Mais do que nunca, é preciso ajudar os carentes e combater a miséria exterior e interior

Shvetashvatara Upanishad – Advaita Ashrama

Nas “Revelações”, a sabedoria religiosa da Índia

Antonio Rocha

“A menos que o homem tenha atingido o conhecimento de Deus, só haverá fim para a miséria quando for possível enrolar o céu em uma rede de pescar” – é um dos escritos nos Upanishads Svetasvata, que já circulavam 1.500 anos antes de Cristo, segundo o livro “A Sabedoria da Índia”, Lin Yutang, pág. 38, Irmãos Pongetti Editores, 1945.

Até parece que Jesus Cristo leu os Upanishads, textos sagrados da Literatura Indiana: “Os pobres sempre os tereis” (Evangelho de João 12:8).

É PRECISO AJUDAR – Que estas assertivas não justifiquem a inércia social. É preciso de alguma forma ajudarmos os necessitados nessa crise que o país e o mundo atravessam.

Mas lembremos que existe miséria no sentido interior e exterior, assim como no sentido social, econômico, público e privado. Assim, podemos e devemos ajudar os pobres sem revoluções sangrentas.

Que as autoridades e os parlamentares reflitam sobre esses milenares ensinamentos. E não abusem tanto da paciência dos eleitores. Não enganem tanto.

TEXTOS MILENARES – Uns chamam no singular Upanishad outros no plural Upanishads. São textos milenares e o catedrático argentino Francisco Kastberger, em seu “Léxico de Filosofia Hindu – Sânscrito, Páli e Tâmil”, define Upanishads como “Revelações Divinas”. Ele é um especialista nestas três línguas faladas no chamado subcontinente indiano.

Tais revelações nos falam de um monismo (conceito único) entre o ser humano e o Criador, que tem vários nomes.

Lin Yutang, no livro citado, diz: “Acredita-se que Schopenhauer tenha lido uma versão latina dos Upanishads, e essa leitura tenha influído muito sobre sua concepção do mundo como vontade e representação”.

 SEMELHANÇAS – Algumas passagens dos Upanishads parecem ter inspirado trechos do Velho e o Novo Testamento da Bíblia, vejamos:

“No princípio só havia o Ser na forma de uma pessoa. Olhando em torno nada mais viu senão a sua pessoa. E disse: Isto sou Eu. Seu nome ficou sendo Eu. Por isso, ainda agora, quando interrogado, o homem antes responde “isto sou Eu” e só depois pronuncia o outro nome que lhe deram ao nascer.”

 “Mas não sentia prazer. Por isso não sente prazer todo aquele que é só. Desejou que houvesse um segundo, fez com que seu Ser se partisse em dois e o Homem e a Mulher se ergueram um diante do outro: “Nós dois somos cada um como como a metade de uma concha. O vazio que ali estava encheu-se com a presença da Mulher e quando Ele a abraçou nasceram os demais homens”. 

A QUEM ME DARÁS? – “E, (sabendo que seu pai havia prometido sacrificar tudo o que possuía, inclusive seu filho) perguntou-lhe: “Pai, bem-amado, a quem me darás?” perguntou uma segunda e uma terceira vez. Então o pai respondeu: “Eu te darei à Morte”.

 “Uma vez pronunciadas essas palavras, ainda que apressadamente, o pai precisou ser fiel à sua promessa e teve de sacrificar o filho”.

 “O filho disse: Irei o primeiro, à testa de muitos (que ainda morrerão); entre muitos (que ainda estão morrendo)”.

CRIADOR/MESTRE – Interessante que os Upanishads consideram o Criador como um Professor/Preceptor, Guru/Mestre na língua sânscrita.

As Revelações Divinas são dez textos de grande significado e terminam com estas palavras:

 “Mas se estas verdades forem ditas a um homem de alta compreensão, que consagre a Deus sua devoção e venere o seu professor, então brilharão para sempre. Em verdade, brilharão para todo o sempre”.

