Lula, Dilma e o PT conseguiram desmoralizar as esquerdas

Carlos Newton

Não é novidade a informação de que o metalúrgico Luiz Inácio da Silva foi trabalhado pelo criativo líder militar Golbery do Coutto e Silva para dividir as esquerdas e impedir que Leonel Brizola chegasse a Presidência da República. As informações a este respeito foram se somando nos últimos anos e se fortaleceram com o livro do delegado federal Romeu Tuma Jr., no qual relata que o líder sindical costumava dormir no sofá da sala da casa de seu pai. Na época, o velho Tuma era superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Lula tinha o codinome “Barba” e era informante das autoridades da ditadura militar.

O serviço foi bem feito, Brizola jamais conseguiu chegar à Presidência, mas Lula e o PT foram se fortalecendo e enfim conseguiram chegar lá, em nome de uma falsa esquerda, que protege os interesses dos banqueiros e das multinacionais, enquanto tenta se justificar politicamente com o incremento do assistencialismo social, que funciona maravilhosamente em termos de imagem e ainda rende bons votos.

MAIS UM NOVO RICO

Mas a casa desabou, hoje já se sabe a verdade sobre o novo rico Lula e seus negócios milionários, fazendo lobbies nacionais e internacionais para empresários, com a família inteira prosperando a olhos vistos e aproveitando oportunidades de ouro, como a cobertura triplex à beira-mar comprada por d. Marisa Letícia por modestos R$ 47,5 mil e depois luxuosamente reformada pela empreiteira OAS, que até elevador privativo instalou, sem cobrar um centavo, vejam a que ponto chegam essas relações entre governantes espertos e empreendedores generosos.

DESMORALIZAÇÃO

Lula nunca foi de esquerda. Para ganhar força política e chegar ao poder, oportunisticamente ele se comportava como tal, criticava a todo momento os banqueiros e grandes empresários, vendia uma falsa imagem com objetivos político-eleitorais. Na verdade, sempre foi um líder sindical da inteira confiança das montadoras multinacionais, conforme o relato do empresário Mário Garnero, em seu livro autobiográfico “Jogo Duro”, que contém informações depreciativas que Lula jamais tentou desmentir.

O fato é que a incompetência e a corrupção que hoje caracterizam Lula, Dilma e o PT conseguiram desmoralizar as esquerdas no Brasil. Mas o que significa ser de esquerda, nos dias de hoje?

SER ESQUERDISTA

A meu ver, ser esquerdista é defender mudanças sociais, como a adoção de um regime educacional nos moldes de países desenvolvidos como a Finlândia, onde o filho do lixeiro estuda na mesma escola do filho do grande empresário, para terem oportunidades iguais.

Ser esquerdista é também lutar pela reforma do sistema financeiro, de modo a evitar a situação do Brasil, onde são praticados os mais escorchantes juros mundiais; é defender que o sistema de saúde seja igual para todos, como ocorre na Grã-Bretanha e no Uruguai, por exemplo; é pugnar pela moralização do serviço público, exigindo que sejam extintos os penduricalhos que elevam às alturas as remunerações das elites do funcionalismo; é sonhar que as autoridades sejam pessoas simples, sem mordomias nem privilégios, como já ocorre na Suécia e em outros países em estágio mais avançado de civilização.

Da mesma forma, ser esquerdista é lutar pela redução da abusiva disparidade entre os maiores salários e os menores, é defender a diminuição do número de cargos comissionados, é exigir a extinção do cartão corporativo e dos carros chapa-branca a serviço das autoridades, e por aí em diante.

Por fim, ser esquerdista é agir democraticamente, respeitar os direitos, os interesses e as opiniões de quem lhe seja adverso; é ser caridoso, compreensivo e humano.

SOMOS TODOS IGUAIS

Se você também pensa assim, mas não se julga esquerdista, não fique preocupado, porque as paralelas sempre hão de se encontrar, nem que seja no infinito da miséria humana, porque os rótulos políticos-ideológicos já de nada servem. Atualmente, a única função deles é separar pessoas que na verdade são iguais e têm os mesmos objetivos.

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PSEscrevi este artigo, porque as supostas discussões ideológicas que ocorrem na Tribuna me intrigam e desagradam. Os debatedores parecem estar no início do século passado e usam argumentos daquela época, como se o mundo não tivesse mudado tanto neste decorrer. É lamentável que esta incompreensão continue e as pessoas insistam em se dividir entre esquerdistas e direitistas, quando a única divisão hoje possível é entre quem é do bem e quem é do mal. 

75 thoughts on “Lula, Dilma e o PT conseguiram desmoralizar as esquerdas

  1. Silencioso golpe de estado em Lisboa
    29.10.2015

    Por Jacques Sapir

    Portugal é vítima, nos últimos dias, de um silencioso golpe de estado organizado pelos dirigentes portugueses pró-Europa. É evento especialmente grave. Acontece quando ainda está fresco na memória o golpe de força bem-sucedido contra o governo grego, pela combinação de pressões políticas vindas do Eurogrupo e pressões econômicas (e financeiras) vindas do Banco Central Europeu. E confirma a natureza profundamente antidemocrática, não só da zona-euro, mas também, e muito se deve lamentar, da União Europeia.

    O resultado das eleições portuguesas

    Muito se disse na França especialmente, na mídia, que a coalizão de direita saíra vitoriosa nas últimas eleições legislativas em Portugal. É mentira. Os partidos de direita, comandados pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não tiveram mais de 38,5% dos votos e perderam 28 assentos no Parlamento. A maioria dos eleitores portugueses votou CONTRA as primeiras medidas de arrocho [orig. “austérité”], de fato, 50,7%. Eles eleitores votaram em candidatos da esquerda moderada , mas também do Partido Comunista Português e de outras formações da esquerda radical. De fato, o Partido Socialista Português tem 85 cadeiras, o Bloco de Esquerda (esquerda radical) 19, e o Partido Comunista Português 17. De 230 cadeiras/votos do Parlamento, as forças anti-arrocho têm 121; a maioria absoluta é de 116.

    Poder-se-ia pensar num acordo entre os partidos da direita e o Partido Socialista. Mas esse acordo nunca seria possível sem a rediscussão de parte do programa de arrocho [orig. “austérité”] que resultou do acordo entre o governo português e as instituições europeias. E rediscussão que não deixaria de evocar a situação da Grécia…

    Os socialistas e o “Bloco de Esquerda” disseram claramente que aquele acorde teria de ser revisto. Foi o que motivou o presidente Cavaco Silva a rejeitar o projeto de governo apresentado pela Esquerda. Mas os considerandos da declaração de Cavaco Silva vão ainda mais longe. Disse que”Considerados todos os sacrifícios importantes feitos no quadro de um importante acordo financeiro, é meu dever, e no exercício de minhas prerrogativas constitucionais, fazer todo o meu possível para impedir que se enviem falsos sinais para as instituições financeiras e os investidores internacionais.”

    Essa declaração é, afinal, o verdadeiro problema. Que Cavaco Silva pense que governo da esquerda unida possa levar a um enfrentamento com o Eurogrupo e a União Europeia, é direito dele pensar o que bem queira, e é até bastante provável que seja como ele diz. Mas numa república parlamentarista como é Portugal hoje, o presidente não tem absolutamente qualquer ‘dever’ ou poder de interpretar intenções futuras, para opor-se à vontade dos eleitores.

    Se uma coalizão de esquerda e de extrema esquerda tem maioria no Parlamento e se apresenta – como nesse caso – um programa de governo, a lei manda que a maioria forme o novo governo. Qualquer outra decisão aproxima-se de ato inconstitucional, e pode configurar golpe de Estado.

    Situação econômica de Portugal

    O golpe de Cavaco Silva surge quando a situação econômica de Portugal, quase sempre apresentada pelos jornais e jornalistas e ‘especialistas’ de televisão como caso de “sucesso” das políticas de arrocho [orig. “austérité”], continua extremamente precária. O déficit no orçamento ultrapassou 7% em 2014 e teria de estar naquele ano bem abaixo de 3%. A dívida pública já ultrapassa 127% do PIB. E se a economia conhece outra vez algum crescimento, ela se mantém, em 2015, no nível de 2014. O país foi empurrado dez anos para trás por conta das políticas de arrocho, com golpe social (desemprego) extremamente forte.

