Ministério tem de ser eficiente (com mulheres, negros, gays, carecas ou não)

 14/05

Charge do Duke, reprodução de O Tempo

Nélio Jacob

Não deve haver obrigação de um governo colocar mulher, homem, negro, branco, índio, judeu, gay etc. em seus ministérios. Um presidente da República tem de nomear para seus ministérios – independente de sexo ou cor ou característica social – aqueles que ele conhece, que demonstrem capacidade administrativa e política, para contar com o apoio deles em seu governo.

O ódio com que os petistas se referem a seus adversários mostra quem são eles na verdade. Dilma, Lula e a companheirada só sabem espalhar ódio e vingança pela boca em seus discursos. Ha uma grande diferença em relação aos objetivos discursos do Temer, Lula e Dilma, é uma mudança da água para o vinho.

EXEMPLO ÉTICO

O presidenteTemer deu um exemplo do que é ética: mandou que fossem recolocados todos os quadros com as fotos da Dilma, no Planalto e nas salas das diversas repartições públicas. Se fosse o contrário, será que o PT faria o mesmo? Tenho dúvidas.

Essa campanha contra o impeachment que os petistas vêm fazendo não deverá atingir somente Temer, porque já está atingindo o Brasil, o estado de direito e a democracia. Essa campanha do PT nada mais é do que uma tentativa de desmoralizar as instituições públicas.

FALTOU ANGOLA

Reitero o venho dizendo: Lula, Dilma e aliados, movidos pela ambição do poder, estão pouco se importando com o Brasil,

É evidente que Cuba e Venezuela iriam denunciar o tal golpe. Mas ficou faltando Angola, assim como outros países democráticos ligados ao PT, como a sanguinária Guiné Equatorial. Essas ditaduras têm que declarar apoio ao governo do PT, todos receberam investimentos em seus países, enquanto aqui no Brasil os movimentos sociais passaram a ser sustentados por este governo, com dinheiro dos nossos impostos.

Será que o Maduro e Fidel Castro não sabem que no Brasil do PT quem ganhou mais dinheiro foram as elites? Ou seja, os banqueiros, empreiteiras, multinacionais e ladrões do erário público.

12 thoughts on “Ministério tem de ser eficiente (com mulheres, negros, gays, carecas ou não)

  1. Amigo Nélio
    Agradeço abordares assunto que, nos dois últimos dias, vem me provocando uma irritação “estomacal”. Aproveito a oportunidade para, pelo menos, tentar diminuí-la.
    Poucos minutos atrás, assisti entrevista com Ministro Jucá, na Globo News, (não verifiquei se era ao vivo ou reprodução) e, um dos temas tratados, era a falta de mulheres na composição do governo Temer.
    Falam mas não indicam. Falam mas não avaliam a participação das mulheres, escolhidas a dedo, que fizeram parte dos últimos governos petistas.
    A comparação é necessária. Para o pequeno número de mulheres, em relação ao dos homens, percentualmente, elas conseguiram se destacar negativamente. Não estou dizendo que só elas erram ou cometem crimes, más gestões ou descalabros administrativos. mas pelo número reduzido, quantas já estão “enroladas” em casos administrativos e de corrupção.
    O interessante é que acham estranho mas não indicam ninguém! Querem ESPAÇOS para mulheres. Daqui a pouco, alguém sugerirá COTAS. É assim que estão sendo resolvidas as questões, em todas as áreas.
    Um detalhezinho: foram os partidos que indicaram nomes.
    Meses atrás criaram o PMB – Partido da Mulher Brasileira.
    Quem dera as mulheres votassem nelas próprias. Já votei em algumas.
    Mais do que “garantir” participação com cotas ou com cobranças idiotas, até por serem maioria, deveriam as mulheres elegerem suas representantes, mas por qualidade e livre escolha.
    O que estou a dizer são fatos, não posições pessoais.
    Quando nos apegamos a pequenas questões, esquecemos as grandes e não atingimos as soluções.
    Infelizmente, tem gente que sempre quer criar confusão.
    Quem quer mulheres no governo temer que as indique. Só dizer que, não colocaram nenhuma no primeiro escalão, não vale.
    Parabéns Nélio e um fraterno abraço.
    Fallavena

  2. Já disse e vou repetir: o que eu quero é viver e criar meus filhos e netos na REPÚBLICA DA MERITOCRACIA.

    Refugo com veemência qualquer realidade estranha a esse objetivo maior.