19 thoughts on “Mais do que nunca, é preciso ajudar os carentes e combater a miséria exterior e interior

  1. Saiamos das questões espirituais louváveis para quem as tem e caíamos na realidade de uma sociedade de classes que tem que ser superada na construção de uma sociedade socialista e autogestionaria ,não precisamos dessa sociedade organizada apenas para atender os interesses do capital.

  2. VEJA O LAÇO EM QUE ESTAMOS CAINDO

    Terceira Guerra Mundial.
    A Guerra Biológica é mais barata e rápida que uma Guerra Normal
    Vamos fazer uma análise maluca, mas com possibilidades de acontecer.
    Eu me chamo China, fiquei por anos trabalhando muito duro e acumulando riquezas
    Eu tenho um fornecedor chamado Brasil, o qual tem terras mais férteis que a minha e produz alimentos, minérios e outras comodities que eu preciso comprar.
    Eu tenho um rival, chamado EUA, o qual tem uma potencia militar muito maior que a minha, pretende colocar sanções ao meu comercio e me ameaça no ranking mundial.
    Lanço um vírus, me preparo primeiro (já estou a anos acumulando riquezas para esse golpe), infecto uma pequena região, isolo, trato e perco 0,01% da minha população (perda muito menor do que em uma guerra tradicional e um custo muito menor)
    Nesse meu vírus, preservo a população mais jovem que futuramente será escravizada e elimino a população idosa, que detêm o conhecimento, riquezas e lideram muitos governos e empresas mundiais.
    Paro minhas fábricas e produção, gerando um caos na economia mundial e digo que esse é o exemplo certo e ser feito.
    Espalho o vírus no mundo, todo o mundo, desesperado, começa o pânico, governos gastando recursos, exércitos voltados a área de saúde, desemprego, fome, perdas astronômicas nas maiores empresas do mundo, enfraqueço toda a economia mundial
    Todo o mundo para, nesse momento, nosso território começa a produzir, gerar riqueza novamente.
    Governantes não sabem o que fazer, começa a briga interna em todos os países, a população fica procurando culpados entre si e cada vez mais dá tempo para finalizar o meu golpe.
    As bolsas de valores caem, começamos então, com todo o dinheiro que guardamos por anos a comprar essas empresas as quais precisamos ter controle a preço de banana.
    Inevitavelmente, assim como uma guerra, milhares de pessoas morrem, algum tempo depois, eles juntam os fatos e percebem o golpe sofrido.
    Governantes desesperados pedem para a população voltar a trabalhar, mas essa está em pânico devido as noticias e gera um conflito interno, pois a população está desacreditada e confusa, dificultando o aquecimento da economia.
    Com o poder acionário de várias empresas produtivas, começo a enviar novos lideres para elas, o qual tem o intuito de “escravizar” todo esse povo para trabalhar para meu país.
    A recessão nesses países vai estar muito forte e os trabalhadores iram aceitar trabalhar por menos somente para não passarem fome.
    Tenho uma produção mundial, com trabalho escravo e com produção direcionada aos meus interesses.
    Vendo um frango produzido no Brasil por apenas 1 real para o meu país, e vendo a 10 reais para o mercado interno brasileiro, os tornando cada vez mais pobres e dependentes
    Consigo manipular a economia mundial, mando meu povo assumir cidades que sejam interessantes e cadeias produtivas.
    Vocês entenderam agora o que está acontecendo?
    Para todos que ainda não enxergaram essa guerra, serão escravizados por várias gerações.
    Muitos se perguntam porque existiram guerras.
    Algumas existiram, pois, pessoas e governantes preferem perder a vida a ver o seu povo escravizado.
    Vamos enxergar lá na frente, o que vai ser no futuro, quando seu filho irá trabalhar 12 horas por dia em uma fábrica comandada por chineses, e recebendo meio salário mínimo.
    Quando irá no mercado e não vai conseguir comprar comida com qualidade e preços que temos hoje a disposição.
    Para os que reclamam que o arroz está R$ 3,00 o quilo (R$ 15,00 pacote com 5kg), ele provavelmente será quase todo exportado a *China e custará R$ 30,00 o pacote de 1 Kg
    O golpe que estamos levando, pensem em um jogo de estratégia, aonde o inimigo está várias jogadas a nossa frente.
    Fechem as bolsas, não permitam que eles comprem nossas empresas (já estão comprando, a bolsa hoje, 24 de março de 2020, subiu quase 10%).
    Parem de brigar entre si, vejam quem é o verdadeiro inimigo.
    Eu não sei vocês, prefiro morrer lutando, do que ser e ver meu povo ser escravizado.
    Precisamos urgentemente dar um contra golpe ou seremos eternos escravos.
    Celso Haitmman