    De fato, as “reformas” impostas como contrapartida do plano de ajuda para financiar a dívida e os bancos não resolveram o problema principal do país. Esse problema é a baixa produtividade do trabalho. A produtividade do trabalho é muito baixa em Portugal, e isso por várias razões, mão de obra pouco ou mal formada e investimento produtivo muito insuficiente. Portugal pôde acomodar-se a essa baixa produtividade nos anos 1980s e 1990s porque podia deixar que a moeda se desvalorizasse. Depois de 1999 e da entrada no euro, isso passou a ser impossível. Não surpreende, portanto, que a produção esteja estagnada.

    Os sucessivos planos de arrocho [orig. “austérité”] postos em ação têm o objetivo de achatar os salários (em valor), sejam os salários diretos sejam os indiretos. Mas esse achatamento só beneficia as exportações, porque ao mesmo tempo deprime o consumo interno. No caso em que uma depreciação da moeda deixaria inalterado o consumo interno, é preciso que os ganhos na exportação realizados graças aos planos de arrocho compensem as perdas no consumo interno. Por isso os planos de arrocho SEMPRE serão menos eficazes que uma desvalorização da moeda, e Patrick Artus pode acrescentar, em nota datada de 2012: “O ajuste pela taxa de câmbio dá resultados rápidos; vimos taxas mais altas nos casos de Espanha e Itália em 1992-1993 com rápido desaparecimento do déficit externo e aumento limitado no tempo de desemprego. Vê-se também nos diferentes ajustes dos países emergentes: Coreia e Tailândia em 1997, Brasil em 1998”.

    A responsabilidade do euro na situação econômica de Portugal é inegável. Mas a responsabilidade das autoridades europeias no caos econômico e político que pode estar a caminho é também indiscutível.

    Lições a aprender

    Fala-se com frequência de um habituar-se ao desastre, de um cansaço de sofrer que levaria os povos a abandonar-se ao pior. De fato, nada disso se vê na atual situação. Os portugueses tentaram aplicar métodos inspirados pelo Eurogrupo e Comissão Europeia, e hoje são obrigados a constatar que esses métodos não dão os resultados prometidos. O voto nas eleições legislativas é o resultado desse processo. Mas dirigentes enfeudados no exterior, quer dizer, nas instituições europeias, decidiram não levar em conta os votos.

    O que hoje se passa em Lisboa é tão grave, mesmo que pareça menos espetacular, que o que se viu acontecer na Grécia.

    A natureza profundamente antidemocrática do Eurogrupo e da União Europeia afirma-se ainda mais uma vez, e confirma-se. Só cego não vê. E esse segundo evento poderia bem ser a gota d’água. Mas, para que seja, é imperativo que todas as forças decididas a lutar contra o euro encontrem formas de coordenarem suas ações. É preciso também não esquecer o que La Boétie escreveu no Discours de la servitude volontaire publicado em 1574: “os tiranos só nos parecem grandes porque estamos ajoelhados”. Poder-se-ia retomar essa fórmula, que nos parece tão contemporânea e formulá-la assim: “as instituições europeias só parecem grandes porque (os soberanistas) estamos divididos”.

    Mais que nunca, põe-se ante nós a questão da coordenação de diferentes forças soberanistas. Essa coordenação não implica, de modo algum, que seja pequena a força a que essas forças se opõem, nem que poderia ser suspensa entre parênteses. É sempre a lógica das “Frentes” como a “Frente Unida Anti-Japão” feita na China pelo Partido Comunista Chinês e o Guomindang, que não são alianças no senso estrito do termo, mas permitem marchar separadamente e atacar juntos. Mas a realidade, por desagradável que pareça a alguns, é que, se não formos capazes de nos coordenar, um poder, na realidade minoritário, poderá continuar a exercer sua tirania. E de golpe de estado em golpe de estado, instaurar um regime permanente de golpe de estado.

    25/10/2015, Jacques Sapir, Russeurope, Hipothèses

  2. Prezado CN,

    Este artigo que você escreveu eu assino embaixo. Ninguém que tenha bom juízo pode dizer que os governos do PT (Lula e Dilma) são ou foram governos de esquerda. Uma das poucas declarações sinceras de Lula foi dada a jornalistas num comício em São Bernardo do Campo de que ele não era de esquerda. A distribuição de bolsa-família e a construção de casas populares, como o programa “Minha Casa, Minha Vida”, embora tenham tido o seu valor, não são entretanto programas de esquerda. Servem também para a conquista de votos para o PT. O programa bolsa-família, aliás, começou no governo FHC com outro nome, e foi renomeado no governo Lula.

    A esquerda não é assistencialista. Governa para ter um melhor ajuste fiscal, taxando as grandes fortunas, os bancos (que no Brasil praticamente não pagam imposto, apesar dos lucros exorbitantes que têm), taxando as grandes heranças e, antes de mais nada, com moralidade, honestidade e senso cívico na administração da coisa pública. A esquerda até poderia continuar com o bolsa-família, com a contra-partida que as crianças das famílias beneficiadas estejam na escola. A esquerda sonha em promover uma reforma agrária, desapropriando remuneradamente (com títulos do Tesouro) os latifúndios improdutivos. Conheço um latifundiário, de quem minha família é amiga, que tem em Mato Grosso um latifúndio com área maior do que a cidade do Rio de Janeiro, isto dito por ele mesmo. Mas lá não planta nada. Vive em Minas Gerais. Tem este latifúndio como uma espécie de “caderneta de poupança”, que nunca usará, por ser muito rico.

    Assim como ele, são vários. A Reforma Agrária não é um desrespeito à propriedade privada. João Goulart, que era um grande latifundiário, pretendia implantá-la. Pensava ele que sua família não precisaria nem utilizaria toda a terra que tinha, e que seria mais produtivo destinar uma parte de sua própria propriedade a assentamentos de agricultores para produzirem alimentos, aumentando a oferta de alimentos no Brasil e barateando os custos. Os militares o derrubaram nas vésperas de Jango iniciar as Reformas de Base, e uma delas era a Reforma Agrária. Pode-se chamar Jango de “esquerdista”, se quiserem, mas ele era anti-comunista. Seu compromisso era com o Trabalhismo (PTB). O compromisso da esquerda é buscar para o brasileiro uma Saúde de qualidade, acessível a todos, uma preparação de professores para termos escolas públicas de qualidade para todos os brasileiros, das capitais e do interior, com recursos advindos da reforma do sistema financeiro, não se desprezando uma auditoria da dívida pública e tratar as instituições financeiras internacionais com respeito, como o FMI , mas sem baixar a cabeça e seguir cartilhas de arrocho salarial e outros sacrifícios à população. Vejam o que falam acima os portugueses sobre o FMI deles, que é o Eurogrupo. Estes banqueiros internacionais são desumanos e não se importam que o povo passe fome, desde que lhes paguem juros escorchantes.

    Você falou muito bem. Disse tudo. Mas eu vou repetir: o governo Lula, fazendo-se passar por “governo de esquerda”, acoplado ao enganoso “PCdoB”, decididamente não foi um governo de esquerda. O problema é que o povo menos esclarecido pensa que a esquerda é isso que o PT apresentou. Lula e sua quadrilha fizeram sim muito mal à esquerda brasileira porque confundiram corações e mentes, e fizeram os brasileiros se indispor com a esquerda em geral.Nos governos do PT não se fez a Reforma Agrária, não se mexeu nas tarifas e impostos dos bancos, nas grandes fortunas, na reforma do sistema financeiro. Ao contrário, o PT governou para os empresários, os banqueiros, os latifundiários (e lá está Katia Abreu como ministra de Dilma para confirmar o que digo), não governou para a melhoria de vida dos trabalhadores. E, por fim dois pontos: há a necessidade de rever nosso esquema de Segurança, com unificação, treinamento e boa remuneração aos policiais, evitando esta cisão das polícias entre policiais civis, policiais militares, policiais federais, força de segurança nacional, polícia rodoviária federal, que muitas vezes só tras atrito e confusão, além da falta de isonomia nos salários – todos com salários baixos, no entanto. E como projeto de Esquerda, o PPS tem em sua proposição de Reforma Política a adoção do Parlamentarismo – uma ideia hoje que talvez nem se precise defender, dado o problemão que o sistema presidencialista nos está trazendo com o longo e improdutivo mandato de Dilma Roussef.

