Mais novo auxiliar palaciano ganha a confiança de Bolsonaro nos pronunciamentos da crise

Sérgio Lima, marqueteiro do Bolsonaro Foto: Renato Pizzutto / Agência O Globo

Lima é filho de um amigo de Bolsonaro e já entrou na equipe

Naira Trindade
O Globo

Amparado nos conselhos ideológicos do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e na postura moderada dos ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o presidente Jair Bolsonaro ganhou nos últimos dias mais um aliado para auxiliar na construção de seus pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão sobre o novo coronavírus.

Marqueteiro do Aliança, partido que o presidente pretende criar, o publicitário autodidata Sérgio Lima passou a participar nas últimas duas semanas das agendas internas no Palácio do Planalto, ganhando a confiança do presidente e de seus assessores.

PEGOU O VÍRUS – Lima foi um dos integrantes da comitiva presidencial que esteve nos Estados Unidos no mês passado e acabou contaminado pela Covid-19. Após ter se curado da doença, passou a circular de forma frequente pelo prédio onde trabalha o presidente.

Interlocutores de Bolsonaro reconhecem as digitais do publicitário em palavras-chave usadas nos dois últimos pronunciamentos. Menos radicais, os discursos tentaram desviar um pouco o foco da crise política entre o presidente e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

No primeiro texto que contou com a ajuda do publicitário, Bolsonaro inclusive defendeu Mandetta. Na semana passada, porém, o ministro não foi mencionado e o presidente defendeu a volta ao trabalho e o uso da cloroquina para tratamento da doença, pontos de divergência entre o presidente e Mandetta.

REUNIÃO POLÊMICA – Aliados do governo afirmam ter partido de Sérgio Lima e da advogada Karina Kufa, tesoureira do Aliança, a ideia de organizar uma reunião com médicos intensivistas para orientar o presidente sobre como conduzir o enfrentamento do novo coronavírus. O encontro acabou em polêmica após Mandetta não ter sido convidado.

Filho de um militar que se graduou na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), na mesma turma de Jair Bolsonaro, em 1977, o especialista em comunicação digital se aproximou do presidente após elaborar um aplicativo de celular para coletar as assinaturas de criação do Aliança.

ALMOÇO IMPORTANTE – Sérgio Lima participou de um almoço na segunda-feira no Palácio da Alvorada com o ex-ministro Osmar Terra, a médica Nise Yamaguchi, e o quarteto da ala militar do Planalto: Braga Netto, Luiz Eduardo Ramos, Augusto Heleno (GSI) e Jorge Oliveira.

Nesse encontro, ficou evidente a irritação da ala militar com a “indisciplina” de Mandetta e saiu a decisão de se elaborar um ato de exoneração do ministro. Uma reunião com toda a equipe de Bolsonaro no fim do dia, porém, terminou com a decisão do presidente de manter o titular da Saúde.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria necessita de tradução simultânea. A repórter foi usada pelo “entrevistado”, que lhe passou informações manipuladas. Não foi na reunião da segunda-feira que “saiu a decisão de se elaborar um ato de exoneração do ministro”. Na verdade, a decisão foi do próprio Bolsonaro, a equipe apenas discutiu com o marqueteiro a melhor forma de concretizar a demissão, com o mínimo de reação negativa. No entanto, antes da reunião ministerial, Bolsonaro recebeu a ordem de não efetivar a demissão. Eu disse “recebeu a ordem”, e foi isso o que aconteceu. (C.N.)

9 thoughts on “Mais novo auxiliar palaciano ganha a confiança de Bolsonaro nos pronunciamentos da crise

  1. Enquanto o tititi corre solto, “Abrace um chinês”!
    https://youtu.be/mNMdg4morQs

    Vamos copiar o prefeito Nardella de Firenze?
    Será que o Tedros apoia?

    CGTN pertencente ao grupo estatal China Global Television Network, que faz parte do China Media Group (aquele da Band!), com sede em Pequim e sob o controle do Departamento de Publicidade do Partido Comunista da China.

  2. boa tarde.
    Qdo um presidente não é respeitado pelo seu povo,
    legitimamente eleito pela maioria. É um povo que deveria ser dizimado e tomado por uma nação que respeite a constituição. Inclusive este que vos fala.
    Paz, saúde e respeito a carta mágna.

    • Não tô nem aí pro presidente. Apenas torço para seu governo funcione e com isso o país melhore. Como faço com todos os governos.

      Ao contrário dos fanáticos e da esquerda, eu penso no povo e não me filio a nenhum partido.

      Se acaso este governo, avaliado todas condições que teve que enfrentar, se sair mal, votaremos em outro candidato a presidente em 2022, conforme dos ditames da democracia.

      Por falar nela, democracia, editor, procure repassar matérias sérias ao invés das costumeiras que infestou o blog, sempre na base da fofoca.

  3. A presidência deveria ser extinta, o país deveria ser governado por jornalistas autodidatas ou não.
    Considere-se ainda que os da Globo, Folha e Estadão, teriam um peso maior.
    Com a exceção de Cuba, Coreia do Norte e Russia, todas as outra nações do mundo seriam bafejadas com essa solução miraculosa.

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