“Mais Médicos” é uma crise política que pode ser resolvida com facilidade

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Charge do Cazo (Arquivo Google)

Merval Pereira
O Globo

A crise que pode afetar milhões de brasileiros com a saída imediata dos médicos cubanos deve ser atribuída, em primeiro lugar, ao governo de Cuba, que decidiu usar os carentes brasileiros para retaliar um governo de direita que venceu a eleição presidencial com críticas ao programa e a Cuba. Ficou claro que o governo Bolsonaro iria exigir que os médicos cubanos fizessem o teste para revalidação do diploma, com o que Cuba não concorda. A exigência nem é uma decisão ideológica, mas as críticas ao que seria “trabalho escravo” dos médicos, sim, e com razão.

A forma de pagamento do trabalho, com o governo cubano ficando com a maior parte do salário, e a proibição de que as famílias dos médicos viajem junto, representam uma atitude de governo que não se coaduna com os hábitos e costumes de uma democracia, com uma ameaça implícita aos que deixaram suas famílias por lá.

SOLUÇÃO FÁCIL – A saída poderia ter sido anunciada com antecedência, para não deixar desamparados os milhões de brasileiros atendidos pelos médicos nos rincões do país. A solução, porém, é mais fácil do que parece.

No lugar dos cerca de 8 mil médicos cubanos que deixarão o país, basta convocar imediatamente os cerca de 8 mil médicos que se candidataram na mais recente seleção para o programa, para apenas 983 vagas oferecidas aos brasileiros.

O programa, na verdade, pode ser feito integralmente por médicos brasileiros, pois o fato é que o país não tem falta de médicos, mas o problema é a má distribuição deles pelo território nacional. Mais da metade está no eixo MG, RJ, SP, PR, SC E RS.

MAIS DO DOBRO – Segundo o médico Marco Lages, do hospital Miguel Couto no Rio, temos mais que o dobro da recomendação da Organização Mundial de Saúde, em vez de um mínimo de 1 médico para cada mil habitantes, temos 2,18.

O problema começa por um dos princípios do SUS, transferir a responsabilidade da gestão da saúde para cada município ou estado. Um médico que aceita proposta de uma prefeitura para trabalhar em outra cidade, larga tudo para se transferir para essa região, não tem garantias e pode se dar mal quando muda o prefeito ou acaba a verba. Lages diz que essa situação é comum.

Com a chegada do Mais Médicos, diversos desses brasileiros foram demitidos para a contratação de cubanos. A fonte do pagamento passou a ser o Governo Federal, os estados e municípios ficam sem esse gasto. Além disso, o Governo Federal tinha o interesse político de usar o programa cubano, que é uma das maiores fontes de recursos de Cuba, a exportação de mão de obra médica.

PLANO DE CARREIRA – O médico Marco Lages diz que a alocação de médicos brasileiros poderia ser organizada com um Plano de Carreira de Estado que Bolsonaro prometeu na campanha presidencial. A formação desse médico cubano que se transformou em um produto de exportação tão ou mais importante que a cana-de- açúcar e o tabaco, é criticada pelo Conselho Federal de Medicina, que os vê como técnicos preparados para emergências, mas não com a formação completa, e por isso o Revalida deveria ser um filtro.

O médico Francisco Cardoso, perito previdenciário em São Paulo, escreveu um artigo no portal do Conselho Federal de Medicina no início do programa Mais Médicos contando a origem desses médicos cubanos, profissionais formados em “saúde básica”, que trabalham em áreas remotas, rurais e periferias, com base em experiências bastante antigas feitas na Alemanha e na antiga União Soviética. São, segundo ele, práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos junto às populações dessas regiões.

OUTROS EXEMPLOS – Lages relembra que não somos o único país continental com problemas de acesso à saúde no interior. Canadá e Austrália passam por isso também. E como eles resolveram? Com médicos estrangeiros, mas com uma diferença: todos são avaliados em 2 ou 3 fases antes de assumir o emprego no Yukon ou no Outback, ambientes tão inóspitos quanto a caatinga ou a selva amazônica. 

Seria até possível usar paramédicos ou técnicos médicos para uma ação de emergência em áreas carentes nos rincões brasileiros. Seria possível também fazer trabalhos sociais em regiões inóspitas, dentro do espírito de pagar o financiamento do FIES estimulado pelo governo, como está em estudos. Já sabemos que no momento existem pelo menos 8 mil médicos brasileiros querendo trabalho.