  3. Newton se utiliza de um maniqueísmo preocupante (a esquerda é tudo de bom e, a direita, tudo de ruim), além de se contradizer que não existe mais esta separação entre direita e esquerda, mas usa esta definição para enaltecer as qualidades de quem seria um legítimo esquerdista!
    Ao final tenta rebocar a parede esburacada pelos seus conceitos discutíveis, tentando explicar que as pessoas que possuem os sentimentos de um esquerdista mesmo que não se considerem como tal não há problemas, tudo bem.
    A meu ver, o cidadão ser correto basta. Se político, apolítico, não interessa.
    Alias, alguém que tenta se enquadrar nessa forma como se faz política no Brasil, querendo identificar-se com este ou aquele partido ou tendência está alheio à realidade, trata-se de um sonhador, pois o Congresso Nacional é simplesmente a representação do que não presta, da inutilidade, do que é ser perdulário, irresponsável, corrupto e desonesto.
    Tanto faz para o parlamentar se de direita ou esquerda. Ambos os lados se aproveitam descaradamente para enriquecer, obter vantagens pessoais, empregar seus parentes, amigos, usar o poder em benefício próprio.
    O exemplo que Newton usou de uma pessoa esquerdista é de alguém que exerce a sua cidadania plena, convenhamos, e não porque é da esquerda ou da direita.
    A contradizer o nosso incansável Moderador quanto à utopia de um esquerdista ser extraordinário, fenomenal, incomparável, criar um mundo maravilhoso … resgato os governos que se identificavam dessa forma, e olha as besteiras que cometeram, além de não se poder atribuir à esquerda, inexoravelmente ao esquerdista, ser democrata ou, por acaso, conhecemos alguma nação governada pela esquerda ser democrática?!
    Confirmo a antidemocracia do esquerdista, se observarmos mais detidamente a reação desta turma quando se fala em impeachment de Dilma. O pessoal dá em grito e ameaça com luta armada (o exército de Stédile vive de prontidão), e assim tem sido uma série de depoimentos neste sentido, inclusive o último programa do PCdoB, um aviso com todas as letras que pegarão em armas, que lutarão contra o povo, que o país é deles, simplesmente.
    Entre a definição de Newton sobre a esquerda e a prática de um esquerdista, lamento, mas vai uma distância imensurável, caracterizando essa gente como cínica e hipócrita, pois vocifera um modelo econômico, político e social perfeito – outra estupidez em se tratando de ser humano -, porém as atitudes quando no poder são completamente diferentes do falso alardeamento.
    Considero-me uma pessoa do bem, sem ser de esquerda ou de direita porque humanista, então a minha prioridade sempre será o ser humano, ainda precisando de aperfeiçoamentos, estudos, educação, saber entender e praticar o bem comum, ser solidário, compreensivo, tolerante …
    Quanto à política, a minha rejeição, asco, repúdio, tanto pelo que representa quanto pelo comportamento, absolutamente de traição à Pátria, à cidadania, e altamente nocivo e nefasto às pretensões do brasileiro a respeito de desenvolvimento para o país, progresso individual e coletivo, independente de ser de um lado ou de outro, então desnecessário e provocativo a definição maravilhosa de ser esquerdista e, em consequência, o péssimo conceito quando se é direitista, a meu ver.
    Infinitamente teria sido melhor se Newton tivesse simplificado:
    Existem pessoas do mal e existem pessoas do bem, mais nada!

    • Amigão Bendl … alguns trechos do seu artigo, tb concordo com vc, a vida é feita de interpretações… qdo o CN escreveu o artigo, eu li interpretando e lembrando da Finlândia, que ele exemplificou e dos demais países nórdicos, que são o meu modelo de Democracia. Nosso querido Brasil e América Latina somos periferia do planeta e nem tão cedo a coisa melhora, aos poucos, devagar quase parando seguiremos …

      O CN falou em tese e foi com esta Tese que concordei… há uma Esquerda idealista, sonhadora, caritativa, espiritualista, atemporal que não é e nunca foi a Esquerda Brasileira, outro dia um amigo me disse: “a esquerda brasileira é dinheirista” não corresponde aos Arcanos da Sabedoria que norteira o Pensar de uma Esquerda Utópica (na qual me incluo) e sei que se um dia caso se concretize no Brasil, será por volta do ano 3 mil.

      Uma vez escrevi aqui sobre uma conhecida brasileira que casou com um sueco e vive hoje na ponte Rio – Estocolmo. Segundo ela, lá eles são socialistas… é uma Esquerda Democrática Ocidental.

      Temos também ao longo da História infelizmente… Esquerdas Indemocráticas Orientais, Asiáticas, Africanas, Latinoamericanas…

      Abraços

      • Professor Rocha,
        Todos sabem da minha admiração pelo Newton.
        Eu ter discordado do texto em tela, não quer dizer que me tornei inimigo político do nosso Mediador, longe disso, até porque deploro esta política nacional.
        Se escreveu em tese – o esquerdista ideal -, a meu ver esta seria a projeção que se deveria dar ao ser humano no seu cotidiano, e não de forma excepcional ou pela sua tendência política.
        Por que o bom é esquerdista, dando a entender que o direitista é ruim, repito?
        Desta forma, e de modo a se evitar mal entendidos ou comentaristas de poucas luzes opinarem erradamente, que reconheço ser um deles, bastaria colocar o tema como pessoas de bem e pessoas do mal, que existem, independentes se capitalistas, comunistas, socialistas, católicos, judeus, muçulmanos …
        Apenas externei o que penso quando somos rotulados ou identificados por pessoas e movimentos contrários à legítima liberdade de expressão, que não é este caso, evidentemente, então por isso mesmo me senti à vontade em não compactuar com as ideias do jornalista, um profissional por excelência, enquanto que eu …um mero escrevinhador.
        Um abraço, Rocha.

    • Caro Jornalista,

      Concordo com o Bentl,

      O seu artigo quis induzir que se a pessoa for boa e honesta será, obrigatoriamente, esquerdista.
      Por exclusão, tudo o que ficou fora do SACO DE BONDADES da esquerda, será considerada “de direita”!

      Ao consideramos que fulano seja “de esquerda” e sicrano “de direita”, estaremos sendo induzidos ao erro, manipulados, pois nos esquecemos da incrível capacidade humana de fingir, conforme o Lula fez durante décadas!

      Abraços.

  4. Concordo com o Bendl. Newton se perdeste completamente neste artigo, escreve que o que importa é ser do bem ou do mal, mas o democrático, o respeitador, o caridoso, o compreensivo, o humano (lamentável hein Newton?!) esse é da esquerda? Os outros são o quê? Não há falsa esquerda não, essa sempre foi e será a verdadeira esquerda, poderia ser qualquer outro partido, o resultado seria o mesmo, a diferença é só o grau de intensidade do fracasso geral, que Sempre ocorre. Vivem numa fantasia, numa realidade inexistente, em que o importante são as boas intenções, os meios. Porém, onde resultados é uma palavra desconhecida. E nós temos que ficar aguentando isso…

    • Desculpe, Caio Efrom, eu sou assim mesmo. Às vezes tento dizer uma coisa ao escrever, as pessoas entendem outra coisa. Para um jornalista, é sempre triste quando não consegue se fazer entender. E eu continuo sonhando com um mundo em que as pessoas respeitem as opiniões alheias.

      Um forte abraço,

      CN

        • Sr. Antônio, o texto do CN não ficou claro, muito pelo contrário e não fui o único a perceber. O Bendl e outros também já deixaram bem esclarecida a questão: se todas as qualidades, até ser humano, são do esquerdista, o que sobra para a direita que é oposição a este. Se o CN tivesse iniciado com o que escreve nos P.S. e depois trocasse “esquerdista” por cidadão o entendimento do texto talvez fosse outro, mas não vou alongar. A questão final a se considerar são os resultados! Posso ter as melhores das boas intenções e discursos do monopólio da benevolência, dos sentimentos, igualdade e justiça mas de que adiantam quando ao serem postos em prática não funcionam e muito pelo contrário só pioram a situação, principalmente dos que eram mais desfavorecidos. Chega de fantasia e ilusão, o que importa é resultado, a prática. Podem existir pessoas boas e más em qualquer lugar, ora, mas pessoas boas, com ideias erradas também geram desastres, já dizia meu pai: “de boas intenções o inferno está cheio”. Por fim, talvez o sr. não saiba, mas muitos acessam pelo celular para fazerem comentários e existe um tal corretor de texto que age de maneira muito voluntariosa, espero que consiga entender também, mas o Newton usou mal as palavras (assim está bom?).

