Linguagem política, mentiras e verdades

Sylo Costa

George Orwell foi escritor inglês nascido na Índia e, em seu livro “A Caça do Elefante”, diz que “a linguagem política é destinada a fazer com que as mentiras soem como verdades e o assassínio fique respeitável, e até o vento receba uma aparência de solidez”, enquanto Silva Mello completa meu entendimento sobre o atual momento político brasileiro, dizendo que “parece que a tendência dos políticos é para desprezar as verdadeiras necessidades do povo, desbaratando os dinheiros públicos em gastos desnecessários e obras de injustificada realização”.

Com relação às obras desnecessárias como a transposição do rio São Francisco, do desgoverno federal, e a construção do mausoléu da Cidade Administrativa do governo estadual, não adianta mais reclamar, pois, “consummatum est”. Mas quem sabe o bom senso volte a imperar, pelo menos enquanto o vento bom da presença do amigo Francisco permanecer soprando em nossas paragens, e o prefeito de Belo Horizonte passe a economizar nas suas propagandas pessoais e esqueça essa vaidade boba de centro administrativo de BH, e pense em juntar esse dinheiro para adiantar a construção do metrô da capital?

Belo Horizonte não pode continuar construindo na calada da noite mais quilômetros e quilômetros de ciclovias para obedecer aos programas da Fifa. Construir 180 km de ciclovias para cumprir caprichos desse “trust internacional” é pior que o BNDES financiar Eike e tão grave quanto o perdão de dívidas de nossos devedores africanos e bolivarianos. Sim, eu também não aguento mais saber que a prefeitura de BH não para de trabalhar… Uma cidade montanhosa, como a nossa, cheia de ciclovias, não seria um erro dos planejadores do trânsito da capital?

MAIS IGREJAS???

E a Catedral da Fé? BH precisa de mais igrejas? Será que o problema é mesmo falta de espaço? Eu sei que é chato falar essas coisas, mas, depois que ouvi o papa Chico falar de modéstia e simplicidades, isso pode ficar parecendo exibicionismo, o que não é conveniente. Que tal um hospital para tratar dos pobres? Bem, sobre os políticos é mais difícil falar, tanto quanto montar um reator atômico, eu acho…

O PSDB é o maior partido de Minas Gerais. Pelo menos é o que os pessedebistas falam. Pois bem, mas tem dono. O maior partido do Estado não tem candidato a nada, quem tem é Aécio. O PT também, na hora de indicar o prefeito da capital, junta com o PSDB e lança o candidato do PSB. Na reeleição, deixa o PSB e junta com o PMDB. Agora, a conversa é que Aécio está trazendo de volta à política mineira o boa-praça Pimenta da Veiga, que neste século ainda não veio a Minas Gerais, já que reside, desde o tempo em que chovia em BH, em Brasília.

No plano federal, a presidente diz que ela é apenas um fenômeno de transfiguração, já que ela e o ex-Luiz se fundiram… Ela nunca teria entrado, e ele nunca teria saído. Que coisa… Depois dessa, tenho certeza, fui… (transcrito de O Tempo)

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2 thoughts on “Linguagem política, mentiras e verdades

  1. Os que se sentem ultrajados com a importância inquestionável que teve a atuação do chairman Mao Tse-tung para a condução da China à posição de grande potência, deveriam conter seu anticomunismo histérico e sua raivinha. Fiquem frios e vejam o que diz agora um mestre chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu na França.

    Kuing Yamang:

    1. A sociedade européia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros.
    Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar.
    Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV!
    Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar esses sonhos.

    2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não suportam os custos dos encargos trabalhistas na Europa e os impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

    3. Endividam-se, vivem a crédito. Mas seus filhos não poderão pagar ‘a conta’.

    4. os europeus destruiram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo.
    Votam orçamentos sempre deficitários.
    Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

    5. Mas para além de se endividar, têm outro vício: Os seus governos sangram os contribuintes.
    A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal.
    É um verdadeiro ‘inferno fiscal’ para aqueles que criam riqueza.

    6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos dá para cada um.
    Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas.
    É uma inversão de valores.

    7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação.
    A deslocalização de sua capacidade produtiva provoca o abaixamento de seu nível de vida e o aumento… na China!

    8. Dentro de uma ou duas gerações, ‘nós’ (chineses) iremos ultrapassá-los.
    Eles tornar-se-ão nossos pobres.
    Dar-lhes-emos sacos de arroz…

    9. Existe um outro cancro na Europa:
    Existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco.
    Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia,
    querem trabalhar o menos possível e, apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve.
    Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado…

    10. (Os europeus) vão diretos a um muro e a alta velocidade…

  2. Caro Solon… Concordo plenamente…

    Eis o problema que se apresenta!

    Mas apresento outro, diametralmente oposto a este.

    Se todos fossemos senhores sobre a terra, quem nos serviria comida à mesa?

    O mundo é como um cobertor curto. Se cobre-se os pés, descobre-se a cabeça…

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