Lula nunca foi trabalhista nem esquerdista

Sergio Oliveira

Lula, em 21 de setembro de 1977, numa entrevista à revista Isto É: “Não temos compromisso com ninguém, com esquerda, direita ou centro. Só com a classe trabalhadora. No passado, a classe trabalhadora foi usada pelo Partido Trabalhista Brasileiro, e farei de tudo para evitar que seja novamente usada”.

Nove anos depois:“Eu nunca fui um esquerdista”, declarou Lula numa entrevista à Agência Reuters, em 14.07.2006.

No início dos anos 80, alguns deputados da esquerda do MDB articularam uma visita de Brizola a Lula, lá no Sindicato. Segundo Cibilis Viana, que participou da visita, Lula deixou Brizola chocado e muito amargurado. Ao recebê-lo em sua sala, o presidente do Sindicato sequer levantou-se da cadeira para abraçá-lo. Aquilo já foi uma ducha de água fria.

Lula recebeu-o secamente e, para azedar o encontro, passou a desancar o antigo sindicalismo, que era controlado por pelegos do PTB, segundo ele. A coisa ficou feia quando ele, que já devia ter tomado alguma, começou a falar mal do presidente Vargas, ensejando um bate-boca que só não foi mais inflamado devido a providencial intervenção da turma do deixa disso. Mas nessa hora, o líder trabalhista interrompeu a conversa e foi embora sem maiores formalidades.

CONTRA A CLT

Lula dizia que a CLT era o AI-5 dos trabalhadores e que Getúlio Vargas os tinha ferrado.

Dois parágrafos da Carta de Princípios do PT, de 01.05.1979, detonam o trabalhismo:

“Cientes disso também é que setores das classes dominantes se apressam a sair a campo com suas propostas de PTB. Mas essas propostas demagógicas já não conseguem iludir os trabalhadores, que, nem de longe, se sensibilizaram com elas. Esse fato comprova que os trabalhadores brasileiros estão cansados das velhas fórmulas políticas elaboradas para eles. Agora, chegou a vez de o trabalhador formular e construir ele próprio seu país e seu futuro. Nós, dirigentes sindicais, não pretendemos ser donos do PT, mesmo porque acreditamos sinceramente existir, entre os trabalhadores, militantes de base mais capacitados e devotados, a quem caberá a tarefa de construir e liderar nosso partido. Estamos apenas procurando usar nossa autoridade moral e política para tentar abrir um caminho próprio para o conjunto dos trabalhadores. Temos a consciência de que, nesse papel, neste momento, somos insubstituíveis, e somente em vista disso é que nós reivindicamos o papel de lançadores do PT.

As tentativas de reviver o velho PTB de Vargas, ainda que, hoje, sejam anunciadas sem erros do passado ou de baixo para cima, não passam de propostas de arregimentação dos trabalhadores para defesa de interesses de setores do empresariado nacional. Se o empresariado nacional quer construir seu próprio partido político, apelando para sua própria clientela, nada temos a opor, porém denunciamos suas tentativas de iludir os trabalhadores brasileiros com seus rótulos e apelos demagógicos e de querer transformá-los em massa de manobra para seus objetivos.”

Na época Brizola ainda não tinha perdido a sigla do PTB e estava tentando reorganizá-lo.

Numa entrevista ao jornal O Globo, 13 de fevereiro, creio, de 2004, Lula declarou, sobre as reformas trabalhista e sindical, entre outras opiniões:
“Não é possível continuar com uma lei da década de 40. Quando eu comecei a lutar no sindicalismo, em 1972, eu já lutava contra a CLT. Tem que flexibilizar.”

Como diz a canção popular, recordar é viver.

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12 thoughts on “Lula nunca foi trabalhista nem esquerdista

  1. Frases de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola que representam a verdadeira face do PT (lula): O PT é a UDN de macacão; O PT (Lula), é a esquerda que a direita gosta e promove.
    A pior direita é aquela que faz discurso de esquerda, para se eleger

  2. O Lula é fruto da mídia e cresce falando mal daquela que o fez!

    Um político corrupto e corruptor que sabe se dar muito bem se fingindo de “amigo do povo”.

    Um blefe!

