Lupi já está mais do que demitido. Em seu delírio, porém, ainda pensa (?) que será poupado pela presidente Dilma.

Carlos Newton

Pode-se dizer que o ministro do Trabalho faz jus à função. Realmente, ele está dando um trabalho danado ao Palácio do Planalto, para ser defenestrado. É o rei da bravata, gosta de tirar uma onda, como dizem os jovens, mas depois volta atrás e se recolhe à sua insignificância.

É o protótipo do boquirroto arrependido. Depois de afirmar que só deixaria o ministério se fosse abatido à bala, desafiando o Palácio do Planalto, ao afirmar que ficará no cargo até o final do governo Lula Rousseff, Carlos Lupi enfim sentiu que não está com essa bola toda e diminuiu o tom.

Disse hoje que não desafiou a presidente Dilma Rousseff com as declarações concedidas durante entrevista coletiva de terça-feira. E tentou sair pela tangente. “Estou desafiando a onda de denuncismo que o Brasil virou. Eu estou desafiando a gente macular a honra das pessoas sem direito de defesa. Estou desafiando aqueles que mentem. Estou desafiando aqueles que usam da mentira um instrumento para acabar com a reputação das pessoas” – alegou o ministro, na abertura do encontro sobre estratégia de inclusão produtiva urbana do Programa Brasil sem Miséria.

Lupi disse que o assunto está superado e que todos os esclarecimentos já foram prestados ao seu partido, o PDT, e à imprensa. E amanhã ele vai à Câmara, para dar explicações na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e seu submetido a novo massacre da imprensa.

Perguntado se poderia ser a bola da vez, diante da sucessão de demissões de ministros nos últimos meses, Lupi voltou a botar banca:
“Só se for a bola sete, que é a bola que dá a vitória”, jactou-se.

Lupi pode bravatear à vontade. Seu destino já está traçado. Alguém se dispõe a apostar nele?

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