Lula fazia lobby para Odebrecht e depois interferia no BNDES

Revista ÉPOCA - capa da edição 904 - Uma aventura na África (Foto: Revista ÉPOCA/Divulgação)Thiago Bronzatto
Época

Na manhã de 13 de março de 2013, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou em São Paulo num jato Falcon 7x, fretado pela construtora Odebrecht, rumo a Malabo, capital da Guiné Equatorial. O país é governado há 36 anos pelo ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, com quem Lula mantém excelentes relações. Lula se encontrou com empreiteiros brasileiros, que reclamavam da demora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, e do Banco do Brasil para a liberação de financiamentos de obras na África.

Em seguida, esteve com o vice-presidente da Guiné, Ignacio Milán Tang. Falou como homem de negócios. Disse que estava ali para conseguir contratos para a Odebrecht. Usou sua influência sem meias palavras. O mais poderoso lobista da Odebrecht entrava em ação.

A embaixadora do Brasil em Malabo, Eliana da Costa e Silva Puglia, testemunhou a conversa. “Lula citou, então, telefonema que dera ano passado ao Presidente Obiang sobre a importância de se adjudicar obra de construção do aeroporto de Mongomeyen à empresa Odebrecht (este aeroporto servirá às cidades de Mongomo, terra de Obiang, e à nova cidade administrativa de Oyala)”, escreveu a diplomata, em telegrama reservado enviado, logo depois do encontro, ao Itamaraty.

PORTUGUÊS CLARO

“Adjudicar” é um termo jurídico comum em contratações de órgãos públicos. Costuma designar o vencedor de uma licitação. Em português claro, portanto, Lula havia pedido ao presidente da Guiné que desse a obra do aeroporto à Odebrecht. E, como bom homem de negócios, fazia, naquele momento, questão de reforçar o pedido ao vice-presidente.

O relato sigiloso da embaixadora em Malabo, revelado agora por Época, é a evidência mais forte de que Lula, após deixar o Planalto, passou a atuar como lobista da Odebrecht, ao contrário do que ele e a empreiteira mantêm até hoje. Época já havia mostrado, também por meio de telegramas do Itamaraty, que Lula fizera lobby para a Odebrecht em Cuba, junto aos irmãos Castro – chegara a usar o nome da presidente Dilma Rousseff para assegurar que o BNDES, continuaria financiando obras no país, como de fato continuou.

CASO MAIS GRAVE

O caso da Guiné, no entanto, é ainda mais contundente. A diplomata brasileira flagrou Lula numa admissão verbal e explícita de que ele agia, sim, em favor da Odebrecht. Naquele momento, o governo da Guiné tocava uma licitação para as obras de ampliação do aeroporto. A Andrade Gutierrez, outra empreiteira brasileira, também participava da concorrência, mas não contou com a ajuda do ex-presidente. Lula, ao menos nesse contrato, tinha um único cliente. Um cliente VIP, de quem o petista recebia milhões de reais – apenas por palestras, garantem ele e a Odebrecht.

O telegrama da Guiné compõe um conjunto de documentos confidenciais, obtidos por Época, sobre as atividades de Lula e da Odebrecht em países que receberam financiamento do BNDES. Esses papéis estão sendo analisados pelo Ministério Público Federal em Brasília.

INVESTIGAÇÃO OFICIAL

Como revelou Época em abril, os procuradores investigam Lula oficialmente. Ele é suspeito de tráfico de influência internacional, um crime previsto no Código Penal, por atuar em benefício da maior construtora brasileira, envolvida no petrolão. Os documentos obtidos por Época demonstram que Lula percorreu a África atrás de bons negócios para a Odebrecht e outras empreiteiras, das quais também recebia por “palestras”. Como no caso de Cuba, usou o nome de Dilma.

Os papéis mostram, também, que Lula, ainda na Presidência, marcou reuniões de empresários africanos com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o que contradiz a versão do executivo sobre as relações do petista com ele e o banco.

