Manobras de Trump para mudar resultado da eleição não têm paralelo na História dos EUA

Donald Trump perde uma das ações abertas na Pensilvânia | Jovem Pan

Trump até agora não conseguiu provar as “ilegalidades”

David E. Sanger
New York Times

As tentativas do presidente Donald Trump de reverter o resultado das eleições de 2020 são sem precedentes na História americana. São também um uso ainda mais brutal de força política para conquistar a Casa Branca do que quando o Congresso deu a Rutherford Hayes a Presidência no século XIX, após a Guerra Civil Americana.

As chances de sucesso de Trump vão de remotas a impossíveis e são sinais claros de seu desespero depois que o presidente eleito, Joe Biden, ganhou por quase 6 milhões de votos — diferença que não para de crescer conforme a apuração caminha para seu final — e uma confortável margem de 36 votos no Colégio Eleitoral. Ainda assim, o mero fato de Trump tentar despertou alarme generalizado, até mesmo na campanha de Biden.

PRAZOS FATAIS – O atual presidente tem apenas semanas para fazer seus esforços derradeiros funcionarem: a maior parte dos estados em que precisa tirar votos de Biden devem certificar seus resultados nesta semana. O Colégio Eleitoral se reúne no dia 14 de dezembro, e os novos senadores e deputados tomarão posse dia 6 de janeiro.

Mesmo que Trump consiga, de algum modo, alterar estes votos, há outras salvaguardas — isto, evidentemente, assumindo que as pessoas em posição de poder para ativá-las não irão se curvar aos desejos presidenciais.

O que o atual presidente vem fazendo é, sob muitos aspectos, uma tentativa ainda maior de tomar o poder à força do que a ocorrida em 1876. Na ocasião, Hayes era governador de Ohio, e não presidente dos Estados Unidos. Quem ocupava a Casa Branca era Ulysses Grant e, quando Hayes ganhou — também por alterar o voto em três estados — ele ficou conhecido como “Senhor Fraudulento”.

CASOS DIFERENTES — ”Mas isso é muito pior” — disse Michael Beschloss, historiador presidencial e autor de “Os presidentes da guerra”. “No caso de Hayes, ambos os lados concordaram que os resultados em ao menos três estados estavam em disputa. Agora, nenhuma pessoa séria acredita que há um número suficiente de votos questionados que poderiam ter dado a vitória a Donald Trump.

Segundo o historiador, esta é uma “crise fabricada”: “É um presidente abusando de seus imensos poderes para permanecer no governo após o voto popular claramente rejeitar sua reeleição” — afirmou. “Era isso que muitos dos Pais Fundadores temiam”.

Trump já havia sinalizado esta estratégia durante a campanha. Em setembro, disse para participantes de um comício em Middletown, na Pensilvânia, que iria ganhar nas urnas, na Suprema Corte ou na Câmara — onde, pela 12ª emenda da Constituição, cada delegação tem direito a um voto na escolha do presidente em caso de impasse no Colégio Eleitoral (há 26 delegações dominadas por republicanos, mesmo que a Casa tenha maioria democrata).

PLANO B – Este é, claramente, o plano B depois do fracasso do plano A, uma estratégia legal improvisada para mudar o resultado das eleições ao invalidar cédulas eleitorais em estados-chave. Em estado após estado, os advogados do presidente foram motivo de piada nos tribunais, sem conseguir apresentar provas que sustentassem as alegações de fraude, cédulas falsificadas ou erros no software de máquinas de votação que poderiam, mesmo hipoteticamente, ter mudado ou apagado 2,7 milhões de votos.

Mesmo alguns entusiastas e ex-assessores antigos do presidente o abandonaram nesta cruzada, não raramente com zombarias sarcásticas. Um deles foi John Bolton, o terceiro conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca de Trump, demitido no ano passado.

O argumento básico deles é que isso foi uma conspiração tão vasta e tão bem-sucedida que não há qualquer evidência de que aconteceu — disse Bolton no domingo em uma entrevista ao programa This Week, no canal ABC. “Agora, se for verdade, quero muito saber quem foram as pessoas que conseguiram orquestrar isso. Precisamos contratá-las para a CIA”, ironizou.                  .

