Marx e Engels serão reconhecidos como benfeitores da Humanidade

Marx e Engels fizeram o mundo evoluir

Carlos Newton

É impressionante como o mundo evolui tecnologicamente numa velocidade assustadora, mas politicamente se mantém estagnado. As discussões sobre capitalismo e comunismo já deveriam estar totalmente sepultadas, mas continuam despertando emoções, como se ainda estivéssemos em meados do século XX, em plena guerra fria. Chega a ser patético.

A evolução da humanidade atingiu tal ponto que hoje a discussão política precisa ser travada em outros moldes, mais consentâneos com a realidade da vida, sem essa conversa fiada de direita e esquerda, porque está mais do que provado que capitalismo e comunismo, em suas concepções originais, já estão completamente superados.

UM MARCO NA HISTÓRIA

A teoria de Karl Marx e Friedrich Engels, concebida em 1848, provocou uma revolução intelectual e se transformou num marco na História da Humanidade. Quase dois séculos depois, é preciso entender que a principal consequência do Manifesto do Partido Comunista não foi a difusão da possibilidade de haver um regime político-administrativo mais humano, justo e igualitário. O resultado mais notável da genialidade de Marx e Engels seria outro, que eles jamais haviam imaginado — a evolução do capitalismo rumo ao Estado de Bem-Estar Social (Welfare State).

Na prática, depois da Revolução Russa, foi a ameaça do comunismo se espalhar pelo mundo que obrigou o capitalismo a ir progressivamente se reciclando, com abrandamento da exploração do homem pelo homem que Marx e Engels tanto denunciaram. Pouco a pouco, os países ocidentais mais desenvolvidos foram aperfeiçoando os direitos trabalhistas e as regras de amparo social, com adoção de salário mínimo, férias, assistência médica aos carentes, educação pública, aposentadoria e pensão.

UMA EXTRAORDINÁRIA EVOLUÇÃO

Embora muitas nações continuem vivendo em condições medievais e a metade dos 7 bilhões de habitantes do planeta ainda esteja em situação de abandono, com dificuldades de sobrevivência, não há dúvida de que o capitalismo já teve uma evolução verdadeiramente extraordinária e a Humanidade conseguiu esboçar um regime político-administrativo que no momento pode ser considerado ideal, adotado na Escandinávia e que tende a ser aceito universalmente.

Portanto, o que se deve debater hoje, no Brasil, é a forma de evoluirmos para atingir o estágio político-administrativo dos países nórdicos, que estão no ápice das estatísticas em termos de qualidade de vida (IDH – Índice de Desenvolvimento Humano), estabilidade econômica, educação pública, assistência médica e justiça social.

Este é o grande desafio, porque o Brasil ainda está muito longe do patamar alcançado pelos escandinavos, que conseguiram um fabuloso progresso econômico e social,apesar de viverem sob condições climáticas adversas. Nos países nórdicos, as instituições públicas e privadas convivem em harmonia, a livre iniciativa é respeitada, os três poderes funcionam, a ninguém é dado o direito de enriquecer na política ou na administração pública, não existe abismo entre o menor e o maior salário, essas nações não estão dominadas pelo sistema financeiro.

NÃO HÁ PERFEIÇÃO

É claro que os escandinavos não atingiram a perfeição. Uma das falhas ainda existentes, por exemplo, é a assistência médica de qualidade inferior para quem não possui plano de saúde. Outro problema é a necessidade de aprimorar a educação pública. Mas isso é fácil de resolver, e fica evidente que os próximos passos serão a universalização do atendimento médico-hospitalar e a garantia de um ensino gratuito de qualidade para todas as crianças e jovens.

Marx e Engels jamais poderiam imaginar que houvesse esta maravilhosa evolução do sistema capitalista, assim como nem desconfiavam que a adaptação de suas ideias acabaria provocando esses importantes avanços, que um dia o Brasil haverá de alcançar, para felicidade de nossos filhos, netos e bisnetos.

Agora, discutir capitalismo e comunismo nos dias de hoje, francamente, é uma tremenda perda de tempo.

34 thoughts on “Marx e Engels serão reconhecidos como benfeitores da Humanidade

  1. Bom dia, Carlos Newton!
    Ótimo começar essa jornada lendo seu artigo.
    Sua análise me remeteu à teoria dos contrários, mais especificamente à Pitágoras, Platão e Aristóteles.
    Mas quanto ao desafio de o Brasil chegar ao IDH nórdico, prezado Newton, pode esquecer: o brasileiro é fraco, corrupto, estúpido e ingênuo. Vê os horrores diários que vê e, mesmo assim, quer votar, quer escolher uma pessoa para governar sobre o gigantesco esgoto a céu aberto que é a política brasileira. Francamente, não dá. Ontem mesmo, aqui na TI, li o artigo de alguém que admiro, o Cristóvam Buarque, sobre o Jango, e uma vez mais constatei isso: o brasileiro gosta dos perfis que isolam a força como solução. Em princípio, eu também, mas só em princípio: me deem o poder total, durante alguns meses, e observem o que eu farei com a horda política brasileira! Certas cóleras são santas, e extirpar a venalidade do seio brasileiro é uma delas. Deixar de lutar, como Jango ingenuamente deixou, ” para não derramar sangue”, nos levou a quê, senão a muito sangue derramado?! Prefiro morrer lutando, com as mãos nas goelas do agressor, do que tomando um chazinho de camomila_ ou um chimarrão. Portanto, anote aí: a possibilidade real de nos igualarmos aos nórdicos, sem dúvida, é o aeroporto; mas isso o digo quanto a nós, classe trabalhadora digna, desse país. Quanto aos políticos brasileiros _bandidos primitivos_ , esses já estão à frente dos escandinavos há muito tempo.

    Saudações,

    Carlos Cazé.

    • Prezados: Foi o melhor artigo, simples, sintético e de sabedoria, que li sobre o tema em minha vida. E esta foi a melhor resposta ao artigo. Concordo com ambas. Moro fora do Brasil, desisti. Mas espero que esteja errado em concordar com esta resposta e espero que o autor do artigo esteja certo e um dia o Brasil alcance o que ele deseja. Parabéns a ambos, ao autor, brilhante, e a esta resposta, realista.

