dizer que os militares não têm capacidade para governar e resolver os problemas do país não serve como argumento, considerando o que as ratazanas de terno e gravata fizeram com o Brasil nos últimos 32 anos.
    Intervenção militar é necessária e urgente e de preferência acompanhada de um novo AI-5, uma nova Constituição, sem a participação de qualquer político ou jurista comprometido com o atual estado de coisas.

  13. Moderador Carlos Newton, grande jornalista e o mais democrata dos comunistas que eu conheço.

    Lamento.
    Seu texto chega a ser comovente de tantas colocações sensatas e, pode crer, este seu admirador, Andrade, só viu, no momento politico em que vivemos, pura, cristalina e almejada utopia, pois a tendência da politicagem em curso é de terra arrasada.

    Dos comentários sobre o assunto, concordo inteiramente com as opiniões do Bendl e do Denisar.

    Sem mágoas, por favor, um grande abraço.
    .

    • O que é isso, amigo? Eu é que agradeço suas belas palavras de incentivo. Ser utópico é um procedimento muito recomendável. Lembremos que ninguém foi tão utópico como Jesus Cristo, o verdadeiro Rei da Judeia.

      Abs.

      CN

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