11 thoughts on “Manobras de Trump para mudar resultado da eleição não têm paralelo na História dos EUA

  1. SILÊNCIO de VLADIMIR PUTIN, quanto às Eleições nos EUA, Levanta Suspeitas!

    Para chegar à Casa Branca, Donald Trump teria recebido uma ajuda crucial do Serviço Secreto Russo – GRU; que dizem possuir os melhores Hackers dentre os seus congêneres pelo mundo afora.
    Nesta tentativa de reeleição, até então indefinida, Putin, a exemplo de Netanyahu e Bolsonaro, não estão mostrando-se satisfeitos com a confirmação em prol de Joe Biden. Como o Serviço de Inteligência da Rússia já deve conhecer as entranhas das instituições e empresas norte-americanas, suspeita-se que essa “ceterza” que Trump tanto alega ter, da existência de fraudes, esteja sendo sustentada por dados produzidos e repassados pelo o amigo Vladmir Putin, com uma ajudinha do Mossad israelense!
    Por outro lado, o inconformismo pela derrota nos EUA, pode abrir um precedente perigoso para a democracia mundial: Trump tenta arrastar as forças armadas para sua turra “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.
    Aqui na filial, com um pedigree abaixo, o nosso “cãomandante” foi mais proativo que o seu homólogo da matriz: mal pôs o pé no Palácio do Planalto, e já foi buscando nas FFAA uma massa para cimentar a sua vocação ditatorial. Mas prevaleceu, até o momento, a sensatez dos militares!
    O risco maior, hoje, é todos os lideres mundiais quererem imitar Vladmir Putin: dá uma esticadinha aqui; depois mais outra puxadinha, outra ……
    A fundamentação apresentada por aqueles que se julgam os resolutos do universo, é mais ou menos assim: ora, as nações apresentam problemas complexos que poderiam ameaçar todo o planeta, e que em quatro anos não seria suficiente para os mandatários das potências resolverem. No caso particular dos EUA, a prioridade seria manter no seu governo alguém capaz de barrar a China. Se fosse coberta de boa-fé, e voltada para o bem-estar da humanidade, até que se admitiria tal profilaxia.

  2. Boa noite , leitores (as):

    Senhores David E. Sanger (New York Times), Carlos Newton e Marcelo Copelli , a relutância do atual Presidente dos “USA” Donald Trump em reconhecer e aceitar a derrota para seu opositor Joe Biden , não tem nada á ver com questões ” POLÍTICAS PARTIDÁRIAS ” , mas sim , ” FAZENDÁRIA , FISCAL E LEGAL ” ,uma vez que ele em sua suprema arrogância ,presunção , insensatez , imprudência se gabou e vangloriou por não ter pago por mais de dez anos , um único centavo de ” IMPOSTO DE RENDA ” para o fisco local, e mesmo assim teve direito á restituição , só que ele tentou sair pela tangente no final do mês passado para o inicio desse mês , quando alegou que apenas usou as brechas das leis dos ” USA ” , tal como ocorre no Brasil , só que lá não cola , e todas pessoas envolvidas nessa trama e conspiração contra o ” FISCO LOCAL ” , serão pegos , se fosse no Brasil ele teria que dividir o produto de seus ” CRIMES FISCAIS ” , com boa parte dos membros do poder judiciário , principalmente dos tribunais superiores e supremo tribunal federal , através de advogados ” LARANJAS E AVIÕES ” , passando pelas grandes bancas de advogados e a própria ” OAB ” , como lavanderia de produtos dos mais diferentes crimes contra o Brasil e seu povo , isso é público e notório .

  3. Sinceramente,não entendo porque o editor Carlos Newton,com 76 anos de idade,advogado,uma vida dedicada ao jornalismo,
    usa essas fontes esquerdistas que desinformam as populações (todas) e,principalmente,em demonizar Donald Trump.

    PS-tenho vários casais gaúchos e mineiros que moram nos EUA (Miami,Virginia,Washington DC,
    Los Angeles/CA).O que me dizem,é que NUNCA
    VIRAM tamanha liderança de um presidente como Trump em mobilizar multidões por onde passou nos seus vários comícios.

    PS2-Eles não tem dúvida alguma que TRUMP venceu a eleição e que houve FRAUDE generalizada para forjar a vitória (inexistente) da dupla PedoJoe/Canalha Harris.

    PS3-Para que fique claro,os fraudadores da eleição (Socialistas,Obama,PedoJoe/Canalha Harris,grande imprensa,Big Techs (Google,Twitter,Facebook),globalistas pró-Nova Ordem MUndial,….,NÃO PASSARÃO IMPUNES.