E-MAILS REVELADORES

Surgem cada vez mais fatos que contradizem  Lula e sua versão de que nunca fez lobby para a Odebrecht e outras empreiteiras. Na última semana, o ex-­presidente foi citado num relatório da Polícia Federal na Operação Lava Jato que mostra uma série de trocas de e-mails de executivos da Odebrecht. Numa dessas mensagens, enviada em fevereiro de 2009, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, diz a um assessor especial de Marcelo Odebrecht, presidente do grupo, que o “PR fez o lobby” para a construtora numa obra na Namíbia, na África. “PR”, segundo os investigadores, significa Presidente da República, cargo ocupado por Lula na época dos fatos.

As reuniões de Lula na Guiné deram início a um tour de negócios pela África. Ele passaria em outros três países. Dois dias depois do encontro com o vice-presidente da Guiné, Lula chegou a Acra, capital de Gana. Foi recebido com pompa pelo chefe de Estado do país, John Dramani Mahama.

Sem muitos rodeios, numa conversa privada, Mahama pediu o apoio de Lula para conseguir junto às autoridades brasileiras a liberação de uma linha de crédito no valor de US$ 1 bilhão destinada ao financiamento de projetos de infraestrutura. Segundo registro feito num telegrama reservado do Itamaraty, o presidente ganês “frisou que o apoio do ex-presidente Lula a essa sua demanda serviria para facilitar e acelerar as necessárias negociações relativas à aprovação do crédito”.

APOIO DO BNDES

Após ouvir atento o pleito de seu colega, o líder petista encontrou uma solução. Destaca a mensagem diplomática: “O ex-presidente Lula disse acreditar que o BNDES teria condições de acolher a solicitação da parte ganense e, nesse sentido, intercederia junto à presidenta Dilma Rousseff”. A pedido de Lula, o presidente de Gana entregou uma nota formalizando a solicitação de crédito.

Quatro meses depois, no dia 19 de julho de 2013, o BNDES abriu seus cofres e liberou para um consórcio formado, sim, pela Odebrecht e pela Andrade Gutierrez a contratação de US$ 202,1 milhões (R$ 452,7 milhões, em valores da época) para a construção de uma rodovia em Gana.

A taxa de juros do empréstimo é a segunda menor concedida pelo BNDES de um total de 532 operações voltadas para a exportação. O prazo para o pagamento da dívida também é camarada: 234 meses, ou seja, 19,5 anos, bem acima da média de 12 anos praticada pelo banco.

LULA FAZIA SUCESSO

De Gana, Lula seguiu para Benin, acompanhado de empreiteiros presos na Lava Jato, como Léo Pinheiro, da OAS, e Alexandrino Alencar, da Odebrecht. Num encontro reservado com o presidente de Benin, Boni Yayi, Lula expôs as dificuldades para a liberação do empréstimo pelo BNDES para o país. “(Yayi) solicitou apoio do ex-PR Lula para a flexibilização das exigências do COFIG/BNDES”, diz um telegrama. O Comitê de Financiamentos e Garantias (Cofig) é o órgão que auxilia na análise de diversas demandas de operações de crédito para a exportação feitas no BNDES.

Os empresários brasileiros tiveram a oportunidade de prospectar projetos de infraestrutura. “Embora o tom da visita, por parte do Instituto Lula, tenha sido mais de cortesia e amizade, o evento ajudou a dinamizar as discussões em torno da relação entre atores privados dos dois países e, principalmente, atraiu a atenção de empresários brasileiros para o potencial de investimentos no Benin”, diz o telegrama. A aventura de Lula na África era um sucesso.

21 thoughts on “Lula fazia lobby para Odebrecht e depois interferia no BNDES

  1. Lula usou o Planalto e o BNDES como se ambos fossem propriedade sua. Para Lula, as estatais sempre foram empresas privadas e de sua propriedade, podendo fazer delas o que bem queria – e assim efetivamente o fez. Sem nenhum escrúpulo. Foi tratar em África, de negócios, com o mais terrível e sanguinário ditador da África, que é Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. Além de tirano, ladrão. Seu filho Teodorin vive em Miami esbanjando luxo, dando festas para atrizes e gastando dinheiro a rodo, e com contas bancárias recheadas de dólares. É o ditador com mais tempo de permanência no poder em toda a África, seguido de perto (por poucos meses) pelo também ditador sanguinário e ladrão de Angola, José Eduardo dos Santos, que mantém os dissidentes presos em masmorras. Ambos torturaram e mataram de roldão. São estes os parceiros de Lula, sem esquecer os igualmente sanguinários irmãos Castro, em Cuba.

