Mais um Acordo Ortográfico? Era só que faltava…

 

Antonio Rocha

Em 2008 o presidente Lula assinou o Acordo Ortográfico entre os países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste.

Entrou em vigor no ano seguinte, estando inicialmente prevista a obrigatoriedade para 2013. Mas a presidenta Dilma decretou que a nova data de obrigatoriedade seria em 2016.

Há vozes discordantes em Portugal e outros países.

No mês passado, a revista Língua Portuguesa, nº 107, pág. 41, ( www.revistalingua.com.br) informou que “a Comissão de Educação do Senado quer alterar a ortografia no Brasil, por meio de um novo projeto de Lei a ser apresentado em meados de 2015”.

Há um “grupo técnico trabalhando”. Veja a seguir algumas sugestões. Na coluna da esquerda a forma atual e na coluna da direita “se aprovado o projeto”:

Analisar   –   Analizar
Base         –   Baze
Blusa       –   Bluza
Brasília     –   Brazília
Chá           –   Xá
Chave       –   Xave
Exemplo   –   Ezemplo
Êxito         –   Êzito
Exigente   –   Ezigente
Exame       –   Ezame
Existir       –     Ezistir
Homem     –     Omem
Humor       –     Umor
Guerra       –     Gerra
Guitarra     –     Gitarra
Macho       –     Maxo
Música       –       Múzica
Meses       –    =  Mezes
Deuses     –     Deuzes
Pegajoso   –    Pegajozo

Vamos aguardar os desdobramentos…

 

 

14 thoughts on “Mais um Acordo Ortográfico? Era só que faltava…

  1. Muito boa, Guilherme Almeida. Concordo que as sílabas que tem o som do Z, deve-se usar o Z:
    as que tiverem o som de X, deve-se usar o X. O ideal de uma ortografia é escrever como se pronuncia, é mais lógico e fácil.

  2. Não respeito “otoridade” semianalfabeta (Lula) ou analfabeta funcional (Dilma, Haddad). Continuo escrevendo conforme aprendi no colégio: com trema, hífen e tudo mais. Pro inferno essas reformas e seus adeptos!

  3. A questão das reformas ortográficas é que elas têm um objetivo final: tornar todos os livros existentes obsoletos. Podemos até manter os livros antigos mas aqueles destinados a educação deverão ser re-escritos e quanto isto significa em faturamento?
    A última reforma só foi aplicada no Brasil, porque os portugueses não a aceitaram até porque as duas línguas estão tão diferentes que não se justifica mais uma unificação.
    A proposta atual segue o Lullez que é a língua que a Globo tem usado em suas novelas e que muitos jornais já utilizam em suas edições diárias.
    E, com o advento da internet e a escrita sendo usada como no tempo dos “telegramas” quando o valor do som se sobrepõe ao valor do texto, voltamos ao tempo dos macacos.

  4. Mas desde quando um presidente impõe com a sua assinatura uma forma de escrever e de ler? Outra coisa: eu sou a minha língua que determina como penso embora não determinando o que penso. Acha alguém aí que o cefalópode pode determinar o que eu penso? Como assim?

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