  5. Caro Jornalista, Carlos Newton, te admiro e tenho muitas convergências de pensamento, e neste aspecto que você pautou, concordo em gênero, numero e grau. Mas não chegaremos lá, com qualquer pauta esquerdista, e sim praticando o liberalismo econômico e social .

    • Amigo Walter, tenho convicção de que não há mais esquerda e direita, apenas bons e maus governantes, providências acertadas e erradas. Quando eu trabalhava nas redações, classificava as matérias em boas e ruins. Se tivessem qualidade e interesse, publicávamos. Caso contrário, iam para a cesta do lixo. Tento seguir esta linha ao fazer o blog.

      Abs.

      CN

    • Continuando, a esquerda tem sempre em sua genética o coletivismo que desabafa em totalitarismo, tá aí a história que não me deixa inventar, e nem mentir, os países nórdicos sempre pautaram e viveram o capitalismo, ganharam gordura e distribuíram e agora estão estagnados, já há nestes mesmos países que a dinâmica da política do bem estar deverá ser repensada, pois a roda não está girando mais, pois os desafios acabaram e todos acomodaram. Brizola foi um homem de bem, mas um baita equivocado, seu apoio a Fidel, ao LULA, e sua ideologia que não coaduna com seus ideais.

    • Caro Walter

      O liberalismo econômico e social é a raiz da pobreza geral que grassa no mundo incluindo as guerras de extermínio. No fundo e na forma, o liberalismo é a liberdade que o lobo te m de comer as galinhas que ele quiser. No liberalismo a classe empresarial pode tudo, inclusive escravizar a classe trabalhadora. O salário mínimo é uma forma de escravatura consentida pelo Estado. As 48 horas semanais se reveste de trabalho excessivo e desumano, quando na Europa se trabalha 38 horas semanais.

      Se preparem, que virá uma onda liberal sem precedentes em nosso país e os sinais são muito claros, na própria nomeação de Joaquim Levy e quando ele cair virá um pior ainda. Os direitos trabalhistas serão flexibilizados e a CLT valerá menos do que os acordos coletivos entre patrões e empregados.

      O programa recém lançado pelo PMDB, da lavra de Moreira Franco e Michel Temer é um pérola neoliberal, a mesma cantilena usada no governo FHC o entusiasta da globalização, que vendeu empresas nacionais na bacia das almas e com empréstimos subsidiados do BNDES e o caso emblemático foi o da Vale do rio Doce, que valia um trilhão e foi vendida por três bilhões. O PMDB é mais parecido com o PSDB do que muita gente pensa. O PT se aliou ao PMDB, um inimigo e agora paga caro pelo erro. Talvez as esquerdas não tenham mais nenhuma oportunidade e não adianta se escorar em Proust, pois nesse caso a busca pelo tempo perdido se tornará inglória. E olha que o PT (os dirigentes) realmente nunca foi de esquerda, salvo alguns militantes ilustres, cuja maioria se afastou da sigla.

      Agora, se não há saída pela via esquerdista, muito menos pela via direitista, que governa o país desde os tempos do Império, será que agora será diferente? Não acredito.

      Revejam a entrevista de FHC ao jornalista Roberto D’Avila e ex-deputado e Brizolista, no programa Globo News. Ele reclama de LULA, que o chamava de neoliberal, privatista e que deixou para o ex-metalúrgico, uma herança maldita. FHC também chama Itamar Franco e Leonel Brizola de vanguardas do atraso, homens com cabeças do início do século passado. Ali, na entrevista o retrato psicológico de um “intelectual” magoado com as críticas que sofreu ao longo de oito mandatos, sendo quatro fruto da reeleição proposta por ele, porém negada a tese esposada. FHC demonstra na entrevista que a verdade passa pelo seu crivo e que os outros estavam errados.

      Que fazer?

  6. Concordo plenamente com o artigo. Atualmente essa polarização serve apenas para a indústria do ilusionismo petista tentar esconder os seus podres. No ano passado coloquei nas redes um resumo de uma matéria sobre o ‘esquerdista’ José Dirceu. Na época dei a esse resumo o título de ” A Esquerda Caviar e os MAVs Biclicletas, pois ele mostra claramente como pensam os ‘ socialistas’ petistas.
    ” (…)No final do dia, um Jaguar preto, de bancos de couro claros, dirigido por um jovem motorista de gravata, esperava o ex-ministro. “Esse carro está ao seu gosto, doutor José?”,
    perguntou-lhe o advogado João Serra, com uma formalidade de sócio pouco íntimo. Dirceu
    achou que era uma brincadeira e apenas riu. No caminho até o hotel, ele disse que pretende se dedicar a Angola. “Meu interesse é infra-estrutura: rodovias, telefones,telecomunicações. Temos a vantagem do idioma, o know-how”, afirmou. “Também vou
    abrir um escritório no Panamá. A América Latina está cheia de bons negócios.” Outro deseus sócios, o advogado António Lamego, é amigo do general João de Matos, ex-chefe de Estado Maior do Exército angolano. Os três haviam marcado de se encontrar, em breve, na Costa do Sauípe para tratar de negócios”.(…)De banho tomado, José Dirceu desceu para almoçar. Pediu codorna com trufas e foie gras. A pedido, relembrou algo da sua história. Ele nasceu em Passa Quatro, uma cidade encravada na serra mineira, que ainda tem Maria Fumaça(…)Também conversaram sobre Cuba. O ex-ministro está convencido de que os dias do castrismo estão contados. “Aquilo vai mudar, já está mudando”, disse. “Mas os cubanosnão vão aceitar o capitalismo de uma vez. Eles viram a experiência da Europa Oriental. O que eles querem é pouco. É poder ter três bicicletas e alugá-las. É ter o direito de ir e vir, poder abrir um bar, alugar um quarto na casa deles. Não é muito, não.”(…) Extraído da Revista Piauí de janeiro de 2008);

  7. Sr. Carlos Newton,
    O seu censor está DELETANDO meus comentários. Como o Sr. é o Diretor e responsável pela TI, a qual leio três vezes por dia, pediria providências. Quando meus comentários, sempre técnicos, são escritos, o CENSOR escreve “parece que essa matéria já foi repetida” . Procure sabem quem está me censurando e corrija isso. A TRIBUNA DA INTERNET é um BLOG independente, pelo menos diz!

  8. Prezado Carlos Newton,
    Excelente artigo.
    Põe as claras o que está havendo no Brasil.
    E, cumprimentos ao Ednei Freitas comentarista que mostra o que está ocorrendo em Portugal!
    SDS
    Vitor.

  9. Agora, depois da matéria da Revista época, quais arugumentos restarão aos lacaios das canetas de aluguel do stalipetismo ? Que a Globo, que tem sido tão boazinha com o governo, não tem credibilidade ? Os ridículos e generosamente pagos teclados com taxímetro com toda certeza voltarão a essa indústria de rótulos vazios, talvez impressos na Gráfica Atitude, do caso Pimentel…

  10. Convido todos a pensar comigo, já que aqui se pretende debater polidamente a política, sobretudo. Pergunto: Tem sentido a frase “não existe mais esquerda nem direita, é tudo a mesma coisa”

    Seu sentido varia conforme o contexto e, principalmente, quem a usa. Ela significava uma coisa quando era usada, principalmente a partir dos anos 70 e 80, para se referir a lutas e sujeitos políticos que não eram reconhecidos por um lado nem por outro, ou cujas pautas eram, de alguma maneira, resistidas e/ou escamoteadas por ambos: mulheres, negros, índios, gays e lésbicas… Neste caso, queria dizer: “nenhum dos lados nos reconhece e luta por nós, por isso fazemos nossa própria luta”.

