Marina Silva enfrenta ameaça de ficar sem legenda própria

Daniela Garcia

Marina Silva tem até quinta-feira para oficializar criação do partido Rede Mesmo em alta nas pesquisas para a disputa ao Planalto, aliados admitem que ela pode ser obrigada a negociar a candidatura por outra legenda

Apontada por pesquisas eleitorais como o maior obstáculo à reeleição da presidente Dilma Rousseff, a ex-senadora Marina Silva tem pela frente quatro dias decisivos para uma eventual campanha ao Palácio do Planalto. Até quinta-feira, a Rede Sustentabilidade, encabeçada por Marina, precisa validar cerca de 500 mil assinaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para regularizar o novo partido, criado para dar sustentação à candidatura presidencial da ex-petista. O partido tem o relógio como principal inimigo para o projeto, já que 300 mil assinaturas ainda precisam ser validadas para a formação da Rede. Com dificuldades para consolidar os documentos em cartório, a pré-candidata pode ser obrigada a estudar vias alternativas para encarar a disputa eleitoral.

A Rede informa que tem cerca de 800 mil assinaturas coletadas. Dessas, 600 mil foram entregues aos cartórios, mas apenas 189 mil foram validadas. Integrantes da legenda alegam que a regularização está sendo prejudicada pelo atraso dos cartórios. Segundo eles, os funcionários locais estariam sobrecarregados de trabalho, devido à implantação do sistema de biometria. “Os cartórios deveriam fazer esse processo em, no máximo, 15 dias. Mas muito deles estão demorando mais do que isso”, disse o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ).

Outro membro da Rede, o ex-deputado federal José Fernando Aparecido (MG), reforça que o partido recolheu quase o dobro de assinaturas requeridas pelo TSE, prevendo a morosidade dos serviços em cartórios. “Nós estamos, agora, nas mãos da justiça eleitoral e contamos com a boa vontade dos cartórios para que façam o trabalho deles dentro do prazo.” O movimento, segundo ele, também já conta com 11 comissões estaduais, duas a mais do que o exigido pelo TSE.

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3 thoughts on “Marina Silva enfrenta ameaça de ficar sem legenda própria

  1. O HoMeM do Mapa da Mina, o Fato Novo de Verdade, poderá ser o Candidato da Esquerda puro sangue em 2014, pela Mega-Solução.

    Os projetos novos e alternativos de nação e de política-partidária-eleitoral estão sendo cuidadosamente estudados por lideranças de segmentos político-partidários da Esquerda puro sangue, que, a qualquer momento, poderá anunciar o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro como candidato alternativo ao continuismo da mesmice até aqui praticado pela situação, oposição e gollpismo-ditatorial. Tremei, continuistas da mesmice, o HoMeM veMM aí. Unam-se ao HoMeM, ou fujam da raia enquanto há tempo, porque de 2014 o continuismo não passa. O Bicho vai pegar. E quem avisa amigo é, diz a sabedoria popular.

  2. Diz a sabedoria popular que ” o castigo vem a cavalo “. Se Marina estiver agindo de boa-fé, formando o seu partido para servir como instrumento do Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, será recompensada pela sua correria, mas, porém, entretanto, se estiver formando mais um partido ( já temos trinta,e todos sem projetos alternativos) apenas para servir a si mesmo e as suas vaidades e ambições pessoais, a exemplo dos demais continuistas da mesmice, usando sua sigla e o processo de formação desta como um fim em si mesmo e mote eleitoral esperto, tudo apenas como instrumento de mais 171 eleitoral, não passará, e não conseguirá acompanhar a travessia proposta pelo HoMeM, com a RPL-PNBC-ME, que não compactua com impostores políticos temporais.

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