    Acontece que obrigar o BNDES a financiar obras da Odebrecht nestes países da África a juros subsidiados, juros menores do que o BNDES pratica para empresas no Brasil, Lula usou sua influência para praticar crime contra o Sistema Financeiro Nacional.

    Este bandido, Luiz Ignácio Lula da Silva tem que ser apresentado à Justiça para ser julgado por todos os seus crimes. Fazer lobby para a Odebrecht enquanto presidente da República, mediante propina é um desses crimes que Lula cometeu.

  2. Tiranos e milionários instalam ditaduras e saqueiam países

    Cleptocracia com vista para o mar. Investigado por corrupção nos EUA, ditador da Guiné Equatorial negocia cobertura triplex em Ipanema

    Por José Casado

    Avenida Vieira Souto, 206. Este será o endereço da família Obiang no Rio, se concretizada a compra de um apartamento triplex em prédio de cinco andares projetado por Oscar Niemeyer há meio século: são dois mil metros quadrados de área útil, com rampa entre a sala de 720 metros e o pátio da cobertura, em ângulo com o magnético mar de Ipanema.

    Os Obiang costumam se destacar nas listas das famílias mais ricas do planeta, como as da revista “Forbes”.

    Há três décadas detêm a hegemonia do poder e dos negócios na Guiné Equatorial, país do tamanho de Alagoas, onde 520 mil pessoas vivem em cima de um oceano de petróleo espraiado pelo Golfo da Guiné —o braço do Atlântico que invade a África, na região conhecida como coração geográfico da Terra, porque ali se cruzam as linhas do Equador (0º de latitude) e do meridiano de Greenwich (0º de longitude).

    O negócio imobiliário no Rio, estimado em US$ 10 milhões, é apenas reflexo das prósperas relações do clã Obiang com o governo, a Petrobras e empreiteiras brasileiras. A Petrobras tem 50% de um campo petrolífero em exploração. Já a Andrade Gutierrez — dona do apartamento em Ipanema — soma US$ 500 milhões em contratos. Outra construtora mineira, a ARG, obtém naquele país 40% da sua receita anual (US$ 155 milhões em 2008).

    O comércio entre o Brasil e a Guiné Equatorial aumentou cem vezes nos últimos seis anos: saltou de US$ 3 milhões em 2003 para US$ 300 milhões em 2009. Nos últimos seis meses, dois ministros brasileiros (o chanceler Celso Amorim e Miguel Jorge, da Indústria e Comércio) viajaram à capital, Malabo, para negociar uma dezena de novos acordos.

    Governantes ricos, população miserável

    A Guiné Equatorial é um fenômeno africano. Por causa do bilhão de barris de petróleo extraído anualmente, exibe uma das maiores rendas per capita do mundo (US$ 28 mil por habitante) — quase quatro vezes maior que a do Brasil, superior à de Israel e Coreia do Sul, informa o Banco Mundial. Essa riqueza contrasta com o real padrão de vida da população: quase oito de cada dez habitantes sobrevivem com renda pouco acima de US$ 1 por dia, apenas 44% da população têm acesso à água potável, e a desnutrição impera entre 39% das crianças com menos de 5 anos.

    Há quatro semanas, o Senado dos EUA encerrou uma investigação sobre o destino da riqueza da Guiné Equatorial.

    No relatório final, com 330 páginas, o clã Obiang emerge como uma vigorosa cleptocracia, elevada à categoria de “caso de estudo” sobre práticas de corrupção governamental.

    A comissão, coordenada pelos senadores Carl Levin (democrata) e Tom Corbun (republicano), considera “muito suspeito” o processo de “acumulação de riqueza substancial” dos Obiang, ressaltando evidências de “atos de corrupção”. Mostra em detalhes como “a família real de um país flagelado pela corrupção” (Guiné Equatorial) subtrai o Tesouro local em sucessivas operações de lavagem de dinheiro, com a colaboração de empresas petrolíferas dos EUA (responsáveis por 75% da extração de petróleo), bancos americanos, europeus e latinos.
    O chefe do clã é o ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

    Entre 1998 e 2004, ele e a família acumularam US$ 700 milhões em apenas uma (Riggs Bank) das nove instituições financeiras dos EUA investigadas pelo Senado. Isso representa quatro vezes e meia o valor estimado do patrimônio imobiliário da rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

    Obiang é um militar de 68 anos, educado em quartéis da Espanha franquista, cuja rotina se divide entre o tratamento de um câncer de próstata e a atenção à luta fratricida pela sucessão no trono do “Supremo”.

