Maia critica recomendação do uso da hidroxicloroquina por Bolsonaro: “Estamos tratando de vidas”

Bolsonaro pensa (?) que é médico e continua a receitar a hidroxicloroquina 

Alessandra Azevedo
Correio Braziliense

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou, nesta quarta-feira , dia 8, a recomendação do presidente Jair Bolsonaro de uso de hidroxicloroquina para tratar a covid-19. O chefe do Executivo diz tomar o remédio, que não tem eficácia comprovada cientificamente, desde que foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira, dia 7.

Para Maia, não cabe a políticos, principalmente os que não são da área médica, discutir medicamentos. “Não acho que o presidente, nem eu, ninguém deve ficar tratando de qual remédio orientar à sociedade”, afirmou o deputado, em entrevista à CNN Brasil. “É uma questão muito séria e precisa ter mais cuidado por parte de nós que somos agentes públicos”, defendeu.

RESPONSABILIDADE –  “O que a gente deve fazer é o que a Ciência nos ensina e orienta”, disse o deputado, ao criticar o uso político do assunto. A atribuição de discutir os procedimentos quanto ao novo coronavírus é da área médica, lembrou. “É uma doença nova, um vírus novo, e os protocolos estão mudando. Não é discussão sobre quem tem razão. Estamos tratando de vidas”, completou.

“As pessoas estão morrendo. Hoje morreu a tia da minha mulher, de coronavírus. Não se pode brincar com a vida das pessoas, isso é muito grave. Não dá mais”, reforçou Maia. “Vamos continuar investindo em saúde. Quando mais estrutura tiver, mais rápido vamos sair dessa crise”, defendeu. É um tema “muito delicado”, completou.

Na manhã desta quarta-feira, nas redes sociais, Bolsonaro voltou a defender o uso de hidroxicloroquina. Ele testou positivo para o novo coronavírus e afirma ter tido febre e mal estar. “Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, escreveu.

“MUITO BEM” – Bolsonaro retomou a defesa do medicamento na última terça-feira, em vídeo postado nas redes sociais, no qual aparece, sorrindo, com um copo d’água e um comprimido. “Tomei hidroxicloroquina e estou me sentindo muito bem”, escreveu, na legenda. Segundo ele, era a terceira dose da medicação.

“Hoje, terça, estou muito melhor do que sábado. Então com toda certeza né, está dando certo”, disse o presidente, no vídeo. “Eu confio na hidroxicloroquina, e você?”, perguntou aos seguidores, mesmo sabendo que a eficácia do medicamento não é comprovada. O uso indiscriminado da hidroxicloroquina pode ter sérios efeitos colaterais, como arritmia cardíaca.

11 thoughts on “Maia critica recomendação do uso da hidroxicloroquina por Bolsonaro: “Estamos tratando de vidas”

  1. AH É QUE O REMÉDIO FAZ BEM E TUDO MAIS PODE TOMAR SEM MEDO

    VAI POBRE

    ACHA QUE VOCÊ VAI TER DIREITO A TER DOIS EXAMES CARDÍACOS POR DIA

    DEPOIS TU ME CONTA

    Bolsonaro faz dois exames cardíacos por dia para monitorar possíveis efeitos colaterais de hidroxicloroquina

    https://oglobo.globo.com/brasil/bolsonaro-faz-dois-exames-cardiacos-por-dia-para-monitorar-possiveis-efeitos-colaterais-de-hidroxicloroquina-24522540?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

    • “O protocolo que Bolsonaro tem cumprido em relação ao monitoramento do coração vai além do recomendado pela SBC. A entidade pede para que sejam realizados exames no primeiro, terceiro e quinto dias do tratamento com a hidroxicloroquina.”

      CONFIA

  2. Maia é uma farsante: recorre à crítica para esquivar-se de um confronto mais contundente, sujeito a consequências, e assim proteger o seu comparsa homólogo, no Executivo.
    A respeito da Hidroxicloroquina, o que a nação quer saber é: se aquele carregamento de insumos, para produzir esse medicamento, nascido do sanitário cerebral de Bolsonaro, se essa matéria-prima foi vendida ou doada pelo governo indiano?
    -Se comprado, quem ou qual rubrica financeira vai arcar com os custos.
    -Averiguar se essa obsessão de Bolsonaro, por enfiar a Hidroxicloroquina goela abaixo da população, não seria uma fórmula para tornar útil, um investimento desastroso!

  3. Impressionante em um momento tão grave como este este tipo de declarações, tanto do Nhonho quanto do boçal. Do boçal até se esperaria isto, dizer que o remédio que ele “receitou” funciona, a final de contas ele é o presidente da república. E do Nhonho batendo no boçal, é falta do quê fazer Nhonho? Com certeza.

  4. ““As pessoas estão morrendo. Hoje morreu a tia da minha mulher, de coronavírus. Não se pode brincar com a vida das pessoas, isso é muito grave. Não dá mais”, reforçou Maia.”

    E daí?!?!? Deverá dizer capetão penca e seus (3) miquinhos abestados. O importante é que a pandemia livrará o governo de pagar dezenas de milhares – por enquanto – de aposentadorias e pensões, sobrando $$$ pro ‘minto’ comprar centenas de deputados – ao preço que for – para livrá-lo do impeachment. Isso é o que mais importa a famiglicia e amigos.

