Ministra da AGU cai em desgraça e agora luta para não ser derrubada do cargo

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Grace foi apelidada de ‘esquecidinha da AGU’

Carlos Newton

A ministra Grace Mendonça, da Advocacia-Geral da União, começa a enfrentar um levante dentro da instituição que comanda. Até agora, ela está se fingindo de morta no inquérito envolvendo o presidente Michel Temer e sua omissão está deixando mal a AGU. Seu vice Paulo Gustavo Medeiros Carvalho já está articulando para substituí-la, independentemente da saída ou não de Temer, porque a equipe do PMDB no Planalto acredita que a cassação ou renúncia do presidente não afetará o status quo, vejam a que ponto chega a prepotência dessa gente.

O vice Paulo Gustavo Carvalho, que é da cota do ex-deputado Eduardo Cunha, opera em dupla com Gustavo Rocha, chefe da Assessoria Jurídica da Casa Civil, que também foi nomeado por Cunha, com apoio de todos os caciques do PMDB, porque era advogado do partido.  Paulo Gustavo Carvalho é o “PG” que Gustavo Rocha mencionou no caso Geddel, na conversa gravada pelo então ministro da Cultura Marcelo Calero, quando afirmou que havia se entendido com uma pessoa na AGU para refazer o parecer e liberar a construção do prédio na área histórica de Salvador.

ESQUECIDINHA – Conhecida como a “esquecidinha da AGU” por causa da dificuldade de achar um HD externo para copiar os processos de políticos corruptos, entre eles o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e depois por ter esquecido que era filiado ao PSDB, a ministra Grace Mendonça está sentindo a pressão e vem fazendo qualquer coisa para permanecer no cargo. O chefe da Casa Civil Eliseu Padilha, responsável pela nomeação dela, está decepcionado e agora comanda a manobra para derrubá-la.

Grace Mendonça teve a ousadia de dar um “bypass” no ministro Henrique Meirelles no Congresso, para exigir dos deputados que não houvesse perdão dos honorários advocatícios na malfadada Medida Provisória do Programa de Regularização Tributária, esquecida de que há coisas bem mais graves no projeto, como a remissão dos próprios débitos e o pagamento de dívidas com imóveis pelo valor da penhora, o que é imoral.

Ou seja, Grace Mendonça quis jogar para a plateia e garantir os honorários dos Advogados e Procuradores, como forma de se sustentar no cargo, e o interesse público foi para as calendas. Por sorte, o Ministério da Fazenda conseguiu barrar este acordo abjeto.

DECADÊNCIA DA AGU – Grace Mendonça é exemplo de desempenho negativo na Administração Pública, pois se comporta como se fosse técnica e competente, mas é política e carreirista. Demonstra não estar nem um pouco preocupada com o interesse público e sim com sua própria trajetória e posição pessoal. O pior é que o vice Paulo Gustavo Carvalho, o “PG” de Geddel, é igual a ela.

Espera-se que a eventual queda de Temer não mantenha a   atual cúpula da AGU, mas isso pode até acontecer, no Planalto tudo é possível. O mais curioso é que Temer já avisou que, se continuar no poder, Grace Mendonça não fica de jeito nenhum. Na crise, ela está qualificada nos bastidores como covarde e traidora. Sumiu do Planalto e articula pelas costas de Temer para manter-se no cargo numa troca de governo. Seu foco é o atendimento aos interesses corporativos dos procuradores federais, mas este trunfo nada representa no baralho do Planalto.

24 thoughts on “Ministra da AGU cai em desgraça e agora luta para não ser derrubada do cargo

  1. É o que dá tais indicações, enquanto houver tais indicações políticas, nuca haverá insenção nas ações, é preciso mudar este sistema, deveria haver votação e não indicação, porque surge o comprometimento de quem indicou.

  2. É conhecida pelos membros da AGU como a melhor ministra dos últimos anos. E é! Tem desagradado uma minoria corrupta dentro da AGU que gosta de difamá-la para tirá-la do cargo, pois anda fazendo limpeza ética na AGU.

  3. Desde que esta Grace alegou que não tinha HD para copiar documentos da Lava Jato e processar políticos ficou claro que era da mesma estirpe de outros ao redor de Temer! E há muito mais coisa embaixo do tapete. Procurem que vão achar! Quem a defende aqui deve ser da sua tropa de choque, pois é uma pessoa irrelevante no Governo e sem expressão nenhuma.

    • Impressionante como o corporativismo, no mau sentido, chega ao absurdo de defender aquilo que destrói as organizações . A defesa da organização deve ser feita pelos próprios integrantes e não querer tapar o sol com a peneira. Não sei a quem se refere o Grey, mas cabe refletir se esta AGU realmente representa os ideais de sua entidade. Não parece que seja assim! Aliás, sucessivamente esta pessoa aparece ligada a fatos controversos. Abram os olhos Procuradores!

    • A Senhora a quem me referi, a D. Ana, já ultrapassou há muito tempo o nível da discussão de ideias. Vive hoje de plantar notícias requentadas numa tentativa ingênua de fazer ressoar no grande público um tema corporativista absolutamente irrelevante para quem não vive na Matrix que ela mesma criou. É triste, mas a D. Ana está a se asfixiar na própria bile. E parece que o caminho é sem volta…

    • Para que venha uma defesa tão emocionada de todos esses malfeitos, tenho certeza que o Sr. Anônimo (cujo nome verdadeiro já foi desvendado) é muito amigo das irmãs Ana e Fê. As duas tem uma longa tradição nesses temas, mas agora tem dormido cada vez pior com a Lava Jato e a queda iminente dos seus benfeitores.

  4. Triste ver que a Ana(des)uni joga com todo o tipo de arma baixa. Em todos os anos como servidora federal (são mais de 20) nunca tinha visto uma agremiação tão exageradamente corporativista e anti republicana. Nunca vi tanto cinismo…Fico chocada!

    • Chocados ficamos nós de fora, quando vemos servidores da AGU, pagos com o imposto que nós recolhemos, defendendo com unhas e dentes uma pessoa envolvida em tantos mal feitos. Isto sim é corporativismo da pior espécie e mostra uma falta total de interesse público. Vergonha alheia!

  5. Penso que a solução natural seria a estabilidade relativa no cargo, com mandato por prazos determinados de quatro anos, com possibilidades de recondução como analogamente hoje ocorre com os PGEs e PGR(por dois anos); Assim também para todos os Promotores de Justiça dos Estados e Procuradores de Justiça da União, que seriam originariamente integrantes dos quadros da Advocacia dos Estados ou da União, que seriam inicialmente escolhidos por seus pares em listas sêxtuplas, sendo submetidos ao crivo dos respectivos poderes legislativos, restando nominados em listas tríplices, reenviadas aos poderes executivos, para final nomeação.
    Complicado sim, mas democraticamente indicados de forma indireta pelos representantes do povo.

  6. O texto assusta pela precisão com a qual relata a situação vivida hoje na AGU. Sua fonte é boa, CN. Um projeto que só nos enfraquece, fruto de arranjos estranhos, sendo empurrado goela abaixo e que naturalmente exige negociações obscuras com o Congresso. Falta um Joelson para expor os podres disso tudo.

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