  2. Uma pessoa que tenha plantado a semente do ódio do rancor histórico na mente das pessoas incautas em relação a outras mais bem posicionadas materialmente, essa pessoa jamais deve ser tido como um benfeitor da humanidade.
    As teorias de Marx se resumem a um ódio científico do indivíduo em relação a um próximo considerado por sei lá quem mais bem sucedido.
    O Marx dá direitos ao sujeito desprovido de méritos de condenar o outro farto de capacidades pelo simples fato de a distância entre se ter capacidade e não ter ser uma fonte de mal estar para o sujeito vazio.
    Mas aí já começa o paradoxo maldoso: ora, ninguém é igual a ninguém, logo de uma maneira ou de outra alguma pessoa é diferente da outra, e o que Marx faz é definir esta diferença como o motivo a se destilar o ódio. Então, como entre todos há diferenças de alguma maneira, Marx consegue genialmente, e de maneira perversa, jogar todos contra todos. Por jogar todos contra todos ele merce o título de benfeitor da humanidade?
    À medida que alguém julga o seu próximo referenciado não na pessoa do próximo em si, mas na distância que separa aquele alguém e este próximo, o sujeito que assim ver o mundo ele está vendo o mundo com a medida do próprio nariz.
    Se você tem uma teoria que diz cientificamente que este alguém que percebe e julga ser inferior tem o direito a impor ao outro o encargo de eliminar a diferença subsistente, essa teoria em suma está tentando transformar a humanidade num monte de pó sem sal e sem luz, pois são as diferenças que dão brilho ao mundo.
    Donde se ver, as teorias de Marx apelam pra destruir o que diferencia uma pessoa da outra, é uma destruição das diferenças, e isso é a mesma coisa que obstruir qualquer possibilidade de desenvolvimento máximo da capacidade individual e, portanto, é um assassinato do ser humano, um assassinato do direito de cada um viver as próprias virtudes e conservar os próprios valores.
    Logo, as teorias do Marx engessam a humanidade. Por engessar o humanidade é que merece o título de benfeitor da mesma?
    As teorias de Marx partem do princípio de que o sujeito desprovido de capacidades é desprovido de capacidades por pura e simples culpa dos que não o são desprovidos de capacidades. Logo, Marx consegue cientificamente assegurar que o sujeito fraco não se sinta fraco, mas não só isso: ao dar valor ao que não se tem valor em detrimentos dos que são cheios de valores, Marx incita a hipocrisia. Por incitar a hipocrisia ele merece o título de benfeitor da humanidade?
    Marx, portanto, defende o ódio às diferenças e nega ao mesmo tempo o direito a ser diferente. Por fazer isso é que ele merece o título de benfeitor da humanidade?
    Sobre o capitalismo, ao contrário do socialismo o capitalismo não é uma ficção deliberada.
    O capitalismo na verdade foi a alcunha dada pelos que vivem na ficção deliberada aos que vivem a realidade da condição humana. E qual a condição humana? A condição humana é que a vida a gente ganha, mas a sobrevivência depende de cada um. Logo, sobreviver não é fácil, sobreviver por si só é árduo, Adão que o diga…
    A ideia de guardar para si o máximo de bens materiais possíveis não surgiu com o Adam Smith não. A ideia de guardar para si o máximo possível da época do homem primitivo, quando ter um estoque cheio era uma maneira mais certa e segura de se enfrentar o tempo futuro e incerto.
    Logo, o homem ajunta bens e materiais não em detrimento alheio, mas em benefício próprio e dos seus, antes de tudo.
    Quem aqui nunca se preocupou em ter sempre uma reservinha para a velhice, para o remédio, para trocar a tevê, comprar aquela calça bacana? Isso é um ato espiritual antes de tudo. É a natureza humana pulsando pela sobrevivência.
    Até as formigas ajuntam na fartura para prevenir a época de estiagem, por que o homem então não pode fazer a mesma coisa para garantir a própria existência? Por isso o ajuntamento material é antes de qualquer coisa uma luta e meio de sobrevivência. Condenar o ajuntamento material é antes de tudo um atentado contra a existência humana. Pois Maná caiu do Céu em outros momentos, mas não cai a todo momento; por que pães e peixes foram multiplicados em outros momentos, mas pães e peixes não são multiplicados a todo momento.
    Mas o homem tem dentro de si a capacidade de fazer produzir manás, o homem tem dentro de si a capacidade de produzir pães e pescar peixes. Essa capacidade é manifestada pelo trabalho. Pelo trabalho o homem dar o melhor de si e compra com o melhor de si o melhor que um outro tem a lhe oferecer. Logo o homem negocia capacidades, o homem negocia as diferenças em suas capacidades, tudo isso para o seu próprio bem estar e sobrevivência, e a sobrevivência baseada em valores própios é a chave da felicidade.
    Por isso, a capacidade dita as diferenças, as diferenças ditam o que se há de negociar, pelo negócios os homens trocam entre si suas virtudes, e ao trocar virtudes os homens propiciam aos outros um engrandecimento de valores, e o maior de todos os valores é a vida.
    Logo, diferenças e capacidades antes de tudo são a garantia da vida.
    Se Marx é contra a diferença e a capacidade, Marx é contra a vida. Se é contra a vida não merece título algum de benfeitor da humanidade.

  3. Fonte: ACI Dilgital;
    Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação

    REDAÇÃO CENTRAL, 11 Mai. 15 (ACI) .- Ion Mihai Pacepa foi general da polícia secreta da Romênia comunista antes de pedir demissão do seu cargo e fugir para os EUA no fim da década de 70. Considerado um dos maiores “detratores” de Moscou, Pacepa concedeu entrevista a ACI Digital e revelou a conexão entre a União Soviética e a Teologia da Libertação na América Latina. A seguir, os principais trechos da sua entrevista:

    Em geral, você poderia dizer que a expansão da Teologia da Libertação teve algum tipo de conexão com a União Soviética?

    Sim. Soube que a KGB teve uma relação com a Teologia da Libertação através do general soviético Aleksandr Sakharovsky, chefe do serviço de inteligência estrangeiro (razvedka) da Romênia comunista, que foi conselheiro e meu chefe até 1956, quando foi nomeado chefe do serviço de espionagem soviética, o PGU1; Ele manteve o cargo durante 15 anos, um recorde sem precedentes.

    Em 26 de outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, chegaram à Romênia para as chamadas “férias de seis dias de Khrushchev”. Ele nunca tinha tomado um período tão longo de férias no exterior, nem foi sua estadia na Romênia realmente umas férias.

    Khrushchev queria ser reconhecido na história como o líder soviético que exportou o comunismo à América Central e à América do Sul. A Romênia era o único país latino no bloco soviético e Khrushchev queria envolver os “líderes latinos” na sua nova guerra de “libertação”.

    Eu me investiguei sobre Sakharovsky, vi os seus escritos, mas não pude encontrar nenhuma informação relevante sobre sua figura. Por que?

    Sakharovsky era uma imagem soviética dos anos quentes da Guerra Fria, quando os membros dos governos britânico e israelense ainda não conheciam a identidade dos líderes do Mossad e do MI-6. Mas, Sakharovsky desempenhou um papel extremamente importante na construção da história da Guerra Fria. Ele ocasionou a exportação do comunismo a Cuba (1958-1961); ele manipulou de maneira perversa a crise de Berlim (1958-1961) criou o Muro de Berlim; a crise dos mísseis cubanos (1962) e colocou o mundo na beira de uma guerra nuclear.

    A Teologia da Libertação foi de alguma maneira um movimento ‘criado’ pela KGB de Sakharovsky ou foi um movimento existente que foi exacerbado pela URSS?

    O movimento nasceu na KGB e teve um nome inventado pela KGB: Teologia da Libertação. Durante esses anos, a KGB teve uma tendência pelos movimentos de “Libertação”. O Exército de Libertação Nacional da Colômbia (FARC –sic–), criado pela KGB com a ajuda de Fidel Castro; o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, criado pela KGB com o apoio de “Che” Guevara; e a Organização para Libertação da Palestina (OLP), criado pela KGB com ajuda de Yasser Arafat, são somente alguns movimentos de “Libertação” nascidos em Lubyanka – lugar dos quartéis-generais da KGB.

    O nascimento da Teologia da Libertação em 1960 foi a tentativa de um grande e secreto “Programa de desinformação” (Party-State Dezinformatsiya Program), aprovado por Aleksandr Shelepin, presidente da KGB, e pelo membro do Politburo, Aleksey Kirichenko, que organizou as políticas internacionais do Partido Comunista.