  3. Para quem se acostumou a ouvir os “discursos” de Dilma, até que o discurso de posse de Temer dá um pouco de esperança aos brasileiros. É bem verdade que não se pode comparar a cultura e o saber de um e de outro. Temer as têm. Dilma, não. Mas não ouvi Temer dizer no discurso algo como “no meu governo não haverá corrução”. Mas nem precisa ser dito tão frontalmente assim. Bastaria alguma coisa como “no meu governo, atos de corrupção serão punidos com severidade, e o funcionário ou agente político que o praticar será sumariamente afastado do exercício do cargo até que tudo seja esclarecido”. Ninguém ouviu isso. Ouviu, sim, Temer dizer que a Lava Jato vai continuar, ou coisa parecida. Pergunta-se: desde quando um presidente da República pode impedir uma investigação policial e a ação do Poder Judiciário? Quanto à corrupção apenas o ministro Eliseu Padilha é quem declarou que no governo Temer não haverá corrupção. Mas era de Temer o dever de fazer essa afirmação.

    Mas Temer nada falou de corrupção porque ela tem a história da humanidade. Vamos ao que disse Ruy Barbosa em 1920 (com a grafia daquela época) na obra “Commentários à Constituição Federal Brasileira, Editora Saraiva, ano 1933, 3º volume, páginas 457-458:

    “Não determinará porventura, a Constituição da República a responsabilidade do chefe do Poder Executivo, como dos seus Ministros? A Constituição da República, nos seus artigo 53º e 54º, não nos impõe o dever de chamar à responsabilidade o Presidente da República e os seus Secretários, quando os actos do Presidente attentarem contra a honestidade da administração, contra a boa guarda e emprego dos dinheiros públicos, contra as verbas orçamentárias determinadas pelo Congresso Nacional? Ora, os actos administrativos contra a boa guarda, contra o emprego constitucional dos dinheiros públicos, contra as verbas orçamentárias votadas pelo Congresso, esses actos da administração em uma escala prodigiosa ahi se multiplicam todos os dias, sendo que justamente a elles se deve agora a situação de insolvência em que o Brasil se acha. Mas, em vez de cumprirmos o dever que nos impõem os artigos 53º e 54º da Constituição Republicana, responsabilizando o Presidente e os Ministros por esses abusos funestos, nós lhe passamos a mão pela cabeça e consolidamos no Brasil o regimen da impunidade”.

    Parece um discurso dos dias do Brasil de hoje, mais de 90 anos depois.

    • Importante tema trazido a comento por você Nélio Jacob.

      Não importa o gênero, mais a produtividade dos Ministros e auxiliares.
      Entretanto, parece que as críticas ao fato de não ter sido contemplado nenhuma senhora para o Ministério de temer incomodou o governo. O Ministro do Planejamento, Romero Jucá, em entrevista para a jornalista Miriam Leitão na Globo News fez o mea culpa admitindo o erro. Será que foi mesmo erro?
      Comentaram, que no governo Geisel também não tinha nenhuma dama no Ministério, fato que não se repetiu no governo Figueiredo, que nomeou a professora Ester Ferraz para o Ministério da Educação. Ponto para o general Figueiredo.

      Já a presidente Dilma nomeou um economista, o Mercadante, para o Ministério da Educação. Quem estava com a razão?

      E o atual nomeado por Temer, o deputado Mendonça Filho para Educação e Cultura tem alguma expertise na área importantíssima para o país?

      E Temer felizmente não nomeou o pastor para Ciência e Tecnologia, entretanto, o ungido Gilberto Kassab tem alguma coisa a ver com Ciência e Tecnologia? Seis por meia dúzia.

      Quando penso que vamos avançar, os fatos me desmentem trazendo angústia e desalento.

      • Parece que as críticas contundentes nas redes sociais e da classe artística contra a união da Educação e a Cultura, realmente um gigantesco retrocesso da era TEMER deram certo. O governo interino criou uma Secretaria Especial da Cultura e nomeará uma mulher para o cargo. Comenta-se que será a ex-Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Ana Rattes. Numa canetada só duas lacunas do novo governo.
        Cacá Diegues colocou uma pá de cal nos argumentos contra a Cultura agregada a Educação, conforme matéria do Segundo Caderno do Jornal O Globo assinada pelo excelente jornalista Luiz Felipe Reis:

        Disse o cineasta em síntese: ” …a educação prepara as pessoas para o mundo real, enquanto a cultura estimula a inventar outros mundos”.

        Então, a união da Educação e a Cultura demonstra cabalmente o pouco caso desse novo governo com políticas voltadas para a área cultural (teatro, cinema, música filosofia, artes plásticas), sem a qual nenhum país avança no concerto das nações.

        O erro foi parcialmente refeito, mas, já demonstra a que veio o novo governo, com um viés conservador e retrô, quer dizer atrasado mesmo.

        Para piorar, a nomeação do deputado Mendonça para o Ministério da Educação sem nenhuma atuação na área em toda sua vida de parlamentar e de executivo de Pernambuco causa estranheza e perplexidade. Para conseguir uma ampla base aliada no Congresso tudo está valendo. Pobre país, sempre andando em direção ao século anterior.

  4. Ninguém liga para o que Dilma fala ou pensa, ou deixa de falar e pensar. Não queremos pessoas trabalhando no governo por suas características físicas ou pelo que pensa, mas que sejam produtivas, honestas e eficientes.

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