Lentidão é fruto da blindagem dos magistrados

Roberto Monteiro Pinho                                                      

Estamos assistindo uma constante de reclamações da advocacia, quanto aos serviços dos tribunais protagonizado por seus juízes e serventuários. O elenco de desmandos é tamanho, que o desrespeito as prerrogativas e o aviltamento dos honorários advocatícios não se contrastam com a morosidade, leniência e a blindagem de suas corregedorias no trato dos Pedidos de Providências (Correcionais) suscitados por advogados ávidos pela eficaz prestação jurídica aos seus clientes.

Ocorre que dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil, na boa fé e esperança de reverter esse quadro simbiótico, estão cometendo os mesmo erros de sempre, ao estenderem “tapetes vermelhos”, ou “mimos”, que sequer sensibilizam os dirigentes dos tribunais, que encastelados e senhores absolutos da verdade como acham e agem, ignoram este tipo de agrado, tática que nunca deu certo e sequer fará, para o entrelace da advocacia e o judiciário. Um quadro débil, com traços de uma situação idiopática, eis que as entranhas do judiciário são protegidas por mecanismos habilmente montados, justamente para que a sociedade civil, não tenha acesso às informações.

Prevalece no meio jurídico o conceito de que o cidadão apenas pode se dirigir ao Judiciário através do advogado, e por isso seria inconstitucional qualquer medida que abolisse esta necessidade em face da redação do artigo 133 da Constituição Federal: (Artigo 133 – O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei).

O fato é que o instituto do “indispensável à administração da justiça” tem uma dimensão ampla de interpretação, ou seja, administrar no aspecto da administração dos recursos financeiros e de  pessoal? E justiça seria apenas o judiciário? São perguntas pouco constantes, que prejudicam o fortalecimento dos instrumentos de Mediação, que em muitos casos são mais eficazes do que os processos judiciais, cuja máquina está falida, nas mãos de poucos e priorizadas pela judicialização, onde temos um acumulo de 90 milhões de ações?

 

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

6 thoughts on “Lentidão é fruto da blindagem dos magistrados

  1. Advogados são ávidos no interesse pessoal da classe, deles próprios e no favorecimento de seus cliente. Só! Dizer que “advogados ávidos pela eficaz prestação jurídica aos seus cliente” é o mais absoluto dos enganos ou, se proposital, é uma dissimulação com objetivos vis.

  2. Advogados são ávidos no interesse pessoal da classe, deles próprios e no favorecimento de seus cliente. Só!
    Dizer que “advogados ávidos pela eficaz prestação jurídica aos seus cliente” é o mais absoluto dos enganos ou, se proposital, é uma dissimulação com objetivos vis.

  3. Dr.Roberto Monteiro Pinho,
    Excelente o seu artigo.O mais puro e cristalino retrato da Justiça brasileira atual.
    Sinceros parabéns!

  4. A Justiça realmente é muito lenta. Continuará sendo. A situação só começará a mudar quando os magistrados cumprirem seus horários dentro de seus gabinetes e sujeitos à controle de ponto. O mesmo vale para os serventuários. No Rio de Janeiro, por exemplo, até hoje os funcionários da Justiça não estão sujeitos a controle de ponto eletrônico. Sugiro o imediato estabelecimento de controle de jornada com algum sistema de fiscalização efetuado pelos próprios jurisdicionados e pelos advogados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *