Literatura Franciscana e desapego aos bens materiais

Antonio Rocha

Quando São Francisco de Assis falava em “Nossa Senhora Santa Pobreza” ele não estava falando só na condição social. Ele queria dizer também que todos precisamos ter desapegos, conforme recomenda o Budismo, termos renúncias das coisas materiais. Usá-las, desfrutá-las, mas sem o doentio apego e ansiedade.

Escrevo esse texto com todo respeito aos católicos e ao Papa Francisco I. Muitos entendem a mensagem de São Francisco ao pé da letra, mas o que ele recomendava também eram mudanças nas “estruturas de poder” e assim promover o igualitarismo.

“Na virada do século XII para o XIII, Giovanni (Francesco) sacudiu a religião, a civilização e a sociedade (ocidentais). Meio religioso, meio leigo, à margem da Igreja, mas sem cair na heresia, revoltado sem niilismo, enriqueceu a espiritualidade com uma dimensão ecológica que fez dele o criador de um sentimento (…) expresso na literatura e na arte”

As aspas são do historiador Jacques Le Goff, em seu ótimo livro “São Francisco de Assis”, editora Record, 2001. Le Goff é o diretor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, da França.

Há muitos pontos em comum entre a vida e a obra de São Francisco de Assis e o Buda. Será que o Santo Chico (com todo respeito) conhecia algo sobre o Budismo? Naquela época, missionários budistas andavam pela velha Europa.

Almejo um excelente pontificado ao Papa Francisco I.

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