Lies de Roosevelt, quatro vezes eleito pelo povo, assumindo uma das grandes crises do mundo. Administrou para a coletividade, enriqueceu o pas. E os nossos governantes? Dilma, Serra, Marina, aprenderam alguma coisa?

Quase seguidamente, os Estados Unidos tiveram trs presidentes estadistas: Washington, Jefferson, Lincoln. Demorou algum tempo, surgiu o quarto e ltimo presidente estadista: Franklin Delano Roosevelt.
Como assumiu e governou em circunstncias rigorosamente iguais s de hoje, nada melhor do que uma seleo dos pensamentos do extraordinrio personagem.
Franklin Delano Roosevelt, hoje mais uma legenda do que um simples nome, no foi apenas o fabuloso administrador que, assumindo o governo dos Estados Unidos, no caos e na depresso, depois do terrvel “crack” de 1929, recuperou-o, elevou-o novamente, sustentou-o com alicerces que pareciam impossveis de sustentar um edifcio to gigantesco.
Rossevelt foi, tambm, um pensador extraordinrio e lcido, preocupado acima de tudo com o homem , sua liberdade, sua existncia, convencido como sempre esteve de que o homem h de ser a meta e o objetivo final de todo governante.
Selecionamos alguns pensamentos do grande lder, que 70 ou 75 anos depois, continuam atualssimos e que parecem “pensados” precisamente para a realidade brasileira de hoje.

Liberdade e tirania “Thomas Jefferson encarou o fato de que os homens que no lutam pela liberdade podem vir a perd-la. Ns tambm nos confrontamos com esse fato. Jefferson viveu num mundo em que a liberdade de conscincia e a liberdade de pensamento eram ainda batalhas a serem travadas, e no princpios j aceitos por todos os homens. Jefferson amou a paz e a liberdade, embora por mais de uma vez tenha sido compelido a escolher entre as duas. Ns, tambm, temos que fazer tal escolha. Jefferson provou, insofismavelmente, que o que parece ser o eclipse da liberdade, pode se transformar rapidamente na alvorada de uma liberdade ainda maior. Os que lutam desassombradamente contra tirania, aprendero facilmente essa lio”. (13 de abril de 1943)

Evoluo e revoluo “Ns estamos iniciando algo inteiramente novo, algo que tem que ser desenvolvido atravs do que eu chamo EVOLUO. Quando lhe falarem sobre a palavra REVOLUO, diga que h uma letra a mais nessa palavra”. (24 de abril de 1943, discurso na Feira de Amostras).

O senhor da democracia “As liberdades que devemos proteger e que protegeremos, so as liberdades que fazem com que o indivduo seja o senhor supremo dentro de uma verdadeira democracia”. (2 de dezembro de 1940)

Divergncias nas ditaduras “Nas ditaduras no existem divises partidrias, pois todos os homens tm que raciocinar como lhes mandam, falar como lhes mandam, escrever como lhes mandam, viver e at morrer como lhes mandam. Nas democracias, os partidos esto acima da nao, pois representam a prpria nao”. (29 de maro de 1941)

Campos de concentrao Nas democracias as divergncias so expressas nos locais da votao. Nas ditaduras, as divergncias so suprimidas e localizadas nos campos de concentrao”. (12 de abril de 1941)

Limite s realizaes “O nico limite s nossas realizaes de amanh, sero as dvidas de hoje. Avancemos com f altiva e vigorosa”. (11 de abril de 1945)

Llberdade de imprensa “Acredito que nenhum homem ou mulher, sensatos, admita que a imprensa seja ou deva ser cerceada ou ameaada. A influncia da palavra escrita depender sempre da sua veracidade, e a nao pode confiar com segurana na sbia discriminao de um pblico leitor, que, com a melhora da educao em geral, seja capaz de bem discernir a verdadeira democracia e jamais tolere a supresso de notcias verdadeiras por determinao do governo”. (4 de maro de 1939)