34 thoughts on ““Mais Médicos” é uma crise política que pode ser resolvida com facilidade

  1. A conclusão do artigo de Merval também é simples e pontual: foi Dilma Rousseff e por tabela o PT, que mancomunados com Cuba criaram uma exploração de mão de obra análoga à escravidão. Afinal, mão de obra não falta nem faltava para atender uma população desassistida.

    De novo o PT deixa sua marca na história do Brasil e na política brasileira.

  2. Sugestão: O profissional cubano que queira asilo, para continuar no programa, deverá ter o aceite da prefeitura onde estiver alocado ou aprovado no revalida.
    A matéria mostra com clareza que a solução é fácil e parece que existe a vontade política do novo governo; então, é simples.

    • A solução parece ser simples, mas não esqueçamos que a maioria dos médicos deve ter parentes em Cuba e que podem virar reféns do governo comunista.

  3. Merval Pereira leu meu comentário de ontem às 12:15 aqui na TI e escreveu o artigo:

    “Apenas 950 vagas do programa + Escravos foram disponibilizadas para MÉDICOS brasileiros.

    Cerca de 8.000 se candidataram para essas vagas, obviamente com salários menores que o total pago à ditadura Castro.

    Defender esta excrecência que fere direitos de toda a ordem, alimentava com bilhões uma sangrenta ditadura comunista e expõe a população à sérios riscos, pois eles não foram avaliados e não tem registro nos CREM, é absolutamente imoral e vergonhoso.

    Não faltarão médicos de verdade se o governo der condições de trabalho e salários dignos para os profissionais brasileiros.”

  4. O mais revoltante nessa história vergonhosa do + Médicos foi a conivência do STF que de forma totalmente irresponsável determinou que esses “médicos” não precisariam passar pelo Revalida.

    O novo Congresso precisa enquadrar e limitar este Tribunal de exceção o maior inimigo do povo brasileiro.

  5. A saúde e apenas um setor da total desorganizaçao do país. Tudo aqui é avacalhado, sem rumo, improvisado, confuso, etc…

    De l945 em diante, todos os ministros da fazenda e diretores do banco central, estavam vinculados aos grandes banquueiros internacionais. Todos eles com teorias econômicas fantásticas, voltadas para o pagamento de juros. Nos subjugam , para levar nossas riquezas naturais e as grandes safras agicolas. Tudo de graça.

    É muita esculhambaçao, trazerem 8 mil médicos ( médicos?…) cubanos , pagam somente 25% do salario combinado, ficando com 75% de seus rendimentos. Quem conhece o PT, sabe que a propina é sagrada.

    Minha intençáo, era nunca mais votar. Abdiquei de minha desesperança e compareci para votar em Bolsonaro. Está parecendo que acontecerá igual à primeira vez em que votei – em Jánio Quadros – Aliás, não votei, caguei na urna.

    Será que dei outra cagada?

  6. Certa feita o nosso eminente advogado e articulista, dr.Béja, reclamou de Merval Pereira, que havia usado um texto seu e sequer disse a fonte!

    Pois ouso dizer que, Merval, além de ler a TI, COPIA, sim, alguns comentários, passa uma maquiagem, e assina como se fosse dele!

    O artigo em tela, na sua essência, tem sido escrito por mim há dias!

    Plano de Carreira para os médicos;
    O interesse FALSO das prefeituras nos médicos cubanos porque é a União que os remunera;
    Por que não oferecer as mesmas condições aos médicos brasileiros?
    O interesse do PT em enviar dinheiro para Cuba, usando pessoas como escravas de uma tirania;
    Merval está com falta de ideias!

    Enfim, observando pelo lado positivo, sempre será uma honra que os comentaristas deste blog sejam utilizados em seus registros por jornalistas conhecidos, afora pertencerem à nossa Academia de Letras.

    Todavia, Merval tem sido useiro e vezeiro em pesquisar na TI assuntos para seus artigos, porém sendo muito mal agradecido em não citar o blog, de modo que eu não diga que o “global” seja mau caráter!

  7. Recebi de uma amiga uma mensagem pelo WhatsApp e resolvi conferir no site do Conselho Federal de Medicina.
    E essa mensagem que me foi por ela enviada é um artigo publicado no Conselho Federal.
    Bem interessante esse artigo escrito por um médico perito do INSS.

