Mais um escndalo no Judicirio. Desta vez, no Tribunal de Justia de Minas, com favorecimentos na promoo a desembargador.

Carlos Newton

Comeam a aparecer mais podres do Judicirio, denunciados pelos prprios juzes. Segundo a Associao Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages), o Tribunal de Justia de Minas Gerais privilegiou parentes de desembargadores e ex-dirigentes de outra entidade de classe, em detrimento de juzes mais antigos. Entre os beneficiados esto justamente juzes que hoje atacam durante o Conselho Nacional de Justia, vejam s que coincidncia.

O que acontece na realidade que Conselho Nacional de Justia, em funo da gravssima denncia da Anamages, est julgando o pedido de anulao das promoes de 17 juzes ao cargo de desembargador do Tribunal de Justia de Minas Gerais, entre 2006 e 2009.

Segundo a denncia dos juzes, alm de no observar critrios como antiguidade e produtividade, o Tribunal sequer publicou as decises em edital. Entre os promovidos irregularmente a desembargador esto Nelson Missias, atual secretrio-geral da Associao dos Magistrados Brasileiros (AMB), e Doorgal Andrada, ex-vice-presidente da entidade, que por coincidncia est movendo a ao no Supremo Tribunal Federal para reduzir os poderes de investigao do Conselho Nacional de Justia.

Ao ser promovido, Missias era o 46 na lista de antiguidade. Andrada, o 41. Agora, apanhado em flagrante, Missias v uma “trama” da Anamages e diz que o rgo “no tem credibilidade e legitimidade para questionar promoes”. J Andrada mais cauteloso e afirma que aquilo que o CNJ decidir, eu vou aplaudir”.

Quanto ao Tribunal de Justia de Minas, que nem tem como se defender, a presidncia j informou que “vai aguardar a deciso do CNJ e cumprir o que for determinado”.

Por tudo isso, quando se diz aqui no Blog que o Judicirio um poder apodrecido, no aparece uma s viva alma para contestar.

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