  3. É mesmo. Lula nunca foi trabalhista nem esquerdista. Lula na verdade sempre foi o irmão mais novo de Jesus Cristo e pai de Maomé…
    KKKKKKKKKKKKKKKKKK…

  4. O GLOBO DE 12.09.1992, PÁGINA 8, O PAÍS
    MANCHETE: LULA E ROBERTO MARINHO DEBATEM A CRISE
    ALGUMAS FRASES:
    ROBERTO MARINHO: Se essa aproximação contribuir para que ajudemos a solucionar os graves problemas deste país, ficarei muito feliz.
    LULA: “a pior coisa que existe na política é duas pessoas não se gostarem sem se conhecerem”
    ROBERTO MARINHO: estamos aqui para lavagem de idéias. Ruim seria se fosse para lavagem de dinheiro.
    LULA, ANTE A PERGUNTA DE ROBERTO, SE ELE ESTAVA DISPOSTO A SE ESFORÇAR PELO ENTENDIMENTO NACIONAL: eu converso com todo mundo. Até com é quem mais problemático para mim, como o Quércia. As pessoas ficam me cobrando se eu vou subir no palanque com ele. Eu subo. Subo até com o Antonio Carlos.
    ROBERTO MARINHO: Mas não pesam contra Antonio Carlos as mesmas acusações que existem contra o Quércia, não é verdade?
    LULA: acontece que o ACM é hoje o que existe de mais governista. Se ACM mudar, está liquidada a fatura. Aliás,como ele é seu amigo……
    E por aí foi…
    Roberto Marinho falando do Brizola, questionando Lula, etc. a tal
    Outra parte do texto da reportagem:
    “ Ainda sobre educação, os dois criticaram os projetos Cieps e Ciacs. Roberto Marinho relatou que em suas andanças pelo Rio tem visto Cieps abandonados. O dirigente do PT ponderou que, em vez de os Governos desperdiçarem milhões em construções grandiosas, as crianças poderiam ser alfabetizadas até nos sindicatos. Com relação ao Governador Leonel Brizola disse que ao concluir que o atual governo estadual é um desastre se baseava em uma análise isenta. O jornalista disse que não entendia por que era constantemente atacado pelo governador.
    AÍ O LULA DECLAROU: Ele precisa sempre de um adversário. Quando não é a Globo é o PT. A coisa é tão ridícula que ele chegou a mandar fazer uma faixa “Rede Globo e PT, tudo a ver.
    Na revista Isto É de 23.09.92 foi publicada notícia sobre o encontro, com o título de Um sapo na Globo. Lula foi acompanhado de Aloisio Mercadante.

    Pelo que Lula e Marinho falaram, com Lula bajulando o dito cujo, Fernando Gabeira escreveu um texto, indignado, com críticas à Lula, publicado na Folha de São Paulo de 16.09.1992, intitulado O que é isso, companheiros?

  5. Nada melhor para um malandro que uma capa religiosa para esconder sua condição de crápula.
    Como o socialismo é uma religião, já viu, né?
    o bandido dirceu não é socialista? Ainda há pouco sua namorada arranhjou uma boquinha no governo da religiosa socialista Dilma, para ganhar 12,000 para fazer não se sabe o que.

  6. Uma boa de Brizola sobre o PT foi quando usou a metafora da galinha: “O PT é como uma galinha que cacareja pra esquerda e bota os ovos pra direita !”
    Mas, sobre este papel de ludibriar eleitor. A Reforma do Geisel foi profunda. Depois de criarem biônicos e mais adiante eleições em dois turnos, alçou o Lula como lider “Trabalhista” não duvido nada que a carta com as declarações do PT de 79 tenha sido cunhada pelos generais de Geisel.
    Os politicos portugueses salazaristas que vieram em 74 pro Brasil com suas empresas, bem recepcionados por Delfim Neto, pelos capitais aportados e pelo diferencial do Cambio Portugues, conhecem bem o berço do Lula e por isso volta e meia tudo passa por Portugual e ex-colonias !

  7. Para vencer a esquerda é preciso envelhecer

    ESCRITO POR ALEXANDRE BORGES

    Enquanto a esquerda pensa na próxima geração, seus adversários pensam no máximo na próxima eleição, e por isso estão perdendo todas.

    A política é cada vez mais um terreno para profissionais.

    Em 27 de julho de 2004, alguns dos grandes estrategistas da esquerda americana foram mobilizados para plantar uma semente: a eleição do primeiro presidente negro dos EUA. O palco era a convenção nacional do Partido Democrata em Boston e a cena política americana nunca mais foi a mesma depois desse dia.

    O breve discurso daquele desconhecido político de Illinois, que acabou se tornando a estrela da festa, não tinha uma única palavra fora do lugar. Cada frase do texto escrito por ele com a ajuda da dupla David Axelrod e Robert Gibbs, seus principais assessores políticos até hoje, transformaram um professor universitário, ativista de movimentos de esquerda, senador estadual e candidato ao senado federal, em alguém que a imprensa passou a tratar instantaneamente como um novo Martin Luther King Jr.