    No surgimento do movimento ambiental, nos anos 70 e 80, ela tinha este significado e mais um, suplementar: o meio-ambiente, questão que demorou para ser incorporada à agenda tanto da esquerda quanto da direita (e que, na maioria dos casos, o foi no nível do discurso muito mais que na prática), nos diz respeito enquanto seres vivos e habitantes deste planeta, independentemente de preferência política. Logo, seria uma questão “nem de esquerda, nem de direita”, mas de todos.
    sejam de esquerda sejam de direita no Brasil.

    “Nem esquerda, nem direita” é uma frase com que convém se cuidar: não só o que se quer dizer com ela pode soar de maneira muito distinta a outros ouvidos, como aquilo que soa a nossos ouvidos pode ser muito distinto da intenção, de boa ou má fé, que outros têm ao usá-la.

    Ela tinha outro sentido quando começou a ser usada por atores oriundos da esquerda histórica a partir dos anos 90. Neste caso, justificava a capitulação diante da realidade, agora aceita como absoluta e imutável, da economia de mercado e dos limites atuais da democracia representativa. Foi neste sentido – de “direita e esquerda (históricas) já não existem” – que ela foi a consigna da dita Terceira Via, isto é, a adesão, por parte de forças políticas cuja origem remonta às lutas operárias dos séculos 19 e 20, ao neoliberalismo. “Não há mais esquerda e direita”, no sentido de projetos que de alguma forma fundamental se opõem; “há apenas nuances”. O tempo fez estas nuances cada vez mais imperceptíveis, uma fratura na democracia representativa que foi exposta de forma cristalina pela crise financeira iniciada em 2008 – em que partidos “de esquerda” como Labour (Inglaterra), PSOE (Espanha) e Pasok (Grécia) estão tão implicados quanto seus equivalentes “de direita”. É este o sentido do grito de “não nos representam” que se ouve das multidões na Europa e nos EUA: a democracia representativa, nos países onde supostamente tinha atingido sua forma mais acabada, transformou-se num sistema em que todas as opções são essencialmente a mesma, e todos os partidos respondem essencialmente a um cartel de interesses corporativos financeiros, energéticos e midiáticos.

    Era também com este sentido de ruptura histórica – “já não existe” – que, no mesmo período, ela passou a ser usada por atores provindos da direita histórica. Com o fim do bloco soviético, já não existe mais projetos alternativos, “não há alternativa” (como disse Thatcher) ou “o único sabor no mercado agora é baunilha” (parafraseando Stiglitz); quem não aceita isto, é um dinossauro cujo tempo passou. O triunfalismo da direita de sempre e o oportunismo da “nova” esquerda partidária convergiam nisto: “fora nós, não há nada, e quem não vê isto, está ultrapassado”. Mas convém notar que, conforme a crise atual tem deixado claro, isto se deu não por uma convergência das agendas políticas, mas porque a “nova” esquerda (isto é, a esquerda histórica que se “renovou”) incorporou a agenda da direita, acrescentando-lhe “nuances” que o tempo desbotou por inteiro.

    Em virtude desta equivocidade, é uma frase com que convém se cuidar: não só o que se quer dizer com ela pode soar de maneira muito distinta a outros ouvidos, como aquilo que soa a nossos ouvidos pode ser muito distinto da intenção, de boa ou má fé, que outros têm ao usá-la. A frase abre mão de redefinir o passado.

    É no sentido de uma virada ou corte histórico, de novidade, que normalmente se emprega a frase hoje: a partir de um determinado momento, a divisão entre “esquerda” e “direita” teria perdido o sentido. A primeira coisa a fazer é observar que, enquanto o momento histórico apontado como aquele da ruptura varia e sempre encontra um novo “agora”, a frase em si já é usada assim há pelo menos 15 anos. A segunda é perguntar se o desaparecimento desta distinção política implica o desaparecimento das divisões sociais: ainda se pode falar de “pobres” e “ricos”, os que “têm acesso” e os que “não têm acesso”, os que “têm oportunidades” e os que “não têm oportunidades”? Foi nestas divisões, afinal, que a distinção entre esquerda e direita se originou. Introduzir uma distinção em termos de “mais” e “menos” – “mais ou menos” acesso, “mais ou menos” oportunidade – não parece suficiente para eliminar as divisões. No limite, sempre restam aqueles que têm “muito pouco” e os que têm “demais”; uma distância que, nas três últimas décadas tendeu, de forma geral no mundo, a aumentar.

    É inevitável reconhecer que em nossa democracia representativa, parcelas menores da sociedade estão super-representadas, como os oligargas, latifundiários, banqueiros, grandes empresários, os industriais, o grande comércio varejista, os exportadores; e uma grande parcela da sociedade está sub-representada, que são a classe média, os assalariados, os que não têm moradia, nem emprego estão sub-representadas. O conflito entre uns e outros, embora silencioso, tem repercussão no modo de vida, na escolaridade dos filhos, no conforto da família. Mas a dicotomia esquerda – direita está longe de ser resolvida pela nossa democracia representativa, mas sim na participação ativa dos interessados (de um lado e do outro) no cotidiano.

    Por exemplo: os banqueiros têm participação ativa na Febraban, os industriais na Fiesp, os comerciantes na Fecomércio, os donos dos meios de comunicação, na ABERT, que têm seus interesses próprios e os defendem a ferro e fogo. Já os assalariados têm os sindicatos, o direito de greve, e sempre estarão em contenda com os patrões. Muito pouco, no entanto, tanto a direita quanto a esquerda podem esperar da democracia representativa, mas sim da interação cotidiana dos dois lados em contenda. Com isso podemos deduzir que um dos lados é a direita e o outro lado é a esquerda ? Creio que não. Um operário tem todo o direito de ser fã do Maluf ou do Bolsonaro, por exemplo.

    Mas a esquerda não desapareceu nem tem como desaparecer, e seu propósito é sempre buscar uma vida social digna a todos os trabalhadores, o que estes 115 anos de capitalismo nunca lograram oferecer. Talvez a esquerda só vá ser compreendida no Século 22, mas isto é outra história.
    A frase pode ser entendida como um exercício legítimo de distanciamento em relação ao desastre das experiências do “socialismo real”: os gulags, as coletivizações forçadas que levaram a mortes em massa, as ditaduras de um só partido. (Sem embargo, é curioso notar como, enquanto o socialismo real “foi testado e falhou”, o capitalismo real, em seus mais de cinco séculos de colonialismo, escravagismo, miséria sistêmica, negação de direitos e destruição ambiental, sempre nos pede que o julguemos de acordo com seu estado ideal: “é verdade que há muitos problemas – mas um dia haverá abundância para todos!”.)

    Mas então “esquerda” foi apenas aquilo?
    O que dizer dos desejos de igualdade, liberdade e reconhecimento que animaram os indivíduos cujas lutas formaram aquilo que se veio a chamar de esquerda – e que, em muitos casos, acabaram oprimidos pelas instituições (partidos, sindicatos, estados) que contribuíram para criar? Por trás do esforço para escamotear este patrimônio e tornar “esquerda” sinônimo dos horrores feitos sob este nome, existe, no uso cínico que muitos fazem da frase, o desejo de afirmar que lutar contra as divisões que existem e buscar-lhe alternativas inevitavelmente acabará em desastre. É do papel de quem não tem interesse em que as coisas mudem dizer que o “melhor é inimigo do bom” (Voltaire), que “não há alternativa”; é do papel de quem tem o desejo de mudanças não ajudá-los. E se os desejos de mudança ainda existem, é fundamentalmente porque as divisões não acabaram, pelo contrário, estão sempre ressurgindo, em outros limites e de novas formas. E se alguém pode e deve encarnar estes desejos, é justamente aqueles que “não têm” – renda, acesso, oportunidades, reconhecimento.

    • O teu olhar atinge apenas um lado, pois esqueceu de mencionar a bondade que o BNDES dá para os empresários com empréstimos a juros subsidiados. O contribuinte paga a conta da bondade, que não se traduz em empregos diretos e indiretos.

  11. Países socialistas da atualidade.

    União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, durou de 1917 até 1991, míseros 74 anos.

    Situação econômica nos países socialistas

    Muito se falou nos últimos dois séculos sobre o socialismo e sobre seu antagonismo em relação ao capitalismo, mas o fato é que a maior parte das pessoas sabe muito pouco sobre como estão os países socialistas na atualidade.