    Este programa demandou que a KGB guardasse um controle secreto sobre o Conselho Mundial das Igrejas (CMI), com sede em Genebra (Suíça), e o utilizasse como uma desculpa para transformar a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária na América do Sul. O CMI foi a maior organização internacional de fiéis depois do Vaticano, representando 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países.

    O nascimento de um novo movimento religioso é um evento histórico. Como foi construído este novo movimento religioso?

    A KGB começou construindo uma organização religiosa internacional intermédia chamada “Conferência Cristã pela Paz”, cujo quartel general estava em Praga. Sua principal tarefa era levar a Teologia da Libertação ao mundo real. A nova Conferência Cristã pela Paz foi dirigida pela KGB e estava subordinada ao respeitável Conselho Mundial da Paz, outra criação da KGB, fundada em 1949, com seu quartel geral também em Praga.

    Durante meus anos como líder da comunidade de inteligência do bloco soviético, dirigi as operações romenas do Conselho Mundial da Paz (CMP). Era estritamente KGB. A maioria dos empregados do CMP eram oficiais de inteligência soviéticos acobertados. Suas duas publicações em francês, “Nouvelles perspectives” e “Courier da Paix”, estavam também dirigidas pelos membros infiltrados da KGB –e da romena DIE2–. Inclusive o dinheiro para o orçamento da CMP chegava de Moscou, entregue pela KGB em dólares, em dinheiro lavado para ocultar sua origem soviética. Em 1989, quando a URSS estava à beira do colapso, o CMP admitiu publicamente que 90 por cento do seu dinheiro chegava através da KGB3.

    Como começou a Teologia da Libertação?

    Eu não estava propriamente envolvido na criação da Teologia da Libertação. Eu soube através de Sakharovsky, entretanto, que em 1968 a Conferência Cristã pela Paz criada pela KGB, apoiada em todo mundo pelo Conselho Mundial da Paz, foi capaz de manipular um grupo de bispos sul-americanos da esquerda dentro da Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín (Colômbia).

    O trabalho oficial da Conferência era diminuir a pobreza. Seu objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso motivando os pobres a rebelar-se contra a “violência institucionalizada da pobreza”, e recomendar o novo movimento ao Conselho Mundial das Igrejas para sua aprovação oficial. A Conferência de Medellín alcançou ambos objetivos. Também comprou o nome nascido da KGB “Teologia da Libertação”.

    A Teologia da Libertação teve líderes importantes, alguns deles famosas figuras “pastorais” e alguns intelectuais. Sabe se houve alguma participação do bloco soviético na promoção da imagem pessoal ou dos escritos destas personalidades? Alguma ligação específica com os bispos Sergio Mendes Arceo do México ou Helder Câmara do Brasil? Alguma possível conexão direta com teólogos da Libertação como Leonardo Boff, Frei Betto, Henry Camacho ou Gustavo Gutiérrez?

    Tenho boas razões para suspeitar que havia uma conexão orgânica entre a KGB e alguns desses líderes promotores da Teologia da Libertação, mas não tenho evidência para comprová-la. Nos últimos 15 anos que morei na Romênia (1963-1978), dirigi a espionagem científica e tecnológica do país, e também as operações de desinformação destinadas a aumentar a importância de Ceausescu no Ocidente.

    Recentemente vi o livro de Gutiérrez “Teologia da Libertação: Perspectivas” (1971) e tive a intuição de que este livro foi escrito em Lubyanka. Não surpreende que ele seja considerado agora como o fundador da Teologia da Libertação. Porém, da intuição aos fatos, entretanto, há um longo caminho.

  4. Parabéns pelo excelente artigo. Na verdade, existem apenas dois partidos:
    o capital e o trabalho, um não vive sem o outro, qual o mais importante? Para que se faça justiça é necessário que se dê o devido valor a cada um.

  5. Acho que somente o Confúcio foi mais distorcido que o Marx, principalmente pelos ditadores genocidas, tanto que os Manuscritos Econômicos e Filosóficos, mesmo tendo sido escrito em 1844, só vieram à tona muito depois e a contragosto dos Stalins da vida. Quem demonstra isso com uma boa clareza é o Erich Fromm em seu livro ” Conceito Marxista do Homem”. Já Marcuse mostra a tendência desses líderes fascistóides em se tornarem ‘pai’ e no desejo do população em ter um ‘pai geral’. “Os parricidas rebeldes agem unicamente para frustrar a primeira
    consequência, a ameaça: restabelecem a dominação, substituindo um
    pai por muitos e, depois, deificando e internalizando o pai único. Mas,
    ao fazê-lo, atraiçoam a promessa de seu próprio ato: a promessa de
    liberdade. (MARCUSE, p.74, 1981).
    Já em sua obra ” O Assassinato de Cristo ” do Reich ele identifica essa tendência como “a peste emocional da sociedade”, onde os lideres humanitários não tem muito espaço para a sobrevivência. Isso no Brasil é ainda mais acentuado ,tanto que o ‘pai Bebum de Rosemary’ quase emplacou….

  6. Quem gosta de discutir capitalismo x comunismo (marxismo-leninismo) é essa gente da esquerda que ainda quer por que quer implantar essa droga no mundo e que já foi provado em um século inteiro, o XX, que não deu certo em lugar nenhum, para falar o mínimo.
    O que se coloca aqui , por alguns, com percepção da natureza, humana especificamente, é que o tal capitalismo, que na verdade é economia de mercado, faz parte dessa natureza. A nossa. Foi uma evolução da humanidade quando esta aprendeu a trocar o que lhe sobrava, de caça ou o que plantava, com o que não tinha com seu próximo.
    Por não conhecer bem a natureza humana, Marx se saia com essas frazesinhas do efeito do tipo “é preciso acabar com a exploração do Homem pelo Homem” entre outras do tipo como o “Homem é o Lobo do Homem”, como se isso fosse possível de eliminar. Eliminar uma natureza de milhões de anos.
    E por aí vai.
    Enfim, já está provado que com a natureza ninguém mexe. Inamovível e ainda muito misteriosa. Há mais nela do que imagina nossa vã filosofia.
    Para finalizar, o que que já está provado é que o melhor mesmo é a liberdade individual. Com ela um país progride mais do que com ideologias, utopias e outras asneiras criadas pelo Homem com a pretensão de modificá-lo.

