Lojas Americanas é condenada a indenizar consumidora por danos morais

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Segurança da loja em Brasília agiu de forma truculenta

José Carlos Werneck

A rede Lojas Americanas foi condenada a pagar indenização de 3.000 reais por obrigar uma cliente a limpar o xixi de uma criança do chão de sua loja do bairro de Santa Maria, no Distrito Federal.  A sentença foi divulgada pela Justiça do Distrito Federal.

De acordo com a decisão, ainda em primeira instância, a criança de cinco anos de idade não conseguiu controlar o xixi e molhou o chão da loja. Sua avó chegou a pedir um pano para um dos funcionários, mas foi avisada de que não precisaria se preocupar.

“SEGURANÇA” – Após pagar suas compras, ela foi abordada pelo segurança do estabelecimento, que exigiu que o chão fosse limpo. Ele entregou um rodo e um pano para outra senhora, que acompanhava a criança e avó. A avó tentou filmar o que estava ocorrendo e levou um tapa no braço, desfechado pelo segurança.

Ela ingressou na Justiça pedindo indenização de 7.000 reais por danos morais. A juíza responsável pela ação entendeu que “o funcionário apresentou um comportamento agressivo e desarrazoado, levando em conta que o infortúnio se deu por ação involuntária de uma criança de cinco anos, ainda sem condições fisiológicas de conter suas necessidades”. Ainda cabe recurso da decisão.

17 thoughts on “Lojas Americanas é condenada a indenizar consumidora por danos morais

  1. Justiça porca, injusta, tendenciosa!

    Esta senhora que foi humilhada, agredida, e na frente do seu neto, deveria ser indenizada em UM MILHÃO DE REAIS!!!

    Essa cadeia de lojas precisa saber com quem está lidando, que o consumidor precisa ser tratado com respeito e educação.

    Lamentavelmente, os seguranças agem dessa forma contra mulheres e crianças, pois jamais ousariam fazer com um homem a ofensa que gravíssima contra uma senhora e avó!

    Quando vejo que a Justiça NADA FAZ contra quem roubou bilhões de reais do país e povo, e prolata uma sentença tão ridícula quanto desprezível, que foram esses três mil reais por danos morais, constata-se que não distingue mais o certo do errado!

    • Boa Tarde Bendl,

      Já houve um caso em Salvador há muito anos em uma unidade do Shopping Piedade envolvendo uma adolescente afro-descendente acusada de roubo que depois também foi indenizada e repercutiu muito fortemente em todo o Estado da Bahia. Eu espero que episódios como esses e a repercussão negativa que tem na mídia mudem a forma com os diretores dessas empresas agem com as pessoas.

      • Prezado Hipólito Borges,

        BOA TARDE!

        O desrespeito ao povo comandado pelos Três Poderes, as castas atuais, espalhou-se para empresários e industriais a seguirem o mesmo comportamento abjeto, agressivo, deletério.

        Sem quem a defenda legalmente, a população está à mercê de qualquer acontecimento que a humilhe e ofenda, pois seus agressores estão impunes para sofrer penalizações reais e da envergadura das transgressões que ocasionam aos seres humanos!

        O racismo é a principal ofensa moral, seguido pela truculência da revista, se os seguranças desconfiarem de roubo praticado por uma mulher, evidentemente.

        A mídia nacional teria de ter a obrigação de veicular em manchetes e em letras garrafais o episódio, de modo a constranger a empresa e ela rever seu procedimento quanto aos consumidores.

        Abração.

        • Bendl, a avó não pode procurar uma defensoria pública para exigir uma indenização maior? Ela deve até ter testemunhas da brutalidade. E pessoal de Tvs, não fazem nada? Sõ se preocupam com os tombos do Neymar?! O “tombo dessa senhora é grave, deixa marcado para o resto da vida.

          • Carmen,

            Penso que esta senhora deveria ter contratado um advogado porque houve a sentença em seu favor.

            Não tem mais como peticionar pela mesma questão.

            Abraços.

  2. Certa ocasião, um sujeito muito indignado me perguntou: “Dr. Por que num país desmoralizado como o nosso, alguém ainda é processado por danos morais?” – Então tentei explicar-lhe o porquê: acontece que, para continuar vivo, o termo Moral teve que virar sinônimo de Dinheiro, ou seja: foi absorvido ou “queimado” pelo vil metal. Pois, numa sociedade corrompida na qual coexistimos, quem não se predispõe a queimar o pouco da moral que lhe resta, financeiramente, ficará malfadado à miséria.
    -Bem, vamos ao que aconteceu com o senhor! “Sim, eu tive um bate boca com um cara e, no calor da discussão, chamei-o de Cabeça de Boi (corno). Aí ele foi ao fórum, e o juiz me tacou uma pena pecuniária de 10 salários mínimos”. -Olha meu caro, o magistrado tem o Poder da Subjetividade. Ele deve ter partido do seguinte raciocínio: Cabeça vem de Capita, substantivo que deu origem ao adjetivo Capital, o qual também foi substantivado para nomear (dinheiro). E Boi procede de gado, pecus, pecúnia; moeda corrente, no Império Romano, próximo ao seu ocaso. Daí os vocábulos Pecuária e Pecuniária, este último relativo à grana, ou a própria pena a você imputada.