    Primeiramente, vamos entender quais são os principais países socialistas da atualidade, que são os seguintes: China, Cuba, Coréia do Norte e Vietnã.
    Portanto, vamos entender como eles estão atualmente, especialmente em relação à situação econômica desses países socialistas. Vamos ver um pouco mais?

    China
    Com seu socialismo de mercado extremamente diferenciado, a China apresenta características do socialismo clássico, mas também apresenta características do capitalismo.

    Por isso, a China gera tanta dificuldade para o entendimento dos leigos, já que seu sistema político e econômico é realmente muito confuso em relação à definição clara e manifesta do que se entende por socialismo.

    Economicamente, é evidente que a China é o país socialista que está em melhores condições, já que se trata de um país com economia realmente exuberante, com crescimento gigantesco e com grande demanda por matérias primas.

    Cuba
    Economicamente falando, Cuba, que é o mais famoso dos países socialistas da atualidade, apresenta problemas, que ficam cada vez mais nítidos a cada ano que passa, já que depois do colapso da União Soviética, a ilha caribenha deixou de receber uma ajuda anual importante.

    O país começa a se abrir mais para o turismo, e alguns passos já são dados para uma tentativa de abrir um pouco mais a economia do país, mas de um modo geral, a ilha dos irmãos Castro ainda é muito atrasada em diversos aspectos.

    Coréia do Norte
    Com a maior parte da população vivendo em uma vida de miséria e de dificuldades realmente consideráveis, o fato é que a Coréia do Norte é, de todos os países de orientação socialista da atualidade, o mais fechado e atrasado de todos.

    Com isso, exceção feita aos figurões do partido comunista do país, praticamente todos os habitantes do país vivem em condições de atraso tecnológico e humano de grandes proporções.

    Vietnã
    Muito famoso por causa da Guerra do Vietnã, esse país é socialista e apresenta uma economia que ainda é muito pautada pela agricultura, que ainda pesa muito dentro da lógica econômica do país.

    No entanto, apesar das dificuldades, o Vietnã já se apresenta como uma das economias mais promissoras do sudeste asiático, sendo classificado como parte dos “próximos onze”.

    Fonte: http://www.colegioweb.com.br/trabalhos-escolares/politica/situacao-economica-nos-paises-socialistas.htm

  12. Dr.Ednei Freitas,
    Pois justamente em relação à sua explicação a respeito de definir esquerda e direita no atual momento, e se evitar más interpretações, em face de que a maioria não possui a sua cultura, o seu conhecimento, apenas sabemos que os governantes são ladrões, corruptos e desonestos, e tanto faz se esquerdistas ou direitistas, que talvez eu tenha sido simplório ao opinar no sentido de as pessoas serem más ou boas, mais nada.
    A meu ver, a tendência política não poderia influenciar o caráter das pessoas ou ditar-lhes um comportamento diferente daqueles que se espera de um ser humano.
    Eu não devo me sentir superior ao comunista, ao socialista, ao capitalista. Preciso, antes de mais nada, comprometer-me com a sociedade, ser uma pessoa útil, decente, produtiva, obediente às leis, modos e costumes de uma nação e do seu povo.
    Todas às vezes que a política tentou enaltecer certas tendências, a História registra guerras, invasões, submissões, explorações, destruições, o ser humano simplesmente relegado parta um terceiro ou quarto planos!
    Na razão direta que o senhor alerta quanto aos cuidados que se deve ter ao exclamar que esquerda e direita hoje se identificam, da mesma forma temos de observar as reações dos cidadãos quando se veem rotulados ou sem rótulo, ambas situações que ensejam preconceito, divisão, superioridade ou inferioridade de um grupo pelo outro.
    Mais a mais, vamos ser sinceros, por favor:
    Quando o indivíduo está no poder, às favas com a esquerda e direita, ele quer mesmo é “se dar bem”.
    Acabou o idealismo, dr.Ednei; terminou o patriotismo.
    O idealismo foi substituído pela ideologia, e quanto mais retrógrada e genocida mais lembrada se torna e, o patriotismo, cedeu espaço ao partidarismo, apátrida, com um discurso com base apenas na luta de classes e eliminação das “elites”.
    Não vejo, portanto, onde está a esquerda e a direita nesse caldo repugnante feito à base de ingredientes podres, vaidade, orgulho, agressão, preconceito, perseguições, prisões injustas, mortes …
    A intolerância se tornou a característica fundamental de ambas as tendências, razão pela qual discordei do nosso Mediador, respeitosamente, claro, por não aceitar que a política neste momento tenha consigo o condão de nos transformar em bons ou maus, em face de a pessoa ter defeitos que já lhe compõem a personalidade, entendendo que movimentos desta ordem podem lhe beneficiar, menos melhorar como ser humano!

    • Prezado Francisco Bendl,

      Diante da sua insistência de que todo parlamentar vira ladrão, fui até o site transparência do Supremo Tribunal Federal, onde consta o patrimônio declarado de todos os parlamentares eleitos. Realmente, há muitos multi-milionários. Mas o deputado Roberto Freire, entre os 513 parlamentares listados por ordem decrescente de patrimônio, ocupa o 430º lugar. Durante mais de 40 anos de vida pública o presidente do PPS conseguiu juntar R$ 332.507,48 . Não podemos achar que tudo é a mesma coisa e que todo parlamentar inevitavelmente se corrompe. Vai aí o site para você verificar. Os parlamentares do PPS, aliás, estão entre os mais pobres. E Roberto Freire é o mais pobre de todos eles.
      http://congressoemfoco.uol.com.br/upload/congresso/arquivo/Patrim_NovosCongressistas.pdf

      Abraços,

      • A partir de 01/Fev/2015, cada deputado federal passou a perceber R$ 33.700,00. Ora, esta quantia vezes 12 (um ano) se torna R$ 404.400,00. Ora, 404.000 > 332.507,48. Em um ano ele tira mais do que alega ter juntado em 40 anos de vida pública.

        Ednei, Ednei … Você acredita mesmo nisso que disse ?

  13. Sr Bastos:

    Houve supressão do verbo passar, como acontece muito na linguagem coloquial: “Passar noites sem dormir, como percebo que acontece comigo, não é saudável”. Sabemos bem que noites nem são saudáveis nem prejudiciais. São apenas consequências da rotação da Terra.

    Não há razão para ironizar ou corrigir Francisco Bendl.

  14. A ‘modesta viagem’ do chefe dos comediantes da ideologia ao México…
    Em 19 de setembro de 2012, Lula viajou com uma pequena comitiva ao México, que incluía Kalil Bittar, sócio do seu filho Lulinha. Evidentemente, nada de avião de carreira.

    Para o deslocamento foi alugado um Legacy 650. Quem pagou? A subsidiária americana da Odebrecht quitou a fatura de 780 000 reais.

    E nada de passar aperto. No contrato com a empresa de táxi-aéreo está escrito com todas as letras que nos voos de ida e de volta não deveria faltar “vinho tinto francês de boa qualidade”.

  15. Foi muito bom ler este artigo do mestre CN. Agora já sei o que é ser de esquerda, pois pelo que eu ví até agora estava achando que ser de esquerda era apenas uma forma de enganar o eleitor com um discurso atraente, conseguir um cargo de menor ou maior importância, amealhar a maior quantidade de recursos que o cargo permite e garantir uma vida boa com direito a tudo o que de melhor o capitalismo pode oferecer.

  16. Wefforf, Lula pelego…
    ” Elio Gaspari

    Weffort viu a origem da caixa petista

    “O sindicato alemão (…) havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas!”