  7. Absolutamente incontáveis as descobertas e invenções que o homem realizou desde o seu surgimento neste planeta.
    Algo verdadeiramente extraordinário e que até hoje causa estupefação, diz respeito aos avanços eletrônicos, por onde anda o mundo, simplesmente.
    Quem poderia imaginar anos atrás um celular?
    E que nos conectasse com o banco, tirasse fotos, filmasse …
    Na razão inversamente proporcional em benfeitorias e conforto, rapidez e necessidade, da eletrônica, a invenção do dinheiro!
    O cara estava amaldiçoado nesta hora, certamente!
    Quantas mortes desnecessárias, busca incessante pelo poder, quanta injustiça praticada, quanto sofrimento ocasionado, quanta miséria intencional, quanto descalabro, quanta ganância desnecessária, quantas guerras inúteis, quantas atrocidades em nome do “vil metal”!
    Sem querer, acho que descobri um sinônimo apropriado ao demônio, que tem vários:
    DINHEIRO.
    Na razão direta de haver um rico, existem muitos pobres;
    De pessoas que têm muito, de gente que não tem nada;
    De vidas confortáveis, existências miseráveis;
    De alegrias para alguns, padecimentos para muitos;
    De seres humanos que não sabem onde mais guardar ou investir seu dinheiro, indivíduos que jamais seguraram em suas mãos uma nota qualquer.
    E, este diabo/dinheiro, é muito mais cultuado e obedecido que o Deus, um ente divulgado pelas religiões e que obrigam seus fiéis ao dízimo, portanto, ofertas demoníacas e orações ao tal Criador!
    Literalmente vivemos entre a cruz e a espada:
    Ou existimos de maneira simples e carregamos o fardo pertinente à renúncia de bens materiais ou, então, somos obrigados a usar a espada para cortar raízes humanas, vínculos pessoais, sentimentos nobres, pois o dinheiro nos leva à selvageria, ao descontrole, à desconsideração pelo próximo, a professar um deus falso.
    Evidente que não estou fazendo apologia a uma vida monástica, apenas quero ressaltar os malefícios sobre a invenção do dinheiro e o padecimento da Humanidade desde que substituiu o escambo pela moeda.
    Nessas horas, a gente constata a grande superioridade dos índios sobre nós, os tais civilizados.
    A história alguma vez registrou guerras tribais por causa de dinheiro?
    Pois até o Deus, que acreditamos, rezamos, já usamos Seu nome para matar e conquistar tesouros!
    Respeitosamente, mas debater Marx e Engels, que se debruçaram anos a fio para encontrar uma relação entre trabalho e dinheiro, trabalhadores e patrões, uma equação absolutamente impossível de ser feita porque gerou simplesmente milhões de mortos até o presente momento, mais apego ao dinheiro e mais ódio para aqueles que o possuem, decididamente é perda de tempo!
    Prefiro um gibi do de história em quadrinhos por mais infantil que seja, que encontrar soluções nas obras desses dois escritores, que deram sequência aos males que o dinheiro sempre produziu, e não benefícios ao ser humano, diante de enunciados utópicos e irreais, pois simplesmente desconsideraram nossos defeitos como pessoas, e que sempre vão estar em consonância à maldade e não à bondade, à vaidade e à ganância, menos para se colocar em prática a tal e famosa distribuição de renda, pois o dinheiro está atrelado a sofrimento e ignorância, e não à felicidade e sabedoria (claro que me reporto às grandes fortunas, aos bancos, aos poderosos investidores, empresas e indústrias, que foram hábeis no manejo de suas espadas!).

    • Sr. BENDL, com todo respeito, o senhor falou de uma coisa interessante, o dinheiro. O senhor disse que o dinheiro seria o diabo solto no mundo, disse que mau hora alguém teve a invenção de…
      O dinheiro foi umas das melhores invenções da humanidade, meu caro. O problema a que se refere não é o dinheiro, mas é das pessoas que não sabem lidar com o dinheiro. O problema não é o dinheiro ser maior; o problema é que as pessoas se acham tão ínfimas que colocam o dinheiro acima da própria vida. O problema é que ao invés de o dinheiro servir ao homem, o homem serve ao dinheiro. O problema é que ao invés do dinheiro ser o escravo do homem, o homem é que se deixa ser escravo do dinheiro.
      O dinheiro por si só é um papel. Um papel como um papel qualquer. O dinheiro não pensa, o dinheiro não fala, o dinheiro não açoita, o dinheiro não transa, o dinheiro não mata, o dinheiro não faz nada disso. Agora o homem, miserável por natureza, é quem faz do dinheiro o bem maior da sua vida. E todo aquele que morre por dinheiro não tem noção do que é dinheiro; todo aquele que mata por dinheiro não sabe nada do que é o dinheiro. Amaldiçoar o dinheiro também parece não ser uma boa ideia.
      O que é o dinheiro de fato?
      O dinheiro é uma moeda universal, um símbolo compreensível por todos os homens, um símbolo que assegura que com uma certa porção você vai poder comprar o valor do trabalho, o melhor produzido por um outro homem em algum lugar do mundo. Logo o dinheiro é a moeda de troca dos melhores. O dinheiro é produzido à medida que o homem produz bens que necessitam ser representados. O dinheiro batiza o trabalho humano, o dinheiro dar valor a tudo que o homem produz. O dinheiro dar valor às coisas. O dinheiro valoriza o que tem valor para o homem. O dinheiro dar valor a tudo que o gênio humano seja capaz de produzir.
      O dinheiro não pode existir do nada. Como o dinheiro é um registro de valor daquilo que é produzido, não existe valor onde nada se produz. Portanto isso já leva a conclusão que de uma maneira ou de outra quem tem dinheiro é por que possui algum produto feito pela sua própria capacidade, par servir à própria necessidade.
      O dinheiro quando existe em meio a uma ausência de produção este dinheiro é sem valor, pois ele não está dando valor a coisa nenhuma.
      O homem que rouba dinheiro está roubando a penhora de algum objeto que foi produzido por algum outro homem. É um dinheiro sujo, pois é o dinheiro tomado uma acusação contra o próprio ladrão, quando na verdade o dinheiro deveria ser um certificado do mérito do indivíduo.
      Por isso, viva o dinheiro!

      • Caro Menezes,
        Indiretamente me deste plena razão quanto atribuo ao dinheiro maldades indescritíveis contra o ser humano.
        Ao alegares que o problema não é o “vil metal” mas, as pessoas, decididamente o inventor do dinheiro por ter defeitos inatos, transmitiria a seus semelhantes uma criação que aumentaria ainda mais nossos erros congênitos, de “fabricação”.
        Já não bastavam comportamentos condenáveis para que a Humanidade se visse às voltas com aquela invenção que mudaria completamente a sua razão de ser:
        O DINHEIRO!
        Desta forma, a moeda é o acionador do que temos de mais deplorável; é quem detona no ser humano reações as mais controversas e deprimentes; o estopim de explosões cujas consequências são imensuráveis!
        Não posso dar vivas ao dinheiro, Menezes, pois tem sido o causador de infelicidades, mortes aos milhões, de frustrações, depressões, fome, sede, doenças …
        Observa que não existe mais a palavra empenhada!
        Não somos mais avalistas de nós mesmos.
        O dinheiro se antepõe à espécie humana.
        Mas como, se foi o homem quem o criou?!
        Aleluia ao ser humano;
        Salve a vida;
        Benditas a caridade, a tolerância, a simplicidade, a solidariedade, o afeto, o amor, simplesmente sentimentos que não se compram, Menezes, e são os bens mais preciosos que podemos ter, e de graça!
        Os riquíssimos sequer agradecem a vida que possuem!
        A visão, de modo que vejam a beleza deste planeta.
        A saúde, que os possibilita se mover.
        Poder saborear lautas refeições, fazer sexo, viajar …
        De que me valeria a fortuna, Menezes, se ignoro as pessoas e a mim mesmo?!
        Transcrevo um trecho muito importante a este respeito, do valor em demasia que se dá ao dinheiro, que somente adquire objetos:

        “Talvez dês esmolas. Mas, de onde as tiras, senão de tuas rapinas cruéis, do sofrimento, das lágrimas, dos suspiros? Se o pobre soubesse de onde vem o teu óbulo, ele o recusaria porque teria a impressão de morder a carne de seus irmãos e de sugar o sangue de seu próximo. Ele te diria estas palavras corajosas: não sacies a minha sede com as lágrimas de meus irmãos. Não dês ao pobre o pão endurecido com os soluços de meus companheiros de miséria. Devolve a teu semelhante aquilo que reclamaste e eu te serei muito grato. De que vale consolar um pobre, se tu fazes outros cem?”
        (São Gregório de Nissa)

        Um abraço, Menezes.