    Mais Médicos – versão cubano-brasileira dos feldsher soviéticos
    Sex, 14 de Março de 2014 10:55
    Escrito por Francisco Cardoso*

    Na antiga União Soviética (URSS) existia uma figura no serviço público de saúde denominada “Feldsher”, ou Feldscher em alemão, cujo significado literal era “aparador do campo”. Os feldsher soviéticos eram profissionais da saúde, formados em “saúde básica”, que intermediavam o acesso do povo à medicina oficial, em especial nas áreas remotas, rurais e periferias soviéticas, sendo uma espécie de práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos em clínica, obstetrícia e cirurgia às populações dessas regiões.

    Sua inspiração e nome derivavam dos feldscher alemães que surgiram no século XV como operadores de saúde (cirurgiões barbeiros) e com o tempo se espalharam ao longo do que foi o império prussiano e territórios eslavos, compondo a linha de frente também nas forças militares, sendo uma espécie de força militar médica nesses exércitos eslavos e saxões. Em vários países foram adotados como profissionais da linha de frente, atuando sempre nos cuidados básicos e em alguns casos chegando a se especializar em alguma prática específica, como optometria, dentista e otorrinolaringologia. Na Rússia começaram a se popularizar a partir do século XVIII.

    Diferentemente dos médicos, os feldsher possuíam uma formação mais curta e limitada. A duração do curso era em 4 anos e envolvia basicamente treinamento em ciências básicas e treinamento simples em ciências médicas clínicas, em especial medicina interna, serviço de ambulância e emergência pré-hospitalar e sempre tinha um espaço para treinamento militar, em campo de treinamento do exército, pois os feldsher estavam na linha de frente da nação, nas fronteiras. Eram 8 anos de colégio mais 4 em treinamento prático, considerados, portanto de nível técnico. Era um treinamento um pouco melhor que a de enfermeira, cujo foco era mais os cuidados básicos de saúde e técnicas/procedimentos de enfermagem.
    Os médicos soviéticos, ao contrário, levavam pelo menos 10 anos de colégio mais 7 anos de faculdade com carga horária total pelo menos duas vezes maior (estudavam todos os sábados). Apesar do tamanho valor de formação, seus salários eram ridículos, pois o regime socialista os considerava “servos do povo”.

    O sistema cubano de ensino médico reproduziu, a partir do encampamento da Revolução Cubana pela URSS em 1961, esse sistema de formação em saúde. Os médicos cubanos, de verdade, ficam lá em Cuba, em sua maioria. O que Cuba “fabrica” aos milhares, todos os anos, com projetos como a ELAM e demais faculdades, em cursos de 4 anos, não são nada além da versão cubana dos “feldsher” soviéticos. São paramédicos treinados para atuar em linha de guerra, campos remotos e áreas desprovidas em geral.

    A diferença é que Cuba “chama” esses feldsher de “médicos”, inflando artificialmente a sua população de médicos. Com essa jogada, Cuba possui um dos maiores índices de médicos por habitante do planeta. E isso permitiu outra coisa ao regime cubano: Usar esses feldsher como agentes de propaganda de sua revolução e seus interesses não apenas dentro, mas fora de seu território.

    Ao longo de décadas o regime cubano vem fazendo uso do empréstimo de mão-de-obra técnica, paramédica, porém “vendida” como médica, para centenas de países a um custo bilionário que fica todo com o regime cubano. Literalmente, como na URSS, os feldsher são “servos do povo” (no caso, leia-se “povo” como Partido Comunista de Cuba).

    Recentemente a presidente Dilma lançou um demagógico e absurdo projeto de “resgate da saúde” do povo brasileiro às custas apenas da presença de “médicos” em locais desprovidos do mesmo, aliás, por culpa do próprio governo.

    Ao invés de pegar os médicos nacionais, recém-formados ou interessados, e criar uma carreira pública no SUS e solidificar a presença do médico nesses povoados, ela resolveu importar feldsher cubanos a um preço caríssimo, travestidos de médicos, ao que seu marketing chamou de “Mais Médicos”. Diante da recusa inicial, simulou-se uma seleção de nacionais, dificultada ao extremo pelo governo, para depois chamar os feldsher.

    O objetivo aqui é claro: O alinhamento ideológico entre os regimes, o uso de “servos do povo” para fazer propaganda do governo, encher o bolso dos amigos cubanos de dinheiro e evitar a criação de uma carreira pública que poderia ser crítica e demandadora de recursos. Como não podiam se assumir como fedlsher, jogaram um jaleco, os chamaram de médicos e os colocaram para atuar como médicos de verdade.

