Marco Feliciano defende Bolsonaro após vídeo de ato contra o Congresso: “Nada fez a não ser compartilhar”

Feliciano, com o seu sorriso de R$ 157 mil, minimizou caso do vídeo

Mônica Bergamo
Folha

O deputado federal Marco Feliciano (sem partido) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que compartilhou um vídeo endossando manifestações contra o Congresso e o STF.

“O presidente nada fez a não ser compartilhar [vídeos de convocação para um ato no dia 15 de março] com um grupo privado de amigos. Ele não publicou em suas redes sociais, portanto, não convocou!”, disse.

SEPARAÇÃO DOS PODERES – Segundo o deputado, cabe ao Congresso respeitar seus limites institucionais e “parar de tentar reescrever a Constituição via projeto de lei”. Feliciano ainda afirma que, ao querer comandar a execução do orçamento, Câmara e Senado atentam contra a separação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Diante disso, [é] natural que os apoiadores do presidente saiam às ruas para protestar contra aquilo que acham errado”, afirma o deputado ao defender que o ato não representa um ataque ao Congresso, mas um posicionamento contrário a decisões tomadas por ele.

“HISTERIA” – Aliado de Bolsonaro, Feliciano chamou de “histeria” a reação à mensagem do presidente convocando para a manifestação do dia 15. “É mais uma fase de um plano de desgaste da imagem do presidente, visando seu impeachment. Não ganharam no voto e querem ganhar no tapetão! Quem não tem voto tem medo de povo!”

 

Feliciano ainda acusa o “establishment” de promover uma “narrativa golpista” contra Bolsonaro ao acusá-lo de atacar instituições democráticas. “Querem paz? Que comecem então a ter responsabilidade e parem de atacar as instituições republicanas”, diz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quem pensou que Feliciano sairia de cena após custear vergonhosamente com dinheiro público o seu sorriso desaforado, se enganou. Ele continua vivíssimo, atuante nas redes sociais e disputando uma eventual vaga de filho adotivo do presidente. Quem passeia pelas suas mídias não vê um único comentário sobre sua atuação política. Seus posts são dedicados à defesa ferrenha de Bolsonaro, atacando a qualquer coisa que se mova e represente algum tipo de oposição. Nem o General Santos Cruz ele poupou nesta semana, e disparou que o militar não serve de exemplo para a tropa: “Quando chefiou missão na ONU quebrou normas. Quando ministro era insubordinado e não se submetia à autoridade do Comandante-em-chefe. Agora não perde chance de criticar o presidente. Eu não levava ele para a guerra!”, disse Feliciano, “o exemplo de virtude” e cão de guarda presidencial. (Marcelo Copelli)

19 thoughts on “Marco Feliciano defende Bolsonaro após vídeo de ato contra o Congresso: “Nada fez a não ser compartilhar”

  1. Polêmicas da imprensa acabaram por impulsionar adesão às manifestações de 15 de março
    O resultado das mentiras, dos ataques gratuitos, e das declarações absurdas contra o governo Bolsonaro, resultaram nisso:
    No Twitter, houve um crescimento de 550% no número de menções ao assunto em 48 horas.
    No Facebook, o aumento do volume de citações foi ainda mais expressivo. As interações sobre o tema saltaram de 490 mil para 7,4 milhões mais de 1.400% em 48 horas.
    E segue crescendo…

    https://republicadecuritiba.net/2020/02/28/polemicas-da-imprensa-acabaram-por-impulsionar-adesao-as-manifestacoes-de-15-de-marco/

    • Demo é povo, cracia é governo, logo Democracia deveria ser governo do povo, mas, na verdade, isso nunca existiu no Brasil, e o que ai está e sempre esteve não passa de plutocracia putrefata com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, protagonizada pelo golpismo ditatorial, o partidarismo eleitoral e seus tentáculos, velhaco$, com as tais direita, esquerda e centro em estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, boa prele$, à moda todos os bônus para ele$ e o resto que se dane como os ônus, na qual grande parte da população entra de gaiata no navio dos me$mo$, pela oposição ou pela situação, para assim continuar tudo como dantes no velho quartel de Abrante$. Tô fora. Basta. Chega dos me$mo$. Fora todo$. Democracia direta nele$, já, com Meritocracia, porque evoluir é preciso, a Terceira Via de Verdade, que não é de direita, não é de esquerda e nem de centro, não é oposição e nem situação, mas, isto sim, apenas e tão-somente a Mega-Solução. Pronto falei.