  5. Para avaliar o real impacto do coronavírus sobre o número de mortes no país, é importante analisar o excesso de mortalidade, ou seja, o número de mortes acima da média histórica. Dados do Registro Civil informam que em 2019, no período entre 16 de março (data da primeira morte oficialmente confirmada por covid-19 no Brasil) e 7 de julho, morreram 368.724 pessoas por causas naturais, ou seja, decorrentes de doenças e problemas de saúde que fazem o corpo humano parar de funcionar (estão fora da lista as mortes por causas externas — assassinatos, suicídios, acidentes, traumas). Em 2020, no mesmo período, morreram 388.386 pessoas de causas naturais. Uma diferença de 19.662 mortes entre um ano e o outro.
    O que isso significa? Significa que, na comparação do número de mortes por causas naturais entre este ano e o ano passado, morreram mais pessoas por dia no Brasil. Em maio, o mês do pico de mortes durante a pandemia, a mortalidade chegou a aumentar quase 25% no país.
    Entretanto, a boa notícia é que desde o final de junho a mortalidade em excesso está se reduzindo. De acordo com informações do Registro Civil, em 23 de junho foi a primeira vez, desde meados de fevereiro deste ano, em que morreram menos pessoas de causas naturais em 2020 do que em 2019. Foram 3.382 mortes em 23 de junho de 2019 contra 3.374 mortes no mesmo dia em 2020.
    Para o médico cardiologista Juliano Lara Fernandes, formado pela Unicamp, com doutorado na FMUSP e MBA em Gestão de Sistemas de Saúde pela FGV, a data é um marco importante para analisar os efeitos da covid-19 no Brasil. “Esse excesso de mortes ter zerado é um dos marcadores mais fortes de que o ciclo de mortalidade da pandemia já está em um nível muito baixo.”
    Pneumonia e septicemia
    “na conta da covid-19”
    Nesta terça-feira, 7, o país registrava 65.687 mortes por covid-19. Por que então essa diferença de 19.662 mortes entre um ano e o outro, segundo dados do Registro Civil? Onde foi parar o registro dos outros 46.025 óbitos?
    Para Fernandes, duas hipóteses podem explicar a questão: 1) superestimativa de mortes por covid-19; 2) as pessoas estão saindo menos de casa e, portanto, expondo-se menos ao risco de morrer de outras causas.
    O médico explica que, apesar de não existir comprovação, doenças como a pneumonia podem ter “caído na conta da covid-19” neste ano. Em 2019, ainda considerado o intervalo entre 16 de março e 7 de julho, houve 73.988 mortes por pneumonia enquanto neste ano foram registradas 51.315 mortes, ou seja, 22.673 mortes por pneumonia a menos em 2020 do que no ano anterior. Outro número que chama atenção são os casos de septicemia, em que a pessoa morre por infecção generalizada. Em 2019, foram registradas 54.609 mortes enquanto em 2020 foram “só” 42.729 mortes, uma diferença de 11.880 mortes. “O paciente que teve septicemia em 2020 mas testou positivo para covid-19 entra na conta da doença”, diz Fernandes.
    Ainda, não é normal uma variação tão grande entre essas causas de morte de um ano para o outro. No caso da pneumonia, por exemplo, se considerar o número de mortes registradas entre 2016 e 2018, a variação média anual é de 3,4% entre um ano e o outro, de acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. No caso da septicemia, a variação média anual é de 5,3%. Já no comparativo entre 2019 e 2020, apesar de considerar apenas o período entre março a julho, os porcentuais já estão bem acima das médias anuais – a pneumonia teve uma redução de 30,6% e a septicemia reduziu 21,75%. Por isso, é possível que existam distorções nas estatísticas sobre as causas de mortalidade no país que impactam diretamente nos números divulgados pelos órgãos oficiais.
    É pouco provável que mesmo após a pandemia o Brasil tenha condições de avaliar em detalhes o que realmente aconteceu. “No final do ano, teremos uma visão melhor. Mas minha impressão é que a diferença [de mortes entre um ano e o outro] vai se diluir tanto que graficamente será muito pequena”, diz Fernandes. Por enquanto, os gráficos registram o retrato da pandemia dos últimos quatro meses. O saldo — 19.662 mortes a mais do que no mesmo “Revista do Oeste”

  6. Nem o Ministério da Saúde.
    Os dados acima citados e, também, outros, tais como:
    óbitos por falta de …
    – leitos de UTI;
    – respiradores;
    – remédios;
    – material humano.

    O tempo se encarregará de contar a verdadeira história.
    Aí a gente conhecerá quem foi mocinho e quem foi bandido neste genocídio.

  7. Intencionalmente recusam a administração dos antiparasitários Hidroxicloroquina, Ivermectina e Nitazoxanida, como fármacos largamente conhecidos e com comprovados efeitos antivirais eficientes, preventivos e terapêuticos. Qual seria a base científica e técnica, alegadas pelos “doutos”, que propiciaria aos “simples mortais”, proverem as suas necessidades de sobrevivência, se mantidos em isolamento e distanciamento social, sem poderem trabalhar, nem estarem às expensas de outrem ? Apresentem outros “protocolos” com resultados mais eficientes” ou permaneçam silentes!

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