    Por isso as cubanadas não param de crescer. Por isso os erros bizarros, os pânicos diante de pacientes sintomáticos. Os cubanos não são médicos, são feldsher – agentes políticos com treinamento prático em saúde – que vieram ao Brasil cumprir uma agenda política e, segundo alguns, eventualmente até mesmo militar.

    São paramédicos. Isso explica as “cubanadas”. Se houvesse decência no Ministério do senhor Padilha, ele retiraria o termo “médico” desse programa, e seria mais honesto. Mas honesto não ganha eleição nesse país.

    * É médico perito previdenciário em São Paulo.

    AS ORIGENS DOS “MÉDICOS” CUBANOS

    Na antiga União Soviética (URSS) existia uma figura no serviço público de saúde denominada “Feldsher”, ou Feldscher em alemão, cujo significado literal era “aparador do campo”. Os feldsher soviéticos eram profissionais da saúde, formados em “saúde básica”, que intermediavam o acesso do povo à medicina oficial, em especial nas áreas remotas, rurais e periferias soviéticas, sendo uma espécie de práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos em clínica, obstetrícia e cirurgia às populações dessas regiões.

    Sua inspiração e nome derivavam dos feldscher alemães que surgiram no século XV como operadores de saúde (cirurgiões barbeiros) e com o tempo se espalharam ao longo do que foi o império prussiano e territórios eslavos, compondo a linha de frente também nas forças militares, sendo uma espécie de força militar médica nesses exércitos eslavos e saxões.

    Em vários países foram adotados como profissionais da linha de frente, atuando sempre nos cuidados básicos e em alguns casos chegando a se especializar em alguma prática específica, como optometria, dentista e otorrinolaringologia. Na Rússia começaram a se popularizar a partir do século XVIII.

    Diferentemente dos médicos, os feldsher possuíam uma formação mais curta e limitada. A duração do curso era de 4 anos e envolvia basicamente treinamento em ciências básicas e treinamento simples em ciências médicas clínicas, em especial medicina interna, serviço de ambulância e emergência pré-hospitalar e sempre tinha um espaço para treinamento militar, em campo de treinamento do exército, pois os feldsher estavam na linha de frente da nação, nas fronteiras.

    Eram 8 anos de colégio mais 4 em treinamento prático, considerados, portanto de nível técnico. Era um treinamento um pouco melhor que a de enfermeira, cujo foco era mais os cuidados básicos de saúde e técnicas/procedimentos de enfermagem.

    Os médicos soviéticos, ao contrário, levavam pelo menos 10 anos de colégio mais 7 anos de faculdade com carga horária total pelo menos duas vezes maior (estudavam todos os sábados). Apesar do tamanho valor de formação, seus salários eram ridículos, pois o regime socialista os considerava “servos do povo”.

    O sistema cubano de ensino médico reproduziu, a partir do encampamento da Revolução Cubana pela URSS em 1961, esse sistema de formação em saúde. Os médicos cubanos, de verdade, ficam lá em Cuba, em sua maioria. O que Cuba “fabrica” aos milhares, todos os anos, com projetos como a ELAM e demais faculdades, em cursos de 4 anos, não são nada além da versão cubana dos “feldsher” soviéticos. São paramédicos treinados para atuar em linha de guerra, campos remotos e áreas desprovidas em geral.

    A diferença é que Cuba “chama” esses feldsher de “médicos”, inflando artificialmente a sua população de médicos. Com essa jogada, Cuba possui um dos maiores índices de médicos por habitante do planeta. E isso permitiu outra coisa ao regime cubano: usar esses feldsher como agentes de propaganda de sua revolução e seus interesses não apenas dentro, mas fora de seu território.

    Ao longo de décadas o regime cubano vem fazendo uso do empréstimo de mão-de-obra técnica, paramédica, porém “vendida” como médica, para centenas de países a um custo bilionário que fica todo com o regime cubano. Literalmente, como na URSS, os feldsher são “servos do povo” (no caso, leia-se “povo” como Partido Comunista de Cuba).

    Recentemente a presidente Dilma lançou um demagógico e absurdo projeto de “resgate da saúde” do povo brasileiro às custas apenas da presença de “médicos” em locais desprovidos dos mesmos, aliás, por culpa do próprio governo.