  3. Quem ofende moralmente alguém, e condenado pela Justiça, deve pagar pelo seu erro. Deve compensar a humilhação que fez sofrer a pessoa que foi alvo de uma brutalidade e em público

    Mesmo que o dinheiro não tenha o condão de reparar a moral ofendida, o agressor deve sentir que precisa pagar, se não no mesmo nível da sua transgressão, pelo menos no que diz respeito a desembolsar uma certa quantia que alivie o constrangimento do agredido.

    O problema é que os juízes sentenciam raramente a favor do requerente e, quando o fazem, alegam que a indenização pecuniária será “pedagógica”.

    Ora, três mil reais para uma cadeia de lojas da potência das Americanas sequer é esmola, quantia ridícula pelo mal que a empresa causou à senhora e avó, na frente do seu neto, ainda por cima!

    Repito:
    A indenização pelo dano moral à senhora deveria ser de UM MILHÃO DE REAIS!!!

  4. Isso me fez lembrar de um brutal homicídio ocorrido aqui. O proprietário de uma boate, ao sair do recinto, por volta das 21:00 horas, flagrou um rapaz, que diziam sofrer de incontinência urinária, urinando no escuro. Sem proferir uma só palavra, o dono da casa noturna, Lorde, desferiu três tiros nas costas no jovem.
    Levado à delegacia, o assassino falou ao delegado: “Dr., de quase uma dezena que já matei, esse foi o único que morreu porque ‘mijou fora do caco’.

  5. Convenhamos, mas alguns assassinatos extrapolam a tipificação desse crime, surgindo a banalização da vida.

    A meu ver, pois sou contra a pena de morte, o julgamento desse criminoso deveria ser sumário:
    Prisão perpétua!
    E não trancafiado na cadeia, mas recluso em uma prisão que o obrigasse a trabalhar para se manter.

    Claro, para isso mais uma reforma e, importante, deve ser feita neste país:
    O sistema carcerário para prisões agrícolas ou industriais ou de mão de obra (pontes, estradas, conservação de rodovias …).

    Enquanto o próprio sistema Judiciário não dá à vida a sua devida importância, acontecimentos como este que relataste, Paulo III, continuarão fazendo parte do extraordinário, do absurdo, do repugnante!

  6. Moral… Moral.
    Morar num país com os representantes que temos? Com o presidente que temos?
    E o pudor do brasileiro? E nossa língua!?
    Tudo a perder. Em nome do ‘mercado’.
    Que moral tem o homem que quer ascender mais a maquina cada dia que passa?

    E o pudor? Viram no Antagonista a matéria sobre uma exposição no Instituto Goethe, em Salvador (19.07.18 18:30) que, com o dinheiro do contribuinte, um degenerado criou a exposição ‘Cu É Lindo’?
    Houveram quase 300 comentários na postagem, mas que adianta?
    300 pessoas manifestando-se na máquina nao é o mesmo que 300 indivíduos acabando com a exposição…

    Existe Ministério Publico na Bahia?
    Escolhas erradas, em tudo que é canto…
    Não recomendo a ninguém, mas segue o endereço do blog da “”exposição””: http://cuelindo.wordpress.com

    Daí pode-se ter a idéia de onde foi parar a moral desse Brasil vendido aos “oferecimentos” do mercado, à ambição por dinheiro e nada mais.

    Estamos precisando de remédio amargo para expurgarmos muita coisa, retomarmos o pudor necessário para que tenhamos novamente moral e tenhamos menos vergonha por sermos brasileiros…

    Que a vergonha na maquina vira umas palavras no nada, mas nas ruas pode trazer o desfecho que essa crise brasileira inventada se propõe, dividir e destruir o Brasil continente que conhecemos hoje…

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    …..

  7. Absurdo, AndréBR!

    A coisificação daquilo que deveria ser mantido íntimo, para ser profanado por uma ardilosa exposição de arte, e referente ainda ao ser humano, demonstra inquestionavelmente que há uma força-tarefa empenhada em terminar com o que resta de valores e princípios existentes nesta sociedade doente!

    O uso de crucifixos em masturbação durante as passeatas de protesto, adultos nus levando crianças pela mão em outro espetáculo de “arte” discutível, a intenção de se quebrar quaisquer limites que devem existir, têm como objetivo não só desnudar o ser humano, porém reduzi-lo a mero objeto de exposição e de cenas degradantes e ofensivas.

    Ética, moral, comportamento que respeite o próximo, dificilmente ainda encontramos nas ruas das cidades brasileiras.

    Logo, se não nos comprometermos em mudar este estado de coisas que nos encontramos, nosso futuro será trágico, catastrófico, e salve-se quem puder!

    Abraços.

  8. “Senhor; quantas vezes devo perdoar o meu inimigo, perguntou o discípulo do Mestre?!!! Sete vezes?!!! Resposta: Não sete vezes e sim setenta vezes sete.”
    Paz na terra aos homens de boa vontade.
    Meu maior inimigo está em mim. Tenho que perdoar-me e procurar ser cada dia um pouquinho melhor.

  9. sE fosse filho de ministro a julgadora iria penalizar as lojas americanas em no minimo 500 mil reais …
    Mas como é pessoa humilde a julgadora olhou para situação financeira e não para o delito …
    Essa é a nossa justiça …. cega ? coisa nenhuma enxerga e muito bem !!

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