Líder do governo no Congresso não acredita em mudanças no Fundeb no Senado: “Virou ecumênico”

Charge do Ivan cabral (ivancabral.com)

Andréia Sadi
G1

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes, disse ao blog nesta quarta-feira, dia 22, que não acredita em mudanças no Senado no texto do projeto do Fundeb – aprovado na Câmara ontem – e que agora será analisado pelos senadores.

Na avaliação de Gomes, “mexer” no texto só criará “tumulto para voltar à Câmara”. “O Fundeb virou ecumênico”. Se houver mudanças no texto, a Proposta de Emenda à Constituição volta à Câmara. Gomes espera que o texto passe no Senado na próxima semana. “Vamos definir o relator. Tem alguns nomes já, como o do senador Flavio Arns, mas vamos decidir”, afirmou Gomes ao blog.

ACORDO – Nos bastidores, a aprovação do Fundeb na Câmara é atribuída a um acordo entre Rodrigo Maia – presidente da Câmara -, a relatora do texto, deputada professora Dorinha, e uma articulação costurada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.

No final de semana, Paulo Guedes, ministro da Economia, apresentou uma contraproposta- sugerindo que parte do Fundeb fosse transferido para um programa de assistência ainda a ser criado – o Renda Brasil. A contraproposta irritou parlamentares- que discutem o Fundeb desde 2015, e líderes reclamaram ao Planalto que Guedes “atropelou” a articulação política.

RENDA BRASIL – Sem apoio para aprovar essa proposta, o Planalto costurou um acordo com a relatora e Maia – que rechaçou adiar a votação, como queria parte do governo Bolsonaro. Nas negociações para aprovar o Fundeb, integrantes do governo afirmaram ao blog que buscaram apoio para a criação do Renda Brasil – em um outro projeto, como sugeriu Maia.

Para governistas, não há oposição ao Renda Brasil – mas o ideal é discuti-lo após a pandemia do coronavírus. Segundo um integrantes do governo, o programa terá “viés de apoio emergencial com abertura de oportunidade de emprego para a saída eventual do programa”.

2 thoughts on “Líder do governo no Congresso não acredita em mudanças no Fundeb no Senado: “Virou ecumênico”

  1. A TI poderia colocar mais artigos dessa jornalista maravilhosa, que fala, escreve, ouve bem e muito mais, deixando de lado o Camarotti e a Cantanhede que são péssimos!

  2. Carlos Marchi (via Facebook)

    Jair Bolsonaro nunca pagou pensão a suas ex-mulheres. Para compensar, dá-lhes empregos públicos.
    Quem paga as pensões das ex-mulheres de Bolsonaro somos nós, contribuintes brasileiros.
    Antônio Hamilton Rossell Mourão é o funcionário que faz a carreira mais meteórica da história do Banco do Brasil.
    Era Assessor empresarial da Diretoria de Agronegócio e foi promovido para Assessor Especial do presidente do banco.
    Parece o João do Pulo: saltou três níveis hierárquicos de uma só vez. O salário foi de R$ 12 mil para R$ 36 mil.
    E integrará o Programa de Alternativas para Executivos em Transição (PAET), que garante bônus na saída do cargo para quem ocupar a função por dois anos.
    Esse bônus pode chegar a R$ 2 milhões.
    Sim, você já adivinhou de quem Antônio Hamilton é filho, né mesmo?
    Stephanie dos Santos Pazuello acaba de ser nomeada para o cargo de supervisora da Diretoria de Gestão de Pessoas da RioSaúde. Seu salário será de R$ 10,4 mil.
    Hein? Parentesco? É, não espalha, mas Stephanie é filha do general Pazuello, o tal do “Ministério” da Saúde.
    Isabela Oassé de Moraes Ancora Braga Netto desistiu no último momento de ocupar um cargo na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
    Seu nome já até havia sido aprovado pela Casa Civil do “governo”.
    Que, por sinal, é comandada por seu pai, o general Braga Neto.
    O que fazer? Nada, meu camaradinha.
    Vá trabalhar duro e pague em dia os impostos, pra garantir os salários das ex-mulheres de Bolsonaro e dos filhos de Mourão e Pazuello.

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