    Ironia da História: a última disputa na família acabou em 1979, quando Obiang liderou um golpe, prendeu e mandou fuzilar o tio, o ditador Francisco Macías Nguema. Primeiro presidente pós-independência da Espanha, Macías foi um déspota tão delirante quanto violento: atribuiu-se o título de Milagre Único, proibiu a pronúncia e a impressão da palavra “intelectual” e comandou o assassinato de pelo menos 50 mil pessoas (um sexto da população na época).

    O tio nunca admitiu eleições. O sobrinho Obiang já investiu em cinco — declarou-se vencedor em todas, com pelo menos 95% dos votos válidos. Sobreviventes da oposição estão no presídio de Praia Negra, na capital, onde a tortura é tão endêmica quanto as parasitoses, relatam a Anistia Internacional e a Human Rights Watch.

    Até agora, o favorito na sucessão é Teodorín, filho mais velho de Obiang.

    Aos 39 anos de idade, é um caso singular de playboy milionário que vagueia por aeroportos com passaporte diplomático de ministro da Agricultura e Florestas da Guiné Equatorial.

    O Brasil tem sido um de seus destinos frequentes, a bordo de um jatinho Gulfstream 487, de 16 lugares, pelo qual pagou US$ 38,5 milhões “com dinheiro de origem suspeita”, ressalta o Senado americano.

    Teodorín é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro nos EUA, França e Espanha. Entre 2004 e 2008, ele movimentou “mais de US$ 110 milhões em fundos suspeitos nos EUA”, segundo o Senado.

    A folia de gastos do playboy-ministro contrasta com a miséria exuberante de seu país, onde diarreia, sarampo e pneumonia ainda levam à morte 55% das crianças com menos de 5 anos de vida.

    Teodorín tem como fonte de renda oficial um modesto salário ministerial de US$ 5 mil mensais, mas pagou à vista US$ 30 milhões por uma mansão californiana frente ao mar de Malibu (3620 Sweetwater, Mesa Road), na vizinhança do ator Mel Gibson, da cantora Britney Spears e do cineasta James Cameron (“Titanic” e “Avatar”).

    O imóvel tem 48,5 mil metros quadrados — área equivalente a 15% de Ipanema. A decoração custou US$ 4 milhões. A despesa com a manutenção do tanque de carpas imperiais é de US$ 7.400 ao mês. Ele se tornou um tipo inesquecível para o corretor Neal Baddin, de Hollywood Hills: pagou uma comissão de US$ 615 mil, e ainda comprou os recibos.

    Fez um seguro de US$ 9,5 milhões para a frota de 32 veículos, entre eles sete Ferrari, cinco Bentley , quatro Rolls Royce, duas Lamborghini, dois Maybach, duas Mercedes, dois Porsche, um AstonMartin, e um Bugatti.

    Mais tarde, levou seu advogado, Michael Berger, para comemorar na Mansão Playboy: “Tive momentos maravilhosos. Eu conheci muitas mulheres bonitas, e tenho as fotos, e-mails e telefones” — escreveu-lhe Berger, agradecido, em um dos e-mails confiscados pela comissão de investigação.

  3. Forbes considera chefe de Estado de Angola o segundo pior Presidente em África

    José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola

    A Revista norte-americana Forbes considerou José Eduardo dos Santos como o segundo pior presidente em África, logo a seguir ao seu homólogo da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema
    .
    A revista Forbes lembra que o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, chegou ao poder 1979, depois da morte natural do seu antecessor Agostinho Neto, e para seu descrédito tem conduzido o país como se gerisse a sua própria empresa. No artigo assinado por Mfonobong Nsehe, pode ler-se que a governação do Presidente se tem pautado por casos de nepotismo, onde o primo ocupa o cargo de vice-presidente e a sua filha é a mulher mais poderosa em Angola.

