Marinho, Tarcísio e Braga Netto: O trio “fura-teto” que tirou Guedes do sério

Charge do Alecrim (humorpolitico.com.br)

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

Pelo menos três membros da cúpula do governo têm sido apontados, no meio político, como destinatários das críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, por pregarem o aumento dos gastos públicos. A expressão “ministros fura-teto” — usada pelo chefe da equipe econômica para alertar o presidente Jair Bolsonaro sobre o risco de a gastança lhe render um processo de impeachment — foi interpretada como um recado aos titulares das pastas do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; e da Casa Civil, Braga Netto.

Ao anunciar, na terça-feira, dia 11, uma “debandada” em sua equipe, referindo-se a mais dois auxiliares que pediram demissão, Guedes deixou claro, sem citar nomes, que o presidente deve fazer uma escolha entre ele e os que defendem mais despesas e desrespeitam o teto de gastos, uma ferramenta fundamental para o equilíbrio das contas públicas.

ABERTURA DOS COFRES – Marinho, Freitas e Braga Netto, além de, com menos força, Luiz Eduardo Ramos, chefe da Secretaria de Governo, vêm tentando convencer Bolsonaro de que a abertura dos cofres para obras e programas sociais poderá garantir a reeleição em 2022. Seria uma forma de reação ao desgaste do governo, causado pelos números trágicos da pandemia.

“Não haverá nenhum apoio do Ministério da Economia a ministros fura-teto. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com o ministro fura-teto”, disse Guedes, na terça-feira, ao anunciar os pedidos de demissão dos secretários de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. Na ocasião, ele afirmou, também, que os “conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular a cerca e furar teto vão levar o presidente para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal”.

PRÓ-BRASIL – O pano de fundo desse embate é a gestação do programa Pró-Brasil, de cunho desenvolvimentista e que é similar ao PAC dos governos Lula. A “debandada” na Economia confirma a insatisfação da equipe com o programa, o que havia sido negado, há alguns meses, por Guedes e pelos demais ministros envolvidos na questão.

O clima ficou tão pesado que reacendeu os rumores sobre uma possível saída de Guedes do governo. Além da pressão pelo aumento de gastos, o ministro está descontente com a demora na apresentação da reforma administrativa, adiada para 2021 pelo presidente, e com os resultados pífios das privatizações.

Após Bolsonaro ter assegurado, ontem, ao lado de ministros e dos presidentes das Casas do Congresso, que o teto de gastos será mantido, as atenções, agora, se voltam para o destino do Pró-Brasil e para a situação dos “ministros fura-teto”. Procurados pela reportagem, a Casa Civil, a Secretaria de Governo e os ministérios da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional não comentaram o assunto.

6 thoughts on “Marinho, Tarcísio e Braga Netto: O trio “fura-teto” que tirou Guedes do sério

  1. “Pazuello não descarta vacina russa contra covid, mas diz que dados ainda ‘são rasos'”

    O dados são rasos? O que isso quer dizer? Esse ministro é formado em alguma coisa? Ou ele antes furava poço?

    • Sr. Sapo,
      Como ele é um miquinho, ops! miliquinho, rsrs…

      A vacina russa ainda é um sodado “razo”… kkk
      Esse é como o “onesto”, não tem mais do que quinhentas palavras no seu vasto vocabulário.

      Pobres de nós!

      Vamos nos esborrachar.

      Cordialmente.

  2. Que falta faz um cientista na Saúde… Eis algumas linhas de pesquisa brasileira para combate ao virus:

    1. “Cientistas brasileiros desenvolvem soro com anticorpos de cavalo capaz de neutralizar coronavírus”.
    2. Na pasta da Ciência e Tecnologia estão testando a ação de hermífugos no combate ao covid19.
    3. O gênio Bozonarus teve a revelação espiritual de que a Cloroquina era tiro e queda contra o covidinho.
    Só falta o Lula receitar cachaça da boa!

  3. O Brasil e o Povo Brasileiro só teria a ganhar caso o o senhor Paulo Guedes e associados pedissem, em caráter irrevogável, as suas demissões do Ministério da Economia e demais funções públicas e se afastassem em definitivo da Vida Pública e de toda e qualquer instituição de interesses público.

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