Maranhão agiu instruído pelo governador Dino e pelo ministro Cardozo

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Sem escrúpulos, Maranhão se vende por 30 dinheiros

Moacir Pimentel

Os demais integrantes da Mesa Diretora da Câmara negam terem sido consultados sobre a decisão tresloucada do deputado Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a votação do impeachment, e o Departamento Jurídico da Câmara também não foi ouvido. Como a gente duvida que Maranhão saiba escrever, baseados na lógica, podemos supor que a canetada foi redigida por José Eduardo Cardozo e equipe, na Advocacia-Geral da União, onde o presidente interino da Câmara esteve da manhã de hoje, antes de anuncia a decisão.

Em seu site em O Globo, o jornalista Jorge Bastos Moreno dá outras dicas sobre o assunto. Confiram:

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POR TRÁS DE MARANHÃO, O DEDO DE FLÁVIO DINO

Jorge Bastos Moreno

Waldir Maranhão passou o fim de semana na companhia do governador Flávio Dino, a quem deu carona, segundo os jornais, para Brasília.

É impossível essa decisão de anular o impeachment não ter o dedo do governador Flávio Dino. Na disputa de braço pra ver quem mandava mais no Waldir Maranhão, Dino ganhou de Eduardo Cunha, que sentiu na pele, agora, que não adianta comprar apoio. Waldir Maranhão se vendeu para quem pagou mais. André Borges, no Estadão de hoje, já cantava a bola.

Essa decisão de Maranhão, como o próprio, não se mantém de pé. O presidente interino da Câmara está de cócoras. A matéria é vencida, decidida e aprovada pela maioria da Câmara. Já está no Senado. Um único deputado, por mais poder circunstancial e institucional que tenha, não pode anular um ato transitado e julgado.

Maranhão só prova que não tem preparo político e psicológico para ocupar o cargo.

11 thoughts on “Maranhão agiu instruído pelo governador Dino e pelo ministro Cardozo

  1. Pra mim o furo é mais embaixo.
    Primeiro porque não houve a decretação do impedimento da “presidAnta” pela Câmara, mas sim a permissão para que se desse início ao Processo, que coube ao Senado, decidir se vai prosseguir ou não.
    Assim o ato do Maranhão é natimorto em sua essência espetaculosa porque não se pode anular decisão que não fora tomada, haja vista que admitir não é julgar.
    Caberá por conta disso, os seus pares julgá-lo em seu decoro e evidentemente cassá-lo o quanto antes em nome da lisura dos parlamentares (decentes).

  2. Esta jogada barata, ridícula, idiota mesmo, só poderia ter sido urdida nas entranhas de um governo como o atual (ainda). Não se sustenta pela inconsistência de seus patrocinadores.

  3. Aquele jornalista lá dos pingos nos iis é que está certo. Está tudo funcionando dentro da legalidade. A Constituição está sendo respeitada e as instituições estão funcionando perfeitamente.
    Nada como ser o dono da verdade.

  4. Trata-se de um factóide político vagabundo que não prosperará . Será interrompido por Renan que , se tiver juízo, se recusará a receber essa aberração jurídica , matéria preclusa , já que o processo já é da responsabilidade do Senado Federal.Se o Coronel Renan Calheiros negacear sua competência republicana , o STF resolverá a
    presepada , bombardeado já por vários recursos , mais uma vez será chamado a trocar as fraldas sujas da Câmara Federal.E mais um vez meterá o bedelho no poder alheio. Por quê? Porque Cunha, Lula, Delcídio, Renan, Waldir, Mercadante e todos os demais membros essa quadrilha deveriam estar desforiados, sem privilégios , usando o boi em Curitiba.
    Causam espanto os motivos fúteis elencados pelo JEC e admitidos pelo comedor de bola interino , insuflado pelo Dino(ssauro) maranhense . São eles:

    motivações de voto alheias ao tema em questão como por exemplo Deus e família; a manifestação do relator no dia da votação em conformidade com a CF/88 que garante o direito de expressão e com a performance no caso Collor canonizada pelo Supremo; a não abertura de espaço à defesa após o relator se posicionar

    aquela que o Supremo decidiu que não rolaria na Câmara já que Barroso decidira em dezembro que o processo só seria instalado no Senado; a falta de aprovação de resolução confirmando a decisão do plenário.Oi?