    Ocorre que tem um cara macho chamado Donald Trump,não deixará barato essa fraude monumental.

    PS3-A melhor maneira de atestar isso.é o comunicado da secretária de comunicação da Casa Branca,Kayleich McEnamy,que disse,hoje:

    ” O CAMINHO DO PRESIDENTE TRUMP PARA A VITÓRIA É A SUPREMA CORTE,EXPONDO A FRAUDE ELEITORAL”.

    PS4-Aguardem o resultado e verão quem sairá por cima.

    PS5-Todas as provas (já existentes) da monumental FRAUDE ELEITORAL,tem que serem entregues a JUÍZES DA SUPREMA CORTE e não a ATIVISTAS ESQUERDISTAS TRAVESTIDOS DE JORNALISTAS.

    • Germani, guarde bem, guardado esse seu comentário e nos diga de novo no ano que vem…
      Até agora Trump não conseguiu virar nem uma votação nem provar nem uma fraude, três bancas de advogados pelo menos já desistiram de representá-lo em suas tentativas infantis de arguir fraude e tentar anular resultados.
      Nenhuma prova foi entregue a nenhum juiz (não estou falando de jornais) de nenhuma corte americana.
      https://www.nytimes.com/2020/11/10/us/politics/voting-fraud.html
      ou
      https://apnews.com/article/ap-explains-fail-prove-election-fraud-d0f13ae6ca370c8716706d3f7d85659e
      Mas não peço que acredite em mim. Apenas tenha um pouco de paciência…

      • WIlson!

        1) Certamente e infelizmente você se abastece de informações através dessa mídia fraudulenta nacional/mundial.

        PS-New York Times e todo o bando corporativista,por exemplo.

        PS2-MENTIR,MENTIR,MENTIR essa é a pauta desses canalhas.

        2) Ocorre que nos EUA os Estados tem autonomia jurídica em quase todas as áreas.

        Para chegar na Suprema Corte,
        diferente daqui em Sucupira (*),tem que cumprir etapas no judiciário dos Estados.

        3) Os advogados estavam sendo ameaçados de todas as formas inclusive de morte pessoal/familiar.

        4) Todo o sistema eleitoral americano tal como aqui em Sucupira (*) ,está corrompido.

        5) O que Trump pretende,é não deixar barato essa fraude eleitoral que o coloca como derrotado,quando na verdade quem perdeu foi PedoJoe junto a sua vice Canalha Harris.

        Trump,na Suprema Corte vai “jogar toda a podridão do sistema eleitoral
        no ventilador” e denunciar todos os crimes cometidos.O início para valer
        da “DRENAGEM DO PÂNTANO.

        Aguarde!

        (*) Royalties para o editor Carlos Newton pela criação genial do sinônimo de Brasil.

  4. Bom dia , leitores (as):

    Senhor Carlo Germani , acontece que os JUÍZES DA SUPREMA CORTE dos USA negaram ( FALTANDO DEZ MESES PARA TERMINAR O MANDATO) ao então Presidente dos USA Barack Obama o direito de indicar e nomear um novo membro para a corte , mas permitiu ( FEZ VISTA GROSSA ) ao atual Presidente dos USA Donald Trump indicar e nomear um novo membro para corte , em plena campanha eleitoral e final de mandato .
    Aonde esta a ” IMPARCIALIDADE ” dos juízes da suprema corte dos USA ?

    • Cabral!

      Os juízes não fizeram “vistas grossas”,
      apenas aplicaram a lei.

      E a lei permite pela Constituição americana, o presidente nomear dentro do seu mandato.
      O que exatamente,aconteceu.

      PS-Lá nos EUA não tem fraudes jurídicas,
      tal como aqui em Sucupira,onde os ministros do STF rasgam a Constituição Federal a todo o momento.

      Lá nos EUA os juízes da Suprema Corte
      seguem a Constituição Federal sempre.

      PS-Tanto é verdade que a nova juíza Amy C.Barrett disse na sabatina do congresso,antes de ser aprovada,que a função dos juízes é OBEDECER A LEI.
      Simples assim.

      PS2-A título de exemplo,aqui em Sucupira,o novo ministro empossado, esquerdista de carteirinha,Kássio Nunes,recebeu de Celso de Mello,quase
      18 mil processos.Um verdadeiro absurdo.

      Nos EUA,a Suprema Corte (toda) não tem mais do que 100 processos/ano para julgar.

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