Lula perdeu o bonde da união, por causa da exploração do pré-sal que nem existe. Pode se salvar por causa da estatização

Ainda vou tratar muito dessa complicação que criaram com o pré-sal, tratado como uma espécie de “riqueza no cofre”, quando na verdade, é uma “riqueza guardada” para ser explorada, colocada na superfície, e utilizada para favorecer o povo brasileiro.

Por enquanto todos estão jogando, como eu disse ontem, respondendo a uma carta do competente e atento advogado, Jorge Rubens Folena de Oliveira.

Todos estão agindo politicamente, o que não é crime nem poder ser reprovável de maneira alguma. Só que sem a reforma para que a REPRESENTATIVIDADE parlamentar tenha CREDIBILIDADE, é preciso uma ação de alta profundidade, que atinja níveis ainda mais abrangente do que os do Pré-Sal.

Nada disso parece visível. E como esse Congresso que está aí, pode se dizer impossível.

Tendo remetido a questão para ser discutida, admitida e decidida pelo Congresso, o presidente Lula perdeu completamente o controle da situação. Mas ainda é cedo para qualquer análise, pois quase todos os personagens que discutem e resolvem, não estarão mais em terra firme, quando for aprofundada a questão da retirada dessa riqueza ainda invisível e não transportável.

Por enquanto, desse tumulto total e geral, só existe um ponto defensável, indispensável e que merece aplausos entusiasmados, (a começar por este repórter) que é o da E-S-T-A-T-I-Z-A-Ç-Ã-O dessa riqueza.

Se o presidente se fixar nesse ponto, ganhará a batalha e até a guerra. Basta ver os órgãos de comunicação e os empresários, que aceitam tudo, menos o clima ESTATIZANTE do chamado MARCO REGULATÓRIO.

O Pré-Sal, nenhuma influencia para um
acordo estadual e nacional em 2010

O presidente sonha com um acordo PT-PMDB, nas sucessões estaduais e na sua própria. Vou examinar rapidamente alguns estados já em conflito. Não trato da sucessão presidencial, pois Lula é o roteirista, diretor, ator principal e produtor de tudo o que acontece.

Vários estados com PT-PMDB divorciados

Rio Grande do Sul – Tarso Genro já se lançou para governador, inarredável, como me disse. O PMDB tem Germano Rigoto, que já foi governador e apressado candidato a presidente. Que acordo poderão aceitar?

Piauí – Mão Santa, ex-governador popularíssimo e senador atuante, não terá legenda para tentar a reeleição. Razão: o PT e o PMDB fizeram acordo e o ponto principal é não conceder legenda a ele. Terá que mudar de partido.

Bahia – Jaques Wagner que ganhou inesperadamente, corre o risco de perder antecipadamente. O candidato derrotado por ele em 2006, volta mais forte. E Geddel Vieira Lima, do PMDB, afirma que é candidato. Embora não se possa acreditar no que ele diz, o que fazer?

Estado do Rio – A posição “inflamada” de Sergio Cabral era movida pela energia eleitoral e não pela energia que gera royalties. O acordo PT-PMDB é fundamental para que Cabral chegue ao segundo turno. Fez exibição pirotécnica em Brasília, mas precisa de malabarismo aqui.

São Paulo – Terminemos por hoje, por hoje, com o maior estado da Federação. O “dono” do PMDB é Orestes Quércia, aliadíssimo de José Serra, que lhe garantiu uma vaga no senado. Aí mesmo não há como juntar (e salvar) alguns nomes do PT.

***

PS- De qualquer maneira, está cada vez mais difícil juntar PT-PMDB. Nem o líquido de 7 mil metros de profundidade, consegue fazer acordo sólido na superfície.

PS2- Nos escombros do PT, os companheiros de Lula, soterrados, perguntam assombrados: Por que Lula teve que prestigiar logo Serra, que destrói o PT onde ele é mais forte e no maior estado da Federação?”.

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