Milton Nascimento e a atual MPB, Marco Maciel e a primavera em Brasília

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Milton é mais um que não aguenta mais ouvir o rádio

Vicente Limongi Neto

Concordo integralmente com o desabafo de Milton Nascimento, para a jornalista Mônica Bérgamo, na Folha de S. Paulo: “A música brasileira está uma merda”. É verdade, pois os “cantores” não cantam, berram. Haja algodão para preservar os ouvidos.  O mais inacreditável, todos eles estão ricos e têm até avião.  O programa da TV Globo “Só toca top” é de uma abissal pretensão.

O poeta e craque Milton Nascimento teria a definição mais adequada para aquela bobagem: “Só toca merda”.

MACIEL ESTÁ MAL – As leis de Deus são realmente implacáveis. Algumas doem na alma. Soam como injustas. Difíceis de admitir e compreender.  Sobretudo quando constata-se que marginais, vigaristas, patifes, ladrões, pedófilos, assassinos estão cheios de saúde. Soltos e faceiros. 

Enquanto figuras humanas notáveis e qualificadas, como Marco Maciel, que honrou e dignificou a vida e os importantes cargos que ocupou, aguarda, em casa, sem poder falar nem andar, com Alzheimer, o chamado do todo Poderoso.

Ironicamente, Marco Maciel também é imortal, membro da Academia Brasileira de Letras. 

É PRIMAVERA – No mais, é primavera em Brasília, uma das cidades mais lindas e arborizadas do mundo.

Mais respeito, são os ipês
Tornando Brasília mais alegre.
O ipê branco abranda a alma,
O amarelo encanta os corações,
O roxo alimenta a esperança,
O ipê lilás proclama a paz.
Os pés de ipês são recheados de dignidade
E pureza de sentimentos.
Embalam o cotidiano e embelezam o sol.
Quando as folhas começam a cair,
Os ipês partem para nova missão:
Juntam-se ao barro para arar e semear a vida eterna.

4 thoughts on “Milton Nascimento e a atual MPB, Marco Maciel e a primavera em Brasília

  1. O dia-a-dia está cheio de injustiças. A gente acaba sofrendo com a tragédia alheia. Não dá para entender, justos sendo penalizados.
    Concordo com o parágrafo: “MACIEL ESTÁ MAL – As leis de Deus são realmente implacáveis. Algumas doem na alma. Soam como injustas. Difíceis de admitir e compreender. Sobretudo quando constata-se que marginais, vigaristas, patifes, ladrões, pedófilos, assassinos estão cheios de saúde. Soltos e faceiros.

  2. A lembrança de Marco Maciel como exemplo de homem público, me traz à recordação Ulysses Guimarães, também considerado modelo como parlamentar.

    Mas, a pergunta é obrigatória:
    Fizeram para o país e povo o quê??!!
    Alguma lei ou benefício que tenham seus nomes?
    Algum projeto que tenha sido originário por ambos ou somente por um deles, e que tenha sido promulgado?

    Maciel era considerado um água morna, enquanto Ulysses era político de bastidores, de conchavos, acordos, combinações.
    Que bem fizeram para esta nação, a não ser para eles mesmos?

    Quanto à doença que Maciel foi acometido, lamento, mas o político é somente imortal pela Academia Brasileira de Letras pois, na condição de ser humano, a sua vida não é eterna, pelo contrário, é finita.

    Nada contra o ex-isso e ex-aquilo, mas também nada que merecesse os elogios que lhe são prestados neste blog.
    Maciel assim como surgiu no cenário político, desapareceu, a ponto que ninguém se lembrava dele, precisando que uma pessoa do meio político, evidente, postasse informações sobre seu estado de saúde.

    Quanto à música nacional, Nascimento tem razão de um lado, mas se contradiz do outro.
    A pobreza musical e falta de poesia nas canções é decepcionante, ainda mais com as rádios na sua maioria tocando Rap, Funk e sertanejo Universitário, aberrações de ritmos e letras ofensivas e agressivas, deploráveis e de muito mau gosto.

    Mas, Nascimento vive de seus sucessos do passado, pois jamais nos brindou com a repetição de suas colossais composições como Coração de Estudante (83), Travessia (67), Maria Maria (78), Canção da América (79), Nos Bailes da Vida (81), Nada será como antes (76), Coração de mim (97).

    Agora, o carioca Milton Nascimento, a meu ver, consegue ser um pouco mais brilhante que Chico Buarque, pois a genialidade de suas canções foram mais populares que as compostas por Chico, pois Milton é mais sonoro, mais mavioso nas suas obras.

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