    Em vez de pegar os médicos nacionais, recém-formados ou interessados, e criar uma carreira pública no SUS e solidificar a presença do médico nesses povoados, ela resolveu importar feldsher cubanos a um preço altíssimo, travestidos de médicos, ao que seu marketing chamou de “Mais Médicos”. Diante da recusa inicial, simulou-se uma seleção de nacionais, dificultada ao extremo pelo governo, para depois chamar os feldsher.

    O objetivo aqui é claro: o alinhamento ideológico entre os regimes, o uso de “servos do povo” para fazer propaganda do governo, encher o bolso dos amigos cubanos de dinheiro e evitar a criação de uma carreira pública que poderia ser crítica e demandadora de recursos. Como não podiam se assumir como fedlsher, jogaram um jaleco, os chamaram de médicos e os colocaram para atuar como médicos de verdade.

    Por isso as cubanadas não param de crescer. Por isso os erros bizarros, os pânicos diante de pacientes sintomáticos. Os cubanos não são médicos, são feldsher – agentes políticos com treinamento prático em saúde – que vieram ao Brasil cumprir uma agenda política e, segundo alguns, eventualmente até mesmo militar.

    São paramédicos. Isso explica as “cubanadas”. Se houvesse decência no Ministério da Saúde da gestão petista, retirariam o termo “médico” desse programa e seria mais honesto. Mas honesto não ganha eleição nesse país.”

    Fonte: Portal do Conselho Federal de Medicina em http://portal.cfm.org.br

  8. Dr. Belem,

    Aplaudo a transcrição deste artigo.

    Pontual, adequado, oportuno, de modo a não deixar dúvidas quanto ao programa Mais Médicos, e a sua verdadeira intenção por parte do PT quando fez este acordo com Havana.

    A lamentar, a defesa que alguns colegas fazem desta “solução” sobre a saúde pública, em razão de que são mal informados e jamais se interessaram em analisar com mais detalhes esta vinda dos cubanos para o Brasil!

    Parabéns, dr. Belem.

    Um forte abraço.

    • Caro Francisco Bendl,
      Esse é o artigo escrito para o Conselho Federal de Medicina por um médico perito previdenciário a que alude Merval Pereira em seu artigo.
      Eu também te parabenizo pelos lúcidos comentários feitos sobre o assunto.

  9. Da minha parte eu não posso ter tido contato fora da TI com os artigos do Merval Pereira, pois não entro em nenhum site ligado às Organizações Globo.

    Inclusive deixei de assistir a GloboNews por problemas estomacais.

    Como disse o Carlos Newton, no meu caso, foi pura coincidência de idéias.

  10. Médicos temos e até em demasia. Com o fim dos “paramédicos” cubanos o Governo Federal devem empregar os médicos demitidos pelos prefeitos irresponsáveis. Então solução existe e está à mão, é só o MS não meter as mãos pelos pés e dar emprego para médicos sem emprego. E cobrar das prefeituras investimentos nos PS e US, dinheiro para isto também existe e muito .

  11. E extremamente mentirosa essa afirmação de lages que o médico não vai para localidades afastadas por temer se dar mal com falta de garantias do recebimento dos salários.
    Mesmo na seleção feita pelo Programa, que como se sabe as vagas são oferecidas, primeiro, à brasileiros não há quem se candidate.
    Como já falei antes. A questão é essas cidadezinhas sem estrutura não atraem médicos brasileiros pois estes não são atraídos pelas condições locais.
    O povo assistido dessas regiões são de baixa renda ou miseráveis mesmo. Não há, portanto, potenciais atendidos na rede particular ou plano de saúde – e médicos adoram abrir consultório particular e fazer renda extra, além de ir a eventos e se especializar.

    Uma medida é fazer o que o próprio programa Mais Médicos previa: a expansão dos cursos e residências médicas para regiões afastadas.

    A criação de um plano de carreira também seria solução mais rápida. Onde o médico novato seria alocado em localidades distantes e, conforme fosse surgindo vaga nos grandes centrou ou regiões de seu interesse, estas fossem preenchidas através de programa interno de remoção por antiguidade.

    Contudo, planos de carreira não são garantida de sucesso para medida que tem que ser tomada de imediato. Isso porque hoje já existem concursos e quando são chamados para localidades afastadas 60% desistem, segundo li num artigo de março.