    • Se assim pensaram, foi um tiro no pé, eu já havia dito antes, e o ministro da saude disse ontem, como pode o mundo todo depende apenas de um pais para produção de bens de consumo?
      O que o tump tava fazendo desde o primeiro dia de governo, brigando com a china pra repatriar postos de trabalho e industria de bens de consumo, a china vai ter de vender mais barato ainda ou vai ver brotar inúmeros concorrentes nos mais diversos lugares pelo mundo afora.

          • Há cerca de 30 anos, um brasileiro, com visão de futuro, vislumbrou todas essas possibilidades e tratou de elaborar uma mega-solução caseira capaz de blindar o nosso país, contra ataques especulativos do mundo todo, China, EUA, Europa, enfim contra os bichos-papões do mundo. Veja vc, uma mega-solução caseira (Fique em Casa, porque é em casa que está solução). Megaprojeto esse, que, na verdade, representa a reinvenção do Brasil para torná-lo capaz de enfrentar a feroz concorrência internacional, para não ser devorado pela dita-cuja. Veja vc, apenas um homem, brasileiro, pensou tudo isso há mais de 30 anos, e, à moda Noé, elaborou uma Arca brasileira de última geração que atende pelo nome de Novo Brasil Confederativo, com Democracia Direta, e Meritocracia, representados pela sigla RPL-PNBC-DD-ME, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, na Internet há mais de 20 anos, ignorado pela mídia e pelos governantes que nada fizeram, nada fazem e nem deixaram o HoMeM fazer para que o Brasil não chegasse ao estágio de vulnerabilidade mundial a que chegou, ao ponto de ser nocauteado até mesmo por um vírus mequetrefe que não sobrevive sem a carona humana. E os Bolsossauros fazem o quê no governo, além de bater continência para a bandeira norte-americana ?

    • Pequim 582 casos, 8 mortes, mais de 21 milhões de habitantes.
      Xangai 522 casos, 6 mortes, mais de 24 milhões de habitantes (distância de Wohan pouco mais de 600 km a mesma de Rio/SP).
      Números estranhos…. ilógicos.

  3. -No Brasil, enquanto a maioria da população exibe a miséria exterior, os seus parasitas, embora gordos de caviar e salmão com vinho importado, ostentam uma enorme miséria interior.

  4. É impressão minha ou há comentarista que, aproveitando da situação, insinua a mesma “chorumela”? Indivíduo pernicioso, que não sai de casa( medo?), não abre a a janela (vai respirar vírus?), não participa de nenhum/ algum convívio social (frouxo), tem problemas familiares(psicótico) e crucifica o mundo por constatar a sua mera insignificância..Aproveita-se do covid-19 para engabelar a sua própria inexistência …Haja JAbaCUlê!

  5. A pobreza extrema de quem se esforçou e trabalhou demais a vida inteira só pode ser fruto do roubo descarado e da aberrante injustiça.