        • Sr. Bendl, pelo que escreves demonstras ser um homem de personalidade forte.
          Eu entendo o que sentes a respeito de que os homens vivem o vazio por causa do dinheiro.
          Como já disse e ratifico, o problema não é o dinheiro. O problema é o homem que tem sua natureza complicada. O problema é o homem que é egoísta, depravado, preguiçoso, invejoso, ambicioso, sedento de poder, louco por fama, o homem que quer resolver tudo de uma vez, o homem que quer o que pertence por direito ao próximo… O problema é o homem. Assim como uma arma não é disparada por si só, assim como uma bomba não explode por si só, do mesmo jeito o dinheiro também por si só não faz nada. O bem ou o mal depende dos valores de quem conduz o dinheiro.
          Os pontos que colocas não são intrínsecos do dinheiro, mas são vícios da precária condição humana.
          E o maior vício é o homem que coloca o dinheiro acima da própria vida. Este homem é um escravo das próprias necessidades. O dinheiro é bom e deve existir e é a grande marca da civilização. Agora o certo é que o homem use este dinheiro pra promover sua vida, e não o contrário.
          O dinheiro é um atributo dos produtos materiais, frutos do esforço e da inteligência do homem. O dinheiro é um código que diz a grandeza intelectual do empreendimento proposto. O dinheiro é condenável por isso? O dinheiro é ruim por dizer que o esforço mental humano aplicado na confecção de um i-phone é mais significativo que o aplicado na fabricação de um pão francês?
          O homem briga e morre por dinheiro, mas não é pelo dinheiro em si; é pela sensação de poder, o poder pelo poder.
          Antes do dinheiro havia o escambo. O dinheiro é um aprimoramento do escambo. Regressar ao escambo? Se minha profissão consiste em produzir ovo de galinha, então se vou amanhã no shopping terei de levar, sei lá, 1500 ovos de galinhas pra comprar um sapato? Chegar lá e dizer: “Moça, pegue meus ovos e me dê o sapato!” É isso? O dinheiro, caro, é a garantia de que seu esforço vai ser compreendido em algum lugar. O seu dinheiro me dá a certeza de que mesmo sem nunca ter visto seu rosto eu posso negociar e vender-te o meu melhor.
          Se há pobreza, há, sempre houve e sempre haverá. A pobreza é a regra da humanidade. A riqueza que é o diferencial. Se fosse fácil produzir riqueza todos seríamos ricos. E os ricos não são exploradores de ninguém não, obrigatoriamente. Existem ladrões em todo canto, isso existe, e eu não estou aqui pra defender ladrão não. Eu estou aqui pra defender os meus interesses e os interesses de homens de bem que respeitam o dinheiro, que reconhece no dinheiro o maior símbolo da sociedade civilizada, que sabe que quando não existia dinheiro o comércio era inviável que não fosse a nível comunitário. E quando não há possibilidade de comércio só resta uma alternativa: a guerra, matar ou morrer pra tomar ou evitar ser tomado.
          O comércio, que pra existir precisa de um símbolo cambial simples e organizado e eficiente como o dinheiro, é o meio mais eficaz de se diminuir a pobreza e as desavenças entre as nações. O comércio possibilita a troca, a troca estimula o desejo de adquirir, o desejo de adquirir leva ao desejo de produzir mais e melhor. E pra cada produção um certo valor em dinheiro é lançado. Observe que o dinheiro não nasce antes da produção, mas o dinheiro vem pra representar o produto da produção. A produção é intrínseca da capacidade humana. Logo o dinheiro é o melhor diplomata das relações interpessoais em termos de troca de capacidades. Portanto, o ladrão quando rouba ele não está roubando um papel sem representação, mas sim um papel que representa. O ladrão que rouba ele está roubando o suor do produtor. Do mesmo modo, o pedinte que pede não está pedindo um papel, mas está pedindo um pedaço do produto do produtor.
          Donde-se ver que o dinheiro vem da produção pra representar o produto da produção. E que por isso o dinheiro nem nasce do roubo nem da esmola.
          Donde-se ver que não é justo culpar o dinheiro, não é justo culpar o sujeito que tem dinheiro.
          Portanto, o que existe de violência, de pobreza, de miséria, de maldade, de egoísmo, de tudo quanto é ruim, tudo isso decorre da condição humana miserável, mas o dinheiro não tem culpa por nada.
          O homem que coloca o dinheiro acima de tudo e da vida do próximo não passa de um ladrão que sequer considera que este próximo é que é a fonte do dinheiro e não o dinheiro a fonte do próximo. Logo o ladrão não rouba o dinheiro, mas sim o que produz o dinheiro. Do mesmo modo o homem que despreza o dinheiro como vil metal ele está desprezando um símbolo que notifica o produto da pessoa humana. Não diria que o ser que despreza o dinheiro está desprezando a pessoa produtora, mas menosprezar o efeito do esforço de um outrem é sim uma tremenda baita de desconsideração.

          • Caro Menezes,
            Mais convergimos que divergimos.
            Se acuso o dinheiro como a pior invenção que fizemos, tu responsabilizas o homem.
            Ora, então podemos concluir sem qualquer margem de erro que, o dinheiro, em mãos humanas, torna-se muito pior!
            Eis algo que Marx e Engels jamais conseguiram:
            A famosa equação entre capital e trabalho, patrões e empregados, que, nós, os dois Francisco, obtivemos a fórmula para resolver esta incógnita!
            Se o dinheiro é ruim e, o homem, é mau, só poderemos obter maldades em dobro!
            O ser humano e a moeda são antagônicos por natureza, e não podia ser diferente, pois enquanto um é matéria, seja papel ou metal, os sentimentos humanos são invisíveis, haja vista não sabermos a cor do afeto, o tamanho da solidariedade, o comprimento do amor, porém, sabemos avaliar perfeitamente os prejuízos, os danos que sofremos quando a questão envolve dinheiro.
            Mas, como compensar a velhice?
            Como adquirir proteção para o Mal de Parkinson?
            Como comprar a recuperação de quem sofre de Alzheimer?
            E dos que tiveram Poliomielite?
            E quanto aos corações partidos pela traição dela ou dele?
            E como resgatar a vida daqueles que já morreram?
            Qual seria o preço da saudade?
            Temos como dimensionar essas dores através do dinheiro, em princípio, e depois estipular-lhes um valor pecuniário?
            Se a resposta é não, como inevitavelmente será, certamente o dinheiro deixa a desejar exatamente nas questões mais valiosas e fundamentais do ser humano:
            Saúde e sentimentos, que não há fortunas que possam adquiri-los.
            Prefiro ser pobre, porém saudável, do que vir a ser rico, e não ter como avaliar a vida diante da falta condições ou, então, porque a pobreza me possibilitou amar e ser amado, ver um jogo de futebol, tomar um chope com amigos, criar os filhos, acompanhar o crescimento dos netos, envelhecer com a mesma mulher que casei, rir de uma piada, e ter uma enorme capacidade de adaptação perante as crises econômicas, que não me tirarão o sono, pois se eu perder, será muito pouco.
            Outro abraço, Menezes.

