Michelle quer proibir música “Micheque”, dos Detonautas, alegando calúnia, injúria e difamação

Charge do Laerte (Arquivo do Google)

Ione Luques
O Globo

A música lançada pela banda de rock Detonautas, que satiriza os depósitos de R$ 89 mil na conta bancária de Michelle Bolsonaro, feitos por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, virou caso de polícia.

Na última quinta-feira, dia 24, a primeira-dama prestou queixa contra a banda carioca, por conta da canção “Micheque”. Ela se diz vítima de injúria, calúnia e difamação, e pede que a música seja retirada imediatamente de todas as plataformas digitais. A primeira-dama requer ainda que a música seja proibida de ser executada em qualquer lugar público ou privado.

PERGUNTA INDISCRETA – A canção, que teve a letra composta pelo vocalista dos Detonautas, Tico Santa Cruz, e participação especial de Marcelo Adnet imitando a voz do presidente Jair Bolsonaro, faz uma sátira à pergunta que tomou conta do país: ”Bolsonaro, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?”.

Veja a letra de “Micheque”:

Hey, Michelle, conta aqui para nós
A grana que entrou na sua conta é do Queiroz?
Hey, capitão, como isso aconteceu?
Levante a mão pro alto e agradeça muito a Deus

Zero um é o Willy Wonka
Zero dois é o Bananinha
Zero três, o Tonho da Lua que comanda a turminha.
Passa o dia conspirando, arrumando confusão
Mas é tudo gente boa, gente de bom coração

Hey, Michelle, conta aqui para nós
A grana que entrou na sua conta é do Queiroz?
Hey, capitão, como isso aconteceu?
Levante a mão pro alto e agradeça muito a Deus

Se liga rapá, quem tu tá pensando que enganou?
Agora vem cá e mostra tudo que você pregou
Porque eu, sei lá, quando a gente passa alguém pra trás
E fica impunemente sempre se arriscando mais!
O risco é maior e a ganância toma tudo então
E quanto mais tem mais, se sente o dono da situação
Só que comigo não. Nunca me enganou
Então responde logo como essa grana aí entrou

19 thoughts on “Michelle quer proibir música “Micheque”, dos Detonautas, alegando calúnia, injúria e difamação

  1. Alô, Dona Michele!

    Com todo respeito que a Primeira Dama merece!

    Gosto da Sra como Primeira Dama, és bonita e classuda, mas não vá por esse caminho não, Dona Michele!

    A maneira mais eficaz de se promover, divulgar e disseminar uma obra de qualidade duvidosa é assinando recibo tal qual a senhora está fazendo.

    Não fosse por essa sua iniciativa, pouquíssimas pessoas estariam prestando atenção à essa música dos Detonautas (uma banda, aliás que considero sofrível, sou muito mais um Rush ou os Beatles….). Eu, por exemplo, que não sou nem de longe fã de Detonautas, não tinha nenhum conhecimento sobre esta canção deles….

    Não se esqueça, Dona Michele: a Sra está passando um recibo enorme ao fazer isso….

    A Sra. se sente ofendida por alguma passagem da letra? A Sra se sente difamada ou caluniada?

    Busque reparação na justiça, mas não tente impedir a execução da música.

    É por causa da pergunta sobre os 89 mil? Isso poderia ser resolvido de maneira muito simples, sem que as coisas tivessem tomado a proporção que tomaram: bastava que Sua Excelência, o Presidente da República respondesse sobre a origem dos 89 mil reais…..

    Logo ele, que vive repetindo o versículo João 8:32:

    “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!”

    Qual é a verdade, afinal? Por que ela não apareceu até agora?

    Um abraço Dona Michele!

    Respeitosamente,

    Roberto Marques

  2. Trouxe da caserna a fama de pai austero e disciplinador. De manhã cedo, o acordar dos filhos ocorre simultaneamente, ao som da canção dos beatles, Michelle; executada pela própria “corneta”.
    Em seguida, a chamada numeral:
    01!
    Presente!
    Valor?
    Três milhões de dólares!
    02!
    Presente!
    Valor?
    Uma Ferrari vermelhona!
    03!
    Presente!
    Valor?
    A Petrobrás!
    ……………..

    Até chegar no 100, que corresponde a Hélio Negrão

  3. Na condição de ser um incorrigível defensor das mulheres, e fiz assim com a esposa de Lula, Dilma, a mulher do Macron, e com as minhas colegas comentaristas, a primeira-dama merece respeito!

    Detesto esse governo, que não é novidade, mas precisamos separar as coisas.
    A esposa do primeiro mandatário não deve ser trazida para a política, ainda mais esta, insana, deplorável, deletéria, maquiavélica, suja, sórdida, exemplo de corrupção.

    Se a Michele recebeu dinheiro de Queiroz, certamente o crédito lhe foi dado por aquele que usava o assessor para outros fins, que não o legislativo.
    Acusá-la de beneficiar-se com esta quantia de 89 mil reais e depositados durante vários anos, pois não foi de uma vez só, a música ofende os mais comezinhos princípio de direitos do cidadão, no caso de uma senhora.

    Não é democracia ou liberdade de expressão esse lixo!
    Trata-se de insulto, agressão, ofensa e, como tal a Justiça precisa, sim, proibir!

    Evidente que é a minha opinião, porém não concordo com o linchamento moral de Michele.
    Acho exagero, para dizer o mínimo, e nada adiantarão as expressões que a depreciem publicamente.

    A esposa do presidente é recatada, discreta, não se envolve com as trampas da família, bonita mulher, que precisa ser preservada de predadores de plantão, no caso os Detonautas, que eu os detono pela bosta de composição que fizeram!

    Minha solidariedade e apoio moral à Michele, que não merece e não deve ter esse tratamento tão asqueroso como essa banda de barulhentos quer lhe classificar!

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