  12. A afirmação de que são paramédicos e a colocação de dúvida no trabalho e práticas deve ser avaliado por quem tem competência: o Conselho Federal e o Ministérios Públicos!
    O convênio como seu deu entre dois países, a exigência de revalidação somente poderia surgir por aditivo. E se uma das partes não querem, então resta dar o ajuste por rescindido.

    • O CFM, a AMB e também os Conselhos Regionais de Medicina questionaram o ministro de Dilma, Alexandre Padilha, na época da implantação desse acordo IMUNDO com Cuba.

      Tais entidades de classe EXIGIAM que todos prestassem o REVALIDA, que tem condições de afirmar se a pessoa é ou não alguém minimamente capacitada para “ser médica”.

      O governo brasileiro da época usou TODO o seu poder de império para passar por cima dessas entidades.

      Lembro-me muito bem da declaração do ministro Padilha:

      – Nosso programa tem segurança jurídica!

      Pois é, não tinha segurança jurídica, mas o governo Dilma ganhou “no grito” a questão!

      Agora Bolsonaro precisa OBRIGATORIAMENTE acabar com essa imundície entre nossa país e a ditadura cubana.

      • A questão de prestar ou não o revalida deve ser visto sob o prisma do direito comparado.
        Um médico, um engenheiro, um advogado brasileiro poderiam desempenhar suas atividades em Cuba? – Se sim, há então reciprocidade. Caso exista um acordo, ou, ainda, um precedente que seja, a outra parte pode decidir pelo critério de reciprocidade, sem revalidação de diploma. Isso é mais comum entre países de língua portuguesa, mas também ocorre nas Américas.
        Outra coisa que o desavisado pensa, que entidades de classes são maravilhosas. Não são. Cada uma querendo defender os seus. A OAB então…
        E como disse, o Conselho Federal de Medicina tem poderes para questionar o ato, a prática de um médico seja qual nacionalidade ele tenha, no exercício da medicina em qualquer lugar do país. Se não o fez, mas sim genericamente, e não denunciou um ato sequer de profissional, é porque não tem argumentos.

      • Vamos então submeter a todos os médicos, inclusive formados no Brasil, a um Exame Nacional como a OAB faz, pois o que temos aqui de brasileiros prestando um péssimo atendimento, casos e mais casos de erros médicos não está para brincadeira.
        – Ainda não vi alegação de erro médico sobre um profissional cubano que atenda no Programa Mais Médicos.

  13. Caracteriza-se a situação análoga a escravidão naqueles casos vários comprovados onde o trabalhador tem sua liberdade cerceada. Permanece atrelado a uma dívida, tem seus documentos retidos, especialmente quando trabalha em lugares geograficamente isolados, propriedades rurais – muitas pertencentes a políticos.

    O artigo 149 do CP considera o trabalho em condições análogas as de escravo aquelas situações segundo quatro condutas específicas:
    a) sujeição da vítima a trabalhos forçados
    b) jornada exaustiva
    c) sujeição da vítima a condições degradantes
    d) restrição de qualquer meio de locomoção da vítima em razão de dívida contraída com empregador ou preposto

  14. Os comentários do leão furioso da montanha, são pertinentes.

    Quanto ao Merval Pereira,té hoje não sei qual o motivo dele ser da Academia Brasileira de Letras.

    Abraços.

  15. Ora senhor Eduardo, o que se esperar do STF, supremo tribunal falacioso, nada, aliás muita porcaria.

    Senhor Sapo de Toga, o vampiro, mais conhecido como Temer, não tem c….lhões, para vetar o aumento dos famigerados.
    Quem tem, tem medo……

  16. Esse “Mais Médicos” também serviu para que a ditadura cubana faturasse com o aluguel de seus médicos escravos.

    Não havia critério algum para a distribuição dos médicos cubanos pelos municípios brasileiros.

    Pensam alguns que eles foram para as regiões mais carentes ou mais distantes, onde médicos brasileiros não iriam.

    Mas é MENTIRA!

    Há médicos cubanos em municípios brasileiros ricos, como por exemplo:

    – Ponta Grossa-PR;
    – Brusque-SC;
    – Maringá-PR;
    – Pinhais-PR
    – Rio de Janeiro-RJ.

    Isso mesmo, até na SEGUNDA maior cidade brasileira (onde há um imenso número de médicos brasileiros) foram lotados médicos cubanos em clínicas da família!

    Eu trabalho na gestão em saúde pública de um município brasileiro, e portanto não estou inventando nada.