Governo forte, povo forte A Histria demonstra que as ditaduras no surgem de governos fortes e bem sucedidos, mas sim de governos fracos e incompetentes. Se pelos mtodos democrticos o povo obtiver um governo suficientemente forte para dirigi-lo, para proteg-lo do medo e da fome, sua democracia ter xito; mas se isso no acontecer, o povo se torna impaciente. Assim, o nico baluarte seguro de uma liberdade permanente, um governo suficientemente forte para proteger os interesses do povo, e um povo igualmente forte e bem informado para manter o controle soberano sobre o governo. (14 de abril de 1938)

O medo paralisante A nica coisa que devemos temer o prprio medo, medo inominvel, sem razo de ser, injustificvel, medo que paralisa os esforos para transformar uma retirada desastrosa em avano vitorioso. (4 de maro de 1933)

Separao dos poderes Estamos promovendo cada vez mais a unio do Executivo e do Legislativo. A Constituio sabiamente determinou a separao dos Poderes, mas o impulso de objetivos comuns proclama a necessidade da unio. nesse esprito que Legislativo e Executivo se unem cada vez mais para servir ao povo. (3 de janeiro de 1934)

Propor, dispor e julgar Propor um dever do Presidente; dispor, um privilgio do Congresso. Ao Judicirio cabe a faculdade de dizer se aquilo que o Presidente prope e que o Congresso dispe constitucional ou inconstitucional. (23 de julho de 1937)

Impostos equitativos – Se um governo deseja ser prudente, seus impostos devem proporcionar rendas amplas, sem desencorajar os empreendimentos, E se desejar ser justo, tem que distribuir equitativamente os nus dos impostos. (10 de junho de 1935)

Os governantes finais – No devemos jamais esquecer que o governo somos NS MESMOS e no uma fora invisvel agindo sobre ns. Os governantes finais da nossa democracia no so o presidente, os senadores, os congressistas ou os funcionrios graduados do governo: SO OS ELEITORES DESTE PAS. (8 de julho de 1938)

Liberdade para a oposio uma boa coisa exigir liberdade para ns mesmos e para aqueles que concordam conosco. Mas uma coisa ainda melhor e mais rara, exigir liberdade para os outros que discordam de ns. (22 de novembro de 1933)

Liberdade conquistada – Em seu mais verdadeiro sentido, a liberdade no pode ser outorgada, ela tem que ser conquistada. E para que seja mantida, preciso que haja uma constante vigilncia. (16 de setembro de 1936)

Aplicao e encorajamento A tarefa do governo a tarefa de aplicao e encorajamento. Um governo esclarecido procura proporcionar a oportunidade atravs da qual o melhor rendimento individual pode ser obtido, enquanto ao mesmo tempo, procura remover as obstrues e as injustias, como molas de egosticos motivos humanos. Nossa vida comum, diante dos vrios rgos do governo das leis e da Constituio, existe principalmente para proteger o indivduo, louvar os seus direitos e tornar claros os seus princpios justos. (2 de outubro de 1935)

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PS Comparam muito a crise de agora, com a de 1929. Semelhanas existem, mas tambm enormes diferenas. De 1929 a 1933, os EUA andaram sozinhos, o presidente era o catastrfico Hoover.

PS2 4 anos depois, em 1933, que Roosevelt assumiria e comearia a resolver. Em vez de dar TRILHES aos aventureiros, ESTATIZOU tudo. Mas estatizou mesmo, da gua ao metr, da energia a todos os servios. O que fazem agora, DESPERDCIO e LOUCURA indecifrvel.

PS3 Faltando exatamente 49 dias para a sucesso presidencial, espero que os candidatos percam menos tempo do que tm perdido, lembrem quem foi Roosevelt, a sua importncia para a vitria na Segunda Guerra Mundial.

PS4 A injustia de sua morte, menos de um ms antes de terminar a guerra, deve levar os presidenciveis a entenderem o que ele fez pelo mundo, seu pas, a coletividade.

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