  8. Por falar em socialismo, Hollande foi visitar Fidel, o ditador socialista, para bater papo furado sobre o tal socialismo, já que prática ele não funciona mesmo. Holaande é aprova mais recente disso, pois foi eleito com suas falácias , mas na prática se ferrou e a França continua estagnada como sempre. Enquanto isso, na Grã-Bretanha, depois de Margareth Thatcher, o crescimento se fez e se faz até hoje, tanto é que o conservador Cameron ganhou mais uma vez as eleições com maioria total no parlamento. E tem mais, o Reino-Unido já pensa em abandonar a tal União Européia que não passa de mais furada inventada pela esquerda e razão do porque a Europa não cresce. Queisto sirva de exemplo para o Brasil sair de vez dessa merda de Mercosul, que só nos dá prejuízo.

  9. Newton, discordo de você em relação aos conceitos de esquerda e direita que, para mim, ainda são válidos e atuais. Se pode notar sua permanência no que tange às propostas econômicas e sociais diferentes, por exemplo, que caracterizaram a recente eleição britânica (conservadores mais à direita e trabalhistas e nacionalistas escoceses mais à esquerda). Quanto à questão dos direitos trabalhistas, está havendo, na Europa e nos Estados Unidos retrocessos nos direitos sociais, com o fator trabalho cada vez mais enfraquecido, precarizado e débil. O trabalho temporário e a contratação a tempo parcial são a regra nos mercados de trabalho das principais democracias capitalistas ocidentais. Os direitos trabalhistas estão sendo amplamente suprimidos. Sobre esse assunto, para quem tiver interesse, segue sugestão de leitura.

    http://jus.com.br/artigos/24173/direito-do-trabalho-e-crise-economica

    • Gostei da conclusão, pelo que se detrai que não há desenvolvimento social sem o desenvolvimento econômico precedente. A questão é que a China dificultou muito a vida econômica desses países.

  10. Será que os socialistas mundo afora (principalmente dos países ricos) pensam como nossos socialistas periféricos?
    Os esquerdistas tupiniquins deste país (e creio que de toda a América Latina) endeusam nações governadas por ditadores comunistas (Cuba, ex-URSS, Venezuela, Coreia do Norte e até a China), mas na hora de contabilizar e mostrar os ganhos do povo destas ditaduras eles não têm como argumentar com fatos.
    Ao menos o sonho utópico do Karl Marx foi bem teorizado. Ele sonhou e colocou seu sonho em livro onde pregava a abolição da propriedade privada, da não existência de classes sociais, que todos os bens seriam de todos por igual e nada de uma nação com uns poucos ricos e com outra quantidade enorme de pobres e miseráveis.
    A bem da verdade em um dos “Almanaque da Abril dos anos 70” diz por escrito que após a morte do Marx as relações trabalhistas na Europa melhoraram bastante, leis trabalhistas foram criadas e respeitadas. Diz lá no livro da Abril que por influencia dos livros e das pregações de Marx os trabalhadores europeus se conscientizaram mais dos seus direitos e fizeram fortes pressões sobre seus patrões e que evidentemente cederam em muitas reinvindicações.
    Bom, no livro não diz que todos se tornaram iguais ou até quase iguais. Creio que o rico continuou andando em carruagens, charretes e o pobre se deslocando de lugares a pé ou de jegue.

    Já no século XX uns caras perversos com o uso da força implantaram na prática o tal do comunismo/socialismo idealizado por Marx. Ao todo foram 50 países socialistas sendo a URSS e a China as duas maiores nações comunistas. Todos estes 50 países se tornaram ditaduras onde se prendeu e matou milhões de pessoas. Todas elas faliram, mas mesmo falidas algumas delas resistem, mesmo contra a vontade do seu povo. Ditadores tipo o de Cuba, o da Venezuela e da Correia do Norte mantém seu povo na base do porrete.
    Entre muitas nações que serviram de laboratórios de testes da seita marxista cito algumas que ganharam maior visibilidade no mundo: a Rússia, Vietnam, China, Cuba, Camboja, Chile, Coreia do Norte.
    Esses homens do MAL que mandaram nestas nações acharam que iam desbancar o Capitalismo e mostrar ao mundo como fazer uma distribuição equilibrada da riqueza. Uma das prioridades da tal seita socialista criada era eliminar a burguesia. O Lema: Acaba-se o senhor Burguês e nos tornamos todos iguais.
    Como é que é?! Todos iguais? Nem no Céu.

    Amigo! Rico é rico e pobre é pobre em qualquer lugar ou em qualquer época.

    Classe social? Sempre terá. A do Clero, da Nobreza, a elite política, a elite culta, a elite empresarial, a classe burguesa, a elite Acadêmica, a elite classe A etc. etc. etc.
    Essa gente que faz parte do topo da pirâmide nunca vai querer descer (nem à força) para apertar a mão de quem tá lá embaixo, na base da mesma pirâmide. E quem faz parte desta base que sustenta toda a pirâmide? Nós os pobres, a plebe, o proletário, o povão, enfim os menos afortunados…
    Queira ou não, ricos e pobres admiram a Elizabeth II, o glamour das celebridades, desfiles de moda em Paris, Milão, Nova Iorque e Londres, ver de perto o casal Brad Pitt x Angelina Jolie etc. etc. etc.
    Eu arisco a dizer que a maioria dos ingleses se sente honrados em serem súditos da família real. Muitos pagam a conta da realeza sem reclamar.
    Então não será um Hugo Chávez, Lula e Fidel que para conseguir através da seita vermelha equilibrar as coisas terão que jogar no mesmo balaio a família real, as celebridades hollywoodianas juntos com os proletários que um dia Marx convocou a se unirem.
    Eles, estes 3 personagens socialistas citados acima, não vão querer estar no mesmo balaio com seus eleitores, imaginem os moradores grã-finos do Palácio de Buckingham.
    A nível tupiniquim, Xuxa, Jô Soares, Chico Buarque e Gisele Bündchen acharão normal ter contato, apertar a mão ou entrar em um elevador com pobre? Hum…
    Nós os pobres é quem mais sabe que tem pobre que não gosta de outro pobre, imagine!
    Noam Chomsky, intelectual americano e um dos homens mais inteligentes do mundo, se “matou” nos estudos para chegar a um patamar superior para depois ficar de papo furado em botecos com um recebedor de Bolsa Família. Vê se pode!
    Se até muitos de nós os pobres (sou pobre e só concluí o curso médio), quando somos diplomados (graduado) através de uma bolsa do famigerado ProUni que é nada diante do saber de uma Mente Brilhante como o Noam Chomsky, nos achamos o rei da cocada, imagine se sua formação superior fosse feita na USP ou no ITA.
    Gente do alto clero batizar filho de pobre? Ora, esta tarefa é para os membros do baixo clero.

    Condições um pouco mais favoráveis para os pobres? Ah meu amigo, só em nações Capitalistas e prósperas a exemplo dos EUA, Canadá, Austrália, Inglaterra, Suécia, Alemanha…
    Cuba, ex-URSS, Camboja, Venezuela, Coreia do Norte? Sem comentários. Basta dizer que nem os intelectuais 3º mundista curtem suas férias nestas nações.