    De qualquer forma, há vários portais de transparência (sites) das prefeituras de diversos municípios brasileiros que podem ser consultados, para pesquisas nesse sentido.

  17. Em 2017 o jornalista Felipe Moura Brasil escreveu um artigo contendo uma entrevista que fez com um “médico” cubano, a trabalho no “Mais Médicos”, no Brasil.

    LINK: https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/escravo-cubano-do-8220-mais-medicos-8221-fala-ao-blog-sobre-sequestro-de-parentes-e-ameacas-dos-vigias-da-ditadura-8220-somos-tratados-como-propriedade-do-governo-8221/?fbclid=IwAR0dUjHJQs8rsdzMokNBkIa4FKWx814K05HJwGJcDko6jg80pqK_Dv282fs

    Segue abaixo a transcrição da mesma. Mas por motivos óbvios ele não pôde revelar o nome do profissional:

    “Se a família não voltasse em 30 dias, os médicos seriam desligados. Deram uma data até 31 de janeiro [mas a notícia vazou]. Até agora não fomos expulsos, mas ainda estamos esperando.”

    “Temos vários assessores que trabalharam para o governo de Cuba. Quando Cuba precisa ameaçar, eles nos ameaçam. Eles ganham um salário muito superior ao nosso, que é repassado a eles do nosso salário.”

    “Os vigias estão ganhando cerca de 5.600 reais. Somos nós quem trabalhamos, eles só estão aqui para controlar os médicos cubanos.”

    “Como todas as pessoas estão denunciando, eles estão ameaçando menos, mas sugerem de uma forma delicada que podemos ser desligados do programa. Tudo que eles falam para nós é muito amável, mas há sempre uma ameaça por trás. Sempre vem uma ameaça ao final.”

    “Eles defendem os interesses do governo cubano. Somos tratados como se fôssemos propriedade do governo e, se falamos algo, somos deportados para Cuba.”

    “Aqui no Brasil temos muitas dificuldades. Trabalhamos em condições que às vezes não dão privacidade, não tem recusos no hospital, faltam remédios e ambulâncias, os remédios no Brasil são muito caros. Não temos muitas vezes como lavar as mãos.”

    “Tinham nos dito em Cuba que ‘com 50 reais, um médico se alimenta por uma semana no Brasil’. Quando chegamos, vimos que não era assim.”

    “Também disseram que a casa seria confortável, outra mentira. Moramos em casas sem cadeira, sem mesa. Quando a cama quebra, temos de dormir no chão.”

    “Não temos outra escolha. Se você não assina o contrato do programa, você fica em Cuba trabalhando de segunda a sábado, de 8 da manhã às 7 da noite, ganhando o equivalente a 25 dólares mensais. É obrigatório fazer plantão de graça. Trabalhamos 50 horas semanais em Cuba. Se você compra um par de sapato, uma calça, o dinheiro já não dá para a alimentação. Então é muito difícil.”

    “O tratamento do governo cubano aos seus médicos é de escravo. Não temos direito a nada.”

    “Um médico que trabalha em Cuba só pode sair do país com autorização do governo. O dinheiro é um salário X. Se o dólar sobe, nós continuamos ganhando o mesmo dinheiro. Ganhamos a mesma quantidade, mesmo com a inflação.”

    “Nós, médicos que trabalhamos fora de Cuba, sustentamos a economia do país. O governo depende de nós.”

    “Castro é um grande ditador. Estar há mais de 50 anos no governo mostra isso.”

    “Eles dizem que é um governo popular. É mentira. A população não vota para presidente, vota para prefeito, que vota para governador estadual, que vota para presidente. Mas não é direto.”

    “É uma ditadura. Se você não pode falar, não tem direito a falar livremente, trabalhar onde quer, sair do país para conhecer outros, é uma ditadura.”

  18. Esse cara é um oligofrênico. Na hora H de ir atender os índios e os pobres necessitados em troca de um salário não compensador, esse 8 mil médicos brasileiros que se inscreveram vão desistir na mesma hora. Ou alguém acha que vão sair dos grandes centros para atender os carentes onde o diabo perdeu as botas? Só se for muito idiota. E o cara fala em carreira de Estado! A política daqui por diante vai ser a de privatizar o pouco de saúde pública que ainda temos e entregar tudo ao mercado. Vai privatizar até a Fundação Osvaldo Cruz!

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