    As frases utilizadas eram basicamente uma compilação cuidadosa dos seus discursos de campanha ao senado federal naquele ano, testados nos meses anteriores nas mais diversas plateias e ambientes. Há poucas dúvidas de que, não fosse este discurso na DNC em Boston, não haveria um presidente Obama quatro anos depois. Em apenas 17 minutos, aquele obscuro político de Chicago assumia para o país a face da renovação da política americana, iniciando a corrida para tomar a vaga de Hillary Clinton e se tornar o 44º presidente americano.

    Neste histórico dia de 2004, Obama defendeu tudo que hoje, como presidente, nega: o sonho americano, a economia de livre mercado e a sociedade pós-racial. Com o país hipnotizado em frente à TV, ele disse a frase que marcaria sua carreira política para sempre: “there’s not a black America and white America and Latino America and Asian America; there’s the United States of America.”

    Ao se apresentar pela primeira vez em cadeia nacional, Barack Obama criou as bases para a construção do mito. Ele abre o discurso dizendo a todos que vinha do mesmo estado que Abraham Lincoln, colando sua imagem no venerado presidente que aboliu à escravidão. Foi seu cartão de visita e sua principal mensagem naquele dia: eu sou o filho legítimo da luta pelos direitos civis dos anos 60, eu sou a prova de que vencemos o racismo, eu sou o novo Lincoln. Não sou um político, sou um símbolo.

    Na eleição presidencial anterior, em 2000, o Partido Democrata já havia feito um teste. O carismático deputado Harold Ford, Jr., com apenas 30 anos na época e também de ascendência negra, foi o keynote speaker da convenção do partido. Seu discurso foi muito bem recebido pela plateia, mas como Ford não venceu a eleição daquele ano ao senado, seu nome perdeu força para vôos mais altos. Sua aparição, mesmo assim, serviu como um valioso balão de ensaio.

    Em 2001, a série de TV mais popular dos EUA, “24 horas”, teve como protagonista um presidente negro. O personagem David Palmer, como Obama, era também um senador do Partido Democrata que chegava à presidência, vendido ao telespectador como um político próximo da perfeição. Até seu maior escândalo, a revelação pública de um assassinato cometido por seu filho, era moralmente justificável, já que tinha sido motivado pelo estupro da sua filha por um branco.

    Tudo na trama reforçava a imagem de David Palmer como um presidente com uma estatura moral fora do comum, um homem-santo e incorruptível, pós-racial e acima do bem e do mal, e mesmo quando se rendia ao varejo da política era sempre em nome de um bem maior. Foram quase 200 episódios em oito temporadas, de 2001 a 2010, e não há qualquer dúvida de que David Palmer também ajudou a preparar, mesmo que inadvertidamente, o terreno para o surgimento de Barack Obama.

    O endosso mais relevante e decisivo para popularizar Obama de vez foi, claro, de Oprah Winfrey. A mais importante e influente apresentadora da TV americana abraçou sem cerimônia o candidato no seu programa e fora dele, participando de comícios em todo país e mergulhando de corpo e alma na sua campanha eleitoral, quebrando decisivamente eventuais resistências ao seu nome nas famílias americanas. O apoio apaixonado e militante de Oprah foi talvez o fator isolado mais importante para a consolidação do nome de Barack Obama como um candidato viável à presidência da república.

    Barack Obama é entendido por muitos desavisados como uma obra do acaso ou produto da crise econômica de 2008 e não fruto deste árduo, corajoso, criativo, competente, regiamente financiado, ousado e perseverante trabalho de estratégia política da esquerda americana, aquela herdeira da geração dos revolucionários de 1968.

    Assim que os votos foram contados em 2004 e George W. Bush reeleito, alguns analistas davam a esquerda americana como morta, mas ela estava, como sempre esteve, trabalhando e com olhos já voltados para 2008. Hoje os engenheiros de obra pronta acreditam que viabilizar a candidatura de um negro com sobrenome Hussein em meio à reeleição de Bush era quase inevitável, um “momento histórico”, pela incapacidade de entender que esse tal “momento histórico” foi fruto de uma estratégia muito bem planejada e executada.

