Meteorito mostra que a vida na Terra pode acabar de uma hora para outra. Mas poucos se conscientizam disso.

Carlos Newton

Filmes como “Armagenon” ou “Impacto profundo”, sobre a possibilidade de destruição da Humanidade pela queda de um asteróide têm uma base real assustadora. Nada de ficção; ao contrário, realidade pura.

 Uma ficção real

Há uns 15 anos, a agência espacial americana Nasa fez um comunicado oficial a respeito de um asteróide que se aproxima da Terra e pode se chocar contra o planeta na próxima década. A notícia causou surpresa e apreensão, claro, mas no dia seguinte foi desmentida pela Nasa, sob alegação de que os cientistas tinham errado os cálculos, o asteróide vai passar perto, mas será apenas um susto.

Foram dois fatos extraordinários – a informação oficial da Nasa e o desmentido posterior, desmoralizando os próprios cientistas. E ninguém sabe o que realmente vai acontecer, se o erro de cálculo ocorreu ou não. O assunto virou segredo de Estado.

Agora, cai um pequeno meteorito e causa grande estrago na Rússia. Detalhe importante: asteróide e meteorito, é tudo a mesma coisa – a única diferença está no tamanho. Calcula-se que, se cair um asteróide com apenas 500 metros de diâmetro, já será suficiente para destruir a vida sobre o planeta, devido à poeira levantada, se cair em terra, ou aos maremotos e derretimento das geleiras, se cair na água, pois o impacto equivalente a milhares de bomas atômicas vai tirar a Terra do eixo, como  já aconteceu no passado remoto.

 

O FIM DA HUMANIDADE

O fato, mais do que comprovado, é que a Humanidade pode desaparecer de uma hora para outra, só não se sabe quando. A vida na Terra já foi varrida uma vez, no tempo dos dinossauros, por causa do choque com um asteróide, e deve desaparecer de novo, embora o espetacular avanço tecnológico já nos permita o sonho de uma missão suicida alterar o rumo de algum corpo celeste ameaçador, como no filme “Armagedon”.

De toda forma, os Estados Unidos, a Rússia e a China, com apoio dos outros principais países do mundo, entre eles o Brasil, precisam envidar esforços e tocar adiante esse projeto científico de interesse mundial. Caso contrário, de nada adiantarão seus sonhos imperialistas. De nada terá adiantado a evolução das espécies, tão genialmente percebida pelo gênio de Charles Darwin. E de nada terão valido também as vaidades, as riquezas e o egoísmo que ainda marcam a espécie humana.

Se todos se conscientizassem de que estamos apenas de passagem, a vida seria muito feliz aqui na Terra, enquanto o Armagedon não acontece, claro.

Como diz nosso amigo Ancelmo Gois, que Deus inspire os governantes das grandes potências, e a nós não desampare jamais.

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