Marcelo Crivella e Prefeitura do Rio são alvos de operação do MP e da Polícia Civil sobre o ‘QG da Propina’

Celular de Crivella foi apreendido em desdobramento da Operação Hades

Chico Otávio, Diego Amorim, Gustavo Goulart, Luiz Ernesto Magalhães e Rafael Nascimento de Souza
O Globo

O casa e o gabinete do prefeito Marcelo Crivella são alvos de uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil, por intermédio da Coordenadoria de Investigações de Agentes com Foro (Ciaf/PCERJ), na manhã desta quinta-feira, dia 10. O celular de Crivella foi apreendido.

Os agentes cumprem um total de 22 mandados de busca e apreensão expedidos pela desembargadora Rosa Maria Helena Guita, relatora do caso no Tribunal de Justiça. Equipes também estão em endereços ligados ao ex-senador Eduardo Lopes e a Mauro Macedo, ex-tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado.

“QG DA PROPINA” – A operação é um desdobramento da Operação Hades, que ficou conhecida na mídia como “QG da Propina”, um suposto esquema de cobrança de propina para a liberação de pagamentos da Prefeitura do Rio de Janeiro. A primeira operação, em 10 de março, mirou o ex-presidente da Riotur Marcelo Alves; o irmão dele, Rafael Alves; e o empresário João Alberto Felippo Barreto, o João da Locanty, todos suspeitos de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Um carro da Polícia Civil deixou o Palácio da Cidade, em Botafogo, por volta de 7h20. Há uma equipe da Polícia Civil também no condomínio onde mora o prefeito Marcelo Crivella, na Península, na Barra da Tijuca. Crivella já saiu do prédio para cumprir agenda externa. Pouco antes das 7h, três carros da Polícia Civil chegaram na sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Dois entraram pela lateral do prédio, enquanto o terceiro ficou estacionado na porta principal e, às 8h40, ainda segue no local.

Eduardo Lopes foi senador do Rio de Janeiro pelo Republicanos, ao herdar o mandato de Crivella – que saiu para concorrer à Prefeitura do Rio, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento de Wilson Witzel. Já Macedo foi tesoureiro da campanha de Crivella ao Senado, em 2008, e foi citado em uma delação sobre o esquema de propina envolvendo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado, a Fetranspor.

APREENSÃO – O advogado do prefeito Marcelo Crivella, Alberto Sampaio, disse que o mandato tinha o objetivo de apreender celulares, notebooks e documentos. Ele no entanto não confirmou se algo foi mesmo recolhido. “O prefeito está tranquilo e saiu pra cumprir agenda. Ainda não sabemos o teor da denúncia. Acabo de pedir eletronicamente o acesso aos autos”, disse o advogado.

As diligências estão sendo cumpridas em endereços residenciais e funcionais de agentes públicos municipais e empresários na capital, nos bairros da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca, Flamengo, e em Itaipava e Nilópolis.

A operação é chefiada pela Suprocuradoria-Geral de Assuntos Criminais (Subcriminal/MPRJ) e pelo Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim/MPRJ). Há ainda a participação de membros do Gaesf, Gaeco e Gaecc, bem como de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). Segundo o MP, o procedimento policial está sob sigilo.

“BALCÃO DE NEGÓCIOS” –  As investigações sobre o balcão de negócios na prefeitura, iniciadas no ano passado, partiram da colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela operação Câmbio, Desligo. Homologada pela desembargadora Rosa Guita, a delação se referiu a um “QG da Propina” operando dentro da Riotur e apontou o empresário Rafael Alves como o cabeça do suposto esquema no município.

Na primeira fase do inquérito, marcada pelo cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão no dia 10 de março, as investigações teriam encontrado na casa do empresário João Alberto Felippo Barreto, o João da Locanty, um dos empresários favorecidos pelo “QG”, documentos – planilhas de recebíveis, principalmente – das empresas de serviços com contratos com a prefeitura municipal, mas que o empresário insiste em dizer que não é sócio.

LARANJAS – João da Locanty, do ramo de limpeza, conservação e coleta de lixo, montou uma rede de empresas em nome dos laranjas para esconder a condição de dono oculto das prestadoras de serviço favorecidas com os pagamentos sistemáticos. Para garantir os desembolsos da prefeitura, João pagava as propinas em cheque, entregues a Rafael Mizrtahy.

Para comprovar o seu depoimento, o doleiro relatou episódios ocorridos nos dias 10 e 11 de maio do ano passado, logo após sua prisão. Diz que dois funcionários da Riotur, empresa comandada pelo irmão de Rafael, estiveram naqueles dois dias na casa de Mizrahy para “resgatar” com a sua mulher cheques destinados ao pagamento de propina da Locanty. O doleiro os chama de Johny e Thiago no depoimento.

13 thoughts on “Marcelo Crivella e Prefeitura do Rio são alvos de operação do MP e da Polícia Civil sobre o ‘QG da Propina’

  1. Crivella, que foi bispo da Universal porque sobrinho do Edir Macedo, se não me engano, comprova fé “de mais” na recompensa terrena, material, do que na divina!
    “O justo viverá pela fé”.
    Romanos 1:17

    Não bastou ao evangélico viver somente pela fé.
    A grana, a bijuja, o capim, o faz-me-rir, o vil metal, o dinheiro, sobrepujaram a crença em Deus.

