Michel Temer quer se livrar de um peso chamado Eduardo Cunha

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Charge do Paixão, reproduzida da Gazeta do Povo

Pedro do Coutto

Reportagem de Miriam Leitão, com a participação de Isabel Braga, Letícia Fernandes e Jailton de Carvalho, O Globo, edição de quarta-feira, revela que o presidente Michel Temer, durante o encontro que teve com Eduardo Cunha, no Jaburu, sugeriu ao presidente afastado da Câmara que renuncie definitivamente a esse cargo. Sinal claro que a relutância demonstrada até hoje por Eduardo Cunha apresenta algum reflexo negativo para o atual ocupante do Palácio do Planalto. Tanto é assim que a mesma matéria destaca que o governo provisório já alcançou, no Senado, os votos necessários para se tornar definitivo até as eleições de 2018.

Para afastar definitivamente Dilma Rousseff são necessários votos de 54 senadores, mas os articuladores de Brasília já apontam a certeza de terem alcançado 60 votos. A admissibilidade do impeachment, na primeira etapa, registrou 55 sufrágios. Assim, o apoio à saída final de Dilma Rousseff teria avançado ainda mais. Por que então a preocupação com a renúncia de Eduardo Cunha?

PESO POLÍTICO – Provavelmente porque sua presença num cargo do qual foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal, passou a representar um peso político para Michel Temer. Sem Cunha, o Planalto obtém mais espaço para assegurar êxito à sua coordenação política. Vale acentuar que o Supremo afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara em caráter definitivo. Tanto assim que ao suspender seu mandato definiu o ato como por tempo indeterminado. Se o caráter indeterminado não foi aplicado no caso da presidência da casa, é porque, logicamente, assume o caráter de solução definitiva.

Dessa forma Eduardo Cunha luta em duas frentes: uma por um cargo que já perdeu e não pode recuperar. Outra, a busca difícil de preservar seu mandato de deputado. Difícil porque não depende nem da decisão da Comissão de Constituição e Justiça sobre a resolução do Conselho de Ética, tampouco, analisando-se reflexivamente a questão, do que o plenário vier a decidir.

Mesmo que a CCJ altere o parecer do Conselho de Ética, o que não é provável, principalmente agora depois da intervenção de Michel Temer, caberá ao plenário votar sim ou não no que se refere à cassação do mandato.

GANHAR TEMPO – Eduardo Cunha tenta ganhar tempo, empenhando-se por adiar as decisões. Mas o adiamento não o livrará da suspensão parlamentar que lhe foi imposta pelo STF. Como a cassação do mandato de qualquer deputado ou senador depende da aprovação pelo plenário, o que pode acontecer é Eduardo Cunha não perder o mandato, mas ficar impedido de exercê-lo em face do que decidiu o STF. Seria uma situação verdadeiramente absurda, impossível na prática dos fatos.

O presidente Michel Temer, ao se reunir com líderes do agronegócio, anunciou que vai colocar em prática medidas amargas no país. Bernardo Mello Franco comentou bem esse posicionamento na sua coluna da Folha de São Paulo de quarta-feira. Amargas para quem? – indagou.

REAÇÕES CONTRÁRIAS – Além disso, na minha opinião, não tem cabimento a ressalva de Michel Temer de que não teme reações contrárias da opinião pública a tais medidas, pelo simples fato de não pretender ser candidato a reeleição dE 2018.

Ora, deixou no ar a impressão de que, se fosse candidato, temeria as reações contrárias da população. Esqueceu (falha grave) que não se pode governar só para as urnas, mas principalmente para o desenvolvimento econômico e social do país.

As urnas são uma conseqüência, não a causa dos embates políticos.

2 thoughts on “Michel Temer quer se livrar de um peso chamado Eduardo Cunha

  1. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO nos diz que o Presidente Interino TEMER (75) PMDB, se sente cada vez mais incômodo com seu Colega de Partido, Presidente da Câmara afastado pelo STF, Sr. EDUARDO CUNHA.(58). E também de outros Pesos Pesados da Política, do seu Partido e Aliados, envolvidos na Lava Jato e similares.
    Aqui, concordo com nosso Colega Sr. ANTONIO SANTOS AQUINO, que diz, que: até agora, essas Acusações todas, só “reforçam” o Presidente TEMER.

    Analisa também o experiente Jornalista a declaração do Presidente TEMER, de que: após o julgamento do Impeachment da Presidenta DILMA (68) PT, terá que Aprovar no Congresso, “Medidas Amargas”, para acelerar sustentadamente o crescimento Nacional.
    É o Plano “Ponte para o Futuro” que ele corajosamente, ainda quando era Vice-Presidente, +- 2 anos atrás, apresentou:
    Resumidamente:

    ORÇAMENTO
    1- Congelamento da Despesa Pública (excluída a Inflação) por 20 anos, com Balanço da Situação no 10º ano, enquanto no período crescerá a RECEITA bem mais do que a Inflação.
    2- Acabar com a vinculação de Gastos Mínimos em % da Arrecadação, ex. Saúde, Educação.
    3- Análise de CUSTOS/BENEFÍCIOS de todos os Programas Sociais.

    PREVIDÊNCIA
    1- Idade Mínima para Aposentadoria, 65 Homens, 60 Mulheres.
    2- Benefícios Previdenciários desvinculados da correção do Salário Mínimo.

    POLÍTICA FISCAL
    1- Aprovar CPMF 0,38% para até 2018.
    2- Produzir crescentes Superavits Primários p/ cobrir Despesas com Juros.
    3- Levar a Inflação para o Centro da Meta de 4,5%aa até 2018, e a partir de 2019 levar o Centro da Meta para 4 %aa.

    FLEXIBILIZAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS
    1- Convenções Coletivas de Trabalho prevalecem sobre a CLT, exceção dos DIREITOS BÁSICOS.
    2- Avanço na Lei de TERCEIRIZAÇÕES.

    SETOR PRIVADO
    1- Desonerar Exportações/Investimentos.
    2- Simplificar Regime Tributário.
    3- Fazer CONCESSÕES em Logística/Infra-Estrutura.

    É +- isso que podemos esperar, pois está TUDO ESCRITO.

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