Marcello Mastroianni e Sophia Loren, numa viagem à eterna estrada da sétima arte

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Sophia Loren e Mastroianni,, focalizados por Nélson Motta

Pedro do Coutto

Foi um programa muito bonito e marcado pela emoção o realizado pelo jornalista Nelson Motta, sábado passado na GloboNews, focalizando o desempenho de Marcelo Mastroianni e Sophia Loren no cinema italiano. Formaram uma dupla de artistas talvez aquela mais vezes representada no cinema. Aliás, não só isso, mas sobretudo personagens extremamente criativos que fizeram a participação dos espectadores se identificar com eles.

A impressão que deixaram ao longo do tempo, na estrada mágica que atravessaram, foi a de que cada um de nós, no outro lado da tela, sentíssemos incorporados às histórias que destacaram com emoção.

INTERLIGAÇÃO – A integração dos espectadores nas obras de arte, no caso da dupla felliniana deu a impressão de que cada um deles estava sempre prestes a sair do filme e sentar ao nosso lado na plateia imensa. Essa foi uma qualidade da filmografia italiana no após guerra a partir de 1945. Surgiram diretores como Roberto Rossellini, Pietro Germi, Federico Fellini, Vittorio de Sicca, Luchino Visconti, que abriram uma nova perspectiva na arte cinematográfica. “De Roma CIdade Aberta” a “Ladrões de Bicicleta”, os filmes foram de magia variada. Nessa magia destacaram-se Mastroianni e Sophia Loren.

Sophia Loren impôs-se não só por sua beleza mas também pela representação artística no momento mais alto de sua carreira. Ganhou o Oscar com seu papel belíssimo no filme “Duas Mulheres”. Mastroianni interpretou o próprio Federico Fellini, como aconteceu em “A Doce Vida” e em “Oito e Meio”, este simbolizando o problema criativo de Fellini no momento em que partia para seu nono filme.

Mastroianni brilhou em “A Doce Vida” e nos papeis nos quais deu vida às personagens que se sucediam como um rio na produção italiana.

NOVA PERSPECTIVA – Mastroianni, Fellini, Sophia Loren e Vittorio de Sica abriram uma nova perspectiva na arte de fazer cinema. Nos seus filmes proporcionavam a sensação de que todos nós poderíamos encontrá-los na esquina da rua, no restaurante, num museu e nas paisagens em que todos nós repetíamos nossas vidas.

Eles saiam das telas e vinham sentar-se ao nosso lado, como se fosse possível acontecer nosso encontro com o encontro deles. Do neorealismo de Rosselini à beleza poética de Vittorio de Sica em “O Jardim dos Finzi Contini” e na obra magnífica de Visconti, viajamos juntos com sua emoção e passamos a testemunhas do eterno processo de criar e viver com a liberdade, tendo ao lado os atores que marcaram época no cinema.

Sophia Loren e Mastroianni, destacados no programa de Nelson Motta, atravessaram o tempo e se tornaram eternos na magia de interpretar personagens. Vão ficar para sempre na memória da arte e na emoção que passaram a muitos milhões de seres humanos.

2 thoughts on “Marcello Mastroianni e Sophia Loren, numa viagem à eterna estrada da sétima arte

  1. Nelsinho Mota esta de parabéns com seu programa Em casa com Nelson Mota. Esta semana tivemos como presente a eterna musa italiana Sophia Loren. uma grande atriz do cinema italiano.
    Marcello Mastroianni era uma espécie de rei do cinema. Deixava as mulheres todas assnhadas. Belo, talentoso e tinha ótimas parceiras no cinema.
    A Doce Vida é a grande obra-prima do mestre Federico Fellini e também um dos maiores filmes da história do cinema. Roma, em que . que o jornalista Marcello (Marcello Mastroianni
    teve um desempenho memorável, Vou até rever o filme, Parabéns, Nelsinho.

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