Milícias atuam em vários Estados

Paulo Peres

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) garantiu, em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rede Record, que “existem milicianos em várias secretarias do poder público e o combate ao poder econômico das milícias deve envolver não apenas a esfera policial, mas também os governos municipal, estadual e federal”.

A população do Rio de Janeiro deixou de ser a única refém das milícias, uma vez que em pelo menos 11 estados brasileiros, há ações de grupos paramilitares armados e chefiados por agentes públicos da área de segurança, de acordo com informações do Ministérios Públicos e das Ouvidorias de Polícia de vários estados.

Os milicianos atuam em territórios urbanos e rurais, onde impõem lei própria e serviços econômicos, além de se envolverem em assassinatos. Na Bahia, por exemplo, há suspeita de envolvimento de políticos.

Segundo o MP, as milícias estão organizadas na Paraíba, no Espírito Santo, no Ceará, em Mato Grosso do Sul, no Pará, em Pernambuco, em Alagoas, no Piauí, em Minas Gerais, em São Paulo, na Bahia e no Rio. ” Os grupos agem com características diferentes em cada estado. O discurso para controlar as comunidades é parecido: eles extorquem dinheiro de moradores e comerciantes para oferecer segurança privada ilegal. Em troca da proteção, os milicianos prometem expulsar ou matar traficantes”.

Um dos casos mais graves está em Salvador, revelam as Investigações do Ministério Público que afirmam, ” os milicianos têm controle de 12 bairros do subúrbio da capital, entre eles Águas Claras, Fazenda Grande do Retiro e Cosme de Faria. Eles exploram o transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV a cabo e de gás. O modo de operar é semelhante ao de grupos paramilitares do Rio. Vereadores, com base eleitoral na região, estão na mira dos promotores, visto que os parlamentares estariam se beneficiando das milícias em eleições”.

É a nossa realidade.

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