Lula, que não sabia de nada e continua sem saber de nada, aproveita para acelerar a campanha para Haddad em São Paulo.

Carlos Newton

Oficialmente, o ex-presidente Lula defende a realizações de prévias para escolher a candidatura a prefeito de São Paulo, que tem seis pré-candidatos. Mas seu porta-voz no Planalto, o ministro Gilberto Carvalho, afirma exatamente o contrário: que não deve haver prévias e o partido precisa escolher o candidato por consenso. Traduzindo: Lula não quer prévias.

E tanto assim é que o ex-presidente está participando intensamente da campanha do ministro da Educação, Fernando Haddad, que ele próprio escolheu para ser candidato, sem ouvir ninguém no partido, exatamente como aconteceu no caso de Dilma Rousseff em 2010.

Assim, no momento em que o PT devia discutir o nome que disputará a Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012, o ex-presidente reforça a pré-candidatura do ministro. Na sexta-feira, ao participar de um evento ao lado de Haddad, Lula fez elogios e disse que ele tem todas as condições de ser um bom candidato. Como em uma ação de campanha eleitoral, Lula e Haddad cumprimentaram dezenas de pessoas, tiraram fotos, deram autógrafos e até leram histórias de livros infantis para crianças na primeira feira literária de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

O ministro acompanhou todos os passos do ex-presidente. Haddad chegou antes que Lula na feira, concedeu uma rápida entrevista e ficou em uma sala fechada, aguardando o primeiro companheiro, como diz o Carlos Chagas. Só quando Lula chegou é que Haddad saiu da sala para percorrer um pequeno trecho da feira. Neste momento, aproveitou para falar com as pessoas que se aproximavam do ex-presidente.

Em entrevista, Lula disse que o PT ainda está avaliando o nome do partido que disputará a Prefeitura de São Paulo, mas deu indicações de que Haddad é o seu preferido. “Ele tem todas as condições, se ganhar as prévias, de ser um bom candidato”, afirmou Lula.

Haddad, por sua vez, ressaltou o apoio do presidente de honra do PT. “Lula acha que o PT precisa passar por uma renovação, alargar seus horizontes de diálogo com outras camadas da sociedade, além de se afastar um pouco do nosso ideário”, disse o ministro, acrescentando: “Assim como qualquer militante, Lula, como filiado ao partido, tem o direito de expressar sua opinião”. Até parece. Quanta desfaçatez…

Nesses encontros com jornalistas, Lula jamais entra no assunto da corrupção que está sendo levantada em vários ministérios. Comporta-se como se não tivesse nada a ver com isso, embora todos os esquemas de fraude tenham surgido e se desenvolvido no governo dele. Como sempre, não viu nada, não sabia de nada. Mas é certo que jamais na História deste país… Na verdade, em comparação ao quadro atual, o chamado mar de lama do governo Vargas não passou de uma poça de água suja.

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