Marcus Faver, o desembargador que defende pena de morte para juiz corrupto, é um exemplo para toda a Justiça.

Carlos Newton

A ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça, não está sozinha em sua cruzada para purificar o Poder Judiciário. Muitos outros magistrados se colocam ao lado dela, nesta luta que será muito longa e cansativa.

O mais importante deles é o presidente do Conselho Permanente dos Tribunais de Justiça do Brasil, o desembargador aposentado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Marcus Faver, que defende a tese de que juiz que vende sentenças “deve ser enforcado em praça pública”.

Sobre a venda de sentenças, disse Faver ao repórter Efrém Ribeiro, de O Globo, durante recente reunião do Conselho dos TJs em Teresina: “É muito grave, é gravíssimo. Se há isso, é crime, e o autor disso, me desculpe a expressão, se for um juiz, deve ser enforcado em praça pública”.

Vamos então conferir o resto da entrevista a Efrém Ribeiro:

Quem vende sentença tem que ter essa punição?

FAVER: A punição maior. Um enforcamento em praça pública

Em sua palestra no Conselho Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, o senhor relatou seu encontro com o juiz Giovanni Falcone (que combateu a máfia siciliana e a corrupção política, nas décadas de 80 e 90), quando veio ao Brasil no caso da extradição do mafioso Tommaso Buscetta, e tirou alguns ensinamentos. Quais?

FAVER: O ensinamento dele é que o juiz tem que ter coragem, tem que ter determinação, tem que ter a certeza de que ele tem que ter espírito público, em defesa da sociedade. Há uma identificação muito grande da situação da Itália com a situação do Brasil. Na Itália, a máfia toma certos setores do governo e, no Brasil, o crime organizado toma certos setores do governo. Então, essa similitude política e social é muito relevante. Há outro fato: da mesma forma que aconteceu na máfia, os juízes foram assassinados ao combatê-la. No Brasil, está acontecendo a mesma coisa. Essa similitude faz com que a gente tenha Falcone como uma referência muito grande.

O senhor disse que estão aumentando as ameaças.

FAVER: Na medida em que o Judiciário é chamado a resolver questões políticas e econômicas de relevantes interesses, as ameaças aumentam.

Alguns juízes também podem, em vez de combater a máfia, ser a própria máfia?

FAVER: Claro que pode. Todos os setores, não excluo o Judiciário, claro que não. O problema existe em todos.

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One thought on “Marcus Faver, o desembargador que defende pena de morte para juiz corrupto, é um exemplo para toda a Justiça.

  1. vivo este problema com a condenação absurda de minha companheira, muito doente internada em hospital, vitima de AVCH amparada por medico assistente recorreu ao judiciário TJSP e foi condenada em (10 DEIS MILHOES DE REAIS) valor desta magnitude nenhum cidadão comum pode pagar, contra voto de Relator, medida liminar cassada de oito anos, desrespeito a agravo de instrumento JULGADO PELA PROPRIA CAMARA e a pratica jurídica, não obedecendo sumulas, com qual finalidade?
    ROBERTO CORREA CIONGOLI
    rg.3134128 e cpf. 18817874868
    contato 31479216
    Processo 1ª Camara Direito Privado em nome da parte ANA LEONICE DE FREITAS

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