Mais um diretor é afastado no Ministério dos Transportes, porque a mulher (por mera coincidência) é dona de uma empreiteira.

Carlos Newton

Em meio ao novo escândalo nos Transportes, com a descoberta do funcionário-fantasma Frederico Dias, que assessorava o diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), Luiz Antonio Pagot, o novo ministro Paulo Sérgio Passos anunciou hoje o afastamento do diretor-executivo do Henrique Sadok de Sá.

Sadok, veterano dos tempos da corrupção no antigo DNER, acumulava o cargo de diretor-geral interino do órgão desde que Luiz Antonio Pagot foi afastado, suspeito de envolvimento em um esquema de irregularidades em contratos.

Já Sadok foi afastado temporariamente depois que o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou que sua mulher, Ana Paula Batista Araújo, dona da Construtora Araújo Ltda, assinou contrato no valor de R$ 18 milhões entre 2006 e 2011, para a realização de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433.

O diretor não foi demitido, mas uma comissão de processo administrativo disciplinar foi instaurada para apurar as denúncias. Ao jornal, Sadok confirmou que vive com Ana Paula há quatro anos, mas negou que tenha interferido nos negócios dela com o DNIT. Sadok afirmou ainda que era tudo coincidência e os contratos da Construtora Araújo Ltda vinham sendo feitos diretamente com o governo de Roraima, que, por sua vez, assinava convênios com o DNIT por meio de licitações.

Hoje, também circulou a notícia de que Frederico Augusto de Oliveira Dias, o “boy” de Pagot, também não ocupa mais o cargo-fantasma no órgão, segundo informou o Ministério dos Transportes. A saída de Dias ocorre após reportagens do Correio Braziliense e da Folha de S. Paulo mostrarem que ele atuava como assessor da diretoria-geral em reuniões com prefeitos e autoridades, apesar de nunca ter sido nomeado pelo governo, vejam só a audácia dessa quadrilha.

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