  2. O boca rica às custas do dinheiro público fácil pra ele e difícil pra quem paga tributos tb é outro que num sistema de meritocracia não tem condições de se eleger nem vereador.

  3. À favor da bandidagem, Toffoli suspende portaria de Moro que ampliava atuação da PRF
    São decisões em cima de decisões que só favorecem a criminalidade.
    Diante disto, é óbvia a conclusão:
    O STF trabalha para o crime!
    (e não esconde isso de ninguém, pois se julgam inatingíveis, acima do bem e do mal)

    http://www.folhacentrosul.com.br/brasil/20696/a-favor-da-bandidagem-toffoli-suspende-portaria-de-moro-que-ampliava-atuacao-da-prf

  4. O maior inimigo de Bolsonaro, é ele mesmo, e ainda conta com a ajuda dos filhos, que não passam uma semana sem dar motivos para a mídia para critica-los.
    Analisem com bom senso os 28 anos da vida dele como parlamentar, os 14 meses como presidente.
    Um presidente não pode fazer o que bem entender pelo fato de ter sido eleito. Barrabás foi escolhido pela maioria, Mussolini e Hitler foram escolhidos pela maioria. Isso para provar que, na história, muitas vezes a maioria escolheu errado e pagou um preço alto por isso.

  5. Não posso nem obturar um dente, com merreca de aposentadoria que consegui na moral aos 65 anos de idade, com mais de 50 anos de trabalho, ininterruptamente, e sou obrigado a pagar pela fortuna que esse pastor-político de araque, pilantra, gastou na sua boca . O Brasil, infelizmente, não é mesmo um país sério, e nunca será, sob a égide do sistema político podre. Daí vem o outro podrão falar em moralização da coisa pública, apoiado na merda.

  6. Como sempre digo aqui: o outro lado, que não a esquerda também não santo. Apenas que nele se encontra alguns honrados, alguns com bom senso e por isso nele também, a maioria não é contra a alternância de poder, ao contrário da esquerda.

    Já, na esquerda, é tudo pelo poder : democracia e alternância de poder é para ela inaceitável. Não sendo eleito seu candidato, tudo se faz para sabotar o governo adversário, mesmo que isso leve a população ao inferno.

    O hediondo encontra na esquerda justificativas para sua prática e isto vem desde 1917 , quando Lenin tomou o poder na Rússia e fundando o maior império do terror no planeta com o nome de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

    Enfim, o que não é esquerda é bem menos pior que ela.

    Ditaduras de esquerda ainda estão aí ainda, mostrando que são mil vezes piores do que as da direita, que nem existem mais, mas no entanto ainda são lembradas pelos idealistas e fanáticos da nefasta ideologia socialista, para sustentar suas mentiras, enquanto as suas, da esquerda, não se lembram que estão aí até hoje, prendendo e até matando seus opositores.

  7. Comparar o que um pilantra, que não é de esquerda, rouba do dinheiro público com a esquerda, é o mesmo que comparar batedor de carteira com a quadrilha de Al Capone.

    Nos governos de esquerda recentes, o roubo chegou a quase trilhões. E pior, por pouco ela não tomava o país inteiro nos transformando na Venezuela.
    Que ela tentou, tentou, e até mandou projetos para o congresso que, para nossa sorte, não foram aprovados.

  8. Esse sujeito é o mesmo que num culto na sua igreja disse que quem não tivesse dinheiro vivo para dar como oferta, um obreiro iria até o fiel com a maquininha de débito automático para facilitar a “doação” (oferta).

    Esse é pilantra duas vezes: uma por ser pastor explorador de ignorante; a segunda por ser político.

  9. Caríssimo amigo Jacob,

    Eu e tu temos idade suficiente para conversarmos sem nos preocupar com mal-entendidos, pois a nossa amizade é calcada na sinceridade, na honestidade de propósito, em dizer a verdade.