    A Forbes destaca ainda que, segundo a Agência Internacional para o Desenvolvimento, o país é extremamente rico em recursos naturais, sendo o segundo maior produtor de petróleo na África Subsariana e ocupa o quarto lugar no ranking mundial na produção de diamante bruto.

    Todavia e apesar dos recursos existentes no país, 68% da população vive no limiar da pobreza, a educação é gratuita, mas sem qualidade, 30% das crianças estão subnutridas, a esperança média de vida é de 41 anos e o desemprego elevado.

    O artigo avança que em vez de partilhar o crescimento económico de Angola com a população, José Eduardo dos Santos conduz uma política de intimidação, sobretudo nos meios de comunicação social e canaliza os fundos do Estado para contas pessoais ou de familiares. A Forbes dá ainda o exemplo de que a família do chefe de Estado controla o sector económico no país, e que a sua filha serve-se do poder do pai para comprar activos em empresas portuguesas, como é o caso da ZON Multimédia, Banco Espírito Santo e Banco Português de Investimento, entre outros.

    De referir que o relatório publicado na revista norte americana classifica o presidente Robert Mugabe do Zimbabué, o rei Mswati II da Suazilândia e o presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, na terceira, quarta e quinta posição respectivamente.

  4. Os órgãos competentes devem ter respeito pela opinião e desejo do povo e do cidadão que paga impostos neste país e passem a investigar seriamente a esse senhor Luiz Inácio Lulla da Silva.

  5. UÉ, Ednei.

    Então não podemos ter negócios com a Arábia Saudita? Ou com a China?
    E adivinha que são os principais parceiros dessas ditaduras?
    O senhor se esqueceu da máxima “As nações não tem amigos, tem interesses”?

    O senhor lembra da briga da Embraer com a Bombardier, quando autoridades daquele país vieram aqui “dar uma forcinha” nos negócios?

    Hoje mesmo foi divulgado um protesto dos Estados Unidos junto à Rússia, acusando esta de “ter bombardeado os TERRORISTAS errados…

      • Francisco, não entendi a pergunta. Os Rafale são aviões caríssimos e pouquíssimos países no mundo podem comprá-los. O inconsequente Lula andou falando, delirantemente, que iria comprar aviões Rafale para a Aeronáutica brasileira, mas ficou tudo só na tagarelice deste homem infeliz:

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        Rafale

        07/12/2011 às 16:09
        Lula quase nos mete na roubada do Rafale… Até a França acha o caça caro e inviável. Ou: “Nóis num gosta duzamericânu”

        Esta é mesmo do balacobaco. Leiam o que vai na VEJA Online. Volto em seguida:

        Dassault poderá interromper produção do Rafale

        A fabricante de aviões Dassault interromperá a produção do jato de combate Rafale, se continuar incapaz de vender as aeronaves no exterior. A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo ministro da Defesa da França, Gerard Longuet. “Se a Dassault não vender nenhum Rafale no exterior, a linha de produção será interrompida”, afirmou Longuet. Essa interrupção ocorreria após a França receber as 180 aeronaves que já encomendou. Segundo o ministro, o trabalho de manutenção da aeronave continuará sendo realizado.

        O caça Rafale foi alvo de polêmica no Brasil no ano passado. O modelo era o preferido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em negociação para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Lula, na ocasião, ignorou relatório do Comando da Aeronáutica, que avaliou o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como o melhor para a renovação da frota, além de mais barato. Até agora, porém, o governo brasileiro não tomou uma decisão sobre a compra dos jatos. Devido ao aperto orçamentário, a presidente Dilma Rousseff afirmou por diversas vezes que a compra será postergada, ainda sem prazo.

        Emirados Árabes

        Com as negociações congeladas no Brasil, a Dassault apostou suas fichas nos Emirados Árabes – com quem vinha negociando desde 2008. Contudo, essa venda – que já era dada como certa pela companhia – também subiu no telhado. O príncipe da coroa de Abu Dhabi, o Sheikh Mohamed bin Zayed, que também é responsável pelas forças armadas do país, afirmou em novembro que as conversas não avançaram, e que as condições oferecidas pela empresa são “impraticáveis”.

