Mais uma quadrilha organizada envergonha os dignos policiais

Milton Corrêa da Costa

Mais um lamentável desvio de conduta, de suma gravidade, cometido por uma quadrilha de bandidos uniformizados. Alguns policiais militares, do 7o Batalhão de Polícia Militar, de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, estão sendo procurados por diferentes órgãos policiais para serem presos sob acusação (pasmem) de venderem a liberdade de traficantes onde até uma tabela, dependendo do grau ‘hierárquico’ ocupado pelo marginal na facção do banditismo, era utilizada pelos traidores agentes da lei para se locupletarem.

Enquanto dignos integrantes da corporação, com o risco da própria vida, numa função de natureza estressante, doam o seu sangue em defesa da sociedade, como protagonistas de uma violenta, preocupante e permanente guerra urbana, com referenciais de conduta exemplar, como no caso da prisão do traficante Nem, outros policiais militares, pela fraqueza moral, se vendem e negociam “arrego” com traficantes, como autênticos traidores da sociedade a quem juraram um dia defender com o sacrifício da própria vida. Não aviltá-la.

Tais pseudos policiais, numa autêntica quadrilha uniformizada, trairam a sociedade e o fizeram escudados no poder de polícia, lhes conferido pelo Estado para defesa dos concidadãos, agindo em benefício pecuniário próprio, cometendo assim gravíssimo e desabonador desvio de conduta. Esqueceram-se do período de formação que lhes ensinara que a probidade, o respeito à lei e a proteção ao cidadão são os referenciais indispensáveis aos policiais verdadeiramente vocacionados.

Um golpe baixo desferido por quem deveria servir e proteger. A sociedade quer e precisa confiar em sua polícia, e a PM do Rio hoje caminha para um novo referencial do qual não se pode mais se afastar. O referencial de uma polícia democrática, cidadã, parceira e sobretudo confiável, a exemplo do policiamento das UPPs. Aos inimigos desta nova doutrina resta o rigor da lei e o repúdio de toda a sociedade. Ou se é policial ou se é bandido. Não há meio termo.

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