  11. Ao implantarem um regime totalitário nestas nações, só meia dúzia de ditadores auxiliados por alguns burocratas mandam no pedaço. Eles governaram milhões pregando igualdade, mas sempre tendo alguns mais iguais que outros.
    Esse tal ideal igualitário pregado pelo Socialismo nunca foi alcançado.
    Todos os ditadores usufruem tudo do bom e do melhor que é produzido pelo capitalismo. Usam roupas de marca, aliás, as grifes lhes agradecem pelo seu bom gosto. Como um pequeno exemplo eu citaria as fotos do Fidel Castro usando as marcas Adidas e Nike que estão sendo mostradas ao mundo.
    O “nosso” Lula, por exemplo, hoje está assim com as elites, mas para enganar os incautos a todo o momento tenta se mostrar homem humilde, do povo e o que é pior, critica as tais elites, mas fora dos palanques, só anda com elas. Hoje este “homem do povo” só bebe uísque de rótulo azul, viaja nos jatinhos da Odebrecht, passa o Réveillon em Angra dos Reis na mansão de amigo bilionário…
    Como já dito acima, eles são bem mais iguais que os outros.
    Acho que essa turma perversa (Lenin, Stalin, Fidel, Che Guevara, Pol Pot, Mao Tsé-Tung, Hugo Chávez, Maduro e Salvador Allende) ao captarem a mensagem de Marx acharam que não era aceitável pelas leis da Natureza ter-se pessoas ricas (uma classe burguesa) sendo donos de boa parte do Capital que comanda a economia, donos de bancos, empresas, morando em casas bonitas, andando de Rolls-Royce, viajando de Boeing e Jatinho pra todo os lados etc. Para acabar com isso eles insuflaram o povão (massa de manobra) a exigir seu direito de também andar de Rolls-Royce, comer caviar e fumar charuto importado de Havana. O povo acreditou mesmo no “Sonho da Igualdade”. Fizeram revoluções e tomaram o poder.

    O SALDO DEIXADO POR ESTA MANCHA VERMELHA:
    – 100 milhões de mortos,
    – campos de trabalhos forçados na Sibéria,
    – se produziram alguma coisa que veio a beneficiar toda a humanidade foi algo pouco significante,
    – os EUA (país que eles demonizam) que é um país CAPITALISTA é responsável por 80% de todas as invenções e descobertas no Século XX,
    – não produziram “Inteligências”, se tiver são pouquíssimos ganhadores de Prêmios Nobel de Física, Química, Física e Medicina em países socialistas,
    – como produzir Mentes Brilhantes em um país (Camboja) em que seu ditador comunista manda eliminar em campos de trabalhos forçados, através da fome e da tortura sua elite intelectual e educada?
    Escritores, professores, cineastas e músicos foram mortos a mando da liderança do Khmer Vermelho. Escolas foram fechadas.
    – Enfim, nações em que milhares de pessoas morreram tentando fugir para nações democráticas. Milhares morreram tentando fugir de Cuba, centenas de alemães do lado Oriental de Berlim morreram tentando fugir para o lado Ocidental mais rico e democrático.
    – Dezenas de artistas, escritores e esportistas de países comunistas (a exemplo da ex-URSS) pediam asilo em nações prosperas e democráticas.

    Lenin, Stalin, Fidel, Che Guevara, Pol Pot, Mao Tsé-Tung, Hugo Chávez, Maduro e Salvador Allende (socialistas/comunistas) e outros das regiões pobres (da Ásia, América Latina e África) que implantaram este regime inspirado nesta teoria marxista são citados pela história como ditadores, sanguinários e populistas.
    Abram uma enciclopédia e tentem encontrar nas suas páginas o verbete ESTADISTA ou DEMOCRÁTICO ao se referir a estes senhores citados acima. Não vão encontrar.
    A história nunca vai perdoar essa gente.
    100 milhões de pessoas perderem a vida por causa de uma teoria elaborada por um único homem, ou 2, Marx e Eagles.
    Um cérebro mede em média 1,5kg.
    De dentro de apenas 1 quilo e meio de massa encravada dentro de um crânio saíram ideias que influenciou e continua influenciando a vida de milhões e milhões de pessoas no mundo. 100 milhões delas já morreram de fome, assassinadas e em campos de trabalhos a forçados.
    Milhões delas moram em nações onde impera falta de liberdade de expressão, corrupção, o direito de ir e vir, enfim, um povo condenado à escravidão e o que é pior, sem esperança alguma de dias melhores.

    REZEMOS PARA QUE ESTA MANCHA VERMELHA SE EVAPORE DO NOSSO BRASIL.

  12. Sem dúvida que a crítica do Regime Capitalista Industrial ( Meios de Produção de propriedade PRIVADA, decisões econômicas INDIVIDUAIS, e uso dos mecanismos de MERCADOS para alocação dos Recursos Produtivos e da distribuição da Renda ), feita por KARL MARX e FRIEDRICH ENGELS, muito contribuiu para a HUMANIZAÇÃO do CAPITALISMO, chegando até ao ( Welfare State tipo Escandinavo).
    Mas quem critica, fica na obrigação de dar a ALTERNATIVA, e como alternativa MARX e ENGELS em sua Teoria muito pouco falaram, apenas declarando que: ( os Meios de Produção seriam de propriedade ESTATAL, decisões econômicas COLETIVAS, e alocação dos Recursos Produtivos e distribuição da Renda via PLANO CENTRAL).
    MARX e ENGELS elogiavam o Regime Capitalista Industrial como potente MOTOR de PRODUÇÃO, mas atacavam seus pontos fracos: Não garantia o Pleno Emprego e distribuía mal a Renda.
    Seu Modelo, implantado na Rússia por LENIN ( 1917 – 1989) se mostrou POUCO PRODUTIVO, acabou com as Liberdades Individuais via DITADURA CIENTÍFICA “do Proletariado” , e, em termos de JUSTIÇA SOCIAL dividiu o País em duas partes, +- 5% da População pertencia ao PARTIDO COMUNISTA e tinha TUDO, e +- 95% não pertencia ao Partido Comunista, e não tinha NADA.
    Portanto não se credenciam a fazer jus ao Título de “BENFEITORES DA HUMANIDADE”.

  13. Fidel “fez história”, diz Hollande. Hitler também!

    Por Rodrigo Constantino
    Blog Veja on line

    O presidente francês, François Hollande, viveu um “momento histórico” na noite desta segunda-feira em sua visita a Cuba, ao conversar durante quase uma hora com o ex-ditador cubano Fidel Castro, de 88 anos. O encontro entre Hollande e Fidel durou mais de 50 minutos e ocorreu na residência do cubano, em Havana. Primeiro chefe de Estado ocidental a visitar Cuba após o anúncio do degelo entre Havana e Washington, Hollande disse à comunidade francesa residente na Ilha que “desejava viver este momento histórico”.

    “Tive diante de mim um homem que fez história. Há, evidentemente, debates sobre o lugar que ocupa, suas responsabilidades, mas estando em Cuba queria me reunir com Fidel Castro”, revelou Hollande, explicando que o “Comandante falou muito”. Hollande também se encontrou com o atual ditador cubano, Raúl Castro, que sucedeu Fidel em 2006. A reunião ocorreu no Palácio da Revolução, onde o presidente francês foi recebido com honras militares.

    Hollande é um dos piores presidentes que a França já teve, e olha que tem gente como Mitterrand para competir com ele. Medíocre seria elogio para alguém que só errou, causou uma grave crise e perdeu totalmente a aprovação popular. Sua política da inveja, que chegou a taxar em 75% o ganho dos mais ricos em nome da igualdade, foi um total fiasco, conforme previsto pelos liberais.