    Tu és um dos esteios desse blog.
    Equilibrado, sensato, calmo, não gosta de discussões, uma pessoa educada, respeitosa e respeitável.
    Admiro teus comentários justamente pelos predicados e qualidades que tens, demonstrando que és um cidadão que muito me orgulha e honra eu ser teu amigo.

    Dito isso, peço-te permissão para me estender sobre o que escreveste, que vai ajudar eu discorrer sobre a democracia, cantada em prosa e verso como um regime incomparável.

    Primeira verdade que postaste:
    “Barrabás foi escolhido pela maioria, Mussolini e Hitler foram escolhidos pela maioria. Isso para provar que, na história, muitas vezes a maioria escolheu errado e pagou um preço alto por isso.”
    Bom, meu amigo, isso se chama democracia.
    E, esse sistema, que se apresenta com essa gravidade que mencionaste, que a maioria vence, politicamente falando, é independente da escolha, se bem ou mal;
    Mas, então, precisaríamos impedir que o analfabeto vote ou quem não tenha o Ensino Fundamental, pelo menos?
    Acontece que essas pessoas, se instruídas ou não, pertencem ao povo e têm os mesmos direitos e deveres que os demais.
    Logo, eis um dos maiores defeitos da democracia:
    Não importa quem vote, se conscientemente ou não, tem de votar. No Brasil, ainda temos outro agravante sobre essa modalidade democrática, curiosa e contraditoriamente:
    Somos obrigados a votar!

    Por quê?
    A razão dessa “obrigação” se encontra justamente na população analfabeta absoluta e funcional, incultos e incautos, O CURRAL ELEITORAL de políticos e partidos especializados em enganar, mentir, explorar, manipular e roubar o povo!
    Essa é a principal razão de a educação do brasileiro se encontrar neste estado de mediocridade.

    Quem tem consciência da sua cidadania, que pensa no país, escolhe o melhor, em tese, claro.
    Quando o instruído, o culto e precavido, sufraga o pior, ele está atendendo seus interesses e conveniências.
    Eis, o defeito da democracia quando a maioria é quem vence, e quando todos nós podemos votar, e se temos ou não condições para tanto.

    A tua segunda verdade:
    “Um presidente não pode fazer o que bem entender pelo fato de ter sido eleito”.
    Eu apenas complementaria esta verdade irretocável:
    Além de o presidente eleito estar limitado à Constituição, códigos, regras, normas, leis, o primeiro mandatário do país fica à mercê do parlamento.
    Observa a contradição:
    Se elegemos o presidente, que precisa a maioria dos votos dos eleitores, parlamentares que chegaram ao congresso, assembleias e câmaras, através de votações mínimas, reunidos com outros políticos na mesma condição, IMPEDEM que o presidente possa implantar as medidas que julga corretas!

    Mais da metade do povo votou numa pessoa somente:
    Quase 60 mil parlamentares (câmaras, assembleias e congresso) receberam o voto dos mesmos eleitores.

    No entanto, o legislativo detém mais poder que o presidente da República!
    Se os parlamentares são representantes do povo, Estados e Municípios, o presidente foi eleito diretamente pelo voto popular para comandar o país, menos ficar dependendo de outro poder.
    Aliás, a alegação que os poderes são independentes entre si é uma falácia!
    O legislativo é quem manda no Brasil e, Bolsonaro, apenas uma figura decorativa.

    Agora, o modo de votar não muda, Jacob, que somos obrigados a votar, pois a intenção é exatamente para que essas milhões de pessoas sejam usadas despudoradamente pelos políticos.
    Bastaria que não fôssemos mais obrigados a comparecer às urnas, para elegermos com mais critérios quem seriam os melhores, pelo menos em tese.

    Enfim, quando digo que a nossa democracia é falsa, é relativa porque interessa a uns e outros, aproveitei duas das tuas colocações para ampliá-las, e não corrigi-las ou criticá-las, por favor.

    Um forte abraço.
    Saúde, muita saúde.

    • Meu caro amigo Bendl,
      Tudo que disse de mim a recíproca é verdadeira. Você é um dos poucos desse blog que dá prazer em ler seus comentários e artigos. Mais ou menos 90% dos seus ideais eu comungo. Vou ter que parar por motivo de força maior. Numa outra oportunidade vou falar sobre a farsa da eleições no Brasil.
      Umm abraço

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