Meirelles prevê que estabilização da dívida pública pode levar mais de 10 anos

Meirelles mostra o exato tamanho do problema da dívida

Adriana Fernandes
Estadão

A fórmula que será proposta pelo Ministério da Fazenda para limitar os gastos do governo a partir de 2017 deve atrelar a duração da medida a uma meta para a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), ou partir de uma combinação de fatores com prazo fixo em anos. A previsão é que a dívida fique este ano acima de 70% do PIB, um nível considerado alto.

O objetivo do ministro Henrique Meirelles é achar uma equação que garanta que o teto de gastos dure por um período suficiente para a dívida entrar em uma “trajetória sustentável”. Mas um período reduzido não será suficiente para apontar essa direção, segundo fontes da equipe econômica.

A proposta inicial apresentada pela equipe econômica previa que o aumento dos gastos do governo seria limitado, de forma permanente, pela inflação do ano anterior – ou seja, não haveria mais crescimento real dos gastos.

PATAMAR SUSTENTÁVEL – Pelos cálculos do governo, levar a dívida bruta para um patamar considerado sustentável poderá demorar mais de uma década. A estabilização da trajetória de alta da dívida não acontecerá em menos de cinco anos.

As opções para a vigência do teto – medida que ainda terá de passar pelo crivo do Congresso – serão discutidas em reuniões neste fim de semana, quando Meirelles analisará simulações de trajetória da dívida que foram encomendadas à equipe técnica.

Variáveis econômicas como crescimento da economia, taxas de juros e resultados fiscais para os próximos anos têm de entrar na conta, o que torna mais complexa a fixação de uma “trava” para o teto por um período fixo em anos, na avaliação de integrantes da área econômica.

CONFIANÇA DOS INVESTIDORES – O desenho final será apresentado ao presidente em exercício Michel Temer, que já acertou com as lideranças do governo no Congresso enviar a proposta nesta terça-feira.

A cautela da equipe econômica com a definição sobre o tempo de vigência do teto no texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) é grande porque essa medida de controle de gastos é o principal trunfo de Temer para garantir a confiança dos investidores em relação à volta do equilíbrio das contas do governo, que apresentam déficits cada vez maiores.

Esse sinal é importante para que eles acreditem que a economia voltará a crescer de forma sustentável e, dessa forma, voltem a investir. “A vigência do teto tem de levar em conta a eficiência da própria medida”, avalia um dos formuladores da nova política. “Ela tem de respeitar o impacto do teto nas contas públicas.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não é brincadeira, não. O estrago que o PT causou foi imenso. E ainda há quem defenda a volta de Dilma Rousseff ao poder(C.N.)

9 thoughts on “Meirelles prevê que estabilização da dívida pública pode levar mais de 10 anos

  1. Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força… O movimento é natural, surge espontaneamente. Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se
    harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.
    I Ching

    http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2016/06/transparencia.html

  2. Será preciso que os próximos dois ou três governos não se afastem dessa meta nem das medidas necessárias para cumpri-la. Aí é que está a questão principal. É preciso manter essa turma longe do poder.

  3. É provável que o experiente Ministro da Fazenda HENRIQUE MEIRELLES (75) PSD tenha super-estimado o Deficit Público/2016 R$ 170,5 Bi, e o tempo de +-10 anos para estabilizar nossa Dívida Pública/PIB.
    Até porque ele sabe muito bem que EM CURTO PRAZO, para acabar com a Recessão/Desemprego rapidamente, ele precisa de mais Deficit Público/ Endividamento.
    A MÉDIO PRAZO para frente, depois que a Economia estiver crescendo, Crescente AUSTERIDADE e SUPERAVIT PRIMÁRIO.
    É assim que se fazem as coisas e a meu ver, o Ministro MEIRELLES está fazendo tudo certo.

  4. A começar pela absoluta impossibilidade de reverter o quadro em que a União é “dona” de mais de 72% do endividamento nacional, deixando a migalha remanescente para pessoas físicas e jurídicas a taxas de juros diabólicas. No cartão de crédito já passa de 400% ao ano. Talvez 10 anos não sejam suficientes…

  5. Pelas propostas da equipe econômica do presidente interino Michel Temer é: arrochar trabalhadores e aposentados, este último é reduzir pensão por morte, reduzindo o valor já prejudicado pelo fator previdenciário, desvinculando do salário mínimo.
    É um escárnio com o povo que trabalhou e quem está trabalhando, isto é um estelionato com o povo trabalhador brasileiro, espero que as centrais sindicais e associações, federações, confederações de aposentados e pensionistas reajam, assim como este congresso que está apodrecido.
    Sempre procuram o lado mais fraco para prejudicar, querem que o povo trabalhe até morrer, é de uma maldade sem limites, há formas de acabar com o déficit público, o trabalhador não criou este déficit e sim má gestão de quem esteve a frente do poder, é inaceitável as propostas deste governo interino, acabar com o ministério da previdência, é um golpe a soberania do país, o setor privado está de olho nos bilhões de reais do trabalhador brasileiro.

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