Major Olímpio chama Flávio de ‘bandido’ e diz que Bolsonaro tenta proteger o filho

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Decepcionado, o senador anuncia que abandonará a política

Pedro Venceslau e Marcelo Godoy
Estadão

Eleito em 2018 com mais de 9 milhões de votos, o senador Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado, disse nessa terça-feira, 26, que está sendo pressionados por colegas da Polícia Militar a ter “lealdade cega” ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e que por isso decidiu abandonar a política após o fim de seu mandato, que termina em 2026. O senador afirmou que Bolsonaro rompeu com ele “de forma pessoal” para “proteger filho bandido”.

“Todo mundo sabe que meu sonho era disputar o governo em 2022, mas estou fora. Não quero mais me candidatar. Estou enojado com essa situação. Policiais militares estão me cobrando lealdade cega ao presidente. Me chamaram de traíra. Não sou traíra. Quem está desviando conduta é o presidente”, disse Olímpio ao Estadão.

CONVERSA PRIVADA – A indignação do senador, que foi eleito na esteira do bolsonarismo, se difundiu entre policiais após Olímpio responder o áudio de um colega que o procurou (ouça abaixo). “Era um conversa privada, mas ele resolveu dar publicidade”, disse o parlamentar. Olímpio preferiu não revelar o nome do colega, que na gravação é chamado de Azevedo. O senador ingressou na Polícia Militar há 42 anos e entrou na política tendo como base a categoria.

O motivo com do rompimento com Bolsonaro, diz Olímpio, foi o fato de ele ter sido um dos senadores que assinaram a CPI do Lava Toga.  “Quem se desviou foi o presidente (Bolsonaro), que não quis que eu assinasse a CPI da Lava Toga para proteger filho bandido. Eu não tenho bandido de estimação”, disse o senador na gravação.

ACORDO COM CENTRÃO – “Isso de palavrão em reunião (ministerial) é besteira. Estou enojado mesmo é com o comportamentos que ele adotou e vem adotando. Adotou comigo. Essa negociação com o Centrão por cargo. Essa safadeza que nós tanto lutamos contra. Não quero mais disputar eleição para nada. Estou pendurando as chuteiras. Procurem um novo representante. Não sou gado humano”, acrescentou o parlamentar na gravação.

Na época, Flávio Bolsonaro, que hoje está no Republicanos, foi o único dos quatro senadores do PSL que não assinou a petição pela abertura da comissão. A CPI era defendida principalmente por parlamentares classificados como “lavajatistas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No caso, os eleitores devem constatar quem foi que mudou de postura – se foi o Major Olímpio ou o próprio Bolsonaro. (C.N.)

5 thoughts on “Major Olímpio chama Flávio de ‘bandido’ e diz que Bolsonaro tenta proteger o filho

  1. “Flávio Bolsonaro foi o senador mais votado em 74 das 76 seções eleitorais da região de Rio das Pedras, marcada pela presença das milícias e que tinha como um dos principais líderes o ex-policial Adriano Magalhães da Nóbrega, cuja mãe e esposa trabalharam no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.” (Valor Econômico – 16/04/2019)

    Será que o major Olimpio falou alguma mentira sobre o Flávio Bolsonaro?

  2. A PGR que é o órgão fiscal da lei e dos órgãos públicos é comandada por pessoa nomeada fora da lista tríplice e única que detém legitimidade para denunciar o Presidente, assim como membros do 1º escalão do governo e parlamentares federais.

    A PF dirigida pelo amigo do amigo da família Bolsonaro.

    O Presidente do STJ e outros de seus ministros são simpáticos ao bolsonarismo.

    O Estado de Polícia Política está em andamento.

  3. O Weintrube cometeu um grave erro em sendo ministro ter dito publicamente o que pensava do STF. Mas convenhamos, quem já não disse a mesma coisa, quem não desejou que um meteorito caísse sobre aquela casa durante uma sessão plena?
    Relembremos: quem deu liberdade ao Dirceu durante a análise de um HC, quem votou contra a prisão em segunda instância por interpretar convenientemente o conceito de passado em julgado? Resposta: os ministros do STF! Eles e o Bolsonaro são os reponsáveis pela balbúrdia e o sofrimento do povo atualmente.

    • Amigo, qualquer de um de nós simples cidadãos, podemos dizer o que quisermos em relação ao governo e ao STF.
      Agora, o Ministro da Educação tem de ter compostura e é um servidor público!
      Pense nisso.
      Fallavena

  4. Rue, o fato real é que todas as instituições apodreceram não tem mais remendos.Temos população que construir novas formas de organização que atendam aos 99 por cento da população,a democracia burguesa faliu.

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