        Pois é… É por isso que Nicolas Sarkozy, embora tenha o nariz do Cyrano de Bergerac, não pode ser considerado um romântico. É muito prático, né? O Brasil era a salvação da lavoura — digo, dos Rafales. A Força Aérea da França é o único cliente do avião… francês! O esperto Sarkozy contava com os sonhos de grandeza do Bananão… Não fosse Lula um falastrão, e a compra dos Rafales teria se efetivado na surdina. Nesse caso, a bazófia salvou os cofres públicos. E que se note: se os 200 Rafales franceses não são o bastante para assegurar a continuidade do caça, não seriam os 50 ou 70 aviões brasileiros que o fariam. Estaríamos comprando uma sucata.

        Longuet disse mais: segundo ele, enquanto houve quase as 200 encomendas do Rafales, os americanos produziram 3 mil aeronaves F/A 18 Super Hornet, que também estava entre as opções consideradas pelo Brasil. Mas sabem cumé… Nóis nun gosta duzamericânu…Nóis é antiimperialista…

        Por Reinaldo Azevedo

        E veja bem Francisco, a ideia de grandeza de Lula aproxima-se da idéia de Obiang, da Guiné Equatorial – Abastecer nossa Aeronáutica, embora estejamos sem perspectiva de conflito internacional, de uma frota de aviões Rafale, enquanto os miseráveis e famintos aumentam em progressão geométrica no Brasil seria até uma coisa perversa.

        • Caro Ednei,

          Creio que me expressei errado. Corre-corre… Falta de tempo…
          Mas foi o Sarkozy, vendedor, quem fez lobby pela Dassault.

          Abraços.

    • Francisco, releia no texto de Thiago Bronzatto, acima, a afirmação: “Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, com quem Lula mantém excelentes relações”. Manter excelentes relações com este ditador ladrão, sanguinário, o pior e mais longevo ditador na África segundo a revista Forbes, já mostra a falta de caráter de Lula. Veja se algum primeiro-ministro da Europa ou o Presidente dos EUA visitam ou fazem negócios com este sujo ditador. Nunca !

      Mas aqui o que importa é que Lula, ex-presidente do Brasil, mas dono do PT e que tem influência para nomear ministros, como vimos agora, dar as cartas no governo Dilma, sob esta influência, que se quiser demite o presidente do BNDES, usou de seu prestígio para obrigar o BNDES a emprestar para a Odebrecht bilhões, a juros subsidiados, bem menores do que os juros que BNDES cobra das outras empresas para fazer obras no Brasil, para a Odebrecht fazer obras na Guiné Equatorial, em Angola, em Cuba e outros países, sempre tendo Lula como lobista. Você acha que Lula iria queimar todo este cartucho de graça, sem vantagem nenhuma ? Seria ingenuidade. Lula fez o trabalho de caixeiro-viajante para a Odebrecht e tenha certeza que ele foi muito bem remunerado pelo que podemos chamar de negociata, já que o BNDES ao reduzir os juros, automaticamente repassou dinheiro para a própria Odebrecht.

    • Francisco,

      Quem bombardeou inocentes não foi a Rússia, e sim os Estados Unidos, veja aí :

      03/10/2015 14h34 – Atualizado em 03/10/2015 14h52

      ONU diz que ataque contra hospital afegão pode ser crime de guerra
      Comissário para Direitos Humanos comentou bombardeio neste sábado (3).
      Bombardeio atingiu hospital dos Médicos sem Fronteiras; 19 morreram.
      Do G1, em São Paulo

      O chefe do escritório de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad al-Hussein, falou em “crime de guerra” ao comentar, neste sábado (3), o bombardeio que atingiu um hospital da organização Médico sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no norte do Afeganistão. Ao menos 19 pessoas morreram.

      “Esse evento profundamente chocante deve ser rapidamente, profundamente e independentemente investigado, e seus resultados devem ser tornados públicos”, disse Zeid Ra’ad al-Hussein em um comunicado. “A seriedade do incidente é ressaltada pelo fato de que um bombardeio contra um hospital pode ser considerado um crime de guerra.”

      Para ele, o incidente “extremamente trágico, sem desculpas e possivelmente até criminoso”.