    O PROFESSOR Francisco Weffort, fundador do PT e seu secretário-geral de 1984 a 1988, publicou um surpreendente artigo na edição do “Globo” de terça-feira, intitulado “Lula, o pelego?” Começou com outra pergunta: “Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública?” Prosseguiu com uma maledicência: “É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos”. Desembocou numa “historinha de 1980, bem no início do PT”, época em que o professor acompanhou Nosso Guia numa viagem pela Europa e pelos Estados Unidos. Uma historinha velha, porém horrível.
    Fala Weffort: “Chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. (…) O sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas!” (…) “Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento.”
    O que Weffort narrou foi o amanhecer dos “recursos não contabilizados” que viriam a celebrizar o mensalão e a figura de Delúbio Soares. Em todas as épocas, o dinheiro andava em malas companheiras sem passar pelos controles do Estado. Os alemães e os americanos queriam uma prestação e contas, por mais simples que fosse, mal sabiam que nem isso conseguiriam.
    Nessa época, Lula dizia que a solidariedade do “povo brasileiro” levara para a caixa dos companheiros algo como US$ 250 mil. Pode-se suspeitar que os alemães e a central americana pingaram bem mais que isso.
    Weffort nunca participou da máquina arrecadadora de Lula, mas esteve ao seu lado na viagem de 1980, inclusive numa reunião com banqueiros e empresários alemães. Ele pode não saber tudo, mas sabe mais do que contou. Devia ir fundo, até porque tinha boa pontaria quando era estilingue na vidraça alheia. Em 1994, o senador Pedro Simon disse numa entrevista que sabia de roubalheiras instaladas na Comissão de Orçamento da Câmara, e o professor foi severo: “Se políticos como Simon sabiam, por que não denunciaram?” (…) “O homem honesto calou.”

    • Enfim, a petelhada que participa da SOC (sofisticada organização criminosa) foi amplamente financiada por grana do exterior, legal ou de origem duvidosa, como denunciado na Câmara:

      Jair Bolsonaro apresentou a ata da reunião da Comissão Nacional de Direitos Humanos, de 10/04/2008, onde o líder indígena Marcos Terena declara ter acompanhado Lula até a Líbia, a fim de receber dinheiro do Coronel Muammar al-Gaddafi , homem forte da Líbia, com a finalidade de financiar o PT, onde Marcos Terena declarou:

      “Eu sinto, inclusive ao governo Brasileiro, eu ter que falar isso, apesar de conhecer o Lula desde 1981, por isso que eu lembrei do Suplicy. Suplicy treinava boxe e era casado com a Marta Suplcy. Naquele tempo o Lula precisou fazer uma viagem para buscar dinheiro para o PT lá na Libia e eu fui escalado para viajar com o Lula. Eu como lider indigena do movimento indígena daquele tempo cheguei duas horas antes no aeroporto para observar os passos do Lula como manda a tradição indígena observar, porque ele era um homem perigoso para a Segurança Nacional. Eu fui com Lula falar com um homem chamado Coronel Muhammar Al Kaddafi.”

      Todas estas patifarias tiveram a participação ativa de intelectuais sem princípios e foram acobertadas por jornalistas desonestos, na maioria esquerdistas, que _sempre_ blindaram o Chefe da Quadrilha.

  17. Por serem muito esclarecedores, os artigos escritos pelo Carlos Newton se tornam uma leitura muito agradável. Sua metralhadora giratória não está perdoando ninguém da elite petista. Claro, os petistas corruptos e incompetentes. E vez por outra sobram uma balas para os órgãos governamentais, o judiciário, por exemplo, que tentam blindar o governo petista. Aqui na Bahia quando alguém dá uma resposta à altura ao opositor costumamos dizer: Essa foi no fígado!

    Parece-me que o CN assim como o HF são homens de esquerda, admiradores de Karl Marx, mas não simpatizam e admitem o rumo que estão dando à nossa nação. Imagino que se o CN fosse um liberal aos moldes de um Rodrigo Constantino e pensasse igual ao Reinaldo Azevedo, os tiros da sua metralhadora seriam não no fígado e sim, seriam apontados direto ao cérebro e ao coração, órgãos mais mortais que o fígado.

    Senhor CN, o que escrevi acima foi antes mesmo de ler todo o seu post. Terminei de ler e vale nota MIL, por ser MUITO esclarecedora, sua explicação sobre: SER ESQUERDISTA.

    Quando eu sonhava com o PT no poder e tinha o Lula como um dos meus ídolos e imaginava o mesmo sendo presidente, nunca me iludi imaginando que ele transformaria o Brasil em uma Dinamarca ou Finlândia. Sabia que seria impossível, mas que ao menos desse nem que saiba o básico para nós os pobres e que realmente moralizasse a coisa pública.

    Lembro-me que nos finais dos anos 90 peguei um empréstimo a uma financeira que ficava dentro das Lojas Americanas e fazendo as contas descobri que pagava juros de até 14% ao mês. Acho que a inflação anual nem chegava a 10% ao ano. Que banqueiros (bancos) vivem da cobrança de juros todos nós sabemos, mas os praticados no Brasil são caso de polícia. Os bancos estão nos extorquindo.

    Então eu imaginava que o Lula ia dar um freio na ganância dessa gente. Não que eu queira juros à quase ZERO como lá no Japão (é o que leio), mas queremos pagar juros menos escorchantes e isto Lula não moveu uma caneta e sua boca para criticar e depois coibir este abuso. Este é apenas um exemplo, entre centenas, das injustiças praticadas explicitamente em nosso país pelos gananciosos e donos do poder.

    Então veio o governo do PT, os mesmos que quando estavam fora do governo, na oposição, se diziam éticos e cobrava ética e abertura de CPIs contra os adversários, eles pregavam e cobravam honestidade dos adversários, pregava a bondade de meter inveja a Madre Teresa e se diziam ser contra injustiças sociais.
    Pois é, estão fazendo um governo igualitário, MAS com uns mais iguais que outros.

    Ou seja, suponho que existam países do 1º, 2º e 3º Mundo. Até me conformaria em ser país do 2º Mundo. Os torcedores do Botafogo do Rio estão tristes ao verem seu time na 2ª Divisão (Série B). Imaginem o quanto seria maior a tristeza dos seus torcedores se este time estivesse na série C (3ª Divisão). Assim está o Brasil, na 3ª Divisão.

  18. O artigo do Carlos Newton merecia,,- também, a primeira página dos jornais. Concordo e, digo mais: a verdadeira esquerda defende os interesse nacionais e sua autodeterminação, o Brasil é hoje um país subserviente, qualquer medida política, de importante interesse nacional, precisa do sinal verde dos EUA.

    Tenho dito que o PT (Lula) é a pior direita, aquela que quer se manter no poder pelo poder a qualquer preço, enquanto colabora contra os interesses nacionais assinando na ONU a autonomia política, administrativa e cultural das tribos indígenas, e logo após permitiu a área continua da terras indígenas, formando um país dentro do Brasil, já tem até nome (Nação Ianomami), arrendando glebas de terras no Amazonas a título de remanejamento de floresta, podendo explorar por 40 anos, prorrogáveis por mais 40, não fazendo uma reforma agrária a contendo, preferindo manter o MST na ativa, além de não colocar em pauta uma lei de remessa de lucros, fazendo do país um paraíso das multinacionais, e não fazendo uma auditoria nas dívidas, colocando os juros da taxa selic nas alturas, favorecendo assim os banqueiros e enquanto o país não têm educação, saúde, segurança e infraestrutura o governo do PT investe nosso suado dinheiro em outro países.

  19. Os parasitas do Estado estão a cada dia mais nervosos… Corre no meio jornalístico, que devido a tantos favore$$ que o PT fez à Globo, o Templo de Salomão cairá sobre sua cabeça. O Edir já começou limpar os petébas da área…

  20. Caro Jornalista,

    As pessoas devem ser rotuladas entre as que nascem para DESTRUIR e as que nascem para CONSTRUIR, as que nascem para fazer SORRISOS e as que nascem para produzir LÁGRIMAS, as que nascem para DISTRIBUIR e as que nascem para SAQUEAR.
    Se o senhor prestar atenção, verá que assim procederam as grandes figuras da História Humana.

    Independente da ideologia ou da religião, podemos ver esses dois tipos básicos de seres humanos espalhados nos mais distantes rincões do planeta.
    Alguns, conscientes do seu pequeno tamanho no universo e da brevidade da vida, usam parte dos seus “CEM MÍSEROS ANOS DE EXISTÊNCIA” que terá, antes de virar pó, para ajudar os necessitados.
    Outros, se adjetivando “O Grande” e se achando um deus, imortal e melhor do que os outros, usam parte desses mesmos “CEM MÍSEROS ANOS DE VIDA” para matar, roubar e distribuir choro e lágrimas ANTES DE VIRAR O MESMO PÓ.