    Crivella se deixou sucumbir pelas tentações demoníacas, e deverá pagar o preço JUSTO a Deus por ter usado o Seu Nome em vão durante muito tempo de sua vida pecadora e de ser mau exemplo aos fiéis!

    • Bendl

      Você já assistiu o filme “Fé demais não cheira bem””..??
      Lembra bem esses falsos “telepastores” que tomam o dinheiro do zépovinho na cara dura, como se dizia antigamente

      • Armando,

        Se professar uma fé é remédio para muitos problemas, a aplicação está mal feita, em face de os “especialistas” deixarem a desejar na dose adequada ao paciente.

        Jamais, em tempo algum, o dinheiro poderia ser a moeda espiritual ou adquirir a tal paz de espírito.
        Para tanto, que recorremos aos médicos, e não aos que se dizem “homens de Deus” ou seus agentes.

        Pagar por pagar, então que eu procure um profissional de fato e de direito, e devidamente perito nos meus sintomas tidos como “perturbações de maus espíritos”!

        Mas, esse pessoal é muito hábil em mexer com o medo das pessoas, que tanto são pobres e miseráveis, quanto ricas e remediadas.

        O receio da punição eterna, o inferno, o sofrimento … de certa forma obriga o sujeito a se submeter às palavras pronunciadas com veemência a respeito da esperteza do demônio.
        Sabes como é:
        “Na dúvida não ultrapasse”, diz a placa nas estradas, ou seja, é melhor ficar na tua que adivinhares o que vem ou não depois.

        Houve até um matemático famoso, Blaise Pascal, que dizia o seguinte:
        ” Por mais improvável que fosse a existência de Deus, há uma assimetria ainda maior na punição por errar o palpite.
        É melhor acreditar em Deus porque se você estiver certo poderá ganhar o júbilo eterno, todavia, se você estiver errado não vai fazer a menor diferença.
        Por outro lado, se você não acreditar em Deus e estiver errado, será amaldiçoado para todo o sempre, e se estiver certo não vai fazer diferença alguma”.

        Logo, Armando, pensando assim, a decisão é óbvia:
        acreditar em Deus.

        A questão de se ter “fé demais ou fé de menos”, é que não será o dinheiro que comprará a minha cadeira no céu, mas o meu comportamento nesta vida.
        Não é a fé que me levará a viver eternamente ao lado de Deus, Armando; a fé é para eu acreditar que Deus existe ou não, significando eu afirmar que, crente ou não, poderei ser salvo!

        Abração.

  2. WOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOW !!!!

    Essa bosta de país virou um estado policial, hein?

    Ontem foi o “Nervosinho” Eduardo “Ciclovia Assassina” Paes; hoje foi a vez do Marcelo “$sangue de Jesus tem poder” Crivella…..

    Briga de quadrilha! Guerra de máfia italiana perde pro RJ, a terra dos malandros agulha! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

    E falando em máfia e quadrilha, cadê a capangada vagabunda dos Guardiões do Crivella, pagos pelos malandros agulha?

    Alô, rapaziada dos “Guardiões do Crivella”! Cadê ocêis agora?? Na hora de intimidar repórter e contribuinte em frente a hospitais é facil né, vagabundada???

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

    • “Ainnnnnnnnnnnnnnn, o $angue de Jesus tem poder!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      “Ainnnnnnnnnnnnnnn, o $angue de Jesus tem poder!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      “Ainnnnnnnnnnnnnnn, o $angue de Jesus tem poder!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      “Ainnnnnnnnnnnnnnn, o $angue de Jesus tem poder!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      “Ainnnnnnnnnnnnnnn, o $angue de Jesus tem poder!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      “Ainnnnnnnnnnnnnnn, o $angue de Jesus tem poder!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      • EM TEMPO:

        Malandros como Crivella, que fazem carreira e dinheiro às custas do nome de Jesus, só existem porque há milhões e milhões de otários que lhes caem na lábia….

        “Êh, ô, ô, vida de gado
        Povo marcado
        Êh, povo feliz!”

  3. Embasado naquilo que é apregoado pelos santarrões, protestantismo é uma doutrina, cujo dogma é transformar gente ímpia em povo de Deus: fé, paz, honestidade, fraternidade….. Pelo axiomático constatado, contidianamente, como que tudo que é importado, aqui se desfigura; cá, no Brasil, o efeito surtido, apresenta-se contraproducente. Pois, à proporção que o país se converte em dizimista, a desgraça grassa sem graça pela nação adentro!

  4. Este é o resultado de terceirizações no serviço publico e a falta de participação direta da população nas ações do estado.O dinheiro é fruto do que se arrecada da população trabalhadora e se vivemos em uma democracia cabe a população definir as prioridades o executivo como diz o nome executar o decidido.

  5. Caro Zenobio! Esse tipo de interação, no Brasil, infelizmente, não funciona; um bom mau exemplo disso é o Orçamento Participativo, com centenas de tentativas frustradas. Por aqui prevalece o egoísmo de grupo, muitas vezes, minoritário, contudo, dependendo da malícia e poder de conchavos acaba debelando a maioria. Essa nossa esperteza está estratificada e presente em todos os segmentos; não apenas no poder político.
    Veja a inclinação impulsiva do governo Bolsonaro, em privilegiar pastores e militares. Essas duas comunidades constituem a porção majoritária da sociedade?

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