Liberação faz mortes por tráfico caírem a zero no Uruguai

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O ex-presidente Mujica acha que o Congresso agiu certo

Deu em O Tempo

Durante debate da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa no Senado, o Secretário Nacional de Drogas do Uruguai, Julio Heriberto Calzada afirmou que o país conseguiu reduzir a zero as mortes ligadas ao uso e ao comércio da maconha desde que adotou regras para regulamentar o cultivo e a venda da droga.

Em resposta ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF), Calzada disse que a legalização da maconha talvez aumente o número de usuários, mas ele acredita que a combinação com outras ferramentas de política pública, em aspectos culturais e sociais, poderão modificar padrões de consumo e levar ao êxito na redução de usuários.

Conforme relatou, o país assegura o acesso legal à maconha por meio de autocultivo, com até seis pés por cada moradia; pela participação de clubes de cultivo, com 15 a 45 membros; ou pela aquisição a partir de um sistema de registro controlado pelo governo.

No debate, o secretário afirmou que respostas efetivas para a questão das drogas dependem de clareza na delimitação do problema. Ele apresentou aos senadores perguntas que devem ser respondidas: Qual é a questão central das drogas? O foco deve estar na substância? Nas pessoas? Na cultura? Na sociedade? Na política? Na geopolítica? Nas normas? Na fiscalização do trafico ilícito?

EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

Os países, disse o secretário, devem ter em conta que as substâncias – tabaco, maconha, heroína, cocaína – não são iguais e devem ser analisadas em suas particularidades e tratadas conforme o conjunto de aspectos referentes a cada uma. Pela grande complexidade do problema das drogas, disse, o Uruguai busca embasar suas ações em evidências científicas.

Conforme avaliou, a criminalização de usuários de drogas seria ineficiente por fazer com que cidadãos passem a ser tratados como viciados ou dependentes. Uma das consequências, disse, é o sistema de saúde ficar refratário a essas pessoas. Dados citados pelo secretário dão conta de que mais de 90% dos usuários de drogas não buscam ajuda no sistema de saúde.

Calzada afirmou ainda que, como outras drogas, inclusive o álcool, também há riscos e efeitos colaterais negativos, o que requer regulação e controle pelo Estado.

17 thoughts on “Liberação faz mortes por tráfico caírem a zero no Uruguai

  1. Não bebo, não fumo e só uso as drogas (remédios) que se vendem nas farmácias… sou favorável a liberação de todas as drogas. Criem-se empresas como existem as fabricantes de tabaco, de álcool etc tais empresas irão pagar impostos como as outras e pronto … e acaba-se a matança que existe no Brasil … quem quiser se drogar que se drogue … a vida é feita de escolhas para o bem ou para o mal … e o Governo Federal faz uma publicidade sem hipocrisia…

  2. Caro José Guilherme.
    O assunto sem dúvida é polêmico, mas tem que ser amplamente debatido.
    Não se trata apenas de legalizar o uso da maconha. Tem toda uma nova estrutura de apoio e controle à ser desenvolvida pelo Estado juntamente com a iniciativa privada. Aqui o espaço é pequeno para apresentar o que na minha opinião pode e deve ser feito para atingir este objetivo.

    Estamos perdendo de goleada o jogo das drogas. Tem que ser encarada uma nova abordagem para este verdadeiro combate.
    Os EUA desistiram da proibição pura e simples da bebida alcoólica. Estavam perdendo o jogo e criando figuras como Al Capone, que passaram à dominar até o Judiciário.

    Certas figuras, drogas, dominando o Judiciário. Qualquer semelhança com o Brasil, não é mera coincidência. Também aí precisamos de um novo enfoque.