    -Hoje todos estão mortos!
    -E o que restou deles?
    -Apenas as obras dos que construíram alguma coisa para o bem da humanidade e que, aos poucos, suplantarão a destruição do outro grupo.
    Até “aquela parede” que o falecido pedreiro construiu, está lá, substituindo a que fora quebrada antes pelo bombardeio ordenado por aquele importante ditador!

    Abraços.

    (PS: lembrei-me de uma entrevista com o médico Dráuzio Varella, quando ele disse que um importante e rico paciente, em fase terminal, lhe inquiriu: “-DOUTOR, EU NÃO POSSO MORRER!!!”, provavelmente preocupado com o destino dos seus bens)

  21. Eleições 2016: Pé na Estrada atrai filiados e finca a bandeira do PPS em 85% dos municípios do Paraná

    Por: Assessoria do PPS

    O Projeto Pé na Estrada, realizado sempre nos anos ímpares pelo PPS do Paraná, rodou 17.800 quilômetros em 18 regiões do Estado que abrangem 337 municípios onde o partido está organizado. Esse trabalho de mobilização resultou em quase 400 novas filiações e a reestruturação e criação de 93 diretórios e comissões provisórias do partido.

    Com esse resultado, o partido conseguiu fincar sua bandeira em 84,46% dos municípios do estado, o que fortalece o lançamento de candidatos a prefeito e a formação de chapas para vereador nas eleições de 2016.

    O presidente do partido no Paraná e líder da bancada do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno, lembrou que esse trabalho de visitas é uma rotina de ação partidária que busca levar aos municípios as diretrizes nacionais do PPS, sua postura de oposição ao governo do PT, além de atrair novos filiados e preparar as lideranças e pré-candidatos da legenda para as eleições de 2016.

    “Por onde passamos a receptividade foi muito grande e os eventos que realizamos fortaleceram nossa imagem de partido decente e aguerrido, preocupado em ouvir e dar respostas aos anseios de cada comunidade. Além disso, o Pé na Estrada também ajuda a estabelecer uma coesão para a ação partidária no estado”, ressaltou Rubens Bueno.

    No próximo ano, o PPS volta para as ruas já no mês de março com o projeto Fala Paraná, uma iniciativa de tem o objetivo de ouvir a população nas ruas para colher sugestões para a elaboração dos planos de governo dos candidatos do partido.

    “Em cada município a ação tem como foco colher, por meio de questionários, informações sobre os principais problemas da cidade e novos projetos, serviços e obras que a população quer ver implantados. Assim temos o Fala Curitiba, Fala Ponta Grossa, Fala Cascavel, enfim, em todos os 337 municípios onde estamos organizados”, explica o presidente do partido, que diz que essas informações são essenciais para que o PPS possa elaborar planos de governo realistas e comprometidos com os anseios da comunidade local.

    Já no mês de julho de 2016, acontece o curso obrigatório de formação política e preparação dos candidatos a prefeito e vereador. “Essa é uma tradição no partido para que possamos dar a largada na campanha com candidatos fortes e bem preparados”, diz Rubens Bueno.

    Confira outras informações sobre o Pé na Estrada:

    – Foram visitadas 18 regionais do PPS no estado:
    Apucarana – Campo Mourão – Cascavel – Cianorte – Cornélio Procópio – Curitiba – Foz do Iguaçu – Francisco Beltrão – Guarapuava – Ivaiporã – Londrina – Maringá – Paranavaí – Pato Branco – Ponta Grossa – Santo Antônio da Platina – Toledo – Umuarama.

    – O projeto teve sua largada em maio deste ano, com a reestruturação de Diretórios e Comissões Provisórias, a partir da reunião com os Coordenadores Regionais.

    – Foram reformuladas 36 Comissões Provisórias e Diretórios.

    – 57 novas Comissões Provisórias foram apresentadas, aprovadas e registradas no TSE.

  22. Trechos do último esperneio ‘collorido’, nem nisso o PT tem originalidade…
    ” Esta é a terceira vez que venho à televisão
    e ao rádio para tratar do mesmo assunto.
    Se eu já estou farto com este noticiário,
    posso imaginar que todos estejam.
    Mas preciso pedir um pouco mais de sua
    atenção para ver se conseguiinos acabar de vez com
    esses absurdos.
    A cada boato e especulação, a cada
    acusação falsa, remarcam os preços, o dólar sobe, a
    bolsa cai, e o País perde.
    E quem mais perde é quem menos tem.
    Os que ganham são os espertos, os que
    fomentam falsas denuncias, os especuladores, os
    atravessadores, os cartéis que querem manipular os
    processos políticos, para auferir vantagens eleitorais e
    econômieas.
    (…) Quero deixar claro, de uma vez por todas,
    que não mantenho com o Senhor Paulo César Farias
    ligações empresariais ou de qualquer outra natureza
    que possam . beneficiar a mim ou minha família: nunca
    o autorizei, nem a quem quer que seja, a utilizar o meu
    nome em assuntos de Governo.
    (…) Como disse enfaticamente à imprensa,
    nos jornais de 27 de outubro de 1990, (início de citação)
    “desautorizo parentes, conhecidos· e amigos a .interferir
    em negócios do Governo; o fato de ser parente do
    Presidente, conhecido. do .Presidente, amigo do
    Presidente não dá direito a essa pessoa ou a essas
    pessoas de terem um salvo-conduto; eles não têm
    delegação do Presidente. para agir em seu nome” (fim
    de citação).
    (…) A hora é de se pensar no país das
    aflições, e não no país das eleições.
    A hora é de trabalho!
    Com. ânimo redobrado, seguindo os
    objetivos claros do social-liberalismo, vamos continuar
    o nosso projeto de mudanças necessárias e urgentes.
    Sei que isto traz incompreensões; fere,
    interesses; provoca descontentamento dos privilegiados,
    dos que se aferram às vantagens escusas, aos que não
    aceitam que o Governo trabalhe para a maioria, na
    busca da justiça social.
    Nesta busca, conto com uma equipe
    ministerial que todos reconhecem como uma das
    melhores.é mais íntegras que o Brasilj teve.
    É preciso perseverar, avançar; é isto que
    o povo quer; é isto·que vou continuar fazendo.

  23. Parabéns pela sua paciência e busca sincera por fazer sempre o melhor, de seus próprios pensamentos, do país e da humanidade, Carlos Newton. Saudações, reconhecimento e admiração pelo seu relevante e construtivo trabalho.

  24. O artigo de Carlos Newton não tem pecado nenhum, o pecado mora ao lado (na cabeça) dos incompreendidos. O texto impecável traduz o momento de crise das ideologias, tanto as conservadoras quanto as de esquerda, estas principalmente. Newton põe os leitores para pensar e esta é a principal caraterística dos cultuadores de Sócrates. A falta de diálogo, mercadoria em falta nas Universidades e escolas do Ensino Fundamental provocam o atraso do Brasil.

    Não é pecado optar pelas ideologias de esquerda nem considerar diabinhos os que pensam como a direita. Sua excelência o povo é quem define qual delas é a melhor para suas vidas. O fato do PT ter alçado ao poder central demonstra o cansaço do povo contra os governos liberais no Brasil, no poder desde a República e que foram agravados com as administrações(Collor, Sarney e FHC). Afinal, porque razão LULA foi eleito? pelas barbas dele, pelo discurso esquerdista ou pela necessidade de mudança. Cartas para a redação do Blog.

    A rotina dos países segue uma constância pendular, ora um período conservador ora um período de esquerda entremeados por crises sistêmicas, tal e qual passamos agora.

    Newton expõe com clareza os fatos e por isso gera polêmica, que é saudável para todos. Um artigo simplesmente esplêndido.

  25. Parabéns, Carlos Newton.
    Precisamos de mais colunistas assim, que racha a taquara e pinça a caneta nesta ienas carniceiras que só sabem repetir as mentiras que dizem que o PT é Socialista. Se, o PT fosse socialista, não teríamos lucros de bancos públicos, muito menos criançs dorimindo na rua. Isso é é só um exemplo, estamos longe de ser um país comunista ou socialista, mito menos uma Cuba, ou Venezuela, onde a Eduacação e as políticas sociais dos países socialistas, não se imita aqui no Brasil.

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