Mesmo sob suspeita, Adams se diz ‘confortável’ na Advocacia Geral da União

O ministro Luís Inácio Adams (Advocacia Geral da União – AGU) diz que não vê “nenhum desconforto” em permanecer no governo mesmo com uma comissão de sindicância interna de sua pasta ter apontado irregularidades em sua atuação por ter assinado pareceres envolvidos no esquema da operação Porto Seguro, que agora terão de ser revistos.

Inocentado por um amigo

Essa comissão interna da AGU recomendou abertura de processo disciplinar contra o ministro, mas o pedido foi arquivado pelo corregedor da AGU, Ademar Passos Veiga, nomeado pelo próprio Adams. O arquivamento ocorreu 17 dias após ter sido proposto pela sindicância, composta por três servidores de carreira.

Os integrantes da comissão consideraram que o ministro foi além de sua competência ao assinar despacho sobre desmatamento em terras da União. A decisão beneficiou o esquema, segundo a Polícia Federal.

Adams afirma que não cometeu nenhuma irregularidade e que adotou procedimento semelhante a seus antecessores. “Nesse caso particular, se eu não pudesse aprovar esse parecer, teria que abrir processo por todos os antecessores porque todos aprovaram pareceres”.

Nomeado por Adams, de quem é amigo, o corregedor argumentou que não havia indícios de irregularidades contra o ministro. “A averiguação do corregedor foi de que não há nenhuma infração que possa ser atribuída a mim”, diz Adams.

O ministro ainda alega que sua situação continua a mesma no governo federal. “Eu acho que as coisas foram esclarecidas, o processo está correndo normalmente. Tenho trajetória de carreira de 20 anos ocupando essas funções. Não vejo nenhum desconforto”, completou o ministro.

(Transcrito do jornal O Tempo)

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