Levantamento do Banco Central mostra que a recessão continua aumentando

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Wagner Pires

Contrariando a previsão de alguns economistas que dizem que a economia chegou ao fundo do poço no segundo trimestre deste ano, os índices de setores econômicos específicos continuam a indicar a persistência da recessão econômica. O IBC-Br, por exemplo, índice da atividade econômica medido pelo Banco Central, que leva em consideração os três setores da economia – indústria, serviços e agropecuária -, aponta uma queda de 0,91% em agosto, logo depois de uma queda de 0,09% em junho. Isto é, a recessão avançou com ímpeto, também, no terceiro trimestre de 2016, segundo o Banco Central.

Corroborando o indicativo de queda do Banco Central, vieram os índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): primeiro as vendas do varejo, que caíram 0,6% em agosto frente a julho, sinal de que a demanda continua em retração; depois, o recuo de 1,6% no setor de serviços, também em agosto frente a julho, e, por último o setor industrial, cuja queda na produção em agosto frente a julho foi de 3,8%.

POÇO SEM FUNDO – Portanto, todos os indicadores apontam para o avanço da recessão econômica, também, no terceiro trimestre de 2016, a despeito das avaliações contrárias de alguns analistas, que afirmam que o fundo do poço para a economia brasileira foi o segundo trimestre de 2016.

O setor de serviços, que representa 72% do volume de valor adicionado na economia brasileira, foi o último segmento a refletir a recessão e será o último a deixá-la. Este fato pesa sobre a medição do PIB brasileiro – volume de riqueza produzido pelo país em bens e serviços –, justamente pela expressividade do setor no índice de crescimento econômico.

RECUPERAÇÃO LENTA – Como a retomada do crescimento só poderá ocorrer pelo lado dos investimentos – dado o esgotamento da demanda -, e estes ocorrerão primeiro no setor industrial, que representa uma menor parte do valor adicionado na economia (22%), a recuperação econômica virá bem lentamente, num processo mais demorado do que os analistas e o próprio governo esperam.

Antes que o próprio IBGE contabilize o Produto Interno Bruto e dê a certeza dos rumos da economia, é preciso olhar para o que está havendo no volume de venda no varejo e para os índices dos principais setores econômicos, a exemplo dos indicadores pesquisados pelo Banco Central, como acabamos de fazer.

7 thoughts on “Levantamento do Banco Central mostra que a recessão continua aumentando

  1. Bolsa Empresário 224 bilhões, dividas junto ao INSS 357 bilhões, sonegação em 2016 410 bilhões, total 991 bilhões, depois a culpa é dos assalariados e aposentados…

  2. Tá difícil!
    Só cinco países entre cento e cincoenta exportam menos do que banania e com o dólar ficando mais “barato” talvez só quatro.
    Só seis países entre quarenta e quatro são piores no teste de raciocínio lógico.

    • Análise interessante, Wagner.
      Não esquecendo que o câmbio fraco também penaliza a indústria, que compra mais caro insumos (principalmente a eletrônica) e máquinas ferramentas lá fora, o que encarece também o setor de informática, que penaliza também o setor de serviços. Para o conjunto do país, isso tudo talvez agrida mais a economia interna do que alivia o setor exportador.

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