Marinho, Roriz, Cabral e Obama

Paulo Solon
A minha leitura deste seu informativo é de que, com autorização governamental, Roberto Marinho roubou, furtou, ou desviou (como queiram) 14.285 ações dos minoritários da Rádio e Televisão Paulista.

Comentário de Helio Fernandes
Com tua competência, experiência e os títulos conquistados, tem toda a autoridade para opinar sobre o que pertencia aos cidadãos, e passou a ter apenas um dono. E essa “propriedade” é tão valiosa, que hoje, é APENAS o órgão, digamos jornalístico, que representa o MAIOR FATURAMENTO da chamada ORGANIZAÇÃO GLOBO. Que República.

Altino Maranhão
Helio, Brasília só tem isso para governá-la? Arruda, que renunciou para não ser cassado e acabou governador? Ou Joaquim Roriz, que 4 vezes governador, se elegeu senador e renunciou a 7 anos de mandato para não ser cassado?

Comentário de Helio Fernandes
Veja você, Altino. Cassado como senador, Arruda acabou governador. Roriz, cassado como senador quer ser governador pela quinta vez. É possível? Eles dizem que é, explicam: “Não fomos CASSADOS, tivemos apenas que RENUNCIAR”. Impressionante.

Helcio Amaral
O senhor já esclareceu sua posição, sempre lúcida e corajosa a respeito do MST. Como eu, o senhor justificava as ações desse grupo por falta da reforma agrária. Agora, total exagero, não quero deixar de criticá-los ou até combatê-los, o excesso foi muito grande.

Comentário de Helio Fernandes
Foi um ato insensato, impensado, inesperado pela violência e até burrice. Perderam o possível ou até verdadeiro apoio que conquistaram. Deram razão aos que diziam que eram aproveitadores, que não queriam servir à reforma agrária e sim trucidar e violentar o direito. Agora dificilmente recuperarão espaço, (moral e credibilidade) que ostentavam.

Almir Moreira
Jornalista, sempre me vali de suas análises e observações, pois reconheço que mesmo quando discordo do senhor, não posso condená-lo. Assim recorro ao senhor por causa das declarações do secretário de segurança: “Vamos pacificar 43 favelas até 2010”. O senhor considera que em tão pouco tempo pode cumprir o prometido?

Comentário de Helio Fernandes
Duas colocações iniciais. 1 – O secretário substituiu o governador, que não teve coragem de assumir esses compromissos. 2 – O secretário já “retificou” a nota, “não é 2010 e sim 2012”. Quer dizer, com mais 2 anos, pode fazer o que prometeu ou garantiu.

Não verdade, o que pretende o governador do Estado do Rio? Palavras exatas: “Vamos pacificar 43 favelas das 1020 que existem no Rio”. (Deram o número exato, podiam ter falado mil, preferiram 1020).

Mas podiam ter dado a percentagem, para que não sobrassem dúvidas. Pacificar 4 por cento das favelas. Levando em conta os números dos próprios responsáveis (?), 43 delas em 3 anos. Assim, em 25 anos, cumpririam os 100 por cento. Ou melhor: 4 por cento a cada três anos, seriam 75 anos para “pacificar” todas as favelas cariocas.

Levando em conta os prazos contraídos pelos personagens, eles são otimistas e pacientes. E com toda a condição de assistirem os resultados dos compromissos.

Mauro Barreto
Jornalista, gostaria de saber sua opinião sobre o Prêmio Nobel concedido ao Presidente Obama. Acho que é o primeiro presidente a conquistar esse prêmio tão desejado. Foi merecido?

Comentário de Helio Fernandes
Considero inevitável. Ele teria que receber mesmo, só acho muito apressado e capaz de provocar polêmica. Ele ainda não completou 9 meses de governo, provavelmente, ou melhor, é correto interpretar essa concessão como a recompensa por tudo que ele representa. E digamos para que não mude de trajeto no meio do caminho.

Mas é impossível deixar de registrar: um presidente dos EUA ganhando o Prêmio Nobel? De qualquer maneira não foi Eisenhower, Truman, Lindon Johnson, Nixon, Reagan, Bush pai, Clinton ou Bush filho.

Pelo menos demonstram que o Prêmio Nobel, apesar dos equívocos (principalmente em matéria de Economia) ainda pode representar esperança e estímulo.

* * *

Antonio Santos Aquino:
Excelentes tuas observações, de forma individual ou global. É claro que pode haver divergência histórica sobre fatos e acontecimentos, sem que haja hostilidade, discordância ou posições diferentes. Os fatos são os fatos, as análises e interpretações, totalmente respeitadas.

Igualmente correta a tua afirmação de que a Constituição de 1988 era para ser parlamentarista, de acordo com o Projeto de Afonso Arinos. Aprovada como Parlamentarista na Comissão de Sistematização, foi estuprada no plenário, passou a Presidencialista. Mas com todo o arcabouço contrário o que levou à “falta de governabilidade tão reclamada”.

Para minha satisfação, Aquino, você lembrou do Rei João Sem Terra, um dos meus prediletos. A partir dos anos 1200/ 1300, implantou uma Constituição que tem princípios que duram até hoje. A Constituição inglesa só é 25 por cento escrita, o resto é utilizado por hábito, costume e tradição, o que criou o chamado DIREITO CONSUETUDINÁRIO.

Há quase 800 anos, criou o Tribunal do Júri, para julgar com o coração e não com o cérebro. E que resiste até hoje, com a mesma forma no mundo. Menos naturalmente no Brasil, pois a Justiça comum não respeita o Tribunal do Júri.

Obrigado, Aquino.

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