  3. Não acredito que a intenção do governo para que a maconha e outras drogas mais poderosas sejam legalizadas esteja na razão direta de se diminuir os assassinatos por tráfico, mas não mesmo!
    Parafraseando Froes:
    Metáforas flácidas para acalentar bovinos.
    A verdade é que não há mais de onde o governo arrecadar impostos.
    O povo está exaurido de tantos tributos, taxas, custos, juros, multas, pedágios, contribuições … não existem mais quaisquer possibilidades de se criar novas fontes de receitas para administrações corruptas e desonestas, incompetentes e inúteis.
    Porém, diante do constante aumento no consumo de drogas, eis que surge uma mina de ouro para novas arrecadações, tanto quanto a proporcionada pela bebida, um montão de dinheiro: a droga ser “legalizada”.
    O governo brasileiro jamais este preocupado com a segurança do povo ou não teríamos este número de mortes anuais, sejamos realistas.
    Alegar que a legalização desses venenos diminuirá as mortes ocasionadas pelo contrabando, somente uma pessoa muito ingênua ou defensora do consumo em larga escala para concordar com esta aberração.
    A questão é arrecadar mais dinheiro.
    E várias perguntas surgem, em decorrência:
    Quem será autorizado como “fornecedor” (mais falcatruas pela frente)?
    Quem terá as suas terras liberadas para o plantio dessas porcarias (corrupção em larga escala)?
    Ou, por acaso, a maconha, a cocaína, o crack, heroína, ficarão sob o domínio das multinacionais?
    Parece que estou vendo o seguinte, em uma propaganda da Coca-Cola:
    “Maconha da Coca-Cola, fume, e sentirá um sonho borbulhante”.
    Da Ambev:
    “Maconha da Brahma, em consumo moderado, delírios espumantes.”
    Da Red Bull:
    “Use a nossa Coca. Nem a original faz melhor”!
    E dê-lhe taxar as “indústrias” da dependência com impostos elevados, enquanto os coitados dependentes morrem mais cedo de tanto consumo ou matando e roubando porque a droga está à disposição.
    Interessante que não vejo qualquer discussão sobre os graves problemas familiares com filhos, netos, sobrinhos, parentes, enfim, com relação à violência em casa para que o coitado do dependente consiga dinheiro para adquirir drogas.
    Quantos pais, avós e irmãos que já foram mortos pelo surto da dependência, que faz a pobre pessoa matar um membro da sua família para conseguir recursos e comprar a maconha, crack, coca …?
    Se, a própria dificuldade de aquisição da droga pela sua ilicitude age como um freio à sua aquisição, imagino a quantidade de assaltos e mortes, em consequência, dessas imundícies expostas nas farmácias, supermercados, postos de gasolina, bares …
    Dá a impressão que esta gente não pensa ou, então, imagina que pensar ocasiona efeito colateral, diante de tanta insensatez, por favor!

    • Caro Chicão.
      O maior problema para o debate desta matéria chama-se justamente Governo. Toda estrutura que se possa desenvolver, começando evidentemente pela educação, esbarra nos nossos governos corruptos.
      E não adianta culpar apenas a quadrilha do lullo-petismo. As outras quadrilhas não são muito melhores, sem contar que agora a esquerda tupiniquim, vendo que seu barco está afundando, resolveu que Lulla, Dilma, PT, PCB, etc, são de direita.
      Veja o quanto fica difícil um debate sério sobre o assunto drogas, se ainda discutem e procuram manter, quando isto lhes convém, a dicotomia esquerda x direita.
      Abraço.

      • Fuchs, meu caro,
        Impossível qualquer “legalização” de drogas neste País!
        Tens toda a razão.
        Afirmo que tal determinação colocaria o tráfico de drogas como superficial, se comparado às maldades que o governo poderia praticar tendo este poder de destruição nas mãos!
        Mil vezes a bomba atômica, que os governantes brasileiros “legalizarem” as drogas e correr solto e aumentar significativamente a prática onde são especialistas:
        O tráfico de influência.
        Imagina só, Fuchs, a quantidade de pedidos para fulano, beltrano, os apaniguados, para serem “distribuidores” de entorpecentes.
        Acontece cada uma neste Brasil …
        Um forte abraço, Fuchs.

        • Caro Chicão.
          Tinha esta matéria, drogas, no início do meu projeto de Capitalismo Social, inserida na proposta. Perdi meus primeiros trabalhos quando da queima do HD do meu PC.
          Desanimado, levei tempo para reiniciar o desenvolvimento do projeto. No reinício, por influência do meu filho mais velho, hoje com 47 anos, deixei de fora a questão das drogas.
          Vou reescrevê-la e apresentar qualquer dias desses, quando se formar um amplo debate sobre o tema.
          Mas posso adiantar que não se trata de liberalização.
          Abraço.

  4. Texto corrigido

    Nenhum país pequeno como o Uruguai serve de exemplo para países continentais como o Brasil.
    E por falar em Uruguai, o que interessa desse “mui amigo” hermano e de iguais outros vizinhos, como Argentina, Paraguai, Bolívia é nos libertarmos deles com o fim do malfadado Mercosul, que só dá prejuízos para o Brasil.

