Marina e Aécio, responsáveis pelo maior número de cartas. A ex-Ministra por causa da citação como candidata, Aécio pela ausência de citação, dezenas. Antonio Santos Aquino fala sobre a sucessão. Todos dizendo que “ninguém é candidato, por enquanto”.

Comentário de Helio Fernandes
Campeã da correspondência foi Marina Silva. E com uma característica: todos votariam nela, se tivesse estrutura de candidata. Elogios totais. Flavio Bulhões garante que 2010 será decidido “entre Serra, Dilma e Ciro”. JB apóia intransigentemente a candidatura Marina, e até recomenda: “Podem apostar na vitória dela nas casas de apostas de Londres”.

Álvaro Almeida, Norbert Alvarado e Norma Rangel, dizem que pelas minhas convicções e toda a minha carreira, “deveria apoiar Dona Marina”. Concordo inteiramente, procuro uma candidata como Dona Marina, mas ela não sobrevive num presidencialismo-pluripartidário. O outro grande presidencialismo (o dos EUA), é bipartidário, o que permitiu o surgimento de Obama. Num confuso, intrincado e tumultuado pluripartidarismo, Obama não teria a menor chance. Num sistema partidário igual ao de lá, Dona Marina, (ou Heloisa Helena que concorreu em 2006) teria possibilidade. Mas a questão não se restringe a nomes. Vários chegam a fazer prognósticos sobre a votação de Dona Marina, o mais otimista chega a 8 por cento.

Depois de Dona Marina, sou questionado por uma legião de adeptos, todos se baseando numa pergunta: “E Aécio, Helio, desapareceu?”. Não, só que não apareceu. Tem sido muito instável. Era candidatíssimo, falava-se muito que poderia ir até para o PMDB para ser candidato, sumiu. Fez a proposta de prévias no PSDB, voltou atrás. Agora admite ser vice de Serra. Por isso, lógico, não esqueci de Aécio, ele é que precisa se candidatar.

Concordo que ainda é cedo para a sucessão, mas no Brasil sempre foi assim: candidatos antecipados ou nenhum candidato, por causa das duas ditaduras. Santos Aquino fala dos três Geisel, Orlando, Henrique, Ernesto. (Henrique, como Tenente-Coronel, morreu atropelado por um caminhão na Via Dutra). Orlando foi vetadíssimo quando queria assumir com a morte de Costa e Silva. O mais provável era mesmo Ernesto, que fez, simultaneamente, duas carreiras, uma civil e outra militar, como era permitido na época.

Foi altamente favorecido, sem dúvida alguma, raramente entrou num quartel. Por isso, ele, o irmão e o “presidente” Castelo Branco, foram contra Costa e Silva, chamando-o (pejorativamente) de “troupier”. Era mesmo, ficou sempre nos quartéis.

Em 1932, Segundo Tenente, Ernesto foi servir na Paraíba. O interventor, Gratuliano de Brito, nomeou-o secretário de Finança. Em 1935, promovido, teve que ser transferido. Atravessou a rua, foi para o Rio Grande do Norte, nomeado para o mesmo cargo, só que lá se chamava secretário da Fazenda. Foi subindo na hierarquia militar, ocupou cargo da Petrobras em São Paulo, importantíssimo.

Costa e Silva feito “presidente”, Ernesto foi para o STM (Superior Tribunal Militar) apavorado que fosse perseguido. (Golbery igualmente em pânico, mas já na reserva, “arranjou” um cargo também vitalício, o Tribunal de Contas da União. Morto Costa e Silva, deixou logo o Tribunal).

Recebeu a herança política do irmão Orlando. Se esse fosse “presidente”, ele não poderia ser. E deixou uma herança em dinheiro, vultosa e sem explicação. Política e administrativamente a mais completa negação.

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