    Porém a mais exótica foi a alegação de que era anticonstitucional a orientação de voto feita pelos líderes fechando questão.Ora, o argumento deita por terra a democracia representativa, a representação partidária , os partidos . O STF declarou nula a eleição da primeira comissão do impeachment por entender que as candidaturas avulsas ofendiam à Constituição , vez que os membros da comissão teriam que ser escolhidos pelos líderes e blocos.É claro que o JEC e o Dino sabem de tudo isso.Maranhão me parece aquém de filigranas jurídicas.Chamo a atenção para a nota da OAB:

    A OAB vê com extrema preocupação a decisão tomada pelo presidente interino da Câmara. Esse tipo de ação atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas. O Brasil está na UTI política, vivendo o ápice de uma crise ética e institucional. A OAB não aceita que, neste momento em que a sociedade brasileira espera que a crise seja superada com respeito a Constituição Federal, coloque-se em prática um vale-tudo à margem da Carta”.
    José Eduardo Cardozo se lambuzará todo nessa
    patacoada , Dilma ficará ainda mais queimada .
    Aliás , dizem as más línguas que madame aos gritos, na porta do seu gabinete, já avisou que vai exonerar, na quarta quem se recusar a segui-la no “governo paralelo” e que os governadores e prefeitos do PT estão em pânico, com a pressão de cerca de 20 mil petistas que ocupam boquinhas no governo Dilma, prestes a serem demitidos, exigindo-lhes cargos. Ou melhor, boquinhas.
    É disto que se trata.Da imensa falta de limites e compostura de criminosos que não querem largar o osso.

  5. Vejo responsabilidade do STF no caos político em que se transformou o país!
    As decisões dos excelentíssimos abrem precedentes para arbitrariedades as mais aberrantes!
    Se o supremo não tivesse criado presidentes zumbis como Dilma e Cunha (cito Carlos Newton), não estaríamos passando por tanta humilhação!

  6. No Estadão
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    Anular sessão do impeachment vai ‘gerar tumulto’, diz Gilmar Mendes
    RAFAEL COSTA

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta segunda-feira (9) que a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a sessão do impeachment serve para “gerar tumulto” em um cenário de “anomalia completa” que o país vive.

    “O Brasil está vivendo uma grande confusão e um quadro de enorme desinteligência. Já não há mais possibilidade de fazer essa anulação. Imagine um presidente da Câmara dos Deputados anular uma decisão em colegiado. Isso não faz sentido, gera tumulto e é uma anomalia completa”, disse o ministro em visita a Cuiabá (MT) para receber uma homenagem da Assembleia Legislativa.

    Segundo Mendes, o plenário da Câmara dos Deputados não poderia revogar neste momento a sessão do impeachment, pois o processo já foi remetido ao Senado.

    “O presidente da Câmara não dispõe desse poder unilateral e a matéria não poderia ser arquivada ou anulada pelo plenário, que é soberano, pois já está confiada ao Senado”, disse Mendes.

    De acordo com o ministro, não deve prosperar a tese da AGU (Advocacia Geral da União) de que os partidos não poderiam ter fechado questão e motivado os votos sobre a denúncia de crime de responsabilidade fiscal.

    “O STF já se pronunciou a respeito desta questão. Foi entendido que o relatório tratava exclusivamente sobre fatos ligados à denúncia, que são crimes orçamentários. Não nos esqueçamos que o STF balizou todo o rito do impeachment”, disse.

    A situação política do Brasil ainda foi criticada por Mendes, que evitou citar nominalmente a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). “Nesse momento, no Brasil, quase que a gente pode falar que já não tem governo. Nós não temos o novo e o velho já desapareceu. É um quadro de acefalia.”
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    Fux nega pedido de Paulo Teixeira
    Brasil 09.05.16 15:06

    Luiz Fux, ministro do STF, negou mandado de segurança impetrado pelo deputado Paulo Teixeira, com argumentos semelhantes aos usados por Waldir Maranhão na decisão de hoje.

    A suspensão do impeachment não vai prosperar

    O Antagonista

  7. Josias de Souza
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    As justificativas despejadas sobre o microfone na sessão de votação do impeachment já tinham revelado o talento da Câmara para os números circenses. Viu-se de tudo naquela sessão: engolidores de sapo, ilusionistas, trapezistas verbais, malabaristas ideológicos… Ao anular a tramitação do impeachment, o deputado Waldir Maranhão, interino de Eduardo Cunha, acrescentou ao espetáculo o que faltava: um animal amestrado. No caso de Maranhão, o domador é o Planalto.

    A Câmara agora tornou-se um circo completo. O contribuinte, que já assegurava a bilheteria, encontra-se agora sob o risco de desempenhar um novo papel. A decisão de Waldir Maranhão de que não valeu a votação do impeachment, se mantida, transformará todo brasileiro num palhaço instantâneo. Há, porém, um problema. Diferentemente do que se passa com os parlamentares, nem todo brasileiro tem vocação para o circo.

    Difícil imaginar os patrícios que fazem o asfalto roncar desde 2013 saindo às ruas com perucas e narizes vermelhos, colarinhos folgados e sapatos grandes. Ao acionar o ministro José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União) para cavalgar a precariedade intelectual de Waldir Maranhão, o governo exagerou na esperteza. O monstro já havia parado de abanar o rabo. Cutucado com o pé, vai acabar mordendo.

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