    Basta investigar e vai encontrar um grande roubo como origem da injustiça social contra quem, com méritos, não fez nada errado.

  6. Lin Yutang, esteve no Brasil na década de 50. Foi-lhe oferecido um almoço na embaixada da China, se não me falha a memória, num prédio na Praça Tiradentes.
    Fui convidado por um amigo, Helion Teuze, filho de um chinês que era funcionário da Embaixada da China. Passei a maior vergonha, eu era o único diferente e alguns chineses olhavam para mim como quem queria dizer: o que este cara está fazendo aqui.
    Lin Yutang foi autor de grandes obras filosóficas

  7. O primeiro passo para diminuir a pobreza é o país ser capitalista. Com as riquezas que só o capitalismo consegue criar e acumular, devemos direcionar uma parte dela, sem a mão do estado no meio, porque sabemos que o estado rouba, para os ainda não incluídos no sistema. Como se faz nos EUA, por exemplo, em que o povo participa com o coração e o resultado é positivo.

    Fora disso é fantasia, para não dizer o pior.

  8. Aprecio muito os textos de Rocha, meu amigo e professor.

    Pela sua condição de budista, a ideia é nos fazer pensar, contemplação, conhecer a nós mesmos, e nos relacionarmos com a Natureza, e não como se dela não fizéssemos parte.

    Assim, o passado, presente e futuro se mesclam, e se tornam um tecido onde qualquer vida existente neste planeta compõem essa colcha de retalhos, que é a humanidade.

    Temas como este, em tela, vem a calhar neste momento de apreensão, preocupação, de expectativa sobre o que poderá acontecer conosco.
    O isolamento social é uma provação difícil, para alguns insuportável, para muitos ansiedade e irresignação.

    Saliento o seguinte:
    Ficar em casa não seria o problema mais grave, por mais simples e pobre que fosse o canto onde se mora.
    A questão para os idosos – vítima que o vírus adora – é bem mais complicada:
    Poder abraçar e beijar os filhos e netos é para os avós um vínculo poderoso com a continuidade da vida!

    Eles nos trazem alegria, objetivos, vontade de vê-los se realizarem e crescer, tais desenvolvimentos nos levam consigo, nos embalam, e nos fazem enxergar a existência de maneira mais adequada, mais fácil, pois não estamos isolados do afeto, carinho e amor dos nossos descendentes!

    A crise mundial que assola a humanidade nos obriga ampliar a nossa mente para sabermos do sentido da vida nessas circunstâncias desfavoráveis:
    a expectativa de continuar vivo;
    a sombra da dificuldade com a sobrevivência (alimentos, remédios, gás de cozinha, luz, água …);
    a saudade insuportável de nossos amados e amadas.

    Conciliar ou equalizar os pensamentos negativos que acompanham a realidade nua a crua, e aceitar a esperança como motivação para seguirmos nessa luta com o desconhecido, exige do ser humano que tenha uma resistência física e mental muito sólidas e estáveis.

    Para isso, a fórmula que nos faz combater o inimigo mortal e invisível, encontra-se nas indeléveis lembranças daqueles que nos trouxeram razões para viver.
    A gana pela vida está projetada à data quando idosos e mais jovens poderem se abraçar, se tocar, se beijar, e ficarem lado a lado juntos e afetivamente.

    A saudade que tenho dos meus filhos, das minhas três netas e dois netos, é simplesmente indescritível.
    Poder vê-los nas chamadas de vídeo, conversar, é pouco para os sentimentos dos avós, que transbordam de amor e carinho pelos seus rebentos.
    Se esta é a punição para aqueles que atingiram mais de setenta anos, admito que o castigo está sendo desumano, torturante, hediondo.

    Desta forma, Rocha, comenta para nós, os ímpios ou para mim, um pecador confesso, como o Budismo ensina resistir essa solidão, esse vínculo rompido com a vida!?

    Abração.
    Te cuida!

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