      Hospital dos Médicos Sem Fronteiras é alvo de bombardeio no Afeganistão
      Vídeo mostra destruição de hospital da MSF atingido por ataques aéreos no Afeganistão

      “A aviação militar afegã e internacional tem a obrigação de respeitar e proteger os civis o tempo todo, e as instalações médicas e seu pessoal são objeto de proteção especial.”

      Entre os mortos. estão 12 funcionários da organização, quatro pacientes adultos e três crianças. Outras 37 pessoas ficaram feridas – entre elas 19 funcionários.

      O MSF disse em nota que todas as partes envolvidas no conflito no país foram informadas sobre a localização precisa de seu hospital e de outras instalações do grupo. Ainda de acordo com o MSF, o bombardeio continuou por 30 minutos mesmo após militares dos EUA e afegães terem sido informados sobre o ataque.

      O estabelecimento da MSF em Kunduz é um centro hospitalar importante na região e estava funcionando além de sua capacidade durante os recentes combates entre o exército e os talibãs, que assumiram o controle da cidade durante vários dias.

      “O centro de traumatologia da MSF em Kunduz foi atingido várias vezes durante um bombardeio prolongado e ficou muito danificado”, informou a ONG em um comunicado. “Confirmamos a morte de nove membros da MSF durante o bombardeio (…) 37 pessoas estão gravemente feridas e se desconhece o paradeiro de muitos funcionários e pacientes”, acrescenta o texto.

      No momento do bombardeio, 105 pacientes e pessoal sanitário e mais de 80 funcionários internacionais e locais se encontravam no hospital.

      A organização informou na véspera que 59 crianças estavam sendo atendido no centro.

      Possíveis responsáveis

      A Otan informou à AFP que um ataque aéreo norte-americano “pode ter” atingido o hospital da organização internacional de assistência.

      “As força americanas realizavam um ataque aéreo em Kunduz contra pessoas pessoas que ameaçavam as forças da coalizão, o que pode ter provocado danos colaterais em um centro médico nas proximidades do alvo”, declarou o coronel Brian Tribus, porta-voz da missão da Otan no Afeganistão à AFP.

  6. O Ministério Público Federal acredita haver indícios de crime nas atividades de Lula a serviço da Odebrecht, uma construtora com receita anual de cerca de R$ 100 bilhões.

    A investigação contra o petista por tráfico de influência internacional e no Brasil foi aberta há uma semana pelo núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília, como revelou a revista Época.

    Eis o resumo do processo:

    “TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. LULA. BNDES. Supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.

    Os procuradores enquadram a relação de Lula com a Odebrecht, o BNDES e os chefes de Estado, a princípio, em dois artigos do Código Penal, segundo a revista.
    O primeiro, 337-C, diz que é crime:
    – “solicitar, exigir ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções, relacionado a transação comercial internacional”.
    O nome do crime: tráfico de influência em transação comercial internacional.

    O segundo crime, afirmam os procuradores, refere-se à suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES.

    “Considerando que as mencionadas obras são custeadas, em parte, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos práticos pelo presidente do mencionado banco (Luciano Coutinho), poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do artigo 332 do Código Penal (tráfico de influência)”, diz o documento.

    A maioria das viagens de Lula nos últimos anos foi bancada pela Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES.

    O BNDES financiou pelo menos:
    – US$ 4,1 bilhões em projetos da Odebrecht em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba durante os governos de Lula e Dilma.
    – US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira.
    – 42% do total de US$ 848 milhões recebidos pela Odebrecht em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior.

    Como diz a revista:

    “Há anos o banco presidido por Luciano Coutinho resiste a revelar os exatos termos desses financiamentos com dinheiro público, apesar de exigências do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e do Congresso. São o segredo mais bem guardado da era petista.”
    Mais detalhes no próximo post: “Os esquemas de Lula, o lobista em chefe do Brasil“.

    Felipe Moura Brasil ⎯

    • Acho que estão deixando a melhor parte para o final.
      Quando o Lula for preso, com ele será enterrado a última esperança do PT nas próximas eleições presidenciais. O fim de um símbolo, de uma ilusão.