    Mas Hollande é visto como uma esquerda moderada, pois o socialismo moderno é mais palatável do que o velho comunismo, ao menos no discurso. Moderado? Taxar em 75% os mais ricos? Isso é confisco da propriedade privada, o que demonstra como esses “socialistas modernos” continuam com o velho ranço igualitário dos comunistas.

    A tietagem de Hollande ao decrépito ditador cubano é prova disso: foi lá afagar e elogiar o assassino, como fazem os tiranetes latino-americanos, e também nossa presidente. A esquerda que ainda encontra elogios para fazer a alguém que só trouxe ao mundo escravidão, morte e miséria não é digna de respeito, muito menos de ser chamada de democrática ou moderada. É tosca, ultrapassada, autoritária, e flerta com uma ditadura que ceifou a vida de milhares de pessoas inocentes pelo “crime” de se opor ao regime.

    Nem toda esquerda, vale notar, aplaude vergonhosamente o tal modelo cubano. O livro Silêncio, Cuba, da argentina Claudia Hilb, demonstra que há resquícios de honestidade na esquerda ainda. A professora lamenta o silêncio dos intelectuais de esquerda sobre o caráter “autocrático, antilibertário, antidemocrático e repressivo” do regime cubano. Ela mostra como a utopia de construir o “Homem Novo”, livre do egoísmo, da preferência por si mesmo, era indissociável do totalitarismo presente em Cuba. A busca pela igualdade dos resultados sempre levou a regimes ditatoriais. Hilb mostra como o medo despertado em todos foi parte inerente dos ideais revolucionários.

    Os cubanos desenvolveram aquilo que eles batizaram de “dupla moral”. De um lado, repetiam os slogans do partido, mantinham as aparências; do outro, aderiam a uma moral subterrânea, aceitavam o roubo de bens públicos como meio de vida, o tráfico no mercado negro, os empreendimentos clandestinos. Para sobreviver no regime cubano, faz-se necessário ignorar certos valores básicos, para não ser um “dissidente”, o que é sempre muito perigoso. Fidel Castro pariu uma nação inteira vítima de dissonância cognitiva. A autora pergunta: “O que resta da liberdade quando a ação pública vê-se reduzida a orientar-se essencialmente pelo medo?”

    Hilb derruba também o mito insistente de que há o lado bom do regime cubano, o foco na saúde e educação. Ela lembra que Cuba já desfrutava de índices melhores que a média latino-americana antes da revolução, e que após os subsídios bilionários da ex-URSS, o regime entrou em colapso até nessas áreas. A educação cubana não passa de doutrinação ideológica, e a saúde está em estado precário, com falta de remédios básicos e péssima qualidade dos estabelecimentos hospitalares. Se antes de Fidel a ilha era comparável a Costa Rica – e vencia –, hoje o critério de comparação é o Haiti.

    Alguns tentam defender o modelo cubano argumentando que, ao menos, a população média está melhor do que os favelados do Brasil ou Argentina. Mas Hilb sabe que se trata de argumento enganoso. Primeiro, porque não seria justificável defender a ditadura com base nisso, da mesma forma que ninguém defenderia o regime de Pinochet porque os chilenos viviam, na época, melhor do que os favelados cariocas. Segundo, porque, como ela mesma coloca, “se o único argumento contrário que o defensor do regime que governa Cuba de maneira absoluta há cinqüenta anos encontrasse fosse o de comparar um cubano pobre com o morador de uma favela, nosso contraditor imaginário assinaria a sua capitulação”. A promessa da revolução seria transformada na meta patética de oferecer uma vida “um pouco melhor” do que nas favelas!

    Tanto sangue, tanta opressão, tanto medo, para isso? Até Fidel parece ter assumido que o modelo não funciona “mais”. Demorou “apenas” meio século e dezenas de milhares de vítimas inocentes para perceber isso, se é que não passa de uma tática oportunista (o que é bem mais provável). Agora restam os dinossauros tupiniquins (e franceses) fazerem o mesmo, e abandonarem de uma vez essa utopia assassina chamada socialismo. A verdade precisa ser dita sem rodeios: quem ainda defende o modelo cubano até hoje não tem um pingo de caráter!

    Fidel “fez história”, diz Hollande. Sim, como Hitler também fez! E isso seria motivo para alguém ter prazer em ficar por uma hora em sua companhia, de tietagem patética? A história que Fidel fez foi uma marcada pelo rastro de sangue inocente. O homem é um psicopata. A esquerda que ainda o elogia não vale nada, e é piada de mau gosto querer posar de moderada ou democrática. Até parte da esquerda já reconhece isso. Infelizmente, não é a parte que está no poder em nosso país…

    Rodrigo Constantino

  14. Estado liberal americano x estado socialista brasileiro (Getúlio em 32)

    Felipe De Morais em Columbia (Missouri)

    Olá, pessoal. Sendo um brasileiro de origem e de coração, me sinto na obrigação de compartilhar uma das experiências que eu tive aqui nos Estados Unidos. Logo que me mudei para minha segunda universidade, University of Missouri (Mizzou), alguns amigos me falaram que para tirar a carteira de motorista eu precisaria fazer uma prova teórica, uma prova de sinalização, teste de visão e por último uma prova prática. Até aí tudo bem. O problema foi quando eles me falaram que eu poderia fazer tudo isso em um único dia e já sairia com a minha carteira em mãos. Tudo isso iria me custar U$ 10,00 dólares. Eu simplesmente não acreditei nisso tudo até começar o processo. Eu e mais 4 amigos alugamos um carro, chegamos no escritório as 11:00 da manhã de uma sexta-feira. Entregamos os papéis necessários e já estavamos aptos a fazer a prova teórica. Fizemos a prova em um computador. A prova é constituida de 25 questões envolvendo legislação, sinalização, situações no trânsinto e assim por diante. Bem similar ao Brasil. Dessas 25, tinhamos que acertar 20 para ser aprovados. Caso você não consiga, você pode refazer a prova na mesma hora. Sem custo nenhum. No meu caso, fiz a prova e passei de primeira pois eu havia estudado. Após terminar a prova, já fiz a prova de sinalização e o teste de visão. Após ter sido aprovado, eu já estava na fila de espera para fazer a prova prática. Esperei um tempo até ser chamado. Fiz a prova prática, na qual tive que dirigir seguindo as leis de trânsito dos Estados Unidos. Fiz baliza, estacionamento em subida, descida, ruas normais. A prova teve a duração de uns 20 minutos. Voltei para o escritório. Eles me entregaram um documento dizendo que eu estava apto a adquirir minha carteira. Após isso, fomos para um outro escritório para emitir a carteira. Alguns minutos na fila e saimos com uma carteira provisória na mão pelo preço de U$ 10,00 dólares. Após uma semana recebi minha carteira oficial em casa. O que me revolta é que eu acabei de olhar no site do Detran e vi que o valor para fazer uma carteira de motorista, categoria B, é de R$ 1.715,19 reais. Sem contar que o processo todo deve consumir uns 6 meses. Ai eu me pergunto, por que essa diferença? Por que devemos pagar 170 vezes mais que os americanos? E não venham me dizer que aqui eles não sabem dirigir. Porque eles sabem. Apenas acho que as coisas deveriam ser um pouco mais justas no nosso querido Brasil!

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