    Hoje é o Partido Republicano que está dividido e nas cordas, apanhando de forma sistemática e diária na imprensa. Na última semana, o senador texano Ted Cruz, ligado ao Tea Party, ficou durante 21 horas seguidas defendendo a retirada de fundos orçamentários para a implementação do sistema de saúde socialista nos EUA, que certamente completará a promessa de Barack Obama de “transformar para sempre os EUA” causando danos irreparáveis à economia do país. O senador republicano tomou conta do noticiário, francamente desfavorável a ele como era de se esperar, mas encantou parte do eleitorado por sua ousadia e firmeza de caráter contra o impopular Obamacare. Só que isso já não é mais suficiente.

    Ted Cruz, 43 anos, é uma figura ímpar. De origem hispânica, foi um advogado brilhante com credenciais acadêmicas inquestionáveis. Formado em Harvard, tornou-se depois uma estrela radiante em Princeton, um debatedor admirado e respeitado, além de um orador hábil e persuasivo. Há quem diga que o ódio que desperta no establishment político de Washington é exatamente por ser “um deles”, um intelectual da Ivy League que, ao contrário do que se espera dos membros da elite acadêmica do país, é um expoente do conservadorismo, sem concessões ao pragmatismo das velhas ratazanas da capital.

    Imaginar um Ted Cruz candidato a presidente americano hoje é algo tão improvável e bizarro como Barack Obama em 2004, mas se Cruz contasse com a máquina eleitoral democrata, que inclui a imprensa, as universidades, as celebridades e Hollywood, seria imbatível em 2016.

    Hoje não basta mais um desconhecido, mesmo que brilhante, para se fazer um candidato vencedor à presidência dos EUA e, sem contar com os recursos que Obama contou, Ted Cruz não tem chance alguma, a despeito de suas inegáveis qualidades pessoais e sua determinação ideológica admirável.

    Aquele Barack Obama apresentado ao mundo na convenção democrata de 2004 foi escolhido depois de anos de doutrinação política que contou com mentores como Frank Marshall Davis e Bill Ayers, além de muita experiência no ativismo político e na política do seu estado. Sua carreira, cuidadosamente planejada nos mínimos detalhes, é uma prova de como é complexo o marketing político atual, que agora mergulha também no Big Data e na revolução tecnológica das redes sociais.

    A máquina que elegeu Obama em 2008 e reelegeu em 2012 começa a especular, timidamente ainda, o nome do advogado e ambientalista Van Jones para 2016, outro negro com aparência de galã de Hollywood, figura fácil nos talk shows da TV americana e ativista político com todas as credenciais ideológicas marxistas exigidas para suceder o atual presidente. Se os patrocinadores da campanha de Barack Obama abraçarem o nome de Van Jones, Hillary Clinton não dará nem para o começo e será novamente atropelada nas primárias. O tempo dirá.

    No Brasil, os profissionais estão trabalhando dia e noite para reeleger Dilma Rousseff. No final de junho deste ano, em meio às manifestações que tomaram conta do país, Franklin Martins foi reincorporado por Lula ao time dos principais de estrategistas do PT para liderar o front de batalha da comunicação, junto com João Santana e Rui Falcão.

    Em poucas semanas, os resultados falam por si. A imprensa passou a defender abertamente a importação dos cubanos de jaleco e demonizar os médicos brasileiros como “coxinhas” reacionários e corporativistas. As organizações Globo, que hoje exibem às seis da tarde na TV uma novela que é uma espécie de telecurso segundo grau de doutrinação comunista, pediu formalmente desculpas pelo seu apoio à revolução de 1964 e seu noticiário está mais favorável do que nunca ao petismo.

    O mais impressionante dos trabalhos recentes dos estrategistas de comunicação de Dilma Rousseff foi a invenção desse factóide chamado “espionagem americana”, a partir de fragmentos de informação vazados pelo neo-russo Edward Snowden e o ativista antiamericano, dublê de jornalista do The Guardian, Glenn Greenwald. A pantomima, por mais ridícula que possa parecer a qualquer bípede minimamente letrado, já virou tema de discurso da Dilma na ONU para captação de imagens para o programa eleitoral e revitalização da militância, um pouco combalida pelo mensalão mas que com a reedição do velho antiamericanismo já está de novo pintada para a guerra. Militante não precisa de argumentos racionais, inimigos externos, bodes expiatórios e palavras de ordem bastam para partirem pra rua, como os populistas sabem desde sempre.