      Ou então estão como medo do “exército de Stédile…”

      • Francisco Viera, meu amigo,
        Acho que Lula foi a última esperança que este País teve por breves momentos.
        De início arrasador, em seguida começaram a pipocar os problemas de ordem administrativa, culminando com o mensalão, Rosegate, as suas viagens como lobista da Odebrecht, e sua influência junto ao BNDES.
        Lula se mostrou uma pessoa sem referencial, sem parâmetros, sem limites.
        Lula se sentia onipotente, onde os acontecimentos se encerravam e se iniciavam nele, que lhe trouxe a megalomania, o sentimento de dono de um poder que jamais iria perdê-lo, mesmo sem ser mais presidente do Brasil.
        As investigações da Lava Jato, delações premiadas e documentos descobertos, comprovam que o ex-presidente agia como se fosse o dono desta Nação, o seu chefe absoluto, que apenas ordenava e seus vassalos obedeciam.
        Pois foi justamente nesse descuido de ser uma espécie de pajé, de curandeiro da tribo brasileira, que se mostrou falho, sujeito às tentações do poder, e se viu que seus poderes eram falsos, mais à base de divulgações ilusórias e enganadoras que comprovados na prática diante da situação do povo, que se manteve dependente da caridade do governo, condenado à miséria, sem que Lula, o “pai dos pobres”, tivesse arquitetado qualquer plano para esta população de miseráveis alcançasse o progresso e desenvolvimento com estudo e trabalho, e não apenas saciasse a sua fome com o Bolsa Família e trocados para cada filho registrado.
        Lula foi da esperança à decepção; da glória de ser um operário à presidência do Brasil, e sem estudos, sem estar devidamente preparado para tão importante função.
        Imaginava que seus discursos e carisma fossem suficientes para convencer, enquanto que suas palavras não eram mais dignas de crédito e nem a sua presença merecia plateia, apesar de continuar na sua trilha de embaixador do Brasil, e conselheiro de Dilma.
        Lula tem de parar, precisa ser retirado do ar, deve ir para a prisão, tanto pelos males cometidos quanto pelos crimes que incentivou e se tornou cúmplice, ocasionando que a sua figura hoje é repudiada por onde anda, contestada onde encontrada, rechaçada até mesmo por antigos companheiros de partido e amigos de outrora.
        Um abraço, Chico.

        • Boa noite. Comecou antes , na prefeitura de Sao Jose dos Campos , no escandalo CEPEM , tambem conhecido como guerra PT X PT , ou seja Paulo de Tarso Wenceslau x Paulo Tarciso Okamoto
          Teve tambem a presenca do cumpadre Roberto Teixeira.

    • Caro, Bendl, também me faço esta pergunta.

      Provas várias e o cara vive viajando com jatinhos secretos, sua família milionária ilicitamente e, para impressionar, dando ordens pra governanta!

      Dr. Moro, enjaula logo!

      • Fred SP,
        Precisamos que essas dúvidas sejam esclarecidas o mais rápido possível.
        Quanto mais dias Lula permanece solto mais se descrê da Justiça, das instituições brasileiras, mais se constata que de fato existem dois pesos e duas medidas neste País, gerando revolta e indignação.
        A quantidade de crimes é tão avassaladora, que a liberdade de Lula não pode ser verificada à luz da normalidade jurídica, mas através de poderosos holofotes que identifiquem as razões – em letras quase que invisíveis – a respeito de não ser importunado por qualquer Juiz, mediante as reportagens nas revistas semanais que dão conta do nefasto comportamento de Lula por onde viajasse, e que ainda se intromete no governo de Dilma ou agravando a gestão da presidente ou, então, abalando o conceito do governo por se deixar conduzir pelo ex-metalúrgico, e de forma tão danosa e prejudicial para nossos objetivos.
        Um abraço, Fred SP.

  7. E TUDO MUITO REVOLTANTE! CEDO OU TARDE JUSTIÇA HÁ DE SER FEITA PARA ESSE MARGINAL 9 DEDOS! SUA MEMÓRIA HAVERÁ DE SER REVERENCIADA NA LATA DE LIXO DA HISTÓRIA , NOS QUINTOS DOS INFERNOS! FARÁ COMPANHIA A NOMES COMO HITLER, STALIN, IDI AMIN, SADDAM HUSSEIN, GADHAFFI E OUTROS FASCINORAS DA HISTÓRIA!

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