    Responder

    • Holanda (Países Baixos):

      DADOS PRINCIPAIS:

      Área: 41.526 km²

      Capital: Amsterdã

      População: 16,8 milhões de habitantes (estimativa 2014)

      Uruguai

      DADOS PRINCIPAIS:

      Área: 176.215 km²

      Capital: Montevidéu

      População: 3,5 milhões de habitantes (estimativa 2014)

      Moeda: Peso uruguaio

      Nome Oficial: República Oriental do Uruguai

      Nacionalidade: uruguaia

      Data Nacional: 25 de agosto (Dia da Independência)

      Governo: República presidencialista

      Divisão administrativa: 19 departamentos

      Mas a Holanda serve como parâmetro, não é, Sr Babão dos Homens de Cabelos Louros ? Pois foi ela, a Holanda, quem liberou as drogas primeiro. E é menor que o Uruguai.

    • Tarciso,
      Se eu entendi a tua colocação, as mortes nas famílias que me referi versam sobre os ataques de fúria do dependente, que investe contra seus parentes para conseguir dinheiro e adquirir a droga.
      Inúmeros casos já foram relatados pela mídia com repeito a essas tragédias.
      Imagino com a droga “legalizada”, a ansiedade em comprá-la porque não haverá mais a vigilância policial que, diga-se de passagem, exercia, sim, um freio no consumo e, claro, no preço da porcaria.

  5. Gostaria de ver um estudo por que vários países liberaram a maconha e outras drogas e depois de algum tempo voltaram a restringir as mesmas?
    1- Holanda;
    2- Dinamarca;
    3- Suíça;
    4- Suécia
    5- Outros.

    ” Holanda ‘arrependida’ com a liberação da maconha e da prostituição. 67% da população é, agora, a favor de medidas MENOS liberais.”

    Leia mais em: http://blog.comshalom.org/carmadelio/37718-holanda-arrependida-liberacao-maconha-prostituicao-67-populacao-favor-medidas-liberaisOSTARIA DE SABER

  6. A história ensina, a proibição nos EUA gerou Al Capone e Joseph Kennedy. Um, traficantezinho de rua, acabou preso. O outro, emplacou uma vaga no senado e outra na embaixada estadunidense em Londres.
    Parece q teimamos em andar para trás.

  7. No princípio, temos um governo que está rinchando pra segurança pública.
    A segurança é o problema mais fácil de se resolver por qualquer governo. Pra resolver o problema da educação é difícil, pois o conhecimento não anda por osmose; consertar a saúde é outro problemão, pois saúde exige gente preparada, equipamentos caros, tudo caro, muito dinheiro de fato. Dar um jeito na infraestrutura também exige um certo tempo e muita grana. Agora resolver a violência, qualquer governo querendo resolve a questão da violência do país inteiro em um ano, mesmo com os quadros policiais situações atuais. Quando digo governante não digo só o executivo, que fique claro.
    A segurança é o mais fácil de se fazer. É só aprovar leis que assegurem os bandidos na cadeia, e coloque a polícia na cola da bandidagem. Dou um aninho pra resolver tudo! Pois se o padrão da violência civil é a força, a força militar é superior e muito à civil.

    Quanto à legalização da maconha, ora isso é mais uma reivindicação antiga da esquerda. A playboyzada da década de 60 fazia suas manifestações regadas a isto, maconha. Tudo que eles sempre mais quiseram foi a legalização da droga. E quer saber de uma coisa, a maconha em si não faz diferença nenhuma no tráfico. Traficante que se preza vende maconha apenas pra manter a estética do negócio, mas não há lucro assim na maconha. Ora, é uma droga fraca. O lucro dela é pequeno. Alguém acha que alguém se arriscaria entrar na Indonésia com maconha pra vender? Vale o risco? Não! Cocaína, heroína, crack, lsd, esctase, etc., essas sim compensam, em torno dessas é que o mundo do tráfico gira, pois o lucro é bem valioso, e bota valioso nisso. Agora maconha?

    Não conheço ninguém que morreu de fumar maconha. De crack sim, de cocaína sim. Mas de maconha? Maconha é pros fracassados, que pra ter alguma ideia na cabeça na hora de uma discussão sobre a barba do Che Guevara se obrigam a dar uma tragada. E, claro, a maioria dos esquerdistas das faculdades vêm de famílias decentes, e seria muito legal, inclusivo pra essa gente até, se a maconha viesse a ser legalizada. E como é desse pelotão de idiotas que o pt, o psol, o pstu, o pcdob tiram seus militantes adestrados, não é de estranhar que haja tanta defesa em torno da legalização da maconha.

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