    Os prováveis competidores de Dilma na eleição do ano que vem, Marina Silva, Eduardo Campos e Aécio Neves, foram praticamente banidos do noticiário, não merecendo mais do que citações pontuais e normalmente neutras ou negativas. Marina Silva e Eduardo Campos, satélites do petismo, não representam alternativas no campo ideológico, e o provinciano Aécio Neves, com suas inserções publicitárias constrangedoras e surpreendentemente amadoras até para os padrões tucanos, não mostra cacife eleitoral para sequer chegar ao segundo turno. O PSDB continua sendo a oposição que o PT pediria a Deus se acreditasse Nele.

    No dia em que Aécio Neves começar a incomodar, se é que esse dia chegará, faço uma previsão: o noticiário brasileiro será invadido subitamente pelo “mensalão mineiro”, não se falará de outra coisa, e Aécio irá para a defensiva e sua candidatura perderá o gás. Se nada surpreendente acontecer até o ano que vem, a reeleição de Dilma é líquida e certa.

    Se o resultado eleitoral de 2014 é mais que provável, a reeleição de George W. Bush, no campo ideológico oposto, era também certa em 2004 e nem por isso a esquerda americana deixou de trabalhar e plantar a semente para a eleição do seu candidato em 2008. Na falta de chances reais de vitória em 2004, os estrategistas do partido democrata aproveitaram o momento para ao menos apresentar ao eleitorado um candidato ideológico e carismático para a próxima eleição e deu certo. Mas quem está fazendo trabalho semelhante no Brasil de hoje?

    A própria esquerda, claro, com Marina Silva e Eduardo Campos, dois políticos que investem na acumulação de cacife eleitoral para 2018, com Dilma fora da cédula e um Lula que, sem especular sobre seu estado saúde, pode não ser mais ativo no processo até lá.

    A eleição de 2014 no Brasil deveria ser aproveitada pelas forças políticas fora do petismo e da esquerda, se é que existem, para iniciar o mesmo movimento feito por Obama em 2004, Marina em 2010 ou que Campos fará ano que vem. É a hora de mirar em 2018, já que cinco anos são mais do que suficientes para a viabilização de uma estratégia eleitoral consistente e que realmente consiga emplacar o próximo presidente.

    É claro que o campo de batalha não é só esse. A ocupação de espaços e a luta em todas frentes, especialmente a cultural, é uma luta ainda mais importante e que Olavo de Carvalho sempre nos lembra, mas a apresentação de um nome para o eleitorado nacional ano que vem pode ser uma boa oportunidade para uma candidatura vencedora em 2018. Para isso alguém deveria estar disposto a trabalhar diligentemente cinco anos para viabilizar a candidatura ou ao menos abrir uma alternativa política fora da esquerda. Quem tem estômago e resiliência para perseverar durante tanto tempo num projeto político no Brasil?

    Enquanto a esquerda pensa na próxima geração, seus adversários pensam no máximo na próxima eleição, e por isso estão perdendo todas. A cada eleição perdida, a tarefa de tirar o petismo do poder vai ficando mais difícil. O PT já está no terceiro mandato presidencial consecutivo, tem quase 80% do Congresso na base aliada e recentemente mostrou sua força avassaladora até no judiciário. O aparelhamento da máquina pública levará décadas para ser desfeito.

    A política é cada vez mais um terreno para profissionais. Numa entrevista poucos meses antes de morrer, pediram à Nelson Rodrigues uma mensagem ao jovens e ele respondeu: “por favor, envelheçam”. Meu conselho aos adversários do petismo: sigam o que disse o anjo pornográfico e ganhem alguns cabelos brancos. Não há mais lugar para amadores.

    (transcrito do Mídia sem Máscara)

  8. Lula é talvez o maior pilantra que o Brasil já conheceu. Talvez até mesmo um verdadeiro “gangster”. Muito mais inteligente e ardiloso do que até mesmo Al Capone.

    Mas lembremos que Al Capone foi denunciado por seu melhor advogado, que cometeu tal gesto após uma crise de consciência.

    Assim também será a ruína de Lula. Algum(a) companheiro(a) dele vai roer a corda! Quem viver verá!

    (Juca Valo)

  9. Como pode Lula enganar “políticos”, intelectuais, povo culto e inculto durante este tempo todo e nada parece mudar no horizonte. Incrível que nada, mas nada o atinge, visto que as blindagens são dos controladores de todos os poderes da república. Em país sério já deveria está atrás das grades há tempo. Até quando um gogó deste vai comandar as mentes deste país?

  10. Nunca na história desse país, ninguém sob usar e tirar proveito da máquina pública como esse pilantra.
    Verdadeiramente é a besta descrita por NOSTRASDOMUS.
    “A BESTA Barbuda do hemisfério sul”.
    RSRRSRRSRRRSRSR

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