Ministério Público anuncia “fato novos” na investigação do enriquecimento ilícito de Palocci.

Carlos Newton

Reportagem de Andreza Matais e Felipe Seligman, da Folha de S. Paulo, revela que o Ministério Público Federal prepara-se para abrir um inquérito criminal para investigar a atuação do ex-ministro Antonio Palocci como consultor de empresas.

Procuradores que analisam o caso já  informaram à Procuradoria-Geral da República sua intenção e relataram que encontraram “fatos novos” ao examinar os negócios particulares de Palocci. Mas o advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio, afirma que acompanha, desde o início, as investigações do Ministério Público Federal na área cível e que “não existe absolutamente nenhum fato novo” que justifique um outro inquérito na área criminal.

Em recente entrevista, Palocci afirmou que não revelou sua lista de clientes à presidente Dilma Rousseff, atribuiu as acusações a ele a uma “luta política” e disse que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.

Por óbvio,  se Palocci não revelou os clientes nem mesmo à presidente da República, isto significa que, se o fizesse, o ex-ministro estaria se incriminando por tráfico de influência. 

Palocci teve de se demitir da Casa Civil em junho, após ter sido divulgado que ele multiplicou seu patrimônio 20 vezes entre 2006 e 2010, quando foi deputado federal e manteve, paralelamente, uma consultoria privada.

Foi a segunda vez que Palocci deixou o governo após um escândalo. Como se sabe, em 2006 ele deixou o Ministério da Fazenda após a Caixa Econômica Federal ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que denunciara as ligações de Palocci com um grupo de Ribeirão Preto que se reunia para orgias numa mansão em Brasília.

Em meio a esse súbito enriquecimento, a consultoria Projeto, empresa aberta por Palocci em 2006 (quando declarou à Justiça Eleitoral ter patrimônio